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Bolsonaro cita TCU e fala de suposta supernotificação da covid

Escrito por em 10 de junho de 2021

Mesmo depois de ser desmentido pelo TCU (Tribunal de Contas da União), o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) voltou a insistir na tese de que as 482.019 mortes por covid-19 no Brasil teriam sido supernotificadas em até 50% segundo uma tabela que foi forjada por um auditor do tribunal, já afastado.

Como um dos argumentos, ele citou novamete a lei complementar que garante mais recursos do Ministério da Saúde aos estados com maior número de óbitos da covid. Bolsonaro também repetiu comentário de suposta anormalidade nos dados de óbitos anuais. 

“Dados oficiais de óbitos de 2015,16,17,18,19 e 20, ano a ano, há um crescente. Esse número é crescente, o que é natural. E variava aqui de 4% em relação ao ano anterior, 13 %,15%. Agora se vocês pegarem o número de óbitos de 2020 e tirar aproximadamente 200 mil óbitos de 2020, o número de óbitos em relação a 2019 é negativo, é decrescente”, disse.

“Teria morrido menos gente em 2020 do que em 2019. É mais outro indício robusto de supernotificação. Apesar, desse documento extenso do TCU, repito, não ser conclusivo”, completou.

Depois que o presidente citou o relatório pela primeira vez, nesta segunda-feira (6), o TCU o desmentiu, afirmando que a análise não consta em documentos internos. Na terça (7), o órgão reafirmou a informação e explicou que a tabela usada pelo presidente com a suposta supernotificação de 50% das mortes foi produzida por um auditor de forma preliminar para que fosse discutida pela equipe. A partir daí, o documento teria sido vazado para fora do TCU.

Em nota, o tribunal ainda disse que as informações do documento não têm nenhum respaldo em fiscalizações do tribunal. Também na terça, Bolsonaro admitiu o erro ao citar a tabela, mas insistiu na suspeita e afirmou que as mortes deveriam ser investigadas.

O servidor Alexandre Figueiredo Costa Silva Marques, que elaborou a tabela, foi afastado por 60 dias e é alvo de um processo administrativo-disciplinar. O TCU ainda pediu que a Polícia Federal investigue o caso.




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