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EUA e Arábia Saudita confirmam diálogo entre partes beligerantes no Sudão neste sábado

today6 de maio de 2023 5

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Washington e Riade “pedem a ambas as partes que levem em conta os interesses da nação sudanesa e do seu povo, e que participem ativamente das conversas para obter um cessar-fogo e pôr fim ao conflito”, segundo uma declaração conjunta, em que celebram o início do diálogo “de pré-negociação”.

Os dois países saudaram o início do diálogo entre os representantes do Exército regular, do general Abdel Fatah al-Burhan, e das Forças de Apoio Rápido (FAR), lideradas pelo general Mohamed Hamdan Daglo.

Os confrontos no Sudão ganharam grande repercussão no dia 15 de abril e começaram depois de uma ruptura entre o Exército e o grupo paramilitar RSF (Forças de Apoio Rápido, em português). Em outubro de 2021, os dois grupos se juntaram para dar um golpe que tirou os civis do poder. Agora, o Exército e o RSF brigam pelo controle do país.



Desde então, ambas as partes concordaram com várias tréguas, mas nenhuma foi respeitada até agora. Mais de 700 pessoas morreram nos combates até agora, segundo dados do Ministério da Saúde do Sudão, mas o balanço real pode ser muito maior.

A guerra provoca um êxodo maciço da população. Quase 450 mil pessoas fugiram até agora e 115 mil deles cruzaram as fronteiras, segundo a Organização Internacional para as Migrações (OIM).

O comandante do Exército al-Burhan havia apoiado um cessar-fogo de sete dias, anunciado na quarta-feira pelo Sudão do Sul. As FAR, por sua vez, informaram ter ampliado em três dias uma trégua anterior mediada pelos Estados Unidos e pela Arábia Saudita.

Ainda assim, os combates se intensificaram apesar de que o presidente americano, Joe Biden, ter ameaçado impor novas sanções. O presidente pediu, nesta quinta, o fim “da tragédia” e alertou que poderia impor sanções aos “indivíduos que ameaçam a paz”.

O país, um dos maiores da África, já sofreu décadas de sanções durante o governo do autocrata Omar al Bashir, deposto pelo Exército em 2019 após protestos maciços.

A diretora de inteligência americana, Avril Haines, alertou na quinta que o conflito se “prolongará” porque “ambos os grupos pensam que podem vencê-lo militarmente e têm poucas razões para ir às negociações”.




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Por: G1

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