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Onças-pardas são registradas quase 900 vezes por ‘armadilhas fotográficas’ no interior de SP; FOTOS

today15 de fevereiro de 2023 13

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Onças-pardas (Puma concolor) foram flagradas 883 vezes por ‘armadilhas fotográficas’, nos últimos dois anos, na maior reserva privada de Mata Atlântica do Brasil, conhecida como Legado das Águas. As imagens foram captadas na área de 310 milhões de metros quadrados, divididos entre as cidades de Juquiá, Miracatu e Tapiraí, no interior de São Paulo.

Em nota, o Legado das Águas explicou que as ‘armadilhas fotográficas’ funcionam por sensores infravermelhos [radiação eletromagnética] e de movimento. Portanto, os equipamentos são acionados automaticamente quando os animais passam por eles.

A utilização dessas câmeras faz parte da parceria entre o Onçafari, associação criada para o estudo e a conservação da vida selvagem e da reserva.



Registros de onças-pardas foram feitos por ‘armadilhas fotográficas’ — Foto: Legado das Águas/Divulgação

“Os resultados são muito animadores. Agora temos informações sobre a população dessa espécie [onças-pardas] no Legado, como a área que utilizam mais, os horários e a época do ano em que circulam com maior frequência, a proporção de machos e fêmeas e seus comportamentos”, disse, por meio de nota, a bióloga coordenadora da base do Onçafari no Legado das Águas, Stephanie Simioni.

Os registros possibilitaram a identificação e acompanhamento dos hábitos de cinco animais da espécie, sendo quatro machos e uma fêmea. Segundo a bióloga, o levantamento é essencial para proteger e auxiliar a saúde das onças-pardas.

Imagens de onças-pardas foram feitas durante dois anos, na maior reserva privada de Mata Atlântica do Brasil — Foto: Legado das Águas/Divulgação

Além das onças-pardas, foram registrados 15.205 vídeos de outros mamíferos e 4.864 aves. Um total de 20.952 registros em dois anos.

Dentre os mamíferos, os queixadas (Tayassu pecari) foram os mais filmados, seguidos pelas antas (Tapirus terrestris).

O Legado das Águas destacou também os pequenos felinos, como a jaguatirica (Leopardus pardalis), o gato-mourisco (Herpailurus yagouaroundi) e o gato-maracajá (Leopardus wiedii).

Jaguatirica é flagrada próxima das ‘armadilhas fotográficas’, no Vale do Ribeira — Foto: Legado das Águas/Divulgação

Já as onças-pintadas não foram registradas no período. Mas, as bióloga afirmou que há possibilidade de encontrá-las na reserva. Por este motivo, estudam estratégias para conseguir o flagrante. O objetivo é conservar a espécie que está criticamente ameaçada de extinção na Mata Atlântica. Atualmente, estima-se uma população de apenas 300 desses animais no bioma.

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Por: G1

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