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Pai de autor do ataque contra Cristina Kirchner foi expulso do Brasil após furtos, estelionato e falsificação de documento em SP

today2 de setembro de 2022 25

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Identificado como Fernando Ernesto Montiel Araya, ele cometeu crimes no estado de São Paulo entre os anos de 2001 e 2014. Em um deles, chegou a ter a prisão preventiva decretada e ficou detido quase um ano no Guarujá, no litoral (veja mais abaixo).

No documento da Polícia Federal, divulgado no site do governo, consta que o inquérito foi instaurado por conta da existência de sentença penal pela Justiça em seis processos contra Fernando Ernesto. Ele foi notificado para ir à delegacia no dia 14 de abril de 2020 para formalização de sua qualificação e interrogatório.

No Diário Oficial da União, de 20 de agosto de 2021, foi publicada a portaria de nº 3.696, de 18 de agosto, em que a coordenadora de processos migratórios “resolveu pela expulsão de Fernando do território nacional, ficando a efetivação da medida condicionada ao cumprimento da pena a que estiver sujeito no país ou à liberação pelo Poder Judiciário, com o impedimento de reingresso no Brasil pelo período de 24 anos, a partir da execução da medida”.

Fontes apontam que o último endereço dele no país foi no Guarujá. Não há informação sobre em qual país Fernando Ernesto está atualmente.

O g1 tentou entrar em contato com advogados que defenderam Fernando Ernesto, mas não obteve retorno até a publicação da reportagem.



Segundo o g1 apurou, uma das primeiras condenações citadas nesse documento da PF é referente ao crime de estelionato registrado em 2001, no 5º Distrito Policial, no bairro Aclimação, São Paulo.

Fernando foi condenado a um ano de reclusão e ao pagamento de 10 dias-multa no valor unitário mínimo e no regime semiaberto.

Outro processo citado é do ano de 2009, o qual Fernando foi condenado pelo crime de furto em São Paulo.

Em 2011, ele teve mais uma condenação pelo mesmo crime, também na capital. Consta no processo que Fernando Ernesto foi condenado por furtar a carteira de um homem e falsificar o documento de identidade da vítima dentro de um shopping na avenida Paulista.

Na época, a vítima alegou que deixou o paletó na cadeira de um restaurante e, pouco tempo depois, não achou a carteira. A polícia foi acionada e encontraram Fernando Ernesto com documento da vítima e dois cartões tentando finalizar uma compra em uma loja de relógios.

O documento já estava alterado com a foto de Fernando. Ele admitiu à polícia apenas a falsificação e negou a prática de furto, afirmando que achou o documento e cartões de crédito em uma lixeira.

No processo, o réu entrou com recurso e a 14ª Câmara de Direito Criminal do Tribunal de Justiça deu parcial provimento “ao recurso para reduzir as suas penas para 4 anos de reclusão, em regime aberto, e pagamento de 20 (vinte) dias-multa, substituída a pena privativa de liberdade por prestação de serviços à comunidade pelo prazo da condenação, e por multa no valor de 10 (dez) diárias mínimas”.

Três anos após essa condenação, Fernando Ernesto foi preso em flagrante no Guarujá, litoral de São Paulo, acusado de furtar um supermercado em 25 de outubro de 2014.

No processo, consta que ele foi abordado no estacionamento de um supermercado e os seguranças encontraram no interior de sua mochila carne bovina e lombo de bacalhau, avaliados em R$ 370. Foi perguntado se ele tinha o comprovante de pagamento. A polícia foi acionada e o prendeu.

Testemunhas alegaram, na época, que Fernando Ernesto havia ido ao mercado dias antes e que mercadorias tinham sumido. O açougueiro o viu novamente e avisou a equipe de segurança.

O que se sabe sobre o ataque a Cristina Kirchner

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Ele alegou que colocaram a mercadoria dentro de sua mochila e que teria sido agredido. Ele teve a prisão preventiva decretada. Em 13 de agosto de 2015, ele teve alvará de soltura após a defesa entrar com recurso e a Justiça condená-lo a oito meses e cinco dias de reclusão em regime inicial aberto e pagamento de seis dias-multa.

Homem é detido após tentar assassinar Cristina Kirchner na Argentina — Foto: Reprodução/GloboNews

A arma da marca Bersa calibre 32 estava carregada com cinco balas, mas falhou na hora do disparo e a vice-presidente não foi ferida. A motivação do atentado é desconhecida.

Fernando Andrés Sabag Montiel divulgado pela imprensa argentina — Foto: C5N

No momento da tentativa de assassinato, ele levanta a mão esquerda, que está com a arma, e tenta atirar. No vídeo, é possível ver que ele chega a engatilhar a pistola, que falha. A Polícia Federal argentina, que estava cuidando da segurança de Cristina, o deteve rapidamente.

“Agora a situação tem que ser analisada pelo nosso pessoal da (polícia) Científica para avaliar os rastros e a capacidade e disposição que essa pessoa tinha”, disse Aníbal Fernández.

Até sua prisão, Sabag Montiel, nascido no Brasil, morava em um apartamento alugado de um cômodo no município de San Martín, na Grande Buenos Aires. O dono do lugar, Sergio Paroldi, de 46 anos, falou com o diário argentino e contou da surpresa ao descobrir o que o inqulino havia feito.

“Ontem cheguei tarde em casa. Liguei a TV para ver o que se sabia sobre o ataque a Cristina e de repente vi uma foto do meu inquilino no noticiário. Era o Fernando! Não consigo acreditar”, disse.

O documento do brasileiro obtido pela Polícia Federal argentina mostra que ele nasceu em São Paulo.

Os registros comerciais afirmam que o brasileiro tem autorização para atuar como motorista de aplicativos na Argentina e tem um carro em seu nome.

Mapa mostra local do ataque contra Cristina Kirchner — Foto: Editoria de Arte/g1




Todos os créditos desta notícia pertecem a G1 Santos.

Por: G1

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