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‘Não basta só instalar o equipamento’, diz ministro sobre sirenes em áreas de risco no litoral norte de SP

today24 de fevereiro de 2023 12

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O ministro do Desenvolvimento Regional, Waldez Góes, disse que a instalação de sistemas de sirenes em áreas de risco no litoral norte de São Paulo deve ser feita pelos municípios. Além disso, segundo ele, não basta apenas instalar equipamentos, é necessário também uma política bem estruturada com a comunidade. As declarações foram dadas, nesta sexta-feira (24), durante uma coletiva de imprensa em Santos, no litoral de São Paulo.

“Obviamente que o Estado e o Governo Federal podem, na estratégia de política nacional de proteção e defesa civil, pactuar isso. Agora, não dá para não deixar de fazer”, disse o ministro.

Góes e o ministro de Portos e Aeroportos, Márcio França, receberam os prefeitos da Baixada Santista e do Vale do Ribeira para atendimento de demandas em razão dos danos causados pelas chuvas no último feriado de Carnaval. O encontro foi realizado na sede da Autoridade Portuária de Santos.



“O alerta tem que ser no município, mas se o governo estadual tiver que ajudar, tem que ajudar e se tiver uma política pública dentro do sistema nacional, também tem que o fazer. Mas precisamos de alertas estruturados nos municípios, sistema nas áreas de maior risco, de sirenes. E, não é só a tecnologia, é a educação. Todos nós temos que nos reeducarmos para esses sistemas e entender”.

De acordo com ele, as sirenes devem ser instaladas em áreas de risco. “Eu acho que está na hora sim. Agora, isso não se faz só com equipamentos. Não basta só instalar o equipamento, se não tiver todo um convencimento. Eu acredito numa política bem estruturada com a comunidade, com prefeitos e vereadores”.

Ministros Márcio França e Waldez Góes recebem prefeitos do litoral de SP para atender demandas causadas pelas chuvas — Foto: Daniela Rucio/g1

Segundo ele, é preciso também ter monitoramento das questões climáticas e um sistema de alerta estruturado. “Se passar dez anos e não precisar usar, sem problema. Mas, tendo o alerta, [será preciso] todo mundo respeitar porque senão, não faz sentindo”, falou Góes.

“Vai funcionar com um processo educacional, uma política e nós estamos dispostos. O presidente Lula, todo mundo, estruturar isso. É preciso que haja e o engajamento e comprometimento de todo mundo”.

Ainda dentro do tema, o ministro Márcio França complementou que não faltarão recursos para implantar medidas para evitar problemas com fortes chuvas. Segundo ele, algumas já foram adotadas em cidades do estado e dão resultados.

“Em Guarujá, por exemplo, a três anos atrás houve um acidente com mortes e esse ano não houve mortes. A diferença é essa atuação, que é feita no formato de sirene ou mesmo de informação”, disse França.

Ao longo do dia da tragédia, os moradores cadastrados receberam mensagens, mas nenhuma delas mostrava a dimensão, não citando os deslizamentos. Além disso, algumas das áreas atingidas, já na noite de sábado (18), enquanto eram disparadas as mensagens, não tinham sinal de telefonia ou internet.

O g1 apurou que a primeira vez que a Defesa Civil foi ao local, o temporal já havia começado e a área já estava interditada por deslizamentos.

“Então, foram disparados 2,6 milhões alertas antes das chuvas que nós tivemos agora via SMS. E a gente viu que isso, eventualmente, não tem a maior efetividade. Aqui para o litoral, mais de 30 mil pessoas receberam o SMS de alerta. Então, a gente precisa ter uma maneira mais efetiva”, disse na coletiva, nesta quinta-feira.

O governador, além de dizer que o modelo de comunicação usado não era efetivo, disse que vai adotar novas maneiras de emitir alertas.

“A ideia é que a gente utilize um sistema de broadcast, vamos ver como isso pode ser operacionalizado. Além disso, vamos instalar os sistemas de sirenes, que já existem em alguns outros estados”, afirmou.

No caso do município, o estado informou que São Sebastião também sabia do risco, apesar disso, nenhuma publicação ou aviso foi feito nos dias que antecederam a tragédia. A prefeitura não respondeu o motivo de não ter feito os avisos.

Vila Sahy, em São Sebastião — Foto: André Luis Rosa/TV Vanguarda




Todos os créditos desta notícia pertecem a G1 Santos.

Por: G1

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