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Ativista investigado por oferecer sexo oral a menino é acusado de se masturbar em academia

today15 de junho de 2024 3

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O ato obsceno, segundo o rapaz, aconteceu em uma unidade da Smart Fit na Avenida Ana Costa, no bairro Gonzaga. O homem afirmou que, antes do caso, tinha o costume de tomar banho na academia pois trabalhava após o treino. No local, ele sentiu que estava sendo observado e, por isso, entrou de roupa na cabine, onde fica o chuveiro.

O jovem acrescentou ter visto o ativista se masturbando assim que entrou no espaço, mas ignorou a atitude do investigado. Apesar disso, ele voltou ao vestiário para pegar o shampoo que havia esquecido na mochila. Neste momento, a vítima teria visto o militante balançando o pênis enquanto olhava para ela, que correu assustada de volta para a cabine.

“Comecei a mandar mensagem para pessoas de confiança. Mas, por azar, estava sem internet naquele dia e, mais azar ainda, o banheiro estava vazio. Fiquei parado, ainda com a roupa, deixando a água cair, sem nem tomar banho”, desabafou.



A vítima explicou que, na sequência, ouviu o ativista indo para a cabine ao lado. “Entrei em pânico […] Não sei exatamente o que ele estava tentando fazer, se era me observar pelo espacinho que tem em cada cabine ou me gravar. Fiquei completamente parado e não quis nem olhar”, lembrou.

Assustado, o rapaz saiu correndo para pedir ajuda aos professores da academia. Ele contou que foi acolhido e informado por eles sobre outros homens também terem sido importunados sexualmente pelo ativista. “A sensação que dá é que ele vai lá [na academia] para isso”, pontuou.

O g1 entrou em contato com o ativista sobre as novas denúncias contra ele, mas não obteve retorno até a última atualização desta reportagem. A Smart Fit afirmou, por meio de nota, que não tolera nenhum tipo de assédio e já tomou as medidas cabíveis para resguardar a privacidade e a segurança dos alunos de todas as unidades.

Homem foi escoltado por seguranças dentro de shopping em Santos (SP) após denúncia de adolescente de 13 anos — Foto: Arquivo pessoal

Depois do assédio, que aconteceu em 7 de maio, o ativista tentou contato com a vítima pelas redes sociais, sendo bloqueado na sequência. O homem assediado, porém, só registrou o boletim de ocorrência por ato obsceno em 6 de junho, no dia em que o investigado perguntou se poderia fazer um ‘bo***’ [sexo oral] no adolescente.

A vítima explicou que não procurou a polícia por causa da repercussão do outro caso. O registro, inclusive, foi feito horas antes da abordagem do adolescente no shopping, quando ela conseguiu o nome do ativista com a ajuda de um amigo que também foi contatado por ele nas redes sociais.

“Fiquei muito traumatizado”, disse o homem. Ele contou ter deixado de tomar banho na academia com medo de encontrar o ativista.

Com as denúncias, a vítima espera que a justiça seja feita: “Eu o via nas redes sociais parecendo o homem mais politizado e defensor de pautas que eu me incluo […]. Vê-lo sendo exposto me fez ficar mais leve, só fico triste que tenha sido a troco de uma criança traumatizada”, finalizou.

Veja, abaixo, a nota completa divulgada pelo ativista investigado sobre o caso do adolescente:

Ativista investigado divulga nota de esclarecimento sobre o caso — Foto: Reprodução

Segundo divulgou nas redes sociais, o investigado começou a militar pelas causas sociais em 2017 em uma escola estadual da cidade. Ele presidiu o grêmio estudantil por dois anos e chegou a ser eleito para a presidência e vice-presidência de movimentos LGBT+.

A informação foi confirmada ao g1 pela Câmara Municipal. A equipe de reportagem entrou em contato com o PCdoB para um posicionamento, mas não obteve retorno até a última atualização da reportagem.

Ativista investigado de oferecer sexo oral a adolescente em banheiro de shopping no litoral de SP pediu dinheiro para mudar de estado — Foto: Arquivo Pessoal

O caso veio à tona após a mãe do adolescente, Talita Santos, de 31 anos, registrar um boletim de ocorrência contra o ativista. O menino contou à mulher ter sido abordado no banheiro de um shopping no bairro Gonzaga. O homem, de 24 anos, é suspeito de perguntar ao adolescente se poderia fazer um ‘bo***’ [sexo oral], mas já afirmou publicamente que a história “não é o que estão dizendo”.

A mãe da vítima contou à equipe de reportagem querer justiça para o filho. A delegada Deborah Lázaro, da Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) de Santos, informou que vai instaurar inquérito para apurar o caso, que teria ocorrido na noite de 6 de junho.

“Ele [adolescente] já falou que não vai entrar mais no banheiro sozinho. Eu não sei como vai ficar o psicológico dele”, desabafou a mãe.

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Segundo Talita, o homem demorou para deixar o banheiro, mas ao deixar o local disse: “Não, não falei nada, não. Quantos anos teu filho tem?”. A mãe contou que, enquanto a polícia era acionada, o ativista demonstrava o que ela chamou de “poder de persuasão”.

Revoltada com a situação, a autônoma gravou o rosto do ativista e conversou com funcionários de lojas no shopping, que disseram que ele já é conhecido por assediar pessoas dentro do banheiro.

Com a chegada dos policiais, os envolvidos foram encaminhados para o 7º Distrito Policial, onde o menino foi ouvido e a mãe registrou um boletim de ocorrência.

A indignação de Talita é ainda maior devido ao fato do homem ser um militante e ativista político. “Ele ouviu a voz do meu filho. E meu filho tem voz de criança, não tem nem voz de adulto […] Eu estou aliviada de saber que não foi mentira o que meu filho relatou”, afirmou.

Nota do ConLGBT — Foto: Reprodução/Instagram

Em nota divulgada no Instagram, o Conselho Municipal de Políticas LGBT+ de Santos (ConLGBT) disse que repudia veementemente qualquer forma de comportamento ilícito ou desrespeitoso, seja LGBTQIA+ ou não. O homem solicitou o afastamento do movimento, o que logo foi aprovado.

De acordo com o ConLGBT, há um compromisso em ajudar as autoridades no que for preciso para que se realize uma investigação minuciosa e imparcial. Além disso, o movimento ressaltou a importância de garantir o processo legal, o direito à ampla defesa e ao contraditório para apuração.

“Por fim, é necessário apontar que é descabido relacionar o suposto comportamento criminoso com a orientação sexual do seu eventual autor e, muito menos, com toda comunidade LGBTQIA+”, afirmou.

Para a delegada Deborah Lázaro, titular da Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) de Santos, o ideal é que as crianças e adolescentes evitem usar esse tipo de banheiro por questões de segurança.

Ao citar o caso do adolescente de 13 anos, a delegada disse que o ideal é que seguranças fiquem perto da entrada dos banheiros para inibir esse tipo de prática ilícita.

“O menino de 13, infelizmente, não vai poder ir ao banheiro feminino. Tanto que a mãe não quis levá-lo. É um rapazinho, um menino. [Mas] acho que todo cuidado é pouco”, afirmou.

A Conselheira tutelar em São Vicente (SP), Andrea Moraes concorda com a chefe de polícia. Segundo ela, o segredo para os pais é estabelecer uma relação de confiança com seus filhos. Dessa maneira, a criança ou adolescente sentirá abertura para relatar possíveis abordagens criminosas.

“É importante sempre os pais conversarem com os filhos, pedir para não deixarem colocar nada em seu corpo. E, caso aconteça, falar para o responsável. Sempre ganhar a confiança do seu filho, orientando”, disse ela.

Dicas para os responsáveis

  • Evitar o uso dos banheiros sem adultos;
  • Manter uma relação de confiança com a criança ou adolescente;
  • Orientar sobre a privacidade do próprio corpo;
  • Pedir que o menor relate o ocorrido, caso aconteça.

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Todos os créditos desta notícia pertecem a G1 Santos.

Por: G1

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