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Homem confundido com suspeito e morto por major da PM estava em direção à praia para comer camarão com amigo, diz familiar

today17 de fevereiro de 2024 7

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De acordo com o boletim de ocorrência, uma equipe fazia um patrulhamento preventivo na Interligação para a Baixada Santista, na última sexta-feira (16), quando se deparou com duas motocicletas. Luan estava na garupa de um amigo e, no outro veículo, estava o policial civil que fez o convite.

Em depoimento, os PMs envolvidos na ação informaram que a dupla na motocicleta resistiu a uma ordem de parada e Luan teria colocado a mão no bolso direito do moletom, como se fosse sacar uma arma. Nesse momento, o major teria atirado “acidentalmente”.

Na versão do amigo e do tio do rapaz, o aposentado Carlos Alberto Marques, de 66 anos, a versão registrada em BO não procede.



“Um colega dele [policial civil] comprou uma moto e convidou eles para irem a Santos comer um camarão”. o tio contou, ainda, que os dois amigos falaram que estavam sem dinheiro até para abastecer a motocicleta, mas o policial os teria convencido a seguir com a viagem.

Quando o trio, em duas motos, estava chegando à Baixada Santista, por volta das 17h40, é que aconteceu a abordagem e foi efetuado o disparo. O Corpo de Bombeiros o socorreu a vítima a levou ao Hospital Modelo de Cubatão, mas ela não resistiu.

Segundo a PM Rodoviária, os policiais suspeitaram que a dupla tentava roubar a BMW do policial e amigo, que estava aproximadamente 60 metros à frente da outra moto, pois os veículos estavam em alta velocidade fazendo manobras de zigue-zague na pista.

A equipe teria emitido sinais luminosos e sonoros que teriam sido ignorados. Já na pista central, um dos agentes teria notado que Luan olhou para trás e sinalizou para o condutor da moto onde estava, que acelerou bruscamente e fugiu.

Atendente Luan dos Santos morreu com tiro no tórax na Rodovia Anchieta — Foto: Reprodução/Instagram e Artesp

O motorista da viatura policial também acelerou e se aproximou novamente do veículo. O passageiro informou que viu Luan colocar a mão direita no bolso direito do moletom, como se fosse sacar uma arma.

Para se proteger, apontou uma pistola na direção da vítima, momento em que a moto teria freado. Com o movimento, a viatura também freou e o agente apertou o gatilho “acidentalmente”.

O tiro pegou no tórax de Luan. A moto parou alguns metros à frente dali, momento em que vítima teria jogado algo no rio e sentado no chão. Nada de ilícito foi encontrado com ele.

Uma viatura do Corpo de Bombeiros que passava pelo local fez os primeiros socorros até a chegada do resgate da Ecovias, concessionária que administra o Sistema Anchieta-Imigrantes (SAI). Ele foi conduzido ao Hospital Modelo de Cubatão, mas não resistiu.

O homem que conduzia a moto BMW se apresentou como policial civil e relatou que era amigo da dupla. Segundo apurado pela reportagem, Luan era atendente de uma drogaria e estava de folga no momento do ocorrido.

O piloto da moto, amigo que estava com Luan, negou a versão apresentada pelos militares. Ele disse que não houve resistência à ordem de parada e que o policial disparou com a viatura e moto parados, não em movimento. Luan estaria desembarcando “tranquilamente” quando foi atingido.

Foi solicitada perícia para o local, e ambas as motos foram liberadas. A arma de fogo do policial que disparou foi apreendida e encaminhada para análise pericial.

O caso foi registrado como morte decorrente de intervenção policial na Central de Polícia Judiciária (CPJ) de Santos e encaminhado ao 5º Distrito Policial (DP).

Em nota, a SSP-SP informou que PMs rodoviários estavam em deslocamento quando viram duas motocicletas “de grande porte” trafegando pela via “em alta velocidade e realizando manobras arriscadas”.

De acordo com a pasta, teria sido dado sinal de parada para realização de abordagem, que não obedecida. “Em certo momento, o garupa de uma das motos fez menção de estar armado e um dos PMs apontou sua arma como forma de se proteger. Na sequência, a motocicleta parou bruscamente e os PMs frearam para abordá-los, ocorrendo um disparo acidental”.

O Corpo de Bombeiros foi acionado e a vítima socorrida ao Hospital Modelo de Cubatão, onde morreu. “Os outros motociclistas, incluindo um Polícia Civil, foram ouvidos e liberados, e a arma do policial militar encaminhada para a perícia. O caso foi registrado como morte decorrente de intervenção policial na Central de Polícia Judiciária de Santos, e é investigado pela Polícia Civil, com acompanhamento do Ministério Público e do Poder Judiciário”.

A SSP-SP ressaltou que a PM também apura a ocorrência por meio de Inquérito Policial Militar (IPM). A equipe envolvida no caso não faz parte do reforço da Operação Verão.

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Por: G1

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