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Walt Disney desiste de investir US$ 1 bilhão na Flórida em meio a briga com governador; entenda

today19 de maio de 2023 7

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Em um e-mail enviado a funcionários, a companhia afirmou que está descartando o plano de levar 2 mil empregos para a Flórida por causa da “mudança nas condições de negócios” no estado.

De acordo com o jornal Orlando Sentinel, o principal da cidade, o chefe dos parques da Disney, Josh D’Amaro, afirmou que “mudanças de licença” fizeram a empresa reconsiderar a ideia de investimento.

O plano da companhia era realocar funcionários, incluindo os “Imagineers” (responsáveis pelos passeios em parques temáticos) para o novo campus em Lake Nona, que fica a cerca de 30 quilômetros dos principais parques na cidade.



A estimativa era que a Disney investisse até US$ 864 milhões no projeto.

“Dadas as mudanças consideráveis ​​que ocorreram desde o anúncio deste projeto, incluindo novas lideranças e mudanças nas condições de negócios, decidimos não avançar com a construção do campus”, escreveu D’Amaro. “Esta não foi uma decisão fácil de tomar, mas acredito que é a certa.”

Na última semana, o presidente da Disney, Bob Iger, questionou publicamente o interesse da Flórida no investimento contínuo da empresa.

Em uma ligação com investidores para discutir os resultados trimestrais, ele observou que a empresa empregava mais de 75 mil pessoas na no estado, além de atrair milhões de visitantes todos os anos ao Walt Disney World.

O executivo também afirmou, segundo a agência Reuters, que tinha planos de investir US$ 17 bilhões para expandir o resort na próxima década. “O estado quer que invistamos mais, empreguemos mais pessoas e paguemos mais impostos ou não?”, questionou.

O movimento é um novo capítulo do embate entre a companhia e o governador da Flórida, Ron DeSantis, que já se estende há mais de um ano. A decisão ainda vem em meio às recentes demissões anunciadas pela empresa.

O que deu origem ao conflito?

O parque Magic Kingdom, da Disney, em foto de janeiro de 2019. — Foto: John Raoux/ AP

O atrito entre a empresa e o político republicano tem origem em uma crítica da companhia a uma lei educacional da Flórida, que limita a instrução em sala de aula sobre identidade de gênero e orientação sexual.

O embate aumentou e resultou em mais de um ano de discussões sobre um distrito fiscal especial (território dentro do estado) que abrange os parques Disney World.

Desde então, segundo o jornal norte-americano “The New York Times”, os legisladores da Flórida têm aplicado medidas hostis à companhia – que é a maior pagadora de impostos do estado.

Em fevereiro, diz o jornal, esses legisladores acabaram com a capacidade de longa data da Disney de “autogovernar” seu resort de 25 mil acres ( aproximadamente 101 mil m²) como se fosse um condado, dando a DeSantis o controle sobre os serviços governamentais desse território.

Os novos administradores identificaram, então, que o conselho, quando ainda controlado pela Disney, havia aprovado contratos de desenvolvimento que desagradam a nova gestão.

O cenário resultou em uma série de ações judiciais, em um esforço dos novos conselheiros para anular os acordos firmados na gestão anterior.

Nesse contexto, segundo o “The New York Times”, a Disney está processando DeSantis e seus aliados no tribunal federal, enquanto os indicados pelo distrito fiscal do governador tentam uma ofensiva por meio de ações judiciais no tribunal estadual.




Todos os créditos desta notícia pertecem a G1 Mundo.

Por: G1

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