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6 lições da invasão da Rússia à Ucrânia sobre táticas de guerra

today23 de fevereiro de 2023 17

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As principais lições são:

  • Inteligência artificial: acompanhar o movimento das tropas em tempo real;
  • Drones: usos logístico e bélico resultam em economia de tempo, dinheiro e preservação de vidas;
  • Código aberto: coletar informações disponíveis online para criação de estratégias;
  • Defesa antiaérea: para controlar o conflito, é essencial controlar o espaço aéreo;
  • Estoque bélico: ter uma reserva considerável de armas e munições é preciso;
  • Descentralização: comando rígido e centralizado não funciona mais.

No campo de batalha, é importante localizar os alvos e acertá-los rapidamente.

Para isso, a novidade é uma “fusão de sensores” (o “sensor fusion”) que permite, combinando diferentes fontes, obter uma imagem precisa do terreno, disse Stephen Biddle, especialista da Universidade de Columbia, nos Estados Unidos, à AFP.



A empresa norte-americana Palantir fornece a Kiev suas ferramentas de inteligência artificial para acompanhar, em tempo real, os movimentos das tropas russas, suas posições e possíveis alvos. Segundo o diretor da Palantir, Alex Karp, estas “armas de guerra” inovadoras dão a seus usuários uma vantagem tática sobre os oponentes.

Os drones, utilizado por russos e ucranianos, assumiram papel crucial no conflito. Militares ou comerciais, estes veículos aéreos comandados à distância ganharam mais e mais importância para determinar os rumos das batalhas — particularmente por conta da variedade de modelos disponíveis.

Registros feitos pelo aparelho permitem que decisões estratégicas sejam tomadas de longe, com mais precisão e mais rapidamente. A tecnologia também permite que explosivos e artilharias possam ser utilizados à distância, sem a necessidade de movimentar as tropas.

“Os drones [que estão sendo usados no conflito] não são a ‘bala de prata’ que trará a vitória, mas estes objetos voadores estão capacitando soldados individuais ou um grupo de soldados em um nível de esquadrão”, afirmou Dominika Kunertova, pesquisadora do Centro de Pesquisas sobre Segurança, do Instituto Federal de Tecnologia de Zurique, na Suíça, ao g1.

Como os drones se tornaram armas fundamentais na Guerra da Ucrânia

Como os drones se tornaram armas fundamentais na Guerra da Ucrânia

Com a guerra na Ucrânia, coletar informações disponíveis na internet, a chamada inteligência de código aberto (Osint), tornou-se fundamental.

Qualquer um pode ter acesso a grupos do Telegram, fotos de satélites, mapas, grupos de discussão online e vídeos do TikTok para obter informações que ajudem tanto a geolocalizar potenciais alvos quanto a tomar decisões políticas. Muitos soldados russos pagaram com a própria vida por usarem seus celulares em solo ucraniano.

Candace Rondeaux, do centro de estudos New America (EUA), lembra que o código aberto já fervilhava com várias informações antes mesmo da invasão da Rússia à Ucrânia. “Parte do trabalho é ir às plataformas de redes sociais”, afirmou à AFP.

Apesar do dinheiro investido em caças e bombardeiros, o que tem surpreendido muitos observadores é o papel relativamente limitado dos aviões na guerra. Cabe à defesa aérea a capacidade de disparar mísseis e, assim, dominar o espaço aéreo.

Para isso, equipamentos de defesa antiaérea são muito importantes — e, de acordo com Stephen Biddle, esta lição não é novidade.

“É muito difícil ganhar uma ofensiva contra uma defesa bem preparada”, disse.

No caso ucraniano, o sistema norte-americano Patriot é um dos principais métodos de defesa aérea. Contudo, a bateria necessária para que o equipamento funcione é muito cara: mais de 1 bilhão de dólares.

Uma das principais lições da guerra na Ucrânia é sobre estocagem: ter uma reserva considerável de armas e munições é fundamental para manter a capacidade bélica de um exército.

Hoje, os ucranianos sofrem com a escassez de munições, das mais simples às mais sofisticadas, o que explica os esforços dos aliados para atender à demanda.

Becca Wasser, do Centro para uma Nova Segurança Americana, afirma que uma simulação recente de invasão chinesa a Taiwan tornou evidente “o grande desafio” do reabastecimento, especialmente de mísseis de precisão. Assim como na Ucrânia, disse, “não podemos nos limitar a supor que um conflito entre Estados Unidos e China por Taiwan seria breve”.

Candace Rondeaux considera que os Estados Unidos devem compartilhar tecnologia e ajudar seus aliados dentro da Otan a coordenar a fabricação de armas.

Para Stephen Biddle, o comando militar descentralizado na Ucrânia tem demonstrado eficácia contra a Rússia.

“Um comando rígido e centralizado ao estilo russo têm sido uma má ideia há muito tempo”, disse.

No entanto, o problema é que muitos aliados da Otan ainda estão muito centralizados, e isso é “muito difícil de mudar”, afirmou.




Todos os créditos desta notícia pertecem a G1 Mundo.

Por: G1

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