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Gilmar Mendes profere voto ofensivo contra reabertura de igrejas

Escrito por em 7 de abril de 2021

O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), foi o primeiro a proferir seu voto no julgamento sobre a liberação de atividades religiosas presenciais, se manifestando contra a ação.

Relator do processo, Mendes proferiu seu voto com diversas ofensas contra líderes religiosos que buscam a retomada das atividades, como a tentativa de classificar como “negacionistas” aqueles que querem celebrar os cultos.

O ministro apontou como uma “agenda política negacionista, que se revela, em toda a dimensão contrária à fraternidade tão ínsita ao exercício da religiosidade”.

Mendes citou dados da pandemia em outros países, onde houve tentativa de responsabilizar igrejas pela proliferação da doença.

O início do julgamento foi marcado para esta quarta, 7 de abril, pelo presidente do STF, Luiz Fux, após decisões conflitantes de Nunes Marques e do próprio Gilmar Mendes sobre o assunto.

Em tom desrespeitoso, o ministro atacou o advogado-geral da União, ministro André Mendonça, afirmando que ele parecia ter vindo de uma “viagem a Marte e que estava descolado de qualquer responsabilidade institucional”.

Para o ministro, “não há como articular as restrições impostas com o argumento de violação ao dever de laicidade. Também não comove a tentativa de atrelar excessividade à medida”.

Após o voto do ministro Gilmar Mendes o julgamento foi interrompido para ser retomado nesta quinta, 8 de abril.




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