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Brasileiro que tentou matar Cristina Kirchner diz que nervosismo fez arma falhar e afirma não se arrepender de ação

today14 de março de 2023 7

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Fernando Sabag Montiel, o brasileiro que tentou matar em 1º de setembro a vice-presidente da Argentina, Cristina Kirchner, afirmou nesta terça-feira (14) que agiu sozinho e que não se arrepende do crime, em suas primeiras declarações à imprensa desde que foi preso.

Em setembro do ano passado, Montiel apontou um revólver para o rosto de Kirchner, que cumprimentava pessoas que faziam manifestação de apoio à vice argentina na porta de sua casa. Ele chegou a disparar, mas a arma falhou.

Em declarações feitas à imprensa durante audiência, ele deu ainda sua versão para explicar por que a arma falhou.



“Em vez de tirar a trava, imagina o nervosismo de estar em um lugar e de puxar o ferrolho, puxei o trinco para trás e quando apertei o gatilho não saiu porque no meio de tanto tumulto, eu estava nervoso” pela quantidade de pessoas, contou.

Ao ser questionado se sente arrependimento da tentativa, ele respondeu com um enfático “não”. Ele reforçou, no entanto, que cometeu o crime “por causa da situação do país”.

Montiel se misturou entre um grupo de apoiadores que aguardavam a vice-presidente, oito dias após o Ministério Público ter pedido sua condenação por corrupção.

Ele enfatizou ainda ter agido sozinho.

“Eu fiz isso sozinho, eles estão inventando uma história, eu agi sozinho”, afirmou Montiel, em tentativa de inocentar a namorada, Brenda Uliarte, 23, também presa pela tentativa de homicídio. “Brenda Uliarte não teve nada a ver com isso”.

“Puxei o gatilho e o tiro não saiu, a arma tinha cinco balas”, disse também Montiel, 35, detido no presídio de Ezeiza, em Buenos Aires.

Fernando Andrés Sabag Montiel divulgado pela imprensa argentina — Foto: C5N

A Justiça considerou que o ataque foi planejado por Sabag e Montiel. Nicolás Carrizo, 27, também está preso. Carrizo é amigo do casal e líder da chamada “banda de los copitos”, vendedores ambulantes de algodão-doce, serviço que Sabag e sua namorada declararam exercer.

O caso do ataque contra Kirchner ainda está em fase de investigação antes de ser levado a julgamento.

O procurador do processo, Carlos Rívolo, solicitou novamente perícias sobre o celular de Montiel, cujo conteúdo teria sido apagado por engano nas primeiras manipulações feitas pela polícia.

A vice-presidente pediu que a Justiça investigasse os mandantes do ataque, presumindo que Sabag era um mero executor que recebia ordens.




Todos os créditos desta notícia pertecem a G1 Mundo.

Por: G1

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