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Yamaguchi: decreto por cloroquina ‘exporia muito o presidente’

Escrito por em 1 de junho de 2021

Um documento enviado pela médica oncologista Nise Yamaguchi à CPI da Covid mostra que ela recebeu uma sugestão do decreto para facilitar o acesso da população à cloroquina como tratamento contra a covid-19, e que teria rebatido a ideia.

“Não é assim que regulamenta a pesquisa clínica. Tem normas próprias. Exporia muito o presidente [Jair Bolsonaro]”, escreveu a médica, segundo o documento. O arquivo mostra uma série de imagens de conversa entre Yamaguchi e um contato chamado de “Dr.Luciano Dias Azevedo Campinas Amazonia”, por meio do aplicativo Whatsapp.

O arquivo foi entregue pela médica aos senadores durante seu depoimento nesta terça-feira (1º), para negar as acusações de que ela teria sugerido a mudança na bula do remédio para o recomendar a pacientes da covid-19. A cloroquina não tem eficácia comprovada cientificamente contra a doença. 

A versão veio do depoimento à CPI da Covid do diretor-presidente da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), Antonio Barra Torres, que afirmou que a médica teria sugerido a mudança em uma reunião interministerial, em abril de 2020. O ex-ministro da Saúde, Henrique Mandetta, também confirmou aos senadores que o decreto foi apresentado na reunião.

Yamaguchi negou os depoimentos de Mandetta e Barra Torres, e disse ter recebido a sugestão do decreto somente depois da reunião. Ela também afirmou que não participou da concepção do documento.

Perguntada pelo senador Alessandro Vieira (Cidadania-SE) se não sabia do objetivo da reunião, Nise voltou a negar. “Eu não sei se esse seria o objetivo real da reunião. Eu participei da reunião como convidada para discutir as ações da hidroxicloroquina e não para a mudança de bula por decreto”, disse. 




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