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Empresária relata noite de terror após ficar 12h em cativeiro com o marido e o cachorro operado

today14 de julho de 2023 8

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Os empresários foram abordados por três bandidos enquanto entravam no carro, na quarta-feira (5), depois de terem fechado a loja. Com o próprio veículo eles foram levados a um cativeiro, em Vicente de Carvalho, distrito de Guarujá, onde permaneceram por 12h.

No local, haviam ao menos outros oito criminosos que ameaçavam cortar os dedos do casal e matá-los. Durante as interações, eles teriam dito: “foi dita dada” [alguém contou sobre a rotina das vítimas]”, disse a empresária, que não prefere não se identificar.

“Falaram: ‘foi fita dada e a gente sabe tudo de vocês, então libera, facilita e vai dar tudo certo. A gente não quer agredir nem fazer nada, mas, se não facilitar, vamos matar’”, relembrou a mulher.



A empresária contou que estava com o cachorro, um pinscher com basset, porque o animal passou por cirurgia e precisa de cuidados. “A gente estava conversando e eu preocupada com o cachorro porque tinha que levá-lo para tomar injeção”, contou ela, que não notou nenhuma ação estranha.

Depois que saíram da loja, mas ainda na garagem do estabelecimento, ela contou ter ido até o carro com o pet no colo. O marido abriu a porta, fechou e antes de assumir o volante os criminosos os surpreenderam. “Os três bandidos já estavam em cima da gente”, disse.

O casal e o cachorro foram colocados no banco de trás do veículo com dois criminosos. De acordo com a empresária, os três estavam armados, mas a dupla no assento traseiro os mostrou um revólver e uma faca.

Durante o percurso, as vítimas foram obrigadas ficar com a cabeça abaixada. “Mandaram a gente não olhar para eles, porque, se olhássemos, eles iriam nos matar”. No meio do trajeto, os criminosos pararam o veículo para tentar efetuar transferências, sem sucesso.

“Entraram em contato com os [criminosos] de Guarujá que pediram para levar a gente para lá. Nos levaram para uma favela e passamos a noite dentro de um barraco”, afirmou a vítima.

A mulher lembrou que os criminosos diziam que só queriam o dinheiro e, por isso, não tinham agido de forma agressiva.

No cativeiro, ela disse ter contado ao menos outros oito homens. Em posse dos celulares do casal os criminosos tentaram fazer transferências bancárias, mas não conseguiam pelos mecanismos de segurança dos aplicativos e por conta do horário. Foi quando disseram que passariam a noite reféns.

“A noite inteira eles falaram que iriam matar a gente, que começariam cortando os dedos. Como meu marido é descendente de japonês, eles falaram assim: ‘japonês não tem medo de bala, tem medo de faca, então a gente vai matar o japonês a facadas”, disse a empresária.

Ela conta que o barraco tinha apenas um cômodo e dormiu com o marido em um sofá coberto por uma manta, enquanto o cachorro dormiu no chão com um edredom.

Segundo a vítima, ela pediu um medicamento para o animal que disse que compraria, mas desistiu da ideia ao saber que se tratava de uma injeção. “Ele falou: ‘sinto muito, não vou trazer um veterinário aqui, não consigo'”.

Na manhã seguinte, o casal ouviu os criminosos conversando sobre o dinheiro roubado. Segundo o relato da mulher, os ladrões dividiram as transferências em diversas contas e fizeram empréstimos nos nomes dos empresários.

Pouco tempo depois, os bandidos devolveram os documentos das vítimas e as levou até o carro, na Avenida Piaçaguera. “[Um deles] mandou meu marido sentar ao volante, eu sentei atrás e mandaram a gente sair rápido”.

“Eles ficaram batendo no carro para sair rápido e meu marido conseguiu arrancar”, relembrou a mulher, dizendo que o homem dirigiu até a Delegacia Bertioga, onde o boletim de ocorrência foi registrado.

O casal conseguiu cancelar os empréstimos feitos e tenta ressarcir o valor perdido no crime com os bancos. Eles afirma que confiam no trabalho policial para identificar os criminosos e a pessoa que deu as informações à quadrilha.

“Quem foi é difícil falar, não tem como acusar sem provas”, ressaltou a mulher, que diz ter ficado com traumas psicológicos.

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Por: G1

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