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Secretário do Itamaraty diz esperar que Argentina tenha noção sobre efeito das mudanças climáticas

today20 de novembro de 2023 17

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Durante a campanha presidencial, Milei disse não acreditar na influência das ações humanas para o aquecimento global.

“Espero que haja na Argentina, como existe nos Estados Unidos, um movimento daqueles que sabem dos efeitos da mudança do clima”, disse Corrêa do Lago. “Vamos ver se eles têm um debate interno sobre isso que leve a um posicionamento construtivo”, completou.

O representante do Itamaraty afirmou ainda que, diante da importância da Argentina para a região da América Latina, o Brasil acompanhará de perto as posições do país sobre as negociações climáticas.



Celso Amorim fala sobre relações do Brasil com governo Milei

Celso Amorim fala sobre relações do Brasil com governo Milei

Ainda em relação às mudanças climáticas, o governo brasileiro afirmou que trabalha na elaboração de um novo mecanismo de captação de recursos para países com florestas.

As informações foram dadas nesta segunda durante entrevista para a imprensa sobre a participação do Brasil na COP 28.

Segundo o Ministério das Relações Exteriores, o governo brasileiro está trabalhando para encontrar saídas econômicas para a questão das mudanças climáticas e ajudar na construção de um novo mecanismo oficial de financiamento florestal.

A proposta está sendo costurada pelo Brasil em diferentes instâncias, como o grupo de países do G20, além das conferências sobre clima, que acontecem anualmente.

O objetivo é que o novo instrumento, que pode ser um fundo, garanta boa distribuição de recursos para diferentes países. Isso porque existe uma crítica por parte de alguns governos de concentração de recursos em poucos Estados.

Segundo a secretária de Mudanças Climáticas do Ministério do Meio Ambiente, Ana Toni, o novo modelo está em fase final de elaboração.

A proposta não passará pela regulação do mercado de carbono, mas deve definir mecanismos para garantir recursos para que as florestas sejam “mantidas em pé”.

Atualmente, o Brasil tem mais de um mecanismo de captação internacional com este fim, sendo o principal, e mais conhecido deles, o Fundo Amazônia, gerido pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

O governo brasileiro vai apresentar, na Conferência do Clima deste ano, que acontece em Dubai, uma meta mais ambiciosa de redução da emissão de efeitos estufas no país. A nova meta passa a ser de redução de 53% das emissões até 2030 em relação às emissões de 2005, quando foi firmado o acordo de Paris.

A meta anterior se comprometia com corte de 50% das emissões até 2030. A meta para 2025 também será alterada: de 37% para 48%.

A ministra Marina Silva já havia informado que as metas seriam alteradas durante a Cúpula de Ação Climática da Organização das Nações Unidas (ONU) e foi confirmada pela comitiva que representará o governo brasileiro na COP.




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Por: G1

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