publicidade
Publicidade
Capa de Destaque - Rádio 97Web - A Voz da Esperança
Ao Vivo Agora

A VOZ DA
ESPERANÇA

A trilha sonora da sua vida, 24 horas por dia, com a melhor qualidade digital.

Explorar Ranking
Line-up

NO AR HOJE

Ver grade completa
08:00

MANHÃ DE FÉ

com Denise Fernandes

14:00

TARDE DE FÉ

com Marcos Vinício

19:00

A VOZ DO BRASIL

com Mariana Jungmann e Luciano Seixas

21:00

ESTUDO BLIBLICO

com Marcos Aurélio

Publicidade
Editorial

ÚLTIMAS NOTÍCIAS

Explorar tudo
Por que escrevemos herói com h?
Pleno News
21/04/2026 10:32 45 Views

Por que escrevemos herói com h?

Verônica Bareicha - 21/04/2026 10h32 Nesta terça-feira (21), celebramos o feriado de Tiradentes, líder da Inconfidência Mineira, morto enforcado e reconhecido como herói apenas muitos anos depois. Imagino que quando falamos deste herói brasileiro que lutou contra o “sistema”, surjam duas questões. A primeira é quase automática: por que escrevemos herói com “h”, se essa letra nem mesmo é pronunciada? Confesso que gostaria de dar a esse “h” um significado grandioso. Mas a explicação é simples: no latim — língua que deu origem ao português — o “h” tinha som e importância, assim, permaneceu. Então, a palavra “heros”, por sua vez originada do grego “hḗrōs”, se referia a um nobre influente. O termo vinha da mitologia, e designava os semideuses, conhecidos por seus feitos extraordinários. Hoje, segundo o Houaiss, herói tem alguns significados. Entre eles, o indivíduo notabilizado por coragem, tenacidade, abnegação e magnanimidade; alguém capaz de suportar, de forma exemplar, circunstâncias incomuns. Isso quer dizer que Joaquim José da Silva Xavier, conhecido como Tiradentes, foi alguém com essas nobres qualidades. Então, surge a segunda questão: por que esse apelido? De acordo com historiadores, o moço aprendeu com um tio o ofício de dentista prático. Logo, muitos recorriam a ele quando precisavam de tratamento dentário; e, literalmente, ele “tirava dentes”. Daí o apelido. Agora, mais do que isso: Tiradentes também confeccionava próteses com ossos de animais e arame, permitindo que as pessoas continuassem a comer e a sorrir. Pra mim, esse detalhe revela muito sobre esse homem. Mas veja, quando criança, sempre achei essa história fantástica. Até porque não deixa de ser curioso que Tiradentes seja o único brasileiro a ter um feriado nacional em sua memória. E por que seria? Com o tempo, e novas informações, entendi que nada era tão simples quanto imaginei. Mas ainda assim penso que é importante relembrarmos o episódio. Veja, Joaquim José da Silva Xavier era um homem simples e batalhador. Teve diversas profissões, não apenas a de dentista. Embora possuísse alguns bens, acumulava dívidas com a Coroa Portuguesa, que taxava tudo o que era extraído, consumido ou produzido por aqui. Nesse ponto, havia um contexto de cansaço — quase que coletivo — aos mandos e desmandos da Coroa, ainda um sentimento de “basta, já chega!” e a teoria Iluminista ganhava força mundo afora. Foi a junção disso tudo que fez com que ele e outros homens passassem a sonhar com a independência. Claro que não havia ainda um Brasil como o conhecemos hoje, nem um senso consolidado de pátria; então, naquele momento, o desejo foi apenas o de libertar Minas Gerais. O grupo era formado por intelectuais, fazendeiros, padres e militares e acabou sendo traído por um deles, o coronel Joaquim Silvério dos Reis. As motivações dele são discutidas até hoje, mas o desfecho é conhecido. Entre todos, Tiradentes era o mais popular. Circulava entre diferentes camadas sociais e tinha facilidade de comunicação. Acabou sendo apontado como líder; ainda que essa posição não fosse, necessariamente, a realidade. Como resultado, ele foi condenado e enforcado em praça pública. Teve o corpo esquartejado e exposto pelo caminho entre o Rio de Janeiro e Minas Gerais, como forma de intimidação. Sua cabeça foi fincada num poste na entrada de Vila Rica, e sua casa, destruída e salgada, para que nada mais nascesse naquele lugar. Era para ser o fim; o apagamento completo de um homem que ousou se levantar contra o sistema. Mas a história, às vezes, gosta de contrariar. Quase cem anos depois, com a Proclamação da República, o Brasil precisava construir sua identidade nacional. Necessitava de algo que fizesse sentido a todos, na luta por uma pátria. Naquele momento, Tiradentes ressurgiu; não como réu, mas como herói. Foi então elevado à condição de patrono cívico da nação, também das polícias civil e militar e da odontologia, e passou a ocupar um lugar que, provavelmente, ele jamais tenha imaginado. Penso que é aqui que passado e presente se encontram. Então, volto à questão: por que usamos “h” para herói se essa letra nem soa? Entendo que heróis são assim mesmo; pessoas com habilidades especiais, escolhidas pelo tempo e pelas circunstâncias que se levantam contra sistemas. Talvez, em um primeiro momento, elas nem soem. Talvez, sejam apelidadas de malucas ou excêntricas. Mas ainda assim se erguem e lutam. Sustentam sua posição com coragem, integridade e custo pessoal. E mesmo que acusadas, silenciadas, e “tiradas de circulação” estão vivas em nosso coração e nos impulsionam a sermos pessoas melhores. Sempre. Verônica Bareicha ama palavras e letrinhas desde sempre. Há vinte e tantos anos atua como revisora, redatora e ghostwriter. É pós-graduanda em Jornalismo Digital pela FAAP; pós-graduada em Mercado Editorial pela PUC-Rio e graduada em Letras, pelo Unasp-EC. Deseja neste espaço compartilhar o amor e dicas da língua portuguesa de forma leve, bem-humorada e divertida. * Este texto reflete a opinião do autor e não, necessariamente, a do Pleno.News. Comunicar erro Comunicar erro Se você encontrou erro neste texto, por favor preencha os campos abaixo. Sua mensagem e o link da página serão enviados automaticamente à redação do Pleno.News, que checará a informação. Nome Completo E-mail Telefone Descrição do erro Mais Recentes PF nomeia delegada para cargo de servidor expulso dos EUA Estadão: Messias encarna espírito de censura de Erika Hilton Flávio pode escolher vereadora evangélica como vice, diz jornal Moraes manda soltar ex-policial condenado pelo 8 de janeiro UE conclui que lei húngara sobre LGBTQI+ infringe valores do bloco WhatsApp Entre e receba as notícias do dia Entrar no Canal Telegram Entre e receba as notícias do dia Entrar no Grupo O autor da mensagem, e não o Pleno.News, é o responsável pelo comentário.

Tiradentes e o esquecimento da história entre as novas gerações
Pleno News
20/04/2026 18:06 66 Views

Tiradentes e o esquecimento da história entre as novas gerações

Marco Feliciano - 20/04/2026 18h06 Tiradentes Foto: ChatGPT O que temos observado entre os jovens, ultimamente, é um preocupante desconhecimento da nossa história e das figuras que deixaram marcas indeléveis em sua trajetória. Amanhã, celebramos o dia de Tiradentes, Joaquim José da Silva Xavier, cuja importância levou à instituição de um feriado nacional em sua homenagem. Tiradentes foi um homem que integrou um grupo de brasileiros que se rebelou contra o governo da metrópole, Portugal, em razão dos impostos considerados extorsivos cobrados da colônia. Como ocorre em muitas rebeliões, o movimento acabou sendo descoberto, chegando ao conhecimento da Coroa portuguesa, que determinou a prisão dos envolvidos e a condenação à morte de seu líder. A execução de Tiradentes ocorreu por enforcamento, seguida do esquartejamento de seu corpo, uma punição que tinha também o objetivo de servir como exemplo e intimidação. Trata-se de um episódio marcante da nossa história, que evidencia o preço pago por aqueles que ousaram lutar por mudanças. Não há, portanto, o que celebrar no sentido festivo, mas sim o que relembrar. É fundamental que as novas gerações conheçam a história do país e reconheçam que tivemos homens valorosos que deram a própria vida em nome do bem comum. Finalizo pedindo a Deus que, nestes momentos desafiadores da política, possamos manter a esperança de dias melhores. Que saibamos confiar no Altíssimo e buscar caminhos de equilíbrio e sabedoria. Que Ele derrame as mais escolhidas bênçãos celestiais sobre todo o povo brasileiro. Marco Feliciano é pastor e está em seu quarto mandato consecutivo como deputado federal pelo Estado de São Paulo. Ele também é escritor, cantor e presidente da Assembleia de Deus Ministério Catedral do Avivamento. * Este texto reflete a opinião do autor e não, necessariamente, a do Pleno.News. Comunicar erro Comunicar erro Se você encontrou erro neste texto, por favor preencha os campos abaixo. Sua mensagem e o link da página serão enviados automaticamente à redação do Pleno.News, que checará a informação. Nome Completo E-mail Telefone Descrição do erro Mais Recentes PF nomeia delegada para cargo de servidor expulso dos EUA Estadão: Messias encarna espírito de censura de Erika Hilton Flávio pode escolher vereadora evangélica como vice, diz jornal Moraes manda soltar ex-policial condenado pelo 8 de janeiro UE conclui que lei húngara sobre LGBTQI+ infringe valores do bloco WhatsApp Entre e receba as notícias do dia Entrar no Canal Telegram Entre e receba as notícias do dia Entrar no Grupo O autor da mensagem, e não o Pleno.News, é o responsável pelo comentário.

O pedido de Gilmar Mendes é inconstitucional
Pleno News
20/04/2026 12:53 73 Views

O pedido de Gilmar Mendes é inconstitucional

André Marsiglia - 20/04/2026 12h53 O pedido de Gilmar Mendes para que Alexandre de Moraes inclua Romeu Zema no inquérito das fake news é inconstitucional. Zema divulgou vídeo satírico com fantoches de magistrados, insinuando irregularidades, e tem defendido que ministros não são intocáveis e devem ser investigados.   Ver essa foto no Instagram   Um post compartilhado por Romeu Zema (@romeuzemaoficial) A crítica e a sátira política contra autoridades, segundo a própria jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, são expressões legítimas e não podem ser tratadas como ilícito, sob pena de se criminalizar o debate. Ainda que se cogitasse excesso, não se trataria de “fake news”, mas, no máximo, de eventual crime contra a honra. A inclusão de Zema no inquérito das fake news não decorre de competência do STF, pois ele não possui foro perante a Corte, de acordo com art. 105 da CF, mas do desejo dos ministros tornarem reféns as candidaturas de Zema, Flavio Bolsonaro e de outros críticos da Corte. André Marsiglia é advogado, professor de Direito Constitucional e especialista em liberdade de expressão. * Este texto reflete a opinião do autor e não, necessariamente, a do Pleno.News. Comunicar erro Comunicar erro Se você encontrou erro neste texto, por favor preencha os campos abaixo. Sua mensagem e o link da página serão enviados automaticamente à redação do Pleno.News, que checará a informação. Nome Completo E-mail Telefone Descrição do erro Mais Recentes PF nomeia delegada para cargo de servidor expulso dos EUA Estadão: Messias encarna espírito de censura de Erika Hilton Flávio pode escolher vereadora evangélica como vice, diz jornal Moraes manda soltar ex-policial condenado pelo 8 de janeiro UE conclui que lei húngara sobre LGBTQI+ infringe valores do bloco WhatsApp Entre e receba as notícias do dia Entrar no Canal Telegram Entre e receba as notícias do dia Entrar no Grupo O autor da mensagem, e não o Pleno.News, é o responsável pelo comentário.

Palavra de Fé

"Carregando palavra de fé..."

Agenda

PRÓXIMOS EVENTOS

Fique por dentro das programações

Nenhum evento programado para os próximos dias.

Novidades

Últimos Lançamentos

Destaques das produtoras parceiras

Ver Todos
Lançamento: Excede o Entendimento - Lis Avancini
Musille record
2

Excede o Entendimento

Lis Avancini

Lançamento: Uma Voz - Bruna Olly
Musille record
1.180

Uma Voz

Bruna Olly

Lançamento: Canta Minh’alma - Julia Vitória e Eli Soares
Musille record
500

Canta Minh’alma

Julia Vitória e Eli Soares

Popularidade

MAIS PEDIDAS

Interatividade

ÚLTIMOS PEDIDOS

Publicidade
Publicidade
Ao Vivo

Rádio97Web

Sintonize a Emoção