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Talibã realiza 1ª execução pública desde que retomou o poder

today7 de dezembro de 2022 7

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O líder supremo do Talibã, Mullah Haibatullah Akhundzada, emitiu no mês passado um decreto determinando que os juízes aplicassem a lei islâmica estrita, que inclui execuções públicas, apedrejamentos, chibatadas e amputação de membros de ladrões.

O Talibã já havia promovido flagelações públicas desde esse decreto, mas a execução desta quarta-feira em Farah, capital da província de mesmo nome, é a primeira a ser reconhecida pelo grupo radical islâmico.

O porta-voz do Talibã, Zabihullah Mujahid, afirmou em um comunicado que a ordem de qisas, relativa ao princípio de fazer justiça “olho por olho”, havia sido aplicada – também conhecida como lei de talião.



“A Suprema Corte foi instruída a implementar esta ordem de qisas em uma reunião pública de compatriotas”, disse Mujahid.

O porta-voz tentou dar uma aparência de normalidade legal à punição, e disse que a decisão havia sido tomada “com muito cuidado” e aprovada por três das mais altas cortes do país, bem como pelo líder supremo do Talibã.

O homem executado foi identificado como Tajmir, da província de Herat, condenado por matar outro homem e roubar sua motocicleta e telefone celular. O crime teria ocorrido há cinco anos.

O comunicado relatou que forças de segurança do Talibã prenderam Tajmir depois que a família da vítima o acusou do crime, e que ele teria confessado o latrocínio.

Não foi esclarecido o método de execução, embora a forca e o apedrejamento tenham sido usados no passado. Figuras importantes do Talibã teriam viajado de Cabul para participar, e centenas de pessoas supostamente acompanharam a execução.

Promessa de moderação descumprida

Quando o Talibã governou o Afeganistão de 1996 a 2001, seu regime realizou numerosas execuções públicas, flagelações e apedrejamentos de indivíduos condenados por crimes.

Depois que o grupo radical islâmico retomou o poder no Afeganistão em 2021, nas últimas semanas do período de retirada das forças dos Estados Unidos e da Otan, eles prometeram ser mais moderados e respeitar os direitos das mulheres e das minorias.

Em vez disso, porém, eles restringiram diversos direitos e liberdades, e estabeleceram regras como a proibição de garotas frequentarem a escola após a sexta série.

Entidades como a Anistia Internacional também relataram ondas de assassinatos extrajudiciais por vingança e perseguições a pessoas que haviam cooperado com o antigo regime após a retomada do poder pelo Talibã.




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Por: G1

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