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Ultranacionalista e xenófobo, terceiro colocado pode determinar o vencedor no segundo turno da Turquia

today16 de maio de 2023 9

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Com a retórica agressiva aos refugiados e aos curdos, Sinan Ogan obteve 5,2% dos votos e assumiu o papel de “fazedor de reis”, aumentando as chances do presidente Recep Tayyip Erdogan de manter-se no comando.

As propostas de Ogan, de 55 anos, da Aliança Ancestral, são claras e calcadas na segurança: ele se vendeu como a terceira via entre Erdogan e o rival Kemal Kilicdaroglu, prometendo enviar refugiados de volta a seus países e perseguir implacavelmente terroristas.

A Turquia abriga atualmente 3,7 milhões de refugiados sírios e 320 mil de outras nacionalidades. Embora os sírios tenham sido bem acolhidos no país vizinho, na fuga do regime de Bashar al-Assad, após a revolta popular de 2011, nos últimos anos a opinião pública turca se voltou contra eles.



Ativista curdo segurando a bandeira do Partido dos Trabalhadores do Curdistão, PKK, durante protestos em Paris no dia 24 de dezembro de 2022 — Foto: Lewis Joly/AP

O sentimento contra imigrantes vem se traduzindo em relatos crescentes de violência e abusos e mobilizou a campanha eleitoral. Políticos ultranacionalistas, como Ogan, tornam os refugiados alvos preferenciais para justificar a crise econômica que assola o país.

Expoente da extrema direita turca, Ogan mantém diferenças com os dois principais candidatos que disputam o poder. Opôs-se a Erdogan quando ele impôs um referendo para mudar o sistema parlamentar para o presidencial.

Ele guarda a distância da aliança de partidos que sustenta Kilicdaroglu, expondo o ceticismo especificamente sobre o esquerdista Partido Democrático do Povo (HDP), que é associado ao Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK), classificado como organização terrorista pela Turquia e aliados do Ocidente.

Montagem mostra Recep Tayyip Erdogan e Kemal Kilicdaroglu em atos de campanha na Turquia em maio de 2023 — Foto: Reuters

Para apoiar o candidato da oposição, Ogan exige a exclusão do HDP do sistema político, o que seria um obstáculo para Kilicdaroglu.

Erdogan e seu adversário não conseguiram quebrar a barreira dos 50%, que lhes garantiria a vitória no primeiro turno. Se quiserem o apoio de Ogan, serão obrigados a fazer concessões e distribuir cargos.

Detentor de três milhões de votos, o ultranacionalista traçou as linhas vermelhas, das quais não abre mão: manter o estado-nação secular, democrático e unitário com o turco como língua oficial, mandar os refugiados de volta a seus países, mudar as políticas econômicas e combater grupos terroristas. Nessa disputa pelo endosso de Ogan, a vantagem está no campo de Erdogan.




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Por: G1

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