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Quem é Kamala Harris, a vice que pode assumir a candidatura de Biden caso ele desista

today29 de junho de 2024 6

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Vice-presidente dos EUA, Kamala Harris, fez seu primeiro discurso nas Nações Unidas em 16 de março de 2021 — Foto: Jonathan Ernst/Reuters

De acordo com o instituto de pesquisa Morning Consult, 30% dos democratas apoiam o nome de Kamala caso Biden seja substituído. O governador da Califórnia, Gavin Newsom, aparece em seguida, com 20%.



Joe Biden e Kamala Harris em imagem de março de 2022 — Foto: Nicholas Kamm/AFP

A vice-presidente passou boa parte do seu mandato tentando se destacar em seu papel e naturalmente se tornar a titular para a corrida à Casa Branca em 2024. No entanto, sua popularidade é relativamente baixa e seu nível de aprovação é muito próximo de Biden.

Kamala, de 59 anos, é a primeira mulher a se tornar vice-presidente dos EUA. Formada em Direito e Ciências Polícias, ela foi procuradora da cidade de São Francisco e depois do estado da Califórnia. Kamala também foi senadora pelo estado entre 2017 e 2020.

Kamala Harris em evento em Paris, em 11 de novembro — Foto: Reuters/Gonzalo Fuentes/Pool

Ela chegou a se apresentar como pré-candidata à Casa Branca para as eleições de 2020 e liderou em algumas pesquisas dentro do Partido Democrata, mas perdeu apoio e desistiu da corrida por falta recursos financeiros.

Filha de mãe indiana e pai jamaicano, ela foi escolhida para integrar a chapa democrata para atrair minorias, sendo ela mulher, negra e filha de imigrantes.

A opção por Harris foi fundamental para a eleição de Biden porque funcionou como um chamariz para convencer eleitores negros a votar no pleito de 2020 e alçada a mulher politicamente mais poderosa do país.

Quem é Kamala Harris, candidata do Partido Democrata à Vice-Presidência dos Estados Unidos

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Existia uma expectativa em relação ao seu papel no mandato de Biden. Ela era considerada a sucessora natural de Biden para as eleições de 2024, porém, seu desempenho foi abaixo do esperado e as pesquisas indicaram fraca popularidade.

Foram poucos os momentos que Kamala conseguiu chamar atenção para si. Ainda em 2021, a vice-presidente foi designada para ficar à frente na diplomacia com o México e países da América Central, para encontrar uma forma de diminuir o gargalo migratório na fronteira.

VÍDEO: Kamala Harris diz aos imigrantes:

VÍDEO: Kamala Harris diz aos imigrantes: “não venham”

Em sua primeira viagem oficial para a região, durante um encontro com o presidente da Guatemala, Alejandro Giammattei, ela pediu que os migrantes “não venham” ao seu país de forma ilegal. Na ocasião, sua performance foi considerada desastrosa.

Vice-presidente dos EUA acusa Rússia de crimes contra a humanidade na Ucrânia.

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Em maio deste ano, a vice-presidente fez as declarações mais incisivas da liderança dos EUA ao criticar o governo de Israel. Ela direcionou sua fala a Benjamin Netanyahu, primeiro-ministro israelense, para o cessar-fogo e impedir uma “catástrofe humanitária.”

Durante seu período no cargo, Kamala não conseguiu a projeção suficiente para se alçar candidata em 2024. Uma pesquisa publicada em junho pela Redfield & Wilton Strategies indicou que a vice-presidente era desaprovada por 44% dos americanos e aprovada por 39%.

A base do Partido Democrata ainda tem resistência em relação ao seu nome por causa de seus números fracos, de acordo com o site Politico.

Ônibus com migrantes estacionam perto da casa da vice-presidente dos EUA, Kamala Harris

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O partido considera qualquer um dos outros governadores para uma possível substituição, como Gavin Newsom, da Califórnia, e Gretchen Whitmer, de Michigan, mais populares que Kamala.

O que diz os sites estrangeiros

De acordo com a revista britânica “The Economist”, Kamala seria a escolha óbvia para substituir Biden. “Infelizmente, ela não inspira confiança nos grandes democratas, e os eleitores sentem isso”.

Ainda segundo a publicação, uma sondagem recente da The Economist/YouGov sugere que ela é apenas uma opção ligeiramente mais favorável do que o presidente.

Biden e Trump trocam ofensas em 1º debate presidencial

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Para o site Politico, o maior trunfo da vice-presidente é a “realidade política”. Se Biden abandonasse a corrida presidencial, qualquer outro candidato teria desafios significativos.

“Apenas Harris, por exemplo, teria acesso aos cofres da campanha da qual já faz parte. Qualquer outro candidato enfrentaria a difícil tarefa de construir uma infraestrutura em questão de meses.”

“The Washington Post” também coloca a vice-presidente como a substituta natural. “Harris é o vice-presidente, a pessoa já escolhida pelo partido para ser o próximo na linha de sucessão à presidência. A menos que ela também tenha optado por não ser presidente, ela é a pessoa a quem a nomeação iria.”

A crise na campanha de Biden, diz o “The New York Times”, renovou o foco na vice-presidente, enquanto ela tenta acalmar os ânimos entre os democratas, defendendo o presidente.

Segundo a publicação, seu discurso de sexta-feira (28), se colocando ao lado de Biden, era “exatamente o que eles queriam ver no debate em Atlanta”, disseram democratas ao jornal.

Desde o início do ano, Kamala tem viajado em campanha para fortalecer a chapa e mobilizar principalmente eleitores negros, base essencial para os democratas.

Segundo o site Politico, aliados e assessores de Kamala acreditam que ela conseguiu demonstrar mais habilidade e confiança nestes últimos meses e, com isso, revigorar seu perfil.

Após o debate de quinta, Kamala fez uma defesa enfática de Biden, em uma viagem por Nevada, que chamou atenção e a colocou novamente como alternativa ao posto de candidato.

Não há planos, de acordo com seus assessores, para a vice-presidente fazer uma campanha para defender Biden.

Ela estaria focada na captação de recursos nos próximos dias, em áreas onde estará em contato com doadores, o que não deixa de ser uma oportunidade para causar boa impressão e se colocar à disposição como substituta à vaga de Biden.




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Por: G1

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