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EMTU e construtora discutem o adiamento do prazo para entrega de trechos do VLT em Santos, SP

today3 de julho de 2024 5

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Segundo nota emitida pela EMTU, a fase de testes do VLT no ramal Conselheiro Nébias-Valongo segue prevista para este semestre e a operação comercial para primeiro semestre de 2025.

A EMTU ainda destacou que os 22 VLTs já adquiridos pela EMTU fazem parte de um planejamento operacional e de demanda que, desde o início do empreendimento, incluiu os dois ramais previstos: Barreiros-Porto, já em operação, e Conselheiro Nébias-Valongo, em finalização de obras.

Ainda de acordo com a EMTU, os veículos que irão operar no segundo trecho, já estão circulando no primeiro trecho como parte desse planejamento operacional. A quantidade de veículos em operação é disponibilizada de acordo com a demanda de passageiros.



Em nota, a Prefeitura de Santos informou que continua fiscalizando os impactos da obra estadual, cujo prazo de entrega da obra civil para a instalação do segundo trecho do modal é até 31 de julho. “A EMTU informou a necessidade de serviços complementares a esta etapa, que vão demandar interdições viárias, entre elas as devidamente informadas pela CET-Santos, na data citada, por meio do Diário Oficial de Santos”, disse a prefeitura.

Em entrevista à TV Tribuna, emissora afiliada à Globo, moradores e comerciantes das regiões onde ocorrem as obras do VLT já haviam questionado o prazo estabelecido pela EMTU. Eles ainda revelaram problemas na locomoção devido às obras.

Obras da 2ª fase do VLT estão atrasadas em Santos

Obras da 2ª fase do VLT estão atrasadas em Santos

O aposentado José Roque Lima disse que prefere utilizar a bicicleta para se locomover em trechos onde há interdições devido às obras, principalmente, na Avenida Conselheiro Nébias.

“Eu tenho dois carros, mas eu ando de bicicleta porque não tem condições de andar de carro por aqui. Esse trecho está insuportável. Você perde muito tempo, está terrível”

Já o contador Carlos Henrique Menezes acredita que as obras não devem ser concluídas dentro do prazo. “Não acredito que acabe em julho, só se botarem bastante gente para trabalhar. Se botar mais mão de obra, aí sim. Mas em julho não acaba, acho difícil”.

Para a costureira Maria Biano, a expectativa é que os serviços sejam mantidos na região por um longo período de tempo. “Com esse serviço todo que está aí para fazer, daqui uns dois anos acaba”.

Por conta das interdições, devido às obras, diversos comércios foram afetados na região do Centro de Santos. Os estabelecimentos tiveram as vias de acesso restritas, além de enfrentarem o barulho e materiais deixados no local por conta dos serviços.

“Está essa bagunça toda, tudo abandonado. Todo dia que eu chego para abrir meu estabelecimento está uma sujeira, e os clientes reclamando que não têm acesso até a mim”, disse a comerciante Aparecida de Barros Lima.

A esperança, no entanto, é que o novo modal melhore a mobilidade urbana da cidade. “Atrapalha os moradores, atrapalha o mercado, mas é para o bem de Santos. Depois vai ficar tudo bonito e todo mundo vai gostar”, disse a comerciante Jucirema Brunetto.

VLT continua sendo expandido na Baixada Santista — Foto: Solange Freitas / G1

A 2ª linha do VLT, em Santos, realizará a ligação entre a Avenida Conselheiro Nébias e a região do Valongo. No município, o modal terá 8 km de extensão e 12 estações, com capacidade para transportar 35 mil pessoas por dia.

Uma 3ª linha do equipamento ainda deverá ser construída em São Vicente, ligando as áreas Insular e Continental do município. A ação será realizada após a reforma da Ponte A Tribuna, que teve início em março, com previsão de entrega em 2 anos.

A terceira linha contará com 7,5 km de extensão e quatro estações. O novo trecho pretende beneficiar cerca de 150 mil moradores da Área Continental na ligação com o município de Santos.

Ao ser totalmente concluído, o VLT da Baixada Santista deverá contar com 27 km de extensão, além de 31 estações.

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Por: G1

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