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Bardella, Marine e Jean-Marie Le Pen: veja a evolução da extrema direita na França; eleições acontecem no domingo

today6 de julho de 2024 4

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Bardella, Marine e Jean-Marie Le Pen: a evolução da extrema direita na França



Bardella, Marine e Jean-Marie Le Pen: a evolução da extrema direita na França

Jordan Bardella — Foto: GloboNews/Jacqueline Santiago

O atual presidente do RN é um dos grandes nomes desta eleição na França e o rosto da reformulação da imagem do partido. Com apenas 28 anos, o político está disputando para se tornar o próximo primeiro-ministro, o mais jovem da história do país.

Com vídeos no TikTok e milhões de seguidores, o político tem grande alcance entre os jovens franceses, que deixaram de lado a tradição de ser uma forte resistência às ideias de extrema direita.

Bardella foi nomeado ao cargo de liderança na sigla em 2022 por Marine Le Pen. Considerado “pupilo” de Le Pen, Bardella segue as duras políticas anti-imigração, mesmo sendo filho de imigrantes italianos. O político cresceu nos subúrbios parisienses, que concentram famílias mais pobres, muitas vezes imigrantes muçulmanos e descendentes.

Bardella afirma que uma das prioridades, se conseguir se tornar premiê, será reduzir drasticamente a imigração, além de prometer bloquear o acesso a tratamento médico gratuito para pessoas sem documentos (exceto durante emergências) e pôr fim à possibilidade de crianças nascidas na França de estrangeiros se qualificarem automaticamente para a cidadania francesa quando completam 18 anos.

O candidato também já sinalizou que proibir véus muçulmanos em público é uma meta dele, embora não esteja entre as prioridades a curto prazo.

Marine Le Pen — Foto: GloboNews/Jacqueline Santiago

Marine Le Pen é filha de Jean-Marie Le Pen, fundador do partido integrado por ela e presidido por Bardella atualmente. Embora tenha se afastado de muitas ideologias do pai, a francesa herdou diversas linhas do partido, como a dura política anti-imigração.

Em 2011, Marine Le Pen assumiu a liderança do partido com a missão de “desdemonizar” a sigla de extrema direita. A política buscou se distanciar de declarações antissemitas do pai, que chegou a ser expulso do partido em 2015 por ela. O afastamento foi decidido após declarações de Le Pen pai sobre o Holocausto e a imigração.

Em 2018, Le Pen renomeou o partido para “Reunião Nacional” e ampliou a plataforma de propostas para incluir questões financeiras, de olho em pautas operárias em áreas mais pobres. Alguns membros do partido seguem recebendo críticas por comentários racistas, antissemitas ou homofóbicos até hoje.

Marine Le Pen também já sugeriu que abandonar o apoio francês à Ucrânia na guerra contra a Rússia e de políticas para amenizar o impacto do carbono no meio ambiente, com maior incentivo à indústria francesa.

Jean-Marie Le Pen — Foto: GloboNews/Jacqueline Santiago

Inicialmente chamado de Frente Nacional, o partido foi fundado em 1972 por Jean-Marie Le Pen, político abertamente racista que foi condenado diversas vezes por fazer comentários antissemitas e diminuir publicamente a gravidade do Holocausto.

Os membros do partido incluíam ex-soldados nazistas e a sigla pedia pela restauração de valores familiares conservadores e pela luta contra o comunismo, além de ser duramente contra a imigração. Uma das ideologias do partido, por exemplo, era de que a democracia estava fadada ao fracasso.

Depois de ter sido suspenso da sigla em 2015, Jean-Marie acusou a filha de “deslealdade” e “traição”. Ele afirmou: “dá vergonha que a presidente do Reunião Nacional leve meu sobrenome.

Jean-Marie Le Pen também foi candidato à Presidência cinco vezes. Em 2002, chegou ao segundo turno, sendo derrotado por Jacques Chirac.

Com um sistema eleitoral de dois turnos, os candidatos ainda podem desistir para permitir que um único bloco de oposição de oposição seja criado. A segunda votação acontece no dia 7 de julho, próximo domingo.




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Por: G1

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