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Mulher vence depressão após pai morrer de Covid-19 e vira sereia profissional para homenageá-lo: ‘sereismo é um estilo de vida’

today26 de maio de 2023 13

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Uma sereia saiu do imaginário e ganhou vida no corpo de uma mulher de 28 anos. Aline Beselga contou ao g1 que começou a praticar o sereismo e se tornou uma sereia profissional em homenagem ao pai, que morreu de Covid-19. A criadora da sereia Ester realiza trabalhos sobre conscientização ambiental nas praias do litoral de São Paulo, principalmente em Santos, em escolas, além de dar aulas on-line para futuras sereias.

Aline entrou em depressão após a morte do pai, Fábio Guerra, em 2020. Segundo ela, a ligação entre os dois e mar sempre foi ‘muito forte’. Eles remavam caiaque e recolhiam lixo nas areias das praias. Ela ressaltou também que o pai “era um homem que se preocupava muito com o meio ambiente”.

Fábio Guerra morreu em 2020, vítima de Covid-19. Segundo a filha, eles tinham uma ligação ‘muito forte’ com o oceano — Foto: Arquivo pessoal



“Um dia sonhei com uma sereia toda azul. Quando acordei resolvi fazer uma homenagem a ele [ao pai], já que o que unia a gente era esse amor pelos oceanos. Minha sereia veio trazer conscientização ambiental”, relembrou.

Foi em 2021, após a pandemia, que Aline mergulhou no universo do sereismo e deu vida a sereia Ester, com longos cabelos azuis e calda rosa.

“Sereismo é um estilo de vida. O que te torna uma sereia ou um tritão é a paixão pelos oceanos. Muitos usam acessórios, maquiagens e outros estudam apneia e até usam cauda. Não tem uma forma certa de se viver do sereismo. É muito mais que uma tendência”, explicou.

Alise Beselga dá vida à sereia Ester, segundo ela: “Sereismo é um estilo de vida” — Foto: Arquivo pessoal

A sereia Ester fica em praias e em eventos passando mensagens sobre a conscientização ambiental, através de cartazes e ações para recolher o lixo na faixa de areia. A personagem também mostra aos banhistas e interessados como o lixo no mar pode prejudicar a vida marinha.

“Crio e reproduzo formas de diminuir o lixo nas praias, como o cinzeiro ecológico, que é feito de bambu. Criei um livro que se chama ‘SOS uma sereia em Santos’, onde levo essa educação ambiental mais adiante”, pontuou.

Sereia Ester fica nas praias e em eventos passando a mensagem sobre a conscientização ambiental — Foto: Arquivo pessoal

Hoje em dia, além do projeto social, a Aline também faz trabalhos remunerados vestida como sereia. “Quando faço apresentações nas praias e em eventos procuro levar uma caixinha de incentivo ao artista para conseguir criar e produzir mais coisas em prol do meio ambiente. Já em escolas, festas, aniversários e outros, é cobrado um valor”.

Aline explicou que ser uma sereia profissional é trabalhar como sereia, usando caudas e acessórios. “É dar a voz aos oceanos. Algumas sereias e tritões se apresentam em aquários, em parques aquáticos, aniversários e até nas praias”, contou.

Aline realiza apresentações em praias e em eventos, além de de ir em escolas levar o projeto de conscientização ambiental — Foto: Arquivo pessoal

Além dos eventos, Aline também disponibiliza um curso de sereismo. Segundo ela, as mentorias on-line têm duração de 10 aulas.

“Levo a minha experiência para outras sereias que querem começar nesse ramo. Mostro o leque imenso que o trabalho de uma sereia profissional tem, além de orientar os melhores lugares para comprar todo o seu material de sereia”, esclareceu.

Conscientização ambiental é realizada através de cartazes e ações para recolher o lixo na faixa de areia — Foto: Arquivo pessoal

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Todos os créditos desta notícia pertecem a G1 Santos.

Por: G1

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