Irã afirma que nenhuma eventual ameaça dos EUA ficará sem resposta
Os Estados Unidos atacaram nesta sexta-feira (2) locais na Síria e no Iraque que são usados pela Guarda Revolucionária do Irã (IRGC, em inglês).
Em um comunicado, os militares americanos afirmaram que os alvos foram os seguintes:
- Centros de comando e controle.
- Armazéns de foguetes, mísseis e drones.
- Centros logísticos.
- Locais de distribuição de munição
Foram mais de 85 alvos no total.
Em nota, o presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, confirmou os ataques. “Nesta tarde, sob minha orientação, as forças militares dos EUA atacaram alvos em instalações no Iraque e na Síria que o IRGC e milícias afiliadas utilizam para atacar as forças americanas. Nossa resposta começou hoje e continuará em momentos e lugares de nossa escolha”, disse.
Nesta sexta-feira, o presidente Joe Biden e líderes militares dos EUA haviam participado de uma cerimônia para receber os restos mortais dos três soldados mortos na Jordânia.
Presidente dos Estados Unidos, Joe Biden participa de cerimônia para receber os restos mortais dos três soldados mortos na Jordânia junto com líderes militares do país. — Foto: Michael A. McCoy/Reuters
Esses ataques desta sexta-feira provavelmente são os primeiros de uma série. Desta vez, nenhum dos alvos era em território iraniano. Há uma preocupação com a possibilidade de uma piora generalizada dos conflitos no Oriente Médio, que é palco da guerra entre Israel e o grupo terrorista Hamas desde 7 de outubro de 2023. Entenda como os conflitos estão interligados entre si.
Veículos de imprensa da Síria afirmaram que os locais atingidos ficam em áreas de deserto do país, e que há pessoas atingidas.
Crise se espalha pelo Oriente Médio: entenda como os conflitos estão ligados entre si
Iraque considera ataques como “violação de soberania”
O Iraque condenou os ataques dos EUA e os considerou “uma violação de soberania” que pode desencadear mais instabilidade no Oriente Médio, segundo o porta-voz militar iraquiano, Yehia Rasul.
“Estes ataques aéreos constituem uma violação da soberania iraquiana, minam os esforços do governo iraquiano e representam uma ameaça que poderia levar o Iraque e a região a consequências graves”, declarou o porta-voz militar iraquiano, Yehia Rasul, em comunicado.
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