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Menina de 5 anos descobre câncer na bexiga após dores abdominais e luta pela vida no litoral de SP

today19 de agosto de 2023 30

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Ao g1, o coletor de lixo e pai da menina, André Silveira de Souza, de 27 anos, contou que a família está se dedicando ao tratamento quimioterápico e já pensa no próximo. “Vamos começar com a radioterapia daqui alguns dias”, explicou, dizendo que as sessões serão realizadas em São Paulo, no Hospital do GRAACC.

De acordo com André, o diagnóstico foi feito em maio, após a filha se queixar de fortes dores abdominais. “Nunca reclamou de dor, nem aparentou estar doente. Um certo dia ela se incomodou muito com uma dor de barriga e eu até achei que ela tinha comido alguma coisa diferente”, explicou.

Ester foi levada a um hospital em Itanhaém, onde os médicos desconfiaram de problemas no apêndice. Eles queriam interná-la, mas André optou por ir com a filha para Santos, no Hospital Ana Costa, que atendia pelo convênio.



“Desconfiaram de apêndice também, só que falaram que iriam fazer exames complementares”. Ele disse que a criança foi submetida a uma série de exames, que identificaram uma massa estranha próximo da bexiga.

Imediatamente a menina foi internada e, dois dias depois, passou por cirurgia para retirada do tumor. Ela se recuperou bem e teve alta em cerca de dez dias. No entanto, a massa foi para biópsia. “Depois de um tempo a gente voltou para consulta e a médica falou que era um tumor maligno”, contou André.

Segundo o pai, os médicos passaram a conversar com a família sobre tratamentos. “A princípio nos passaram que a radioterapia iria ser o primeiro método”. Durante o período em que Ester fazia uma bateria de exames para começar a ser tratada, a barriga dela inchou. “Ficou muito grande do dia pra noite e a gente correu para o hospital”, relembrou André.

Em julho, a equipe médica descobriu que o câncer tinha se espalhado. “Esse tumor tinha voltado, voltou novamente jogando as células para a corrente sanguínea”, disse o coletor, informando que a doença alcançou os pulmões da criança.

Família soube que situação se agravou quando a barriga de Ester Silveira Lélis inchou — Foto: Arquivo Pessoal

Desde então, a família batalha pelo tratamento de Ester e pede ajuda por meio de uma vaquinha virtual para os custos de transporte para Santos e São Paulo. “Agora a situação está mais complicada”, disse André.

De acordo com Eliana Caran, médica oncologista pediatra e coordenadora do Tratamento de Neuroblastoma, Rabdomiossarcoma e Tumores Raros no Hospital do GRAACC, a incidência deste tipo de câncer é em torno de 50 novos casos por ano no mundo. Por isso, pode ser considerado raro.

“O tipo mais comum na infância é o rabdomiossarcoma sarcoma (tumor maligno) geniturinário, que faz parte do grupo de sarcomas de partes moles”, explicou.

O médico oncologista Franklein Vieira Maia avaliou os exames de Ester e explicou que o tumor retirado da criança possuía 12 cm no seu maior diâmetro. De acordo com ele, o fato de a doença ter avançado para os pulmões aumenta a gravidade do caso, mas há tratamento.

“O tratamento nesse caso é conduzido com quimioterapia e pode ser utilizado radioterapia para tratamento de eventualmente algum resquício no local próximo a cirurgia ou linfonodos próximos”, finalizou.

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Por: G1

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