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Cadeira de rodas de idosa some durante entrega e família mobiliza a web para recuperar

Escrito por em 29 de dezembro de 2020

Parentes buscam recuperar a cadeira de rodas usada por uma idosa de 85 anos, que sumiu após um motorista, que faria o serviço de entrega, não aparecer, em Itanhaém, no litoral de São Paulo. O equipamento deveria ser levado de Santos para a cidade onde Helena de Lima Amorim pretende passar o Ano Novo. A cadeira é essencial para que a idosa se locomova, e o sumiço revoltou os familiares.

“A palavra que define é revolta. É uma decepção você pedir o serviço e a cadeira sumir”, disse o neto de Helena, Vinicius Yuri Amorim Passos, de 31 anos, ao G1 nesta terça-feira (29).

Passos explica que a família solicitou o serviço a partir do telefone do padrasto dele, no último domingo (27). Ele conta que a avó foi passar o réveillon em Itanhaém, na casa do tio, que fica em frente à praia. A cadeira de rodas não cabia no carro, então, eles solicitaram o serviço de entrega por aplicativo. O pedido foi feito às 9h43, e por volta das 12h, o tio ligou para avisar que ainda não havia recebido o equipamento.

No aplicativo, aparecia que a corrida estava finalizada, e ele não conseguia contatar o motorista. O neto explica que eles passaram a entrar em contato com a empresa responsável, mas não receberam retorno no dia. Ele conta que postou o caso nas redes sociais, tendo centenas de compartilhamentos e comentários, nos quais as pessoas marcaram a empresa.

“Ela queria muito passar um tempo na praia, e quando chegou, não pode ver o mar nem da varanda. Ela ficou presa ao sofá, esperando a cadeira chegar”, conta Vinicius. Os familiares alugaram uma cadeira para que a idosa pudesse sentar. O neto explica que a avó está na cadeira de rodas há quatro anos, após sofrer uma queda.

Publicação foi amplamente compartilhada nas redes sociais — Foto: Reprodução/Facebook

A família registrou um boletim de ocorrência na Delegacia Eletrônica. O caso foi registrado como apropriação indébita. A empresa responsável pelo aplicativo respondeu à família pelo chat, nesta segunda, afirmando que entrou em contato com o motorista e que aguardava retorno.

“O tempo máximo que damos para que o motorista parceiro responda é de 24 horas, tendo em conta vários fatores que o impediram de devolver o item corretamente”, diz uma das mensagens. Na conversa, ainda pede para que os familiares aguardem o retorno. Vinicius conta que a família ficou indignada com a situação, já que a idosa precisou ficar um dia inteiro na cama aguardando que eles alugassem uma cadeira reserva, enquanto espera o retorno da que é de sua propriedade.

Apesar disso, Passos comemora a ajuda que surgiu na web com as postagens. “Coloquei nas redes sociais, pedi para compartilharem, e isso foi crescendo e virou uma verdadeira corrente de ajuda. Ver que as pessoas se apoiam e ajudam ao próximo é um bom jeito de terminar esse 2020”, comenta.

Em nota enviada ao G1, a Uber, responsável pelo serviço, afirmou que já está em contato com a usuária e o motorista parceiro para que o objeto seja devolvido. O condutor teve dificuldade para encontrar o local, mas acionou o suporte da empresa para informar o ocorrido.

A empresa ressalta que, no Uber Flash, os usuários podem solicitar viagens para o transporte de objetos como pacotes, presentes, documentos e outros artigos pessoais, de porte médio ou pequeno, que possam ser acomodados com segurança no porta-malas do veículo.

A companhia diz que não é permitido enviar itens de valor, ou cujo transporte seja proibido por lei ou pelas regras da categoria. Itens essenciais e/ou com valor superior a R$ 500 não podem ser transportados, de acordo com os termos de uso da modalidade de serviço. Antes de cada solicitação, as regras do Uber Flash são exibidas no aplicativo, para que o usuário possa verificar e concordar antes de seguir com o pedido.

Família precisou alugar cadeira para idosa conseguir sair da cama — Foto: Arquivo Pessoal




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