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Ácido clorídrico que vazou de carreta tombada em rodovia no interior de SP contamina rio e mata peixes

Escrito por em 14 de junho de 2021

Recomendação da Defesa Civil de Cajati é para que os moradores da região não tenham qualquer contato ou consumam as águas do Rio Jacupiranguinha.

Peixes morreram contaminados após ácido clorídrico ser derramado em rio de Cajati, SP

Peixes morreram contaminados após ácido clorídrico ser derramado em rio de Cajati, SP

A carga de ácido clorídrico que vazou de carreta tombada em um acidente na Rodovia Régis Bittencourt, na altura de Cajati, no interior de São Paulo, chegou ao Rio Jacupiranguinha e o contaminou. A Defesa Civil da cidade divulgou uma recomendação para que os moradores da região evitem qualquer contato ou consumo da água do rio.

O acidente ocorreu às 6h30 desta segunda-feira (14), no Km 499 da rodovia. A carreta tombou e derramou a carga de ácido clorídrico na pista e na canaleta da via. Segundo a Polícia Rodoviária Federal (PRF), ainda não há informações sobre as possíveis causas do tombamento.

Peixes morreram no rio devido à contaminação — Foto: G1 Santos

O ácido clorídrico é uma solução aquosa do gás cloreto de hidrogênio, muito utilizado em limpezas domésticas. A carga da carreta pesava 32 toneladas. Os bombeiros utilizaram cal virgem para segurar a névoa e areia para conter o vazamento.

Às 14h30, o trânsito passou a fluir pelas faixas da esquerda e central no Km 499. No entanto, há retenção de fila entre o Km 463, em Pariquera-Açu, e o Km 484, em Cajati. A carreta foi destombada e, no momento, seguem os trabalhos de transposição da carga excedente.

Carreta carregada de ácido clorídrico tomba na Régis Bittencourt

Carreta carregada de ácido clorídrico tomba na Régis Bittencourt

Técnicos da Companhia de Tecnologia de Saneamento Ambiental (Cetesb) estão no local avaliando os danos ambientais causados pelo vazamento do ácido. Ao G1, a Cetesb informou que vazaram cerca de 18 mil litros do produto.

Com o vazamento, houve queimadura da vegetação pelo caminho que o ácido percorreu e a contaminação das águas do Rio Jacupiranguinha. Uma grande quantidade de peixes que viva no rio morreu contaminada.

A avaliação mais detalhada do dano ambiental causado e as penalidades a serem aplicadas aos responsáveis será feita após o atendimento de emergência, segundo a Cetesb.

Carreta já foi destombada e equipes atuam em trabalho de transbordo da carga excedente — Foto: Divulgação/Arteris

Como prevenção, o Corpo de Bombeiros pediu para os moradores de cerca de 30 casas do bairro Barra do Azeite, mais próximas ao local do acidente, saírem de suas residências para não respirarem o odor do produto em local fechado.

A Defesa Civil foi ao bairro às 9h e descartou a necessidade de evacuação dos moradores, já que a névoa não chegou ao local. Com isso, eles puderam retornar às casas.

Caminhão tombou e derramou carga perigosa na Rodovia Régis Bittencourt — Foto: Divulgação/PRF

A Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp) informou, por nota, que as equipes da Defesa Civil e da Vigilância Sanitária do município, bem como bombeiros e equipes da Arteris Auto Pista, estão no local para conter o avanço do produto ao manancial do Rio Jacupiranguinha.

Informou, também, que, até o momento, não é possível afirmar se a captação, o fornecimento e a qualidade da água serão afetados. Conforme orientações da Cetesb, a Sabesp está monitorando a qualidade da água bruta (OD e PH).

A companhia recomenda economia de água e segue à disposição pelos canais de atendimento aos clientes: telefone 0800-0550195 (ligações gratuitas), pela Agência Virtual no site ou pelo aplicativo da Sabesp para Android e iOS.

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