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‘Durmo de roupa porque, se a sirene tocar, preciso correr para um bunker’, diz brasileira que está confinada em hotel de Israel

today9 de outubro de 2023 4

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Maynara da Silva, que mora no bairro de Arthur Alvim, na Zona Leste de São Paulo, é uma delas. Ela diz que tem conseguido se comunicar com familiares no Brasil, mas ainda se sente insegura. “Eu não consigo dormir. Eu durmo de roupa porque, se a sirene tocar, preciso correr para um bunker. Minha família tem sido meu apoio”, afirmou.

Rogério da Silva e Eliane Motta também são da capital paulista e organizaram a excursão para Israel. Segundo eles, parte do grupo estava se preparando para visitar os pontos turísticos de Jerusalém quando a primeira sirene soou, no sábado pela manhã.

“A primeira foi como um alerta, mas o grupo não ficou em pânico. Mas veio o segundo ataque, o terceiro. Sete sirenes soaram”, disse Eliane. Ela relata que os ataques surpreenderam até mesmo os israelenses.



Maynara conta que já estava fora do hotel quando ouviu o primeiro alerta, antes das explosões. “Até então, eu achava que era um teste, parecia um filme. Comecei a filmar. Quando eu terminei, veio a explosão”, afirma a brasileira. Além de participar dos passeios, Maynara foi a Israel para ser batizada no Rio Jordão.

O líder do grupo, Rogério, afirma que os brasileiros preencheram um formulário enviado pelo Itamaraty para conseguirem resgate. Segundo ele, a Embaixada brasileira em Israel prepara o retorno gradativo dos integrantes, previsto para começar a partir desta terça-feira (10).

Eliane diz que o grupo viajou como turista. De acordo com a Embaixada do Brasil no país, esses viajantes que tiveram os voos cancelados têm prioridade no resgate da FAB. A previsão do governo federal é buscar cerca de 900 brasileiros até sábado (14).

“Estamos apreensivos porque aguardamos que nos chamem. Tem duas sirenes que nós esperamos. A que vem de fora, é medo. A que vem dos nossos celulares, é a mensagem de que chegaram para nos buscar”, disse Eliane.

Segundo ela, a maioria do grupo tem mais de 60 anos e faz uso diário de medicamentos controlados. Os remédios levados estão acabando, e os idosos não têm autorização para comprá-los nas farmácias locais.

Os brasileiros relatam apreensão porque não sabem de onde vêm os ataques quando as sirenes soam em Jerusalém. “Nós estamos também sob alerta de ataque pelos esgotos. Ouvimos muitos tiros daqui”, afirma Eliane.

O procedimento é ir até um bunker dentro do hotel quando os alarmes são acionados. A brasileira diz que o abrigo está cada vez mais cheio desde sábado porque os moradores locais também buscam proteção em hotéis.

Rogério tem guiado os outros dez brasileiros aos bunkers quando as sirenes disparam. Apesar de relatar que mantém a serenidade nos momentos de tensão, ele afirma que ouviu relatos de brasileiros que estão sofrendo crises de pânico e ansiedade. “A guerra é terrível, e ela está mais perto do que nós podemos imaginar”, diz.




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Por: G1

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