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De ‘apocalipse’ à ‘sopa de tomate’: as palavras que marcaram 2022

today27 de dezembro de 2022 14

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Com a guerra da Ucrânia e as ameaças mais ou menos explícitas de Vladimir Putin, a possibilidade de uma guerra nuclear – ou pelo menos um ataque nuclear tático – voltou ao debate público como não acontecia há décadas.

“Não enfrentamos a perspectiva do apocalipse desde (a presidência de John F.) Kennedy e a Crise dos Mísseis de Cuba”, em 1962, resumiu o presidente americano, Joe Biden, no início de outubro.

Diante da ofensiva de Moscou, as potências com armas nucleares se viram forçadas a fazer perguntas sobre sua capacidade de dissuasão e sua possível resposta.



Após lançar uma versão paga da certificação de perfis, a rede social se viu obrigada a suspender o novo sistema depois de apenas dois dias: devido à falta da verificação de identidade, muitas contas se fizeram passar por celebridades, ou por grandes empresas, do jogador de basquete LeBron James à Nintendo.

No final de novembro, um novo anúncio foi feito. O Twitter lançará em breve selos de verificações cinzas, dourados e azuis para distinguir entre os diferentes tipos de contas autenticadas na plataforma.

“Mulher, vida, liberdade”

É o lema dos manifestantes iranianos e se tornou um símbolo da revolta que eclodiu após a morte, em 16 de setembro, de Mahsa Amini, uma jovem curdo-iraniana detida em Teerã pela polícia da moralidade por suposto uso incorreto do véu.

É entoado nas manifestações quase diárias e violentamente reprimidas, aparece em mensagens de apoio nas redes sociais no Irã e no exterior e foi exibido em um cartaz durante a primeira partida do Irã na Copa do Mundo no Catar.

Morte de Mahsa Amini desencadeou onda de protestos de mulheres como raramente foi visto no Irã — Foto: GETTY IMAGES/via BBC

No final de novembro, muitos chineses expressaram sua oposição ao governo e a sua estrita política de “covid zero”, usando maneiras criativas de contornar a censura e mostrar sua raiva e apoio aos protestos.

Em várias cidades, incluindo a capital, Pequim, os manifestantes agitaram folhas de papel A4 branco, em referência à falta de liberdade de expressão na China. Outros também publicaram imagens de quadros brancos em seus perfis do WeChat.

Do anúncio do falecimento ao protocolo fúnebre, passando pelas condições de ascensão ao trono de seu sucessor, a Operação “London Bridge” (Ponte de Londres) previa passo a passo da sequência dos acontecimentos após a morte da rainha Elezabeth II.

A monarca faleceu em 8 de setembro, aos 96 anos. Seu reinado durou sete décadas.

O plano foi aperfeiçoado ao longo dos anos e frequentemente revisado, mas teve de ser adaptado no último minuto, porque a soberana morreu na Escócia, longe da capital britânica.

Caixão da rainha Elizabeth acompanhado de um globo religioso, seu cetro, sua coroa sobre uma almofada e um buquê — Foto: Alkis Konstantinidis/Pool/REUTERS

Em um ano que ilustrou tristemente a aceleração das consequências catastróficas do aquecimento global, a Conferência da ONU sobre o Clima chegou a um acordo descrito como “histórico” sobre a implementação de um fundo para compensar as “perdas e danos” das alterações climáticas já sofridas pelos países mais pobres.

Adotada no último momento, em plena noite, quando o assunto nem estava na pauta da COP27, essa medida vinha sendo reivindicada há muito tempo pelas nações menores. Historicamente grandes emissores de gases de efeito estufa, os países mais ricos se negaram durante anos a admitir qualquer responsabilidade legal.

Um século depois de Benito Mussolini chegar ao poder, a vitória do partido de extrema direita Irmãos da Itália (“Fratelli d’Italia”) nas eleições legislativas do final de setembro permitiu que sua líder, Giorgia Meloni, se tornasse a primeira mulher a liderar o governo italiano.

Apresentada como “pós-fascista” e admiradora de Mussolini em sua juventude, Meloni afirmou não ter qualquer simpatia com os regimes antidemocráticos.

“Nunca tive qualquer simpatia, ou proximidade, com regimes antidemocráticos, incluindo o fascismo”, declarou.

Giorgia Meloni, vencedora das eleições gerais na Itália — Foto: Getty Images via BBC

Em uma reviravolta histórica, a altamente conservadora Suprema Corte dos Estados Unidos reverteu em junho a histórica decisão “Roe v. Wade” de 1973, que garantiu o direito das mulheres ao aborto. Agora, cada estado é livre para decidir se permite, ou não, o procedimento em seu território. Quinze estados já proibiram a prática.

Os resultados das recentes eleições de meio de mandato foram, no entanto, uma oportunidade para os defensores do aborto comemorarem várias vitórias, inclusive no muito conservador estado do Kentucky, onde os eleitores rejeitaram um referendo contra o direito ao aborto.

Reduzir o aquecimento, usar casacos de gola alta, limitar o uso de eletrodomésticos… Em meio à crise energética, com a guerra da Ucrânia e o desejo de se livrar da dependência do gás russo como pano de fundo, os apelos à sobriedade energética se multiplicaram, especialmente na Europa.

O objetivo é evitar os cortes de eletricidade e os apagões. Também faz parte da luta contra o aquecimento global. Para muitos consumidores, esta sobriedade é, sobretudo, uma necessidade econômica em diversos países atingidos pela inflação.

Os “Girassóis” de Van Gogh mergulhados em sopa de tomate em Londres, os “Palheiros” de Claude Monet cobertos com purê de batatas perto de Berlim e uma BMW pintada por Andy Warhol coberta de farinha em Milão. O final do ano foi marcado por ações espetaculares de ativistas ambientais para alertar a opinião pública sobre o aquecimento global. Protegidas por vidros, as obras não foram danificadas.

Estas e outras ações, como a interrupção de competições esportivas, ou o bloqueio de estradas, tinham como objetivo estimular o debate sobre o clima, mesmo que isso significasse antagonizar parte da opinião pública.

Ativistas do clima jogam sopa de tomate em obra de Van Gogh

Ativistas do clima jogam sopa de tomate em obra de Van Gogh




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Por: G1

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