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Ex-Charlie Brown Jr, Marcão reage a Chorão ‘cantando’ por inteligência artificial: ‘não sei se ele iria curtir’; VÍDEO

today9 de julho de 2023 4

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Os vídeos de Alexandre Magno Abrão, o Chorão, ‘cantando’ músicas de sucesso do presente por meio de inteligência artificial viralizaram na internet. Por conta da repercussão, o g1 conversou com o guitarrista Marco Britto, o Marcão da banda Charlie Brown Jr, que considerou a experiência interessante como entretenimento, mas duvidou se o vocalista aprovaria a ‘imitação’ da voz dele. “Gostava de originalidade”, disse.

Sucessos recentes da música brasileira, como ‘O Sol’, de Vitor Kley, ‘Piloto Automático’, da banda Supercombo, ou ‘A Morte do Autotune’, de Matuê, somam milhares de visualizações na internet em versões ‘cantadas’ por Chorão, morto após uma overdose em 6 de março de 2013.

“A máquina imitando a vida ou a vida imitando a máquina? É uma boa pergunta”, comentou Marcão. “Não sei se ele [Chorão] iria curtir algo que imita a voz dele. Ele não curtia muito essas coisas ou pessoas que o imitavam. Gostava de originalidade“.



Marcão Britto analisa vídeos em que Chorão ‘canta’ músicas atuais por meio de IA — Foto: Reprodução

Chorão e a inteligência artificial

Questionado sobre o que sente ao ouvir a ‘voz’ do amigo, por meio de IA, Marcão respondeu: “É estranho. Algumas coisas ficaram boas e outras não“. Apesar disso, o guitarrista acredita no avanço desta tecnologia. “É uma experiência, no mínimo, bem interessante e válida como entretenimento”.

Marcão também analisou a versão de Chorão ‘cantando’ a música ‘O Sol’, de Vitor Kley, um dos vídeos do tipo com mais visualizações no TikTok. “O desenho da melodia dela tem características muito diferentes da forma que o Chorão compunha e cantava, portanto, não achei o resultado tão realista”.

O músico acrescentou que, neste sentido, encontrou mais semelhanças dos ‘traços musicais’ de Chorão cantando, pela IA, a canção ‘A Morte do Autotune’, de Matuê. “Lembra um pouco mais, talvez por ser rap”, explicou.

Guitarrista Marcão, do Charlie Brown Jr., exalta memória do amigo e vocalista Chorão — Foto: Arquivo/A Tribuna Jornal

Por fim, Marcão respondeu sobre a possibilidade da inteligência artificial, de alguma forma, ‘diminuir a saudade’ das pessoas que morreram. “Não acredito porque não é algo real, ainda fica muito robotizada e artificial, no futuro provavelmente teremos coisas realmente surpreendentes”, afirmou. “Nada vai substituir a sensibilidade, o coração e alma de um ser humano“.

Chorão morreu em 6 de março de 2013, portanto há 10 anos, em decorrência de uma overdose — Foto: A Tribuna Jornal

Direitos autorais e a inteligência artificial

O uso da inteligência artificial na música gerou polêmica em relação aos direitos autorais. A situação, que já preocupa grandes artistas, foi tema de uma matéria publicada no g1 em junho deste ano, pela jornalista Carol Prado.

A reportagem apurou que alguns países, incluindo o Brasil, atribuem direitos autorais apenas para obras que envolvem um esforço de criatividade, ou seja, um esforço humano. Nesse caso, o que é feito por inteligência artificial fica sob domínio público.

O g1 entrevistou o advogado Luiz Fernando Plastino, especialista em propriedade intelectual, área do Direito que protege o reconhecimento de autoria. Sobre o assunto, o profissional citou a China como um dos países que discutem outras saídas.

“A China Teve duas decisões importantes nesse sentido: em uma delas, um tipo de direito similar ao autoral foi atribuído à pessoa que operou o algoritmo e dirigiu a criação através dele; em outra, o direito foi reconhecido para a empresa que criou a ferramenta de inteligência artificial”, explicou o advogado.

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Todos os créditos desta notícia pertecem a G1 Santos.

Por: G1

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