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Refugiados afegãos recebem cartão do SUS e são cadastrados em programas do governo federal

today16 de julho de 2023 2

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Os afegãos estão abrigados na Colônia de Férias do Sindicato dos Químicos, no bairro Solemar. A previsão é que eles permaneçam no local durante o mês de julho.

As equipes do governos do Estado e da União estiveram recentemente na colônia para regularizar a situação dos documentos de identificação dos afegãos. O visto humanitário recebido ao chegar país tem validade de 90 dias e, para a permanência definitiva, é necessária emissão de documentos nacionais.

O atendimento social de Praia Grande também visitou a colônia para cadastramento no CadÚnico, que possibilita o acesso aos programas de transferência de renda do Governo Federal. Após essa etapa, a Secretaria de Educação tem condições de efetuar as ações voltadas às crianças abrigadas.



Ações de saúdes são promovidas na Colônia de Férias onde afegãos estão abrigados, em Praia Grande. — Foto: Divulgação/Prefeitura de Praia Grande

O Cartão Nacional de Saúde foi confeccionado aos afegãos. Ele garante acesso ao SUS, totalizando 132 documentos. Além disso, os refugiados foram cadastrados no Olostech, sistema municipal de informação que permite o atendimento nas demais Usafas da Cidade.

Desde o dia 30 de junho, data em que o grupo desembarcou na cidade, foram realizados diversos testes, vacinas e atendimentos de saúde no local. Eles já puderam contar com cerca de 200 atendimentos de saúde.

Já foram imunizadas 70 pessoas com vacinas contra a Covid-19, sarampo e pólio, além de serem disponibilizados 50 atendimentos médicos e de enfermagem. De maneira preventiva, foram realizados 22 testes de sífilis e 22 de HIV para os adultos, e, para as crianças houve 10 atendimentos de tracoma.

Cartão Nacional de Saúde e registro no sistema municipal foram ofertados na Colônia de Férias, em Praia Grande — Foto: Divulgação/Prefeitura de Praia Grande

Ações semanais vêm acontecendo no município desde o dia 6 de julho, assim que foram cadastrados no sistema municipal. Todas as quintas-feiras, conforme pactuado com os governos estadual e federal e o Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (Acnur), ações da Sesap são realizadas na Colônia.

Pela proximidade com a Colônia de Férias, a Unidade de Saúde da Família (Usafa) Solemar é o equipamento municipal indicado para atendimentos mais básicos. Também foi apontada a Unidade de Pronto-Atendimento (UPA) Samambaia para acolher os pacientes que necessitem de atendimento emergencial.

Refugiados em Praia Grande

Afegãos que estavam abrigados no Aeroporto Internacional de SP, em Guarulhos, são encaminhados a uma colônia de férias no litoral paulista — Foto: Guilherme Gandolfi

No dia 30 de junho, um grupo de 128 afegãos foi autorizado a sair do Aeroporto de Guarulhos para o litoral do estado, onde seriam abrigados. No caminho, um fiscal da Prefeitura de Praia Grande foi à colônia e fechou o local, no bairro Solemar. O grupo teve de permanecer horas no ônibus antes de terem autorização para seguir viagem.

Segundo a prefeitura, o local onde os refugiados ficariam foi fechado por não possuir Auto de Vistoria do Corpo de Bombeiros (AVCB) e que eles “colocariam em risco a saúde dos moradores da cidade”. Guardas Civis municipais foram acionados para impedir a entrada dos afegãos no local e Administração alegou ainda que não arcaria com despesas com os afegãos.

O Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) informou, em nota, que as tratativas para o acolhimento dos imigrantes afegãos foram realizadas diretamente com o sindicato e que a vistoria do local teria sido providenciada junto ao Corpo de Bombeiros.

Após o impasse, a Prefeitura divulgou uma nova nota afirmando que havia chegado a um acordo com o Ministério da Justiça para permitir a entrada dos afegãos. A liberação aconteceu depois de uma reunião, na noite do dia 30 de junho, entre o ministro da Justiça, Flavio Dino, e a prefeita Rachel Chini (PSDB), que fez uma série de exigências.

Refugiados tomaram café da manhã em abrigo, em Praia Grande — Foto: Diego Bertozzi/g1

A prefeitura, após ter aceitado receber os imigrantes refugiados, afirmou que “acolhe a todos com carinho e alegria”, que “se solidariza com as causas humanitárias e o atual momento do povo afegão”. Ao mesmo tempo, porém, a prefeita disse ter deixado claro ao ministro que a responsabilidade por todo o tempo que os afegãos ficarem na cidade será do governo federal.

Segundo Flávio Dino, ministro de Justiça e Segurança Pública, a previsão é que os refugiados fiquem um mês em Praia Grande. “O planejamento é que eles permaneçam nessa instalação, na cidade de Praia Grande, por 30 dias. Depois tem o destino definitivo em várias cidades brasileiras”, afirmou.

Refugiados são vacinados em Praia Grande — Foto: Ágata Luz/g1

Segundo apurado pela TV Tribuna, afiliada da Globo, a colônia de férias tem 50 dormitórios, com todas condições de higiene, banheiro com box, chuveiro e água aquecida com energia solar. Além disso, o prédio conta com acessibilidade.

Cada dormitório comporta seis pessoas. O Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias Químicas e Farmacêuticas preparou toda estrutura e distribuiu para cada da refugiado lençóis limpos, toalhas e cobertores, que foram comprados às pressas na capital paulista.

Há também toda estrutura montada para alimentação em cada dormitório. Uma cozinha com fogão, refrigerador e armários com utensílios domésticos, que podem ser utilizados durante as refeições pelos afegãos.

Funcionários do Sindicato deixaram itens de higiene pessoais para cada um dos refugiados que foram abrigados na Colônia de Férias, em Praia Grande — Foto: Addriana Cutino/g1

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Por: G1

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