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Temporal que matou 45 no litoral de SP completa três anos; veja antes e depois

today3 de março de 2023 11

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Na ocasião, o temporal durou quase 24 horas e foram registrados desabamentos de encostas de morros e alagamentos nas ruas, sendo que muitas ficaram intransitáveis em toda a região. Dezenas de pessoas acabaram ficando soterradas.

  • Guarujá: 34 mortes (região atingida pelo temporal em 2020 foi novamente afetada, mas sem vítimas fatais)
  • Santos: 8 mortes
  • São Vicente: 3 mortes

A cidade contabilizou o maior número de mortos entre os demais municípios por conta do temporal. Diversos morros passaram por desabamentos e, por consequência, munícipes e bombeiros morreram soterrados. Um dos locais mais atingidos foi o Morro da Bela Vista, também conhecido como Morro do Macaco Molhado.

A prefeitura informou, por meio de nota, que na última atualização do Plano Municipal de Redução de Riscos (PMRR), de 2016 – quatro anos antes da tragédia -, feita pelo Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT), foram apontados 1.644 imóveis em áreas de encosta de morro. Sendo assim, segundo o município, são 7.129 famílias em áreas de risco.



Veja imagens do deslizamento no Morro do Macaco

A administração municipal acrescentou que, atualmente, a cidade possui 70 áreas irregulares, sendo 24 consideradas de risco [morros e palafitas]. Desses locais, 40 estão em processo de regularização fundiária [ação que tem o objetivo de regularizar ocupações clandestinas em uma cidade].

Medidas após a tragédia em Guarujá

A prefeitura pontuou que, após a tragédia, centenas de famílias ficaram desabrigadas. O município informou ter inserido 650 delas no benefício de locação social municipal, que oferece R$ 200,00 mensais, que se somam ao auxílio de locação social do Estado, no valor de R$ 300,00, totalizando R$ 500,00 mensais.

Ainda de acordo com a prefeitura, tal benefício será mantido enquanto essas famílias não recebem suas unidades, que começam a ser construídas ainda este ano, no conjunto Cantagalo, na Enseada, com investimentos de R$ 27 milhões.

Veja imagens do local após a tragédia

Sobre os locais atingidos pelo temporal, além das famílias que tiveram os imóveis condenados pela Defesa Civil do município, as demais foram orientadas a sair preventivamente, para que aguardassem o período de 72 horas de estiagem, para depois retornar com segurança.

A prefeitura informou que, uma semana após os deslizamentos, solicitou ao Governo do Estado R$ 77 milhões para as obras de reestruturação dos pontos afetados e a limpeza dos locais. Deste montante, segundo o município, foram repassados R$ 20,5 milhões para uso específico no chamado plano de resposta rápida, que compreende serviços de limpeza e correção de estragos.

  • Limpeza e remoção de sedimentos provenientes do escorregamento das encostas dos morros Barreira do João Guarda, Vila Baiana, Engenho e Cachoeira – R$ 17 milhões;
  • Limpeza de vias públicas, restauração de unidades de saúde deterioradas pelos impactos das chuvas torrenciais e remoção do entulho de casas que desabaram com o deslizamento de terra – R$ 3,5 milhões.

A cidade foi a que contabilizou o menor número de mortos [três vítimas] na Baixada Santista entre os municípios mencionados. Na ocasião, o temporal causou deslizamentos nos morros do Itararé, Barbosas, Ilha Porchat, Voturuá e Parque Prainha.

Um casal morreu no Parque Prainha após um deslizamento de terra, e um homem morreu quando o chão do cômodo em que estava, em uma clínica de repouso particular no bairro Vila Valença, cedeu.

Veja imagens registradas na data do ocorrido.

Medidas após a tragédia em São Vicente

De acordo com a prefeitura, nenhuma casa foi atingida pelo deslizamento no Parque Prainha, porém, na época, cinco imóveis foram interditados no local, preventivamente, pela Defesa Civil. Logo após avaliação do órgão, as famílias foram autorizadas a retornar às moradias.

Ainda segundo a prefeitura, a área do Parque Prainha não tem ocupação irregular e recebe monitoramento constante da Defesa Civil, assim como outras áreas de morros e encostas.

Veja imagens após o ocorrido.

A administração municipal informou que foram promovidas intervenções para contenção nos seguintes locais: Parque Prainha, altura do nº 1.020, Avenida Newton Prado, Morro dos Barbosas próximo à Ponte Pênsil, acesso ao Hotel Mosteiro, Rua João Pereira de Almeida (Morro dos Barbosas), Morro do Voturuá (próximo ao Horto Municipal), além da realização de retaludamento no Sambaiatuba.

A chuva forte que atingiu a Baixada Santista em março de 2020 deixou 45 pessoas mortas. Em Guarujá, foram 34 mortes registradas, enquanto em Santos foram oito e, em São Vicente, três vítimas fatais.

O temporal começou na noite de 2 de março e estendeu-se durante toda a madrugada e manhã do dia seguinte. Moradores registraram alagamentos, e ruas ficaram intransitáveis em toda a Baixada Santista. Passageiros de um ônibus mostraram o rápido aumento do nível da água no interior do veículo. Diversas linhas de ônibus e itinerários foram comprometidos pelo temporal.

Na época, houve quedas de barreira nas rodovias Anchieta, Cônego Domênico Rangoni, Rio-Santos e Guarujá-Bertioga, que fazem a ligação de cidades da Baixada Santista com outras regiões do Estado de São Paulo. As rodovias precisaram ser interditadas.

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Por: G1

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