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Maior banco dos EUA acusa Ilhas Virgens Americanas de proteger Jeffrey Epstein por duas décadas

today24 de maio de 2023 16

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O JPMorgan, o maior banco dos Estados Unidos, acusou as Ilhas Virgens Americanas de abrigar e proteger o milionário Jeffrey Epstein enquanto ele abusava de mulheres e meninas ao longo de duas décadas (lembre, abaixo, do caso de Epstein).

O banco fez a acusação em um processo apresentado ao tribunal federal de Manhattan (um distrito da cidade de Nova York), onde as Ilhas Virgens Americanas estão processando a instituição financeira por fornecer serviços bancários a Epstein de 1998 a 2013.

As Ilhas Virgens Americanas acusam o JPMorgan de ignorar sinais sobre o abuso de mulheres por Epstein em Little St. James, uma ilha particular que ele possuía no território.



O JPMorgan disse que Epstein tinha uma relação de “quid pro quo” com os funcionários de maior escalão das Ilhas Virgens, e concedia dinheiro e favores em troca de milhões de dólares em incentivos fiscais e vista grossa a seus crimes.

O JPMorgan disse que Epstein também “exerceu influência” sobre a legislação local para criminosos sexuais e que as inspeções em sua casa foram “superficiais”, na melhor das hipóteses.

“Durante duas décadas, e mesmo após o JPMorgan encerrar seu relacionamento com Epstein como cliente, a entidade que mais diretamente falhou em proteger a segurança pública e que mais ativamente facilitou e se beneficiou da contínua atividade criminal de Epstein foi o próprio demandante neste caso – o governo das Ilhas Virgens Americanas”, afirmou o banco.

Um porta-voz do escritório do procurador-geral das Ilhas Virgens Americanas chamou o documento de “uma tentativa óbvia de tirar a culpa do JPMorgan, que tinha a responsabilidade legal de relatar as evidências em sua posse sobre o tráfico humano por Epstein e não o fez”.

Relembre o caso de Epstein

Em 6 de julho de 2019, Jeffrey Epstein, um magnata amigo de celebridades e poderosos, foi detido nos EUA ao voltar da França em um avião privado.

O consultor financeiro de 66 anos foi denunciado dois dias depois em Nova York dos seguintes crimes:

  • Exploração sexual de menores.
  • Conspiração para explorar sexualmente menores.

As duas acusações são passíveis de punição com um total de 45 anos de prisão.

Ele foi responsabilizado por ter levado moças jovens, algumas com apenas 14 anos, a suas residências em Manhattan e Palm Beach (Flórida) “para participar de atos sexuais com ele” em troca de “centenas de dólares em dinheiro vivo”.

Em 10 de agosto, Jeffrey Epstein foi encontrado enforcado em sua cela. O processo judicial foi dado como encerrado, mas o promotor de Manhattan prometeu continuar a investigação de seus atos e seus possíveis cúmplices.

Sua morte causou assombro nos EUA e desencadeou uma enxurrada de teorias conspiratórias. O FBI e o Departamento de Justiça chegaram a abrir investigações.

Os resultados da necropsia confirmaram suicídio por enforcamento.




Todos os créditos desta notícia pertecem a G1 Mundo.

Por: G1

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