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“Mãe, eu te atrapalho? O tio disse que eu atrapalho”, perguntou Henry à mãe

Escrito por em 16 de abril de 2021

Uma cabeleireira disse em depoimento que no dia 12 de fevereiro ela atendeu a professora Monique Medeiros, mãe do menino Henry Borel, de 4 anos, e que ela teria gritado com o namorado, conhecido como Dr. Jairinho.

Segundo ela, Monique teria chegado ao salão localizado em um Shopping na Barra, Zona Oeste do Rio de Janeiro, por volta das 16h30 e recebeu uma chamada de vídeo com o filho e contou que ele perguntou a mãe: “Mãe, eu te atrapalho? O tio disse que eu te atrapalho”.

A profissional do salão disse que a mãe do garoto respondeu “não, de forma alguma”, no vídeo o garoto chorava manhoso e pedia para a mãe voltar para casa dizendo que o tio tinha batido e brigado com ele, quando a mãe perguntou o que havia acontecido.

A babá de Henry, Thainá Ferreira, teria filmado logo após o menino mancando enquanto andava pelo corredor.

Monique ficou agitada e logo já ligou para o vereador Jairo Souza Santos Júnior, seu companheiro, e disse: “Você nunca mais fale que meu filho me atrapalha, porque ele não me atrapalha em nada”, contou a cabeleireira.

“Se ela for embora, eu vou embora junto, porque ela cuida muito bem do meu filho. Ela não fez fofoca nenhuma, quem me contou foi ele”, disse Monique no telefone, se referindo a babá.

Segundo a cabeleireira ela teria continuado: “Quebra, pode quebrar tudo mesmo, você já está acostumado a fazer isso”, disse Monique no telefone para o Dr. Jairinho.

A mãe de Henry ficou exaltava e gritava, segundo a profissional, ela também teria perguntado se havia alguma loja no shopping que vendesse câmeras, e se apressou para terminar o serviço e ir embora para casa.

Quatro dias depois da morte do filho, em 12 de março, Monique voltou ao mesmo salão, e a cabeleireira a descreveu como “abatida”.

Na conversa com a babá pelo whatsapp, ela contou a Monique que o Dr. jairinho teria trancado o menino no quarto e dado chutes e rasteiras nele, e que isso era comum. O casal está preso desde 8 de abril, sob suspeita de homicídio qualificado




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