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Jovem é brutalmente agredida pela mãe ao perguntar sobre um produto de limpeza

today18 de novembro de 2023 5

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Laryssa contou que estava sem conversar com a mãe desde a última semana por conta de uma agressão que havia sofrido. Ao chegar do trabalho, na tarde de quinta (16), notou que haviam utilizado um produto de limpeza comprado por ela.

“Estava morando na casa dela [minha mãe], mas não comia a comida que ela fazia, não comia a comida que ela comprava e nem nada que ela comprava porque ela não deixava”, desabafou.

Ela então resolveu perguntar quem havia mexido no produto de limpeza que comprou, mas a mãe não gostou da pergunta, foi até o quarto dela, colocou as roupas da vítima em uma sacola preta e jogou frascos de perfume no chão.



A atendente contou que a cachorra foi até a mãe para brincar, mas que mulher teria chutado o animal. “Abaixei para pegá-la porque ela não tinha culpa de nada, momento em que ela começou a me socar”.

A vítima contou que ficou com ferimentos no rosto, boca, cabeça, nariz, testa e na barriga. “Ela mordeu minha mão, arrancou minha unha da carne tentando quebrar minha mão”.

Laryssa acredita que, por sempre ter apanhado da mãe, ficou medrosa a ponto de entrar em choque durante as agressões e não conseguir se defender. “Quando ela começa a me bater, não tenho reação de bater junto e me defender”.

Vítima alegou que, além dos socos, mãe mordeu a mão dela e chegou a arrancar a unha dela, em Praia Grande (SP) — Foto: Arquivo Pessoal

A atendente acredita que a mãe tenha ‘surtado’ e afirmou que ela sempre teve esse comportamento com ela quanto e as irmãs. A mulher no passado perdeu a guarda de Laryssa e de uma irmã à época com 4 anos [hoje tem 12] — as duas ficaram sob responsabilidade da avó materna.

“Nessa época que fiz o boletim, ela trincou os ossos do meu rosto, que é o que está mais roxo porque é mais sensível. Ela deslocou um dedo meu, cuspiu na cara da minha irmã”, relembrou.

Laryssa contou que ficou alguns anos morando com a avó, mas depois passou a morar com um namorado, mas resolveu voltar a morar com a mãe para ajudá-la. “E também para ficar de olho na minha irmã, filha mais nova dela, que tem 12 anos”.

A vítima está indignada, pois a situação acontece há anos e nenhuma providência é tomada. Agora, ela e os familiares lutam para retirar a irmã da guarda da mãe e evitar que ela continue sofrendo agressões.

“Ela ficou pagando cesta básica durante 3 anos. Não tomou nenhuma punição, só pagou o que tinha que pagar e ficou por isso mesmo. Ela me agrediu, está ilesa, registrei boletim, mas ficou por isso mesmo”, disse.

Com dores, Laryssa está tomando antibióticos e medicamentos para melhorar os sintomas causados pelas agressões sofridas. “Estou conturbada, fico sem chão. Eu saio com o rosto dessa forma e geralmente as pessoas se assustam”.

Ela contou que ao chegar na delegacia acompanhada do namorado, as pessoas pensaram que havia sido agredida por ele. “Sempre pensam que é por homem, ainda mais pela forma que está machucado o meu rosto”.

As marcas no rosto impossibilitam ela de ir trabalhar. Ela disse temer perder o emprego por não ser registrada. “Dá vergonha mesmo, a autoestima é destruída. Eu queria que ela pagasse pelo que fez […]. Eu mesma cansei de dar oportunidades para ela, de perdoar várias vezes. Ela escolhe ser assim, não tem um motivo para ter esse tipo de reações com a gente”.

O g1 tentou, mas não localizou o contato da mãe da vítima até a última atualização desta reportagem.

Laryssa ficou com o rosto inchado, roxo e dolorido após ter sido agredida com socos e joelhadas pela mãe, em Praia Grande (SP) — Foto: Arquivo Pessoal

Segundo o Boletim de Ocorrência (BO), a vítima contou que é agredida pela mãe há um tempo. Ela relatou que quando era menor sofreu fissuras nos ossos do rosto, o que a fez perder a guarda dela e de uma irmã.

A vítima relatou que a mãe é extremamente violenta e agressiva com as filhas. O caso foi registrado como violência doméstica e lesão corporal na Central de Polícia Judiciária (CPJ) de Praia Grande e encaminhado ao 2° Distrito Policial (DP) do município.

O g1 entrou em contato com a Secretaria de Segurança Pública do Estado de São Paulo (SSP-SP), Conselho Tutelar e Prefeitura de Praia Grande, mas não obteve retorno até a última atualização desta reportagem.

Caso foi registrado no CPJ de Praia Grande, SP — Foto: Polícia Civil/Divulgação

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Por: G1

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