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Pleno News
26/03/2026 14:24 9 Views

Lei da misoginia, liberdade de expressão e de religião

Rafael Durand - 26/03/2026 14h24 (Imagem ilustrativa) Foto: Adobe Stock O combate à violência contra a mulher, diante de um cenário de aumento alarmante de feminicídios no país, é uma pauta absolutamente legítima, urgente e necessária. O enfrentamento à brutalidade é um dever de todos! No entanto, instrumentalizar essa pauta sagrada para impor uma agenda de censura e controle social é uma covardia com as verdadeiras vítimas, que carecem de segurança, e não de patrulhamento ideológico. É neste sentido que o Brasil caminha a passos largos para a institucionalização do “crime de opinião”. A recente aprovação no Senado do PL 896/2023, que equipara a misoginia ao racismo, é o mais novo cavalo de Troia do ativismo legislativo. Sob a nobre bandeira da proteção à mulher, esconde-se um mecanismo de perseguição política e religiosa que ameaça converter discordâncias doutrinárias em crimes imprescritíveis. O primeiro e mais grave problema desse projeto é a sua gritante insegurança jurídica. Ao utilizar termos subjetivos e elásticos como “aversão” ou “ódio” sem uma definição técnica objetiva, o legislador entrega um “cheque em branco” para que ativistas, políticos, delegados, promotores e juízes atuem como patrulheiros do pensamento. Diferentemente da injúria comum, a equiparação à Lei do Racismo (Lei 7.716/89) torna a conduta inafiançável e imprescritível. Estaríamos, então, diante de uma ferramenta de “morte civil”: um influenciador, um opositor político, um jornalista ou um líder religioso poderá ser perseguido por décadas devido a uma fala interpretada subjetivamente como misógina por quem detém o poder de turno. É o triunfo do subjetivismo sobre o Princípio da Taxatividade Penal. Ademais, causa repulsa observar a incoerência dos defensores desta lei. Afinal, são os mesmos grupos que se omitem sistematicamente quando o tema é o endurecimento de penas para criminosos reais. Onde está o entusiasmo dessa bancada para aprovar a castração química para pedófilos ou o fim das saídas temporárias para estupradores? Caro leitor, o que o Brasil realmente precisa não é de inflação legislativa ou novos termos jurídicos vagos, mas do endurecimento de penas para a violência real (física e psicológica) contra as mulheres. O que se impõe é a aplicação correta, eficaz e rigorosa da Lei Maria da Penha e da Lei do Feminicídio, além da proteção efetiva à honra por meio dos tipos penais já existentes. Como bem alertou o pastor Renato Vargens, em artigo escrito para o Pleno.News, o risco para as igrejas e religiões em geral é sistêmico. No Senado, a base governista rejeitou explicitamente emendas que garantiam salvaguardas à liberdade religiosa. Essa omissão deliberada é um recado claro ao púlpito! Ora, a cosmovisão cristã possui entendimentos milenares sobre a estrutura familiar e a complementaridade dos sexos. Ao criminalizar subjetivamente a “crença na supremacia masculina”, o Estado abre brecha para que pregações sobre a liderança espiritual do homem no lar (pilar do modelo bíblico de família) sejam classificadas como crime. Ademais, o Estado não pode ignorar a autonomia interna corporis das instituições religiosas. A Constituição Federal, bem como o Artigo 44, § 1º, inciso IV do Código Civil, garantem que as organizações religiosas são livres para criar sua estruturação e funcionamento. Assim, é fundamental destacar que, no pluralismo religioso brasileiro, algumas denominações admitem a ordenação pastoral feminina, enquanto outras, por convicção teológica e estatutária, não o fazem. Seja qual for a escolha doutrinária, essa autonomia deve ser respeitada. Interferir nisso é violar a liberdade de religião e de consciência, direitos fundamentais e inalienáveis que não podem ser atropelados por ideologias de ocasião. O PL 896/2023 não trata de segurança pública efetiva, mas sim de controle social. É uma tentativa de blindar a agenda woke e o feminismo radical de qualquer crítica, sob a ameaça do cárcere. A tentativa de criminalizar discursos rotulados genericamente como “machistas” ou o fenômeno das “redpills” abre um precedente perigoso para a instauração de uma verdadeira censura prévia no Brasil. O resultado prático dessa subjetividade será um nefasto chilling effect, ou seja, um efeito inibidor, que asfixia a liberdade de expressão de cidadãos e instituições que preservam uma visão conservadora e cristã sobre o matrimônio e a organização familiar. Assim, sob o medo da punição, a autocensura se tornará a regra, esvaziando o debate público de qualquer perspectiva divergente da cartilha dominante. Portanto, se a Câmara dos Deputados não barrar essa investida, o Brasil consolidará um sistema onde o dissenso é tratado como ofensa e a convicção religiosa pode ser considerada crime. Não podemos permitir que o Estado se torne o árbitro das consciências. A verdadeira democracia exige, acima de tudo, o direito de divergir. A proteção efetiva à mulher exige rigor contra o agressor real, e não uma inquisição ideológica contra quem quer que seja! Rafael Durand é advogado, mestre em Direito, pós-graduado em Direito Público e em Direito Digital, professor, membro do Instituto Brasileiro de Direito e Religião (IBDR) e da Comissão de Direito e Liberdade Religiosa da OAB-PB, fundador do NEPC3 – Núcleo de Estudos em Política, Cidadania e Cosmovisão Cristã, autor de artigos e obras jurídicas. * Este texto reflete a opinião do autor e não, necessariamente, a do Pleno.News. Comunicar erro Comunicar erro Se você encontrou erro neste texto, por favor preencha os campos abaixo. Sua mensagem e o link da página serão enviados automaticamente à redação do Pleno.News, que checará a informação. 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Pleno News
26/03/2026 13:49 10 Views

Gerações em conflito: O desafio de reconstruir conexões familiares 

Marisa Lobo - 26/03/2026 13h49 Família (Imagem ilustrativa) Foto: Pexels/Welma Alves Santos Nos últimos anos, o debate sobre o comportamento das novas gerações tem se intensificado. Frases como “essa geração está perdida” tornaram-se comuns em rodas familiares, igrejas e ambientes educacionais. No entanto, especialistas apontam que o verdadeiro problema não está nas gerações em si, mas na crescente desconexão emocional entre pais e filhos. Um mundo em transformação acelerada A sociedade contemporânea vive um dos períodos de mudança mais rápidos da história. A tecnologia avança em ritmo exponencial, os valores culturais se transformam e os modelos familiares passam por profundas alterações. Nesse cenário, diferentes gerações convivem simultaneamente, mas com referenciais completamente distintos. Enquanto gerações mais antigas foram formadas em contextos de disciplina, estabilidade e autoridade, as novas gerações crescem em um ambiente digital, dinâmico e altamente emocional. O que diz a ciência A psicologia e a neurociência ajudam a compreender parte desse conflito. Estudos mostram que o cérebro humano, especialmente o córtex pré-frontal — responsável pelo controle emocional, tomada de decisões e planejamento — só atinge amaturidade completa por volta dos 24 a 25 anos. Isso significa que adolescentes e jovens: — Sentem antes de pensar; — Reagem com mais intensidade emocional; — Têm maior dificuldade de lidar com frustração. Diante disso, especialistas alertam: — Disciplina sem vínculo gera revolta; — Vínculo sem direção gera descontrole. A dor silenciosa da nova geração Apesar de estarem hiperconectados, muitos jovens enfrentam uma realidade marcada por solidão emocional. O uso excessivo de telas, a ausência de diálogo profundo e a rotina acelerada contribuem para quadros crescentes de ansiedade, depressão e confusão de identidade. Diferentemente das gerações anteriores, os jovens de hoje não buscam apenas regras — eles buscam significado. Perguntas como: “Quem eu sou?”; “Qual é o meu propósito?”; “O que Deus quer de mim?”; tornam-se centrais. E quando a família não oferece respostas, o mundo oferece — nem sempre de forma saudável. Erros comuns na relação entre pais e filhos Entre os principais equívocos identificados por especialistas estão: — Corrigir comportamento sem ouvir emoções; — Usar autoridade sem relacionamento; — Confundir presença física com presença emocional; — Reagir impulsivamente, em vez de orientar. Essas atitudes ampliam o distanciamento e dificultam a construção de vínculos sólidos. Onde as gerações realmente se encontram Apesar das diferenças culturais e tecnológicas, existe um ponto comum entre todas as gerações: o coração humano. Independentemente da época, todos precisam: — Ser amados; — Ser ouvidos; — Ser valorizados; — Sentir-se pertencente. Ou ter senso de pertencimento. O desafio, portanto, não é eliminar as diferenças, mas aprender a construir pontes emocionais. Pois, “as gerações não se encontram na cultura… se encontram no coração.” Caminhos para a reconexão A reconstrução dos vínculos familiares exige intencionalidade. Algumas práticas simples podem gerar grande impacto: — Priorizar momentos de conversa sem distrações; — Ouvir antes de corrigir; — Ensinar valores com diálogo, não imposição; — Ser exemplo emocional dentro de casa. Mais do que discursos, os filhos aprendem observando atitudes. Um chamado à transformação A restauração das gerações começa dentro da família. Não exige perfeição, mas presença, humildade e disposição para aprender. “Quando o coração dos pais se volta aos filhos… uma geração inteira pode ser transformada.” Famílias saudáveis não apenas resolvem conflitos — elas formam indivíduos emocionalmente estruturados, capazes de impactar positivamente a sociedade. Conclusão O conflito entre gerações não é um sinal de fracasso, mas um reflexo de mudanças profundas no mundo. Com compreensão, intencionalidade e conexão emocional, é possível transformar esse desafio em uma oportunidade de crescimento e restauração. Marisa Lobo atua como psicóloga e psicanalista, é pós-graduada em Psicanálise; Gestão e Mediação de Conflitos; Educação de Gênero e Sexualidade; Filosofia de Direitos Humanos e Saúde Mental; tem também habilitação para magistério superior. * Este texto reflete a opinião do autor e não, necessariamente, a do Pleno.News. Comunicar erro Comunicar erro Se você encontrou erro neste texto, por favor preencha os campos abaixo. Sua mensagem e o link da página serão enviados automaticamente à redação do Pleno.News, que checará a informação. 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26/03/2026 12:55 13 Views

Há anos, eu já alertava sobre o movimento LGBTQIA+: A conta chegou

Marco Feliciano - 26/03/2026 12h55 Manifestação LGBTQIA+ (Imagem ilustrativa) Foto: Pexels/Rosemary Ketchum Vou iniciar com o velho jargão: “Quem avisa, amigo é”. Digo isso porque, em 2011, ou seja, há mais de uma década, eu já alertava sobre o movimento LGBTQIA+, que tem, no mínimo, 198 projetos de lei só para beneficiar essa comunidade citada. Entre eles, o que cria, nas universidades, cotas para alunos homossexuais; outro que retira a palavra pai e mãe de todos os documentos de identidade. Naquela época, fui chamado de intolerante, de deputado medieval; fui humilhado, fui incompreendido, cheguei a ser agredido na rua. Ainda assim, continuei com meu trabalho. Enfim, alertei sobre a tal “ditadura gay”. Agora, todos estão vendo o que sempre alertei: eles não querem direitos, querem privilégios. Reitero: o problema são os ativistas, os que vivem disso, ganham dinheiro com isso, com ONGs poderosíssimas. O próprio apresentador Ratinho, que há 13 anos foi alertado por mim, hoje é processado por uma deputada trans, que não aceita ser chamada pelo que ela é. Devemos usar do mesmo meio que eles, ou seja: denunciem, processem, acionemos a Justiça para que esses abusos tenham fim. Finalizo apenas com uma expressão que encerra tudo: “Eu avisei”. Peço a Deus que nos dê equilíbrio para enfrentar esses alienígenas que teimam em obrigar a maioria a aceitar valores estranhos à nossa tradição cristã de valorizar a família tradicional, composta de pai, mãe e filhos, sem ideologia de gênero. E que Ele derrame as mais escolhidas bênçãos celestiais sobre todos. Marco Feliciano é pastor e está em seu quarto mandato consecutivo como deputado federal pelo Estado de São Paulo. Ele também é escritor, cantor e presidente da Assembleia de Deus Ministério Catedral do Avivamento. * Este texto reflete a opinião do autor e não, necessariamente, a do Pleno.News. Comunicar erro Comunicar erro Se você encontrou erro neste texto, por favor preencha os campos abaixo. Sua mensagem e o link da página serão enviados automaticamente à redação do Pleno.News, que checará a informação. Nome Completo E-mail Telefone Descrição do erro Mais Recentes Hilton acusa Nikolas de distorcer PL da Misoginia e aciona AGU CBF decide tirar "Vai, Brasa" do uniforme da Seleção para Copa Projeto que cria Frente Antiwoke avança na Câmara de São Paulo Presidente da EBC: 'Janja é alvo de misoginia e machismo estrutural' Igreja Renovo do Senhor celebra a Quarta do Avivamento em SP WhatsApp Entre e receba as notícias do dia Entrar no Canal Telegram Entre e receba as notícias do dia Entrar no Grupo O autor da mensagem, e não o Pleno.News, é o responsável pelo comentário.

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