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Lava Jato mostra que existe impunidade para políticos no Brasil

Escrito por em 10 de junho de 2021

Há sete anos começou a operação Lava Jato, dos 42 políticos brasileiros que foram denunciados pela força-tarefa, dos 21 condenados ao menos em primeira instância, somente 1 cumpre prisão em regime fechado, e o sentimento de impunidade permanece entre os brasileiros.

Quem cumpre a prisão em regime fechado é o ex-governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, que suas penas chegaram a 342 anos.

Dois dos condenados já morreram, Jorge Picciani, ex-presidente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), que faleceu de câncer no mês passado e cumpria prisão domiciliar.

E o outro, Nelson Meurer, ex-deputado federal pelo Paraná, que cumpria pena e morreu na cadeira como resultado da Covid-19, em julho de 2020.

A Justiça tem liberado aqueles que cumprem pena de prisão domiciliar, além de tornar praticamente impossível a prisão em regime fechado aos condenados da Lava Jato.

Políticos condenados saíram do regime fechado

Foi o que aconteceu com o ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha (MDB), que teve sua prisão preventiva revogada, Em março de 2020 ele saiu do regime fechado e entrou em prisão domiciliar por causa da pandemia, agora ele só está proibido de fazer viagens internacionais.

Igualmente Antonio Palocci, ex-ministro-chefe da Casa Civil, ficou preso em Curitiba durante dois anos e em 2018 foi liberado para cumprir prisão em casa depois de ter colaborado com a Justiça em uma delação premiada.

O ex-presidente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj),Paulo Melo (MDB) que foi condenado a 12 anos de prisão pela Lava Jato, também foi liberado do regime fechado para cumprir a sua pena em casa por causa do coronavírus.

Sem contar o caso do Ex-presidente Lula que foi preso em abril de 2018 e libertado em novembro de 2019 após o STF derrubar a possibilidade de ser condenado em segunda instância como foi o seu caso e do ex-ministro da Casa Civil de Lula, José Dirceu, que também foi solto.

Em abril de 2021, o STF tornou Lula elegível novamente, estabelecendo incompetência da 13ª Vara Federal de Curitiba e proibindo provas colhidas pelo  ex-juiz Sérgio Moro. Os levantamentos aqui apresentados foram feitos pela Gazeta do Povo.




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