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Mbappé critica extrema direita na França e gera mobilização de atletas contra radicalismos

today17 de junho de 2024 3

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O capitão da seleção francesa de futebol e principal estrela do time, Kylian Mbappé, criticou no domingo (16) a extrema direita da França durante uma entrevista coletiva em Düsseldorf, na Alemanha, e pediu que os jovens franceses compareçam às urnas — o país terá eleição no fim de junho.

Na coletiva, o jogador disse não querer “representar um país que não corresponde aos seus valores”.

Após a fala de Mbappé, 160 atletas franceses também decidiram se pronunciar e publicaram uma carta conjunta nesta segunda-feira (17) no jornal esportivo francês “L’Equipe” (leia mais abaixo). Eles também pedem uma “mobilização” geral contra a extrema direita na França, que pode chegar ao poder.



“Estamos em um momento crucial da história do nosso país. Precisamos saber colocar as coisas em perspectiva e ter senso de prioridade”, disse Mbappé durante a coletiva.

O capitão da seleção francesa pediu aos jovens que compareçam às urnas nas eleições legislativas antecipadas, que acontecem nos dias 30 de junho e 7 de julho. Segundo ele, “a situação na França é mais importante do que esse jogo” (de estreia na Eurocopa).

“Não podemos nos desconectar do mundo, muito menos quando se trata do nosso país. Podemos fazer diferença. Os extremos podem chegar ao poder, mas temos valores de diversidade, tolerância e respeito. Cada voz conta e isso não deve ser negligenciado. Espero que façamos uma boa escolha e que ainda tenhamos orgulho de vestir a camisa da seleção francesa no dia 7 de julho”, disse.

“Kylian Mbappé é contra os extremos, ideias que dividem. Sou a favor de ideias que unam as pessoas, respeito e tolerância.”

Atletas pedem mobilização contra extrema direita

Após declarações de Kylian Mbappé, uma outra iniciativa repercutiu na imprensa francesa. Mais de 160 atletas franceses assinaram uma coluna de opinião pedindo votos “contra a extrema direita”.

O texto foi publicado no site do jornal “L’Équipe” e foi assinado por personalidades como o ex-tenista francês Yannick Noah. Na coluna, os atletas destacam que a extrema direita “explora as diferenças e manipula os nossos medos para dividir”.

“Estamos bem cientes das dificuldades que muitos enfrentam para sobreviver, e a frustração em relação à desigualdade, à falta de compromisso, além do medo do futuro”, ressaltam os atletas. Mas, independetemente desse contexto, eles pedem que a população não se esqueça das “lições do passado”, do “nazismo e do antissemitismo”.

No artigo, os atletas escrevem que acreditam que o partido de extrema direita Reunião Nacional, dado como favorito até agora nas legislativas francesas, “continua a se alimentar do racismo e da xenofobia”.

“Pedidos a todos que se mobilizem contra a ascensão da extrema direita”, concluem.

Reação da Federação Francesa de Futebol

Temendo um “uso político da seleção francesa”, a Federação Francesa de Futebol (FFF) também reagiu e divulgou um comunicado pedindo que “sua neutralidade seja compreendida e respeitada por todos”.

O técnico da seleção francesa, Didier Deschamps, preferiu não comentar o posicionamento de seus jogadores.

“Eles são jogadores de futebol, mas sobretudo cidadãos. Não tenho nenhum conselho a dar aos meus jogadores. Eles têm suas opiniões e sua própria sensibilidade”, disse em entrevista à radio francesa FranceInfo.




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Por: G1

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