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24/03/2026 10:56 14 Views

O uso da crase diante de um roteiro de viagem; sem crise

Verônica Bareicha - 24/03/2026 10h56 Uso da crase em destinos de viagens (Imagem ilustrativa) Olá, na aula passada… ops! No texto da semana passada, falei sobre o que é a crase e onde ela não é usada. Lembra? A crase não é apenas um acento no “a”. Ela é uma ocorrência especial: quando um “a” — de artigo — se une a um “a” — de preposição. Beleza? Também, no último texto, pedi perdão aos meus professores por não ter entendido muito da crase na época da escola… E aqui resgato uma lembrança daquele tempo. Tive um professor muito sério, porém dono de um grande coração, que costumava cantarolar: “Se eu vou a e volto da, crase há; se eu vou a e volto de, crase pra quê?” É provável que você já tenha ouvido essa “canção”; até por isso, me senti à vontade para repeti-la. Pois é, meu professor Boanerges — sim, esse era o nome dele — cantarolava, eu captava… mas isso se aplicava apenas às cidades, estados e países. E no restante dos casos? Se lá atrás, eu me agitava; penso que hoje, pode acontecer o mesmo com você. Por isso, muita calma nessa hora; porque hoje vou falar apenas da crase diante de destinos — ou roteiros de viagem. Combinado? A crase diante de nomes de cidades, estados e países Veja: se vou a e volto da… crase há. Assim: nas férias, vou à Itália. E por quê? Porque, quando eu voltar, volto da Itália. Agora, se eu vou a e volto de… crase pra quê? Note: vou a São Paulo assistir a uma peça. E por que sem crase? Porque, quando eu voltar, voltarei de São Paulo. Percebeu? Agora, dica: pensando em termos do nosso país, ajuda muito sabermos que não usamos crase diante de quase nenhuma cidade brasileira; até porque a maioria delas repele o uso do artigo. E, como já vimos, para que a crase ocorra, é preciso o “a” do artigo mais o “a” da preposição. Então, se alguém disser “vou à Brasília” perto de você… já ajude o coleguinha; até porque não há crase. Combinado? Mas veja: em relação aos estados brasileiros, apenas Bahia e Paraíba admitem crase. Logo, vou à Bahia, porque volto da Bahia. E vou à Paraíba, porque volto da Paraíba. Mais uma dica: os demais estados brasileiros ou são nomes masculinos; portanto, não se usa crase diante deles, ou são nomes que não admitem artigo. Agora, vamos complicar um pouquinho? Se, por acaso, diante do nome da cidade ou do estado houver um elemento restritivo ou qualificativo, o artigo pode aparecer e, com ele, a crase também. Olhe só: vou à Brasília dos excluídos, e não à dos políticos endinheirados. E por quê? Porque volto da Brasília dos excluídos. Vou à Recife das luzes. Logo, volto da Recife das luzes. Até aqui, tudo certo? E quanto aos países? Agora que já passamos por cidades e estados vamos atravessar a fronteira? A lógica é a mesma: tudo depende de o nome do país aceitar ou não o artigo. Se aceita — e for feminino —, pode ter crase. Logo: enviamos saudações à Argentina. Ou, seja bem-vindo à Bolívia. Agora, se não aceita artigo, nada de crase: vou a Portugal. Ou, ainda cheguei a Israel. E há casos em que as duas formas aparecem: vou à França ou vou a França. Até porque posso voltar da França ou de França. Mas, preste atenção: meu amigo viajou à Inglaterra, mas não foi a Londres. Ou seja: o país aceita artigo, mas a cidade, não. Dessa forma, para esse conteúdo, seguimos com a mesma cantiga: “Se eu vou a e volto da, crase há. Se eu vou a e volto de, crase pra quê?” Confesso que, agora, essa musiquinha faz muito mais sentido para mim. E, de verdade, só posso agradecer ao meu professor. Por ora, espero ter ajudado você a compreender esse ponto. Um abraço e até a próxima viagem! Opa… até o próximo texto! Verônica Bareicha ama palavras e letrinhas desde sempre. Há vinte e tantos anos atua como revisora, redatora e ghostwriter. É pós-graduanda em Jornalismo Digital pela FAAP; pós-graduada em Mercado Editorial pela PUC-Rio e graduada em Letras, pelo Unasp-EC. Deseja neste espaço compartilhar o amor e dicas da língua portuguesa de forma leve, bem-humorada e divertida. * Este texto reflete a opinião do autor e não, necessariamente, a do Pleno.News. Comunicar erro Comunicar erro Se você encontrou erro neste texto, por favor preencha os campos abaixo. Sua mensagem e o link da página serão enviados automaticamente à redação do Pleno.News, que checará a informação. Nome Completo E-mail Telefone Descrição do erro Mais Recentes Calvície? Veja dicas para evitá-la e estimular crescimento dos fios Crime interrompeu carreira do ator Gerson Brenner; relembre Esposa expõe lista de sonhos do marido em fase terminal Silvia Abravanel se filia ao PSD e pretende ser deputada federal Flávio Bolsonaro afirma que Lula "passa mão na cabeça de bandido" WhatsApp Entre e receba as notícias do dia Entrar no Canal Telegram Entre e receba as notícias do dia Entrar no Grupo O autor da mensagem, e não o Pleno.News, é o responsável pelo comentário.

Pleno News
23/03/2026 16:06 47 Views

Fiscalização sobre saúde mental deve começar em maio

Thassya Prado - 23/03/2026 16h06 Profissional com estresse acumulado (Imagem ilustrativa) Foto: Freepik/wayhomestudio A atualização da Norma Regulamentadora nº 1 (NR-1), que passa a exigir a gestão de riscos psicossociais, está prevista para entrar em vigor em maio de 2026. Com a proximidade do prazo, crescem os questionamentos sobre um possível novo adiamento. Até o momento, todos os fatos apontam na direção oposta. Em entrevista concedida no dia 13 de março, o ministro do Trabalho, Luiz Marinho, afirmou que não há possibilidade de nova prorrogação sem que as empresas apresentem medidas concretas de adequação. Segundo ele, o prazo anterior já havia sido estendido justamente para permitir essa preparação. Paralelamente, o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) publicou um novo manual com orientações sobre a aplicação da NR-1, detalhando a necessidade de identificar, avaliar e monitorar riscos psicossociais dentro das organizações. O documento reforça que não será suficiente apresentar políticas genéricas: será necessário comprovar metodologia, acompanhamento e integração com os programas de gestão de riscos. Clique aqui para ler o manual. Por isso, não vejo um novo adiamento como cenário provável, tampouco como solução adequada. A postergação reiterada enfraquece a própria relevância da norma. E, neste caso, o tema não é periférico: trata-se de saúde mental no ambiente de trabalho, uma pauta que ganhou centralidade nos últimos anos e que exige respostas concretas. O ponto crítico, no entanto, não está no prazo, mas na forma como a exigência será cobrada. Mesmo após o Manual do MTE, ainda há pouca clareza sobre os critérios de fiscalização. O documento eleva o nível de exigência, mas não define com precisão como será cobrado o cumprimento dessas obrigações. Outro ponto sensível é o papel dos sindicatos. O próprio ministro mencionou a necessidade de diálogo e construção conjunta. Na minha visão, a atuação sindical precisa estar alinhada com a finalidade da norma: o meio ambiente do trabalho. A discussão não pode se limitar a interesses financeiros ou à existência de contribuição. A pauta envolve saúde, organização do trabalho e prevenção de riscos que afetam diretamente os trabalhadores. Diante deste contexto, a pergunta que fica é: o que as empresas devem fazer agora? O caminho não passa por modelos prontos ou documentos padronizados. A NR-1 exige estrutura real de gestão. Isso envolve identificar riscos psicossociais específicos, adotar metodologias adequadas de avaliação, garantir participação efetiva dos trabalhadores e integrar essas informações ao Programa de Gerenciamento de Riscos. Além disso, será necessário acompanhar continuamente esses indicadores e demonstrar, de forma concreta, as medidas adotadas. Empresas que ainda não iniciaram esse processo operam com prazo reduzido. E, considerando a complexidade do tema, a adaptação tende a exigir mais do que ajustes pontuais. A NR-1 representa um avanço relevante, mas sua implementação exigirá maturidade técnica e alinhamento entre norma e prática. Sem isso, o risco é conhecido: aumento de autuações, judicialização e insegurança jurídica. A discussão, neste momento, não deve se concentrar na possibilidade de adiamento, mas na capacidade real de implementação. É esse fator que determinará se a norma cumprirá seu propósito ou se se tornará mais um ponto de tensão nas relações de trabalho. Thassya Prado é advogada empresarial e idealizadora do @entendaseudireito. CEO do escritório Prado Advocacia Empresarial, Compliance e Tribunais, é  especialista em Gestão de Pessoas, Gestão Empresarial e Tribunais Superiores. Atua ainda como mentora de advogados. * Este texto reflete a opinião do autor e não, necessariamente, a do Pleno.News. Comunicar erro Comunicar erro Se você encontrou erro neste texto, por favor preencha os campos abaixo. Sua mensagem e o link da página serão enviados automaticamente à redação do Pleno.News, que checará a informação. Nome Completo E-mail Telefone Descrição do erro Mais Recentes Esposa expõe lista de sonhos do marido em fase terminal Silvia Abravanel se filia ao PSD e pretende ser deputada federal Flávio Bolsonaro afirma que Lula "passa mão na cabeça de bandido" Apesar de deixar UTI, Bolsonaro segue sem previsão de alta No Rio, Igreja Batista Atitude terá musical de Páscoa, O Resgatador WhatsApp Entre e receba as notícias do dia Entrar no Canal Telegram Entre e receba as notícias do dia Entrar no Grupo O autor da mensagem, e não o Pleno.News, é o responsável pelo comentário.

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23/03/2026 13:23 55 Views

O caso Bolsonaro expõe o Brasil ao mundo

Marco Feliciano - 23/03/2026 13h23 Jair Bolsonaro Foto: EFE/ André Borges ARQUIVO As forças reacionárias que tentaram aniquilar o sempre presidente Jair Messias Bolsonaro não contavam com a Providência divina, que guindou ao posto de líder do mundo livre o presidente Donald Trump. Esse foi um duro golpe no globalismo de Soros et caterva. Hoje, os Estados Unidos sabem o que o povo brasileiro está assistindo a esquerda marxista tentando aniquilar as tradições judaico-cristãs de nossa nação. Inclusive, essa nação amiga tentou enviar um alto funcionário de sua diplomacia para avaliar as condições do nosso mais ilustre preso político, Jair Bolsonaro. Ao ser negada a entrada do representante norte-americano em nosso país, ficou patente a intenção de enfrentar a maior democracia do mundo livre. Dessa forma, todos os holofotes estão voltados para o nosso país, que desafia os mais comezinhos princípios das relações internacionais, sempre com impropérios contra o governante norte-americano Donald Trump. Somos o mais importante país do continente sul-americano, mas fazemos questão de nos apequenar perante o mundo com declarações infelizes por parte do nosso governo. O resultado é patente: nesta manhã, o PGR, Paulo Gonet, pronunciou-se a favor da flexibilização da prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro, demonstrando que só existe um caminho: a plena liberdade do ex-presidente. Finalizo agradecendo a Deus por nos conceder a tranquilidade de um povo que sabe esperar no seu tempo. E pedindo que Ele derrame as mais escolhidas bênçãos celestiais a todos. Marco Feliciano é pastor e está em seu quarto mandato consecutivo como deputado federal pelo Estado de São Paulo. Ele também é escritor, cantor e presidente da Assembleia de Deus Ministério Catedral do Avivamento. * Este texto reflete a opinião do autor e não, necessariamente, a do Pleno.News. Comunicar erro Comunicar erro Se você encontrou erro neste texto, por favor preencha os campos abaixo. Sua mensagem e o link da página serão enviados automaticamente à redação do Pleno.News, que checará a informação. Nome Completo E-mail Telefone Descrição do erro Mais Recentes Calvície? Veja dicas para evitá-la e estimular crescimento dos fios Crime interrompeu carreira do ator Gerson Brenner; relembre Esposa expõe lista de sonhos do marido em fase terminal Silvia Abravanel se filia ao PSD e pretende ser deputada federal Flávio Bolsonaro afirma que Lula "passa mão na cabeça de bandido" WhatsApp Entre e receba as notícias do dia Entrar no Canal Telegram Entre e receba as notícias do dia Entrar no Grupo O autor da mensagem, e não o Pleno.News, é o responsável pelo comentário.

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