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Governo da Flórida toma controle do distrito autônomo da Disney World

today28 de fevereiro de 2023 13

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DeSantis, um ultra conservador republicano e pré-candidato à presiência dos EUA, vem travando uma forte disputa com a Disney World por conta da chamada lei “Don’t say gay” (“Não diga gay”, em tradução direta), que proíbe educação sexual em escolas da Flórida. A Disney se opôs fortemente à medida, de autoria de DeSantis.

“Hoje o reino corporativo finalmente chega ao fim”, disse o governador da Flórida em uma cerimônia de assinatura da lei, em Lake Buena Vista. “Há um novo xerife na cidade, e a responsabilidade será a ordem do dia”.

Desde 1967, a Disney tinha o status de distrito autônomo, o que significa que a região onde ficam os parques da empresa – e também condomínios e resorts – tinha um governo próprio, com autonomia do governo estadual da Flórida. A administração da Disney, financiada por impostos de quem mora na região, era responsável por serviços públicos como emergências médicas, proteção e socorro contra incêndios, geração e distrubuição de água potável e energia elétrica e coleta e reciclagem de lixo.



A lei assinada nesta segunda devolve ao governo estadual da Flórida o controle de todos esses serviços, que passarão a ser supervisionados por um conselho de cinoc membros que DeSantis deve agora nomear.

A mudança, no entanto, deixa intactas as obrigações fiscais e financeiras do local.

A Disney ainda não havia se manifestado sobre a nova lei até a última atualização desta notícia.

O governador republicano da Flórida, Ron DeSantis, faz um discurso ao lado sua esposa Casey em Tampa, na Flórida, nos EUA, em 8 de novembro de 2022 — Foto: REUTERS/Marco Bello

A tentativa do governo de DeSantis de recuperar o distrito da Disney começou no ano passado, quando a gigante do entretenimento se opôs publicamente à lei “Don´t Say Gay” após enfrentar uma onda de pressão pública. A lei impede ensinamentos sobre orientação sexual e identidade de gênero do jardim de infância até a terceira série escolar no estado.

Com a oposição pública da Disney, DeSantis começou então a articular para penalizar a empresa, direcionando os deputados da Câmara local, dominada pelo Partido Republicano, a dissolver o distrito em uma sessão legislativa especial.

Com o conselho criado pela lei, o governo poderá monitorar de perto as atividades do complexo de parques.

Para DeSantis e seus apoiadores, a Disney foi uma propagadora da ideologia “woke”, que apoai políticas liberais que defendam temas como a igualdade racial e de gênero, inserindo, ainda segundo o governador da Flórida, assuntos inapropriados no entretenimento infantil.

Foto de casamento no parque da Disney, na Flórida, Estados Unidos — Foto: Divulgação/DisneyWeddings

Para especialistas em política norte-americana, ao assumir o controle do Distrito Disney, DeSantis mostrou que está disposto a lutar contra inimigos políticos e exercer o poder do governo do estado para atingir objetivos – ele quer concorrer à presidência dos Estados Unidos e vem sendo apontado como o principal rival do ex-presidente Donald Trump, também republicano.

Acredita-se que essa será uma estratégia frequente durante sua potencial corrida pela Casa Branca.

A criação do distrito autônomo foi fundamental na decisão da Disney de construir perto de Orlando na década de 1960. A empresa havia dito ao estado que planejava construir uma cidade futurista que incluísse um sistema de trânsito e inovações de planejamento urbano, para a qual a empresa precisaria de autonomia na construção e decidisse como usar a terra.

A cidade futurista nunca se materializou e, em vez disso, se transformou em um segundo parque temático que inaugurou em 1982.




Todos os créditos desta notícia pertecem a G1 Mundo.

Por: G1

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