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Pais que tiveram carro escoltado pela PM para salvar filho com transplante de coração celebram a ‘nova vida’

today24 de agosto de 2023 17

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O dia em que Heitor recebeu o novo coração é lembrado durante as visitas ao litoral de São Paulo. A família estava em Guarujá quando recebeu a notícia de que o Instituto do Coração (Incor) teria um órgão compatível para o transplante — o menino estava sob cuidados de um tio, que se prontificou a ficar com a criança internada enquanto os pais descansavam a cabeça.

A boa notícia veio acompanhada de um prazo de 2h30 para a autorização do transplante. Em um momento de desespero, e diante do trânsito na estrada, o casal pediu ajuda à Polícia Militar (PM), que foi liberando a pista enquanto escoltava o carro dos pais de Heitor até São Paulo.

Kátia contou que ao passar pela estrada, mais especificamente no ponto onde pediu ajuda, lembra dos momentos de tensão com “emoção e alegria”. A mãe contou, ainda, que Heitor comemorou os dois anos de transplante em Guarujá.



Heitor Stevanatto Lima festejou o segundo ano de transplante na casa da tia em Guarujá (à direita) — Foto: Arquivo Pessoal

Segundo a mãe do menino, “o chão se abriu” com a notícia da entrada do filho na lista de transplante. Hoje, porém, ela vê como a cirurgia foi necessária e mudou a vida da família. Além da qualidade de vida, nunca mais o garoto precisou passar por outro procedimento cirúrgico.

Heitor recebeu o novo coração em 2 de janeiro de 2020, quando tinha dois anos e quatro meses. Na ocasião, Katia estava com a filha e o marido na casa da irmã, em Guarujá, enquanto um cunhado acompanhava Heitor no Instituto do Coração (Incor), na capital paulista.

A família mora em São Paulo e passou a virada daquele ano no litoral para descansar. O casal e a filha já estavam na estrada, sentido capital, quando souberam que o transplante seria naquela data, mas, para isso, precisariam assinar as autorizações no hospital. “Foi receber a notícia que o trânsito começou”.

Segundo Katia, ela e o marido já estavam desesperados quando notaram uma viatura da PM na rodovia e decidiram pedir ajuda. “Parece que Deus direciona”, enfatizou, informando que foram prontamente atendidos pelos agentes.

“Fomos acompanhados por motos. Me lembro que tinha uma na frente, uma do lado e outra atrás”. Ela contou ter seguido durante um trecho pelo acostamento e, em outro momento, os policiais precisaram abrir espaço na pista. “Foi uma cena de filme”, relembrou.

Vídeo mostra Polícia Militar escoltando carro em rodovia para ajudar família

Vídeo mostra Polícia Militar escoltando carro em rodovia para ajudar família

Katia manteve contato com o cunhado, que estava como responsável por Heitor, até conseguir chegar ao hospital. Apesar das autorizações já estarem preenchidas por ele, a família queria ver o menino antes da cirurgia e conseguiu. “Graças a Deus deu tudo certo. Heitor estava na recepção do centro cirúrgico preparado de toquinha na maca”, enfatizou a mãe.

O garoto chorou ao ver a família e o ato comoveu a médica, que permitiu o contato dos familiares. “Demos um beijo no Heitor, abençoamos ele, a médica e a cirurgia”, relembrou Katia, dizendo ainda que a filha mais velha conseguiu fazer o menino parar de chorar.

De acordo com ela, a ajuda dos policiais foi fundamental. “Se a PM não tivesse feito isso [a escolta], a gente não conseguiria nem ver o Heitor, não conseguiria inclusive contato com meu cunhado, porque teve um período da rodovia que meu celular estava sem sinal”, afirmou.

Família de Heitor Stevanatto Lima acompanhou todo processo e celebra nova vida do menino — Foto: Arquivo Pessoal

De acordo com Kátia o filho “nasceu” após a cirurgia, pois ganhou qualidade de vida. Ela destacou o fato dele ter aprendido a andar: “Antes ele não tinha força”.

Apesar de alguns cuidados redobrados com uma rotina de exames, a mãe da criança disse que Heitor tem uma vida normal, pois não teve qualquer lesão ou atraso mental e físico.

A única “sequela”, segundo ela, foi um dano na corda vocal do menino, que o deixa um pouco mais cansado que o restante das crianças quando fala bastante.

“O transplante foi o que o libertou. De fato ele teve nova vida”, enfatizou.

Heitor nasceu com uma cardiopatia rara chamada atresia tricúspide, que prejudica a circulação de sangue no coração. Ao longo dos anos, ele passou por diferentes procedimentos cirúrgicos na expectativa de ter uma melhor qualidade de vida. No entanto, passava mal com frequência e precisava de cuidados médicos. Em determinado momento, ele teve que internar para receber medicação por 24h enquanto aguardava o transplante.

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Por: G1

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