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Porteiro é agredido após pedir para bolsonarista não gritar em condomínio: ‘me chamou de negro safado’; VÍDEO

today22 de julho de 2023 2

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Um porteiro, de 28 anos, alega ter levado um ‘mata-leão’ e sofrido ofensas racistas após pedir para que um homem parasse de gritar em um condomínio na Riviera de São Lourenço, em Bertioga, no litoral de São Paulo. O g1 apurou, neste sábado (22), que Yuri Feliciano entrou na Justiça cobrando R$ 115 mil do acusado por danos morais, materiais e estéticos. “Ele gritava: ‘Lula ladrão! Lula ladrão'”, lembrou.

A situação aconteceu no dia 28 de dezembro de 2022, quase dois meses após o segundo turno das eleições presidenciais do Brasil. Yuri entrou na Justiça no último mês.

Ao g1, o porteiro disse que a confusão começou após ter pedido a um amigo do acusado, que é turista, que solicitasse que o homem parasse de gritar dentro do condomínio.



“Ele gritava: ‘Vai, Bolsonaro! Lula ladrão! Agora vocês vão ver! País de merda”, disse o porteiro, que afirmou ter sofrido as ofensas e agressões após pedir por silêncio. “Me chamou de ‘negro safado’, ‘viadinho’ e ‘petista’. Ele achou que eu falei porque tinha outro partido, mas não era isso”.

Porteiro agredido sofreu edema leve no nariz, segundo exame do IML — Foto: Reprodução

Yuri disse que as agressões aconteceram após as ofensas. Nas imagens, obtidas pelo g1, é possível ver o porteiro falando com outros dois homens – o acusado, que vestia uma camiseta preta, e outro homem, sem camisa. Ele levou um soco do segundo e, depois, um ‘mata-leão’ do primeiro.

O porteiro disse, ainda, que após as agressões foi preciso se esconder dentro da portaria. Ele afirmou que o acusado se juntou a outros homens e foi ‘procurar’ por ele, gritando ameaças de morte. “Tive que tirar o uniforme e trocar de roupa para sair dali”, lembrou.

A vítima das agressões sofreu um edema leve no nariz, segundo exame de corpo de delito feito no Instituto Médico Legal (IML) de Guarujá (SP). O g1 não localizou a defesa do acusado até a última atualização desta matéria.

Yuri revelou trabalhar no condomínio há aproximadamente dois anos e que, após o episódio, ficou oito dias sem exercer a função. Ele revelou também que, meses após o ocorrido, ainda sente tristeza ao relembrar das agressões e ofensas.

“Me senti humilhado por ser preto, por ter tatuagens, já que ele me discriminou por conta da minha aparência, me chamando de vagabundo e bandido”, desabafou. “Ainda me faz mal lembrar”.

Porteiro foi agredido dentro de condomínio em Bertioga (SP) — Foto: Reprodução

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Todos os créditos desta notícia pertecem a G1 Santos.

Por: G1

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