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Jack Teixeira, militar que vazou documentos militares dos EUA, é acusado na Justiça de 6 crimes

today16 de junho de 2023 7

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Jack Teixeira, de 21 anos, o militar que vazou documentos ultrassecretos do Departamento de Justiça dos Estados Unidos sobre a guerra na Ucrânia, foi acusado formalmente na Justiça por um grupo de jurados na quinta-feira (15).

Teixeira, que mora no estado de Massachusetts, foi preso em abril deste ano. Ele é membro da Guarda Nacional Aérea dos EUA.

Teixeira foi acusado de vazar registros de inteligência militar ultrassecretos em no Discord, um aplicativo de comunicação por voz, vídeo e texto usado para bate-papo em grupo e comunicação em comunidades online e muito ligado a gamers).



As acusações incluem seis crimes de retenção e transmissão voluntária de informações sigilosas relacionadas à defesa nacional.

Jack Teixeira em foto postada nas redes sociais. — Foto: Reprodução/ Facebook

O que havia nos documentos

Os documentos vazados continham informações altamente confidenciais sobre aliados e adversários, abrangendo desde as defesas aéreas da Ucrânia durante a invasão russa até informações sobre a agência de espionagem israelense, Mossad.

Esses eventos representam uma das mais graves violações de segurança dos EUA desde o vazamento de mais de 700 mil documentos, vídeos e cabos diplomáticos pelo site WikiLeaks em 2010.

Militar de baixa patente teve acesso a documentos sigilosos

Após a prisão de Teixeira, surgiram preocupações sobre como um membro de baixo escalão da Guarda Nacional Aérea poderia ter tido acesso tão amplo a segredos militares. Dois comandantes da unidade onde Teixeira dava expediente foram suspensos.

O presidente dos EUA, Joe Biden, ordenou uma investigação para apurar como Teixeira obteve acesso a informações sensíveis.

Teixeira é membro da 102ª Ala de Inteligência da Guarda Nacional Aérea de Massachusetts. Anteriormente, ele havia renunciado ao seu direito a uma audiência preliminar.

São seis acusações com pena de até 10 anos de prisão

Teixeira enfrenta acusações graves, pois cada uma das seis acusações de retenção e transmissão não autorizada de informações de defesa nacional pode resultar em uma sentença de até 10 anos de prisão, além de três anos de liberdade supervisionada e uma multa de até U$ 250 mil .




Todos os créditos desta notícia pertecem a G1 Mundo.

Por: G1

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