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EDITORIAL

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Pleno News 06/05/2026 13:42

Em defesa de Pollon, Zé Trovão e Van Hattem

Magno Malta - 06/05/2026 13h42 Marcos Pollon, Marcel van Hattem e Zé Trovão Há momentos em que o silêncio cobra um preço alto demais. Por isso, manifesto-me não para justificar excessos, mas para lembrar que a democracia não se mantém apenas com formalidades e aparências institucionais. Ela também se fortalece no contraditório, na resistência política e no direito legítimo de representantes do povo se levantarem contra aquilo que consideram abuso de poder. Dito isso, a ocupação das mesas diretoras e do Plenário do Congresso Nacional, em agosto de 2025, ocorreu em meio a um cenário de intensa tensão institucional. Não foi um gesto isolado nem vazio de propósito. Foi uma reação à prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro, à ausência de debate sobre a anistia e ao sentimento, compartilhado por muitos brasileiros, de que havia desequilíbrio entre os Poderes da República. Passado o tempo, é impossível ignorar que pouco mudou em relação às pautas que motivaram aquela manifestação. Porém, nesta semana, o Conselho de Ética decidiu pela suspensão dos mandatos de deputados como Marcos Pollon, Zé Trovão e Marcel van Hattem (vale ressaltar que a suspensão dos mandatos ainda deve ser analisada pela CCJ). Respeito o rito e a competência do colegiado, mas considero a decisão equivocada e desproporcional. A Constituição Federal e o Regimento Interno da Câmara dos Deputados garantem aos parlamentares inviolabilidade por suas opiniões, palavras e votos, além do livre exercício do mandato. O mandato não existe para agradar governos, tribunais ou conveniências passageiras, mas para dar voz aos conflitos reais da sociedade dentro do Parlamento. É preciso saber diferenciar protesto político de quebra de decoro. Afinal, decoro parlamentar não pode se transformar em instrumento para exigir submissão. Quando há manifestações firmes, obstruções regimentais ou ocupações simbólicas em defesa de uma causa política, a resposta mais sensata deveria ser o diálogo institucional, e não punições exemplares destinadas a intimidar opositores. A Câmara dos Deputados sempre conviveu com embates duros, discursos inflamados, cartazes, protestos e estratégias de obstrução. Isso faz parte da essência do Parlamento. O que enfraquece a instituição não é o confronto político, mas a aplicação seletiva de punições conforme o lado de quem protesta. Suspender mandatos por manifestações políticas abre um precedente grave: o de transformar divergência em infração disciplinar. Hoje são Pollon, Zé Trovão e Van Hattem. Amanhã poderá ser qualquer voz que incomode o poder de ocasião. Uma democracia madura não teme parlamentares combativos e importantes para a sociedade. O que uma democracia verdadeiramente deve temer é o silêncio imposto. Magno Malta é senador da República. Foi eleito por duas vezes o melhor senador do Brasil. * Este texto reflete a opinião do autor e não, necessariamente, a do Pleno.News. Comunicar erro Comunicar erro Se você encontrou erro neste texto, por favor preencha os campos abaixo. Sua mensagem e o link da página serão enviados automaticamente à redação do Pleno.News, que checará a informação. Nome Completo E-mail Telefone Descrição do erro Mais Recentes Governo quer adoção imediata do fim da escala 6×1, diz ministro Testemunha relata detalhe após suposta agressão em hospital STF: Para delação, Vorcaro terá que devolver dinheiro desviado "Filhos do capeta": diz Nikolas ao defender maioridade penal; veja Atleta de Cristo RUN: Corrida une música e esporte em São Paulo WhatsApp Entre e receba as notícias do dia Entrar no Canal Telegram Entre e receba as notícias do dia Entrar no Grupo O autor da mensagem, e não o Pleno.News, é o responsável pelo comentário.

Pleno News 06/05/2026 13:11

O mundo capota: Lula diante de Trump

Marco Feliciano - 06/05/2026 13h11 Reunião de Donald Trump com Lula, em outubro de 2025 Foto: Ricardo Stuckert / PR O mundo não dá voltas; ele capota. Nunca esse jargão foi tão relevante. Digo isso, porque, nesta quinta-feira (7), o presidente Lula será recebido na Casa Branca, nos Estados Unidos, pelo presidente Donald Trump. Nos últimos tempos, em dez de dez pronunciamentos, o nosso mandatário atacou de forma contumaz o chefe de Estado norte-americano, como se fosse um inimigo declarado do Brasil. Sempre com críticas voltadas à ideologia política, em defesa de ditaduras de esquerda e contra a classificação, como organizações terroristas, de grupos criminosos como PCC e CV. Agora, teremos a oportunidade de ver o nosso presidente ser confrontado com pautas caras a todo o mundo ocidental: o combate ao governo dos aiatolás do Irã, que massacra a própria população, e aos grupos terroristas financiados por eles no Líbano e no Iêmen. O mundo assistirá à reação do presidente Lula ao ser confrontado com tudo aquilo que, nos últimos tempos, tem defendido como política de governo: apoio irrestrito a ditaduras comunistas em oposição às nossas tradições judaico-cristãs. Finalizo pedindo a Deus que tire a trave dos olhos das nossas lideranças políticas e derrame as mais escolhidas bênçãos celestiais a todos. Marco Feliciano é pastor e está em seu quarto mandato consecutivo como deputado federal pelo Estado de São Paulo. Ele também é escritor, cantor e presidente da Assembleia de Deus Ministério Catedral do Avivamento. * Este texto reflete a opinião do autor e não, necessariamente, a do Pleno.News. Comunicar erro Comunicar erro Se você encontrou erro neste texto, por favor preencha os campos abaixo. Sua mensagem e o link da página serão enviados automaticamente à redação do Pleno.News, que checará a informação. Nome Completo E-mail Telefone Descrição do erro Mais Recentes Governo quer adoção imediata do fim da escala 6×1, diz ministro Testemunha relata detalhe após suposta agressão em hospital STF: Para delação, Vorcaro terá que devolver dinheiro desviado "Filhos do capeta": diz Nikolas ao defender maioridade penal; veja Atleta de Cristo RUN: Corrida une música e esporte em São Paulo WhatsApp Entre e receba as notícias do dia Entrar no Canal Telegram Entre e receba as notícias do dia Entrar no Grupo O autor da mensagem, e não o Pleno.News, é o responsável pelo comentário.

Pleno News 06/05/2026 11:59

Os poderes de uma CPI de acordo com a Constituição

Ives Gandra Martins - 06/05/2026 11h59 Relator da CPI do Crime Organizado, senador Alessandro Vieira (MDB-SE) Foto: Geraldo Magela/Agência Senado O senador Alessandro Vieira, atuando como relator da CPI do Crime Organizado, propôs em seu relatório final o indiciamento dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes, Dias Toffoli e Alexandre de Moraes, além do procurador-geral da República, Paulo Gonet. Não vou examinar o caso concreto veiculado pela imprensa há algumas semanas, mas apenas levar aos meus leitores o meu conhecimento daquilo que está escrito na nossa Constituição Federal. O ministro Gilmar Mendes considerou a atitude da proposta do relatório final “extremamente grave” e um “abuso de autoridade”. Afirmou que o senador cometeu desvio de finalidade e pediu à Procuradoria-Geral da República (PGR) a abertura de uma investigação contra Alessandro Vieira. O ministro Dias Toffoli, por sua vez, criticou o relatório, classificando-o como “aventureiro”, e defendeu a punição eleitoral de parlamentares que atacam instituições para obter votos. É importante destacar que não conheço o senador, a não ser pelas manifestações veiculadas pelos jornais. Além disso, sou amigo pessoal do ministro Gilmar Mendes há 45 anos e do ministro Toffoli há mais de 30 anos. Embora divirja, muitas vezes, dos julgamentos de ambos, quero, neste caso, fazer o que sempre faço: examinar exclusivamente o que está escrito na Constituição. Vale dizer que, conforme a nossa Carta Magna, o Senado Federal é a única das instituições brasileiras que pode promover o impeachment do presidente da República, do vice, dos comandantes das Forças Armadas e do advogado-geral da União. De acordo com o artigo 52, inciso II, é também de sua competência processar e julgar os ministros do Supremo Tribunal Federal. A Constituição Federal também declara que o STF não pode legislar, já que o artigo 49, inciso XI, garante ao Congresso Nacional zelar pela sua competência, ressaltando, ainda, que o artigo 103, § 2º, da Constituição declara que nem mesmo nas ações diretas de inconstitucionalidade por omissão o Supremo pode legislar. Nós temos, pois, todo um mecanismo de funcionamento da democracia. Sem entrar em nenhum caso concreto, entendo que o Senado pode investigar membros do Supremo por uma razão simples: quem pode o mais, pode o menos. Se o Senado tem a competência para declarar o impeachment, também possui a de investigar. Por outro lado, estou convencido de que o Supremo sabe perfeitamente que, pelo artigo 58, § 3º, os poderes que uma Comissão Parlamentar de Inquérito possui são idênticos aos do Poder Judiciário. Sendo assim, analisando estritamente a Constituição, nota-se que, por meio da CPI, o Senado detém poderes judiciais. Por outro lado, o Senado tem o poder de investigar, sendo a única instituição com competência para investigar ministros do Supremo e o presidente da República, visto que possui o poder maior de promover o afastamento de ambos. Desta forma, a harmonia entre os Poderes não deve ser interpretada como uma blindagem absoluta contra a fiscalização mútua, mas como a garantia de que nenhum órgão se coloque acima da Lei Fundamental. Quando o texto constitucional atribui ao Legislativo a função de controle, ele o faz para assegurar que o sistema de freios e contrapesos impeça a hipertrofia de qualquer uma das instâncias de poder, mantendo o equilíbrio democrático indispensável à República. Digo isso deixando claro que não estou analisando o caso concreto que os jornais têm publicado, mas apenas levando aos meus leitores o conhecimento daquilo que está escrito na Constituição. É fundamental que o debate jurídico se desvincule de paixões políticas momentâneas para que possamos preservar a higidez das instituições, garantindo que o cumprimento do rito constitucional seja sempre o norte de nossa convivência social e jurídica. Ives Gandra da Silva Martins é professor emérito das universidades Mackenzie, Unip, Unifieo, UniFMU, do Ciee/O Estado de São Paulo, das Escolas de Comando e Estado-Maior do Exército (Eceme), Superior de Guerra (ESG) e da Magistratura do Tribunal Regional Federal da 1ª Região, professor honorário das Universidades Austral (Argentina), San Martin de Porres (Peru) e Vasili Goldis (Romênia), doutor honoris causa das Universidades de Craiova (Romênia) e das PUCs PR e RS, catedrático da Universidade do Minho (Portugal), presidente do Conselho Superior de Direito da Fecomercio-SP e ex-presidente da Academia Paulista de Letras (APL) e do Instituto dos Advogados de São Paulo (Iasp). * Este texto reflete a opinião do autor e não, necessariamente, a do Pleno.News. Comunicar erro Comunicar erro Se você encontrou erro neste texto, por favor preencha os campos abaixo. Sua mensagem e o link da página serão enviados automaticamente à redação do Pleno.News, que checará a informação. 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Pleno News 06/05/2026 11:11

A mídia já decidiu: Magno Malta é culpado?

Marisa Lobo - 06/05/2026 11h11 Senador Magno Malta, na tribuna, falando sobre o ocorrido no hospital Foto: Carlos Moura/Agência Senado Em tempos em que manchetes condenam antes mesmo de qualquer investigação séria, o caso envolvendo o senador Magno Malta revela algo perigoso: a facilidade com que a mídia transforma acusações em sentenças públicas. Uma denúncia grave foi feita por uma profissional da área de radiologia em um hospital de Brasília. Porém, até o momento, nenhuma prova concreta de agressão foi apresentada. Ainda assim, parte da imprensa correu para construir uma narrativa pronta, como se a culpa já estivesse determinada antes mesmo dos fatos serem esclarecidos. O próprio senador declarou publicamente que coloca seu mandato à disposição caso apareça qualquer prova de agressão. Isso não é postura de quem foge de responsabilidade, mas de quem afirma confiar na verdade dos acontecimentos. É preciso lembrar o contexto que muitos preferem ignorar. Magno Malta estava hospitalizado, debilitado fisicamente, com dificuldades severas de locomoção, quase sem conseguir andar, e teria passado por um procedimento de tomografia em que um contraste foi aplicado em uma veia que estava comprometida. Segundo relatos e imagens divulgadas, ele reagiu em desespero devido à dor intensa no braço enquanto estava dentro da máquina. Qualquer pessoa submetida a uma dor extrema, em estado de fragilidade e tensão hospitalar, pode reagir emocionalmente e discutir. Isso está muito distante de provar uma agressão física. Mas parece que, para determinados setores da mídia, basta o nome ser Magno Malta para que a presunção de inocência desapareça. E não é difícil perceber o motivo. Trata-se de um senador conhecido por posições firmes em defesa de pautas conservadoras, valores cristãos e enfrentamentos ideológicos que incomodam muita gente. A pergunta que fica é: se fosse outro parlamentar, com posições alinhadas ao pensamento dominante de certos veículos, a repercussão teria sido a mesma? Ou haveria cautela, investigação e o famoso “vamos ouvir os dois lados”? Vivemos um tempo perigoso em que reputações podem ser destruídas em poucas horas por acusações ainda não comprovadas. E isso deveria preocupar qualquer pessoa, independentemente de ideologia política. Porque hoje é Magno Malta. Amanhã pode ser qualquer cidadão comum. A justiça existe para apurar fatos. A imprensa deveria existir para informar, não para condenar previamente. Quando jornalistas trocam a responsabilidade pela militância, o tribunal midiático passa a valer mais que provas, perícias e investigação. Defender a presunção de inocência não é defender impunidade. É defender civilização, equilíbrio e justiça. Marisa Lobo atua como psicanalista, é pós-graduada em Psicanálise; Gestão e Mediação de Conflitos; Educação de Gênero e Sexualidade; Filosofia de Direitos Humanos e Saúde Mental; tem também habilitação para magistério superior. * Este texto reflete a opinião do autor e não, necessariamente, a do Pleno.News. Comunicar erro Comunicar erro Se você encontrou erro neste texto, por favor preencha os campos abaixo. Sua mensagem e o link da página serão enviados automaticamente à redação do Pleno.News, que checará a informação. Nome Completo E-mail Telefone Descrição do erro Mais Recentes Governo quer adoção imediata do fim da escala 6×1, diz ministro Testemunha relata detalhe após suposta agressão em hospital STF: Para delação, Vorcaro terá que devolver dinheiro desviado "Filhos do capeta": diz Nikolas ao defender maioridade penal; veja Atleta de Cristo RUN: Corrida une música e esporte em São Paulo WhatsApp Entre e receba as notícias do dia Entrar no Canal Telegram Entre e receba as notícias do dia Entrar no Grupo O autor da mensagem, e não o Pleno.News, é o responsável pelo comentário.

Pleno News 06/05/2026 10:37

Popularidade de aluguel

Juliana Moreira Leite - 06/05/2026 10h37 Engajamento comprado, falso (Imagem ilustrativa) Foto: IA\Chat GPT Tenho reparado numa coisa deprimente — e não, não é política. Política ao menos pressupõe seres humanos. O que vejo hoje no Instagram parece outra coisa: uma procissão mecânica de perfis vazios, fotos roubadas, comentários idênticos, patriotismo de Ctrl+C e indignação programada. Bots para Flávio, bots para Lula, bots para qualquer um que pague a conta. Um teatro de marionetes digitais tentando simular paixão popular. E a plateia fingindo que acredita. No X, Elon Musk vive falando em remover centenas de bots por minuto. Duzentos, trezentos, tanto faz. Pelo menos existe o constrangimento público de admitir que a praga existe. Já no Instagram, a sensação é a de uma cidade abandonada onde os robôs tomaram os bares, os comícios e os aplausos. Você entra nos comentários e encontra o mesmo entusiasmo plastificado, a mesma histeria industrial, como se a opinião pública tivesse sido terceirizada para uma fazenda clandestina de cliques. E o mais ridículo é que quase sempre dá para perceber. Não é orgânico. Não tem cheiro de gente, nem contradição humana, nem espontaneidade. Só aquela coreografia artificial de perfis surgindo ao mesmo tempo para inflar ego de candidato e fabricar relevância. É feio. Feio porque é falso. Feio porque transforma apoio político em efeito especial barato. E feio porque revela uma verdade desconfortável: tem gente que prefere comprar aplauso a merecê-lo. Juliana Moreira Leite é jornalista, apresentadora e comentarista. Aqui você vai ver o Brasil como ele é, não como tentam vender. * Este texto reflete a opinião do autor e não, necessariamente, a do Pleno.News. Comunicar erro Comunicar erro Se você encontrou erro neste texto, por favor preencha os campos abaixo. Sua mensagem e o link da página serão enviados automaticamente à redação do Pleno.News, que checará a informação. Nome Completo E-mail Telefone Descrição do erro Mais Recentes Governo quer adoção imediata do fim da escala 6×1, diz ministro Testemunha relata detalhe após suposta agressão em hospital STF: Para delação, Vorcaro terá que devolver dinheiro desviado "Filhos do capeta": diz Nikolas ao defender maioridade penal; veja Atleta de Cristo RUN: Corrida une música e esporte em São Paulo WhatsApp Entre e receba as notícias do dia Entrar no Canal Telegram Entre e receba as notícias do dia Entrar no Grupo O autor da mensagem, e não o Pleno.News, é o responsável pelo comentário.

Pleno News 05/05/2026 11:53

Thiago Ávila, o pirata pró-terrorista ex-PSOL

Lawrence Maximus - 05/05/2026 11h53 Thiago Ávila, após sua detenção, comparecendo ao Tribunal de Ashkelon, em Israel Foto: EFE/ABIR SULTAN Como brasileiro com vínculos pessoais e profissionais com Israel, tenho vergonha e náuseas desse sujeito. A detenção de Thiago Ávila, no contexto da interceptação da flotilha que tentava furar o bloqueio naval à Faixa de Gaza, não se resume a um incidente isolado; entrelaça jurisprudência de segurança, dinâmica geopolítica e uma disputa narrativa de alcance transnacional. Conforme decisão do Tribunal de Magistrados de Ashkelon, em 3 de maio, a extensão da custódia por 48 horas não se justificou apenas pela infração às normas de bloqueio marítimo. A medida reflete uma avaliação prospectiva do perfil do detido. As autoridades israelenses operam sob protocolos de filtragem que cruzam histórico operacional, retórica pública e inserção em redes de influência alinhadas a eixos geopolíticos específicos. Nesse quadro, ganha relevo um registro documental inescapável: a presença de Ávila no funeral de Hassan Nasrallah, comandante histórico do Hezbollah, eliminado por operação aérea israelense no Líbano em 2024. Fontes jornalísticas e registros de domínio público confirmam que o militante foi convocado pelo próprio grupo como um dos cerca de cem criadores de conteúdo alinhados à causa para cobrir o evento em Beirute. Durante a cerimônia, Ávila movimentou suas redes com publicações que qualificavam Nasrallah como referência “inspiradora” nas lutas anticoloniais, tratando-o abertamente como “mártir”. Imagens circulam livremente mostrando o militante entoando, ao lado de outros participantes, consignas como “Morte a Israel”, “Morte à América” e “Vitória ao Islã”, enquanto erguia o punho em sinal de adesão explícita. A imputação, portanto, transcende a mera violação administrativa de navegação. Inclui a investigação de vínculos, diretos ou mediatos, com estruturas classificadas como terroristas por diversas jurisdições ocidentais. Estar presente no sepultamento de Nasrallah — líder de uma organização proibida nos Estados Unidos, na União Europeia e em Israel — não se configura como ato isolado ou mero simbolismo. Insere-se em um padrão de afinidade que, sob a lente da análise de risco, eleva o nível de alerta e justifica cautela ampliada por parte do aparato de inteligência. Tentar erigir Ávila em ícone humanitário colide, inevitavelmente, com seu histórico de atuação em espaços ideológicos radicalizados e com proximidade comprovada a agendas pró-terroristas. A suposta fronteira entre solidariedade e alinhamento estratégico é, na prática, mobilizada como instrumento de projeção política por movimentos militantes progressistas de alcance global. A questão que se impõe não gira em torno da presunção de inocência, mas da coerência entre o discurso público e o rastro factual deixado pelo brasileiro. Lawrence Maximus é doutorando em Ciências Políticas pela Pontificia Universidad Católica Argentina. Como cientista político, especializado em Cooperação Internacional, desenvolveu em seu Mestrado pesquisa sobre a UNRWA e os eventos de 7 de outubro, analisando o duplo papel desempenhado por instituições internacionais em zonas de conflito. É embaixador do Yad Vashem (Formação em Holocausto e combate ao Antissemitismo pelo Museu do Holocausto de Jerusalém, Israel). * Este texto reflete a opinião do autor e não, necessariamente, a do Pleno.News. Comunicar erro Comunicar erro Se você encontrou erro neste texto, por favor preencha os campos abaixo. Sua mensagem e o link da página serão enviados automaticamente à redação do Pleno.News, que checará a informação. Nome Completo E-mail Telefone Descrição do erro Mais Recentes Governo quer adoção imediata do fim da escala 6×1, diz ministro Testemunha relata detalhe após suposta agressão em hospital STF: Para delação, Vorcaro terá que devolver dinheiro desviado "Filhos do capeta": diz Nikolas ao defender maioridade penal; veja Atleta de Cristo RUN: Corrida une música e esporte em São Paulo WhatsApp Entre e receba as notícias do dia Entrar no Canal Telegram Entre e receba as notícias do dia Entrar no Grupo O autor da mensagem, e não o Pleno.News, é o responsável pelo comentário.

Pleno News 05/05/2026 10:39

5 de Maio: Dia Mundial da Língua Portuguesa

Verônica Bareicha - 05/05/2026 10h39 Mapa da língua portuguesa pelo mundo (Imagem ilustrativa) Foto: IA\Chat GPT Hoje, dia 5 de maio, é comemorado o Dia Mundial da Língua Portuguesa, você sabia? A princípio, essa data foi estabelecida pela Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) para celebrar a língua portuguesa e a cultura lusófona, isso em 2009. Só para você saber, a CPLP é composta por nove países: Brasil, Portugal, Angola, Moçambique, São Tomé e Príncipe, Guiné-Bissau, Guiné Equatorial, Timor Leste e Cabo Verde. Foi em 2009, inclusive, que passou a vigorar em nosso país, o novo acordo ortográfico da língua. Quando muita gente boa passou a se confundir com acentos e letras que caíram em desuso. Lembra? Agora, já em 2019, a UNESCO decidiu proclamar o dia 5 de maio de cada ano como o “Dia Mundial da Língua Portuguesa”. E por quê? Porque o nosso bom português é um dos idiomas mais difundidos no mundo, com mais de 265 milhões de falantes espalhados por todos os continentes, mas é também a língua mais falada no hemisfério sul; graças a nós, brasileiros. Trago este tema hoje, claro, por ser a data, mas também porque, na semana passada, falei sobre preconceito linguístico e comentei as muitas variações da língua dentro do nosso próprio país. Agora, imagine a “mesma língua” sendo falada em nove países diferentes por tantas pessoas? Pois é… O Brasil é, hoje, a maior nação de língua portuguesa do mundo. E o nosso português carrega marcas profundas da nossa formação. Desde a colonização, incorporamos palavras de línguas indígenas como anta, caipira, Paraná, Ibirapuera, arara, canoa, carioca, capivara, mandioca, oca, açaí, jurema… a lista é longa. Depois, com o processo de escravização, o idioma também absorveu termos de diversas línguas africanas. Palavras como cacunda, caçula, dengo, fubá, angu, jiló, quiabo, dendê — e tantas outras — fazem parte do nosso vocabulário até hoje. Mais tarde, com a chegada de imigrantes europeus e a influência cultural de outras potências — especialmente dos Estados Unidos — seguimos incorporando novos termos. Porque a língua é assim: viva, inquieta, em constante transformação. No entanto, os outros países de língua portuguesa tiveram trajetórias diferentes e, por isso, mantiveram um português mais próximo ao europeu, que, por sua vez, guarda maior semelhança com o latim; a origem de tudo. Agora, pra mim, isso é o máximo: o português que falamos é tão expressivo que há linguistas que defendem que ele deveria ser chamado de “brasileiro”, porque, as diferenças em relação ao português de Portugal — e mesmo de outros países lusófonos — são claras, tanto no vocabulário quanto na pronúncia. Aliás, esse contraste tem gerado até situações interessantes. Recentemente, após o período da pandemia, pais portugueses passaram a se preocupar com suas crianças que, consumindo conteúdo online, começaram a falar mais “brasileiro” do que o “português”. Veja só… Mas para sermos práticos, bem rapidinho, vou mostrar algumas dessas diferenças. Por exemplo, no Brasil, fazemos fila. Em Portugal, forma-se uma bicha. Aqui usamos celular. Lá, telemóvel. Em terras brasileiras pagamos aluguel. Já do outro lado do oceano eles fazem arrendamento. Ainda, aqui, vamos ao banheiro. Lá, eles vão à casa de banho. E a nossa calçada lá, se torna passeio — aliás, em Minas Gerais, os mineiros também usam passeio. O que quero destacar hoje é o seguinte: no fim das contas, não se trata de certo ou errado; mas de história, cultura e identidade. Da mesma forma que acontece dentro de nosso próprio país com as diferenças no idioma de uma região para a outra. Então, ainda que uma data instituída… e que, para muitos, tenha um quê político nisso, celebrar o Dia Mundial da Língua Portuguesa é, também, reconhecer que falamos uma língua que não cabe em um único formato. Até porque, ela atravessa oceanos, mistura povos, absorve histórias e, ainda assim, continua sendo muito nossa. E, talvez, seja exatamente isso que a torna tão bonita. Portanto, feliz Dia Mundial da Língua Portuguesa para nós! E parabéns por falarmos um idioma tão lindo! Um abraço e até a próxima! Verônica Bareicha ama palavras e letrinhas desde sempre. Há vinte e tantos anos atua como revisora, redatora e ghostwriter. É pós-graduanda em Jornalismo Digital pela FAAP; pós-graduada em Mercado Editorial pela PUC-Rio e graduada em Letras, pelo Unasp-EC. Deseja neste espaço compartilhar o amor e dicas da língua portuguesa de forma leve, bem-humorada e divertida. * Este texto reflete a opinião do autor e não, necessariamente, a do Pleno.News. 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Pleno News 04/05/2026 20:12

Assistolia fetal do CFM, sabatina de Messias e eleições

Raphael Câmara - 04/05/2026 20h12 Assistolia fetal (Imagem ilustrativa) Foto: IA\Chat GPT A resolução do Conselho Federal de Medicina (CFM), que proíbe matar bebês de até nove meses por meio da assistolia fetal, da qual sou relator, foi citada por praticamente todos os senadores que declararam voto contrário à indicação do ministro Messias para uma cadeira no STF como um dos motivos para sua rejeição e muitos como o principal motivo. É fundamental esse apontamento para percebermos a importância que tem esse tema para a população brasileira. Foi a pressão popular sobre os senadores que fez com que usassem esse argumento. Meu receio é que tema tão importante tenha sido somente usado como cortina de fumaça para reais motivos mais comezinhos para a rejeição. Difícil saber. Independentemente disso, o tema resolução de assistolia fetal se mostra como protagonista de qualquer debate político doravante. Qualquer candidato ao STF ou às eleições presidenciais e legislativas de 2026 terá de expor sua opinião. A população já provou que não aceitará respostas abortistas, tais como: “É contra a lei”, “cabe ao parlamento decidir” ou “a OMS indica o procedimento”. Quem responde isso defende matar bebês de nove meses! O ministro Messias teve tempo suficiente para mudar seu parecer. O senador Moro, inclusive, pediu, na sabatina, que ele mudasse no decorrer do dia antes da votação. Pode fazer, inclusive, agora, enquanto ainda é advogado-geral da União já que os relatos na imprensa é de que irá sair. Seria um último ato grandioso de um homem que diz defender a vida. Como relator da Resolução 2378 do CFM, que proíbe a assistolia fetal, fiquei horrorizado com um artigo publicado, em sites jurídicos, escrito por um jurista pastor, logo ante a sabatina, apoiando o ministro Messias que nos acusa a nós, do CFM, de ativismo tão somente por defendermos que não se matem bebês de nove meses, na barriga, com uma solução que, de tão dolorosa, é proibida para penas de morte de homicidas e estupradores e para a eutanásia de animais. Desse modo, iremos mostrar, neste artigo, que nossa resolução é totalmente baseada na legislação vigente e em nada ultrapassa os poderes que a lei federal de 1957, que regula a atividade médica e a fiscaliza, nos deu. Temos sim um ativismo hipocrático previsto em nosso juramento da defesa da vida. No entanto, a novidade que nos estarrece é pastor defender, por argumentos jurídicos, matar bebês já formados no ventre materno, em condições de sobreviver fora do útero. Aparentemente, seus argumentos foram ignorados. O CFM, após um longo debate, optou por proibir o método bárbaro da assistolia fetal para matar bebês a partir de 22 semanas por meio da Resolução 2378. Esse método, em casos de estupros, somente é utilizado a partir dessa idade gestacional, porque a partir desse marco é possível a vida extrauterina. Para surpresa de ninguém, entidades que defendem a descriminalização do aborto e o onipresente PSOL entraram com ações judiciais dispersas na tentativa de a revogar. A ação do PSOL se tornou a ADPF 1141 sob a relatoria do ministro Alexandre de Moraes no STF. Após ouvir o PSOL e não ouvir o CFM, o ministro relator suspendeu a resolução. De lá para cá, cerca de 1.500 bebês foram mortos por esse método cruel de acordo com estatísticas dos últimos anos. Recentemente, o relator entregou para o presidente do STF pautar o julgamento após primoroso parecer do procurador-geral da República apoiando nossa resolução e mais: dizendo que o aborto, salvo risco de morte materna, não é direito. O que defendemos há tempos. O Código Penal não dá direitos. Como o PSOL e organizações sociais que defendem o aborto sabem que não têm votos no Parlamento e no Executivo, optaram por adotar o caminho judicial para liberar o aborto no Brasil indo contra a vontade da população. População essa que, segundo as pesquisas, é em grande maioria contra o aborto e principalmente as mulheres negras e pobres a quem os partidos de esquerda, defensores do aborto, dizem querer proteger. Quando o autor do artigo nos acusa de ativismo parece desconhecer a legislação. O Código Penal de 1940 possui “normas penais em branco”. O tipo penal se complementa com outras normas legais, assim como é o tráfico de drogas; que quem diz o que é droga é a ANVISA e não o Código Penal. Dessa forma, quando o autor diz que a Resolução 2378/2024 teria suprimido direitos da mulher impedindo o aborto acima de 22 semanas, parece ter esquecido de que a conceituação do que seja aborto é – e sempre foi – feita por portarias do Ministério da Saúde que, há mais de 20 anos, desde antes de 2005, especificam que aborto é “interrupção da gravidez até a 20ª/22ª semana de gestação e com o produto da concepção pesando menos de 500 gramas”. Ou seja: não foi uma inovação feita pelo CFM; as portarias do Ministério da Saúde sempre disseram isso. De fato, não se deve confundir, automaticamente, a atuação institucional de um agente público com suas convicções pessoais. Essa distinção é importante em uma democracia e vale para ministros, advogados públicos e também para conselhos profissionais. Entretanto, a mesma lógica utilizada para defender a atuação institucional da AGU, no referido artigo do pastor, deve ser aplicada ao Conselho Federal de Medicina. Não pode haver duas medidas e dois pesos. O CFM não editou sua resolução movido por convicções religiosas ou ideológicas, mas no exercício de sua competência legal de normatizar a prática médica e definir os limites éticos e técnicos dos procedimentos realizados pelos médicos brasileiros. A função do Conselho não é legislar sobre aborto, atribuição que cabe ao Congresso e ao Judiciário, mas estabelecer, à luz da ciência e da ética médica, quais métodos podem ou não ser empregados em determinada circunstância clínica. A resolução sobre assistolia fetal acima de 22 semanas não criou nova hipótese de crime, nem revogou as exceções legais já existentes. Ela apenas afirmou que, diante da viabilidade fetal potencial a partir desse marco gestacional, determinado método não poderia ser utilizado sem profunda discussão ética e técnica. O debate, portanto, não é sobre “permitir” ou “proibir” o aborto em abstrato, mas sobre os limites da intervenção médica quando há possibilidade de vida extrauterina. Se é legítimo sustentar que o advogado-geral da União apenas cumpriu seu papel institucional ao defender a posição jurídica do Executivo, também é legítimo reconhecer que o CFM apenas cumpriu o seu papel institucional ao editar norma sobre procedimento médico. Criticar o Conselho por fazê-lo seria incorrer exatamente no mesmo erro apontado no artigo: atribuir motivação ideológica a um órgão que exerceu competência própria. Aliás, o ativismo judiciário é tema permanente do debate público e muitas vezes referendado pela AGU. Por qual motivo exatamente no debate mais importante da história do STF, o que trata de matar bebês viáveis, esse suposto ativismo do CFM é questionado? O apoio ao ativismo do STF vem da AGU e não do CFM como o autor do artigo alega, já que o CFM está seguindo todos os preceitos científicos ao publicar a resolução. Para a medicina, quando há um ser vivo pronto para nascer não se fala mais em aborto. E toda a evolução da sistemática da justiça criminal ao longo dos anos desde 1940 foi no sentido de que o aborto ocorresse no início da gestação; para isso foram instituídas medidas heterodoxas pela prática jurídica, tais como: não há mais necessidade de comprovar estupro bastando a palavra da suposta vítima, não há mais necessidade do registro de ocorrência e também se abandonou a necessidade de autorização judicial. Todos esses preceitos foram abandonados para possibilitar que a mulher depois da suposta violência sexual fosse ao sistema de saúde para realizar a interrupção da gravidez. Qual o sentido que tem após todas essas medidas para acelerar a realização do aborto se autorizar interrupção da gravidez de feto viável com morte do bebê? Ativistas alegam que não se sabe estar grávida ou dificuldade de acesso. Nada disso é real. Somos obstetras e sabemos do que falamos. Raríssimo alguém com mais de 22 semanas não saber estar grávida. Geralmente, ocorre com atletas ou gestantes muito obesas. Não há dificuldade de acesso. Qualquer maternidade do país pode realizar aborto com excludente de punibilidade. E, principalmente, mesmo após 22 semanas a gravidez pode ser interrompida. O que a resolução diz é para não matar o bebê antes do parto. Caso a mulher não queira ficar com ele, será entregue para adoção. Se o ministro Messias é pró-vida, deve fazer a interpretação da legislação mais favorável à defesa da vida. De que adiante colocarmos pessoas pró-vida nos lugares de poder se quando chegam lá adotam postura a favor do aborto? Nisso temos que parabenizar os defensores da descriminalização do aborto. Quando estão nos locais de poder fazem tudo pela causa. Haja vista o ministro Barroso. Vejamos esse trecho do autor do referido texto: “Também ficou claro que o CFM não indicou, uma vez proibida a assistolia, qual seria o procedimento a ser adotado após as 22 semanas, o que, em leitura possível, pode ser interpretado como uma sinalização de que, ultrapassado esse marco, não se deveria mais realizar o aborto, mas sim proceder ao parto prematuro.” Não é verdade! Indicamos! Antecipação do parto e, caso não haja desejo de ficar com o bebê, encaminhamento para adoção. Ou o autor defende que se mate antes um bebê viável pelo simples desejo de matar? Não ficou claro. Avaliemos esse outro: “Tanto no Supremo Tribunal Federal quanto no Conselho Federal de Medicina, a participação feminina é inferior a cerca de 10%, o que evidencia uma sub-representação relevante nesses espaços. Esse dado reforça a importância de que temas sensíveis sejam decididos pelo Congresso Nacional, órgão constitucionalmente vocacionado à deliberação plural e democrática e no qual há maior percentual de mulheres.” Não é verdade. A plenária que aprovou a resolução havia oito mulheres dentre 28 conselheiros, o que perfaz cerca de 29%. Isso é fácil de se checar. Está na página do CFM. Importante dizer que sem a força de grande parte delas na votação não sei se teria aprovação. Jamais esquecerei o apoio que delas tive. No atual Congresso Nacional há cerca de 18% de mulheres, o que é muito menos que no CFM. De onde o autor tirou esses números? O CFM tem o poder baseado na lei federal de 1957 de regular a atividade médica e a fiscalizar. O aborto é um procedimento médico; já que, pelo Código Penal de 1940, somente o médico pode o realizar nas situações que a lei não prevê punição. Portanto, o CFM pode sim regular a assistolia fetal/feticídio que é um ato médico. Como já mencionado, a definição de aborto, na obstetrícia, é aquela perda gestacional ocorrida até 22 semanas ou em que o feto tenha menos de 500 gramas. Recentemente, por ativismo, a OMS, em 2022, inventou um tal “aborto induzido” que é aquele em que a intenção é matar o bebê independentemente da idade gestacional com o único objetivo de derrubar o argumento obstétrico de que só se pode falar em aborto até 22 semanas de gravidez. Então se criou um impasse: para a medicina aborto é até 22 semanas e para o direito penal aborto é até poucos minutos antes de nascer. Jamais, o legislador de 1940, que criou o Código Penal, iria imaginar que em 2026 teriam pessoas querendo matar bebês de nove meses dentro da barriga da mãe. Caso eles pudessem prever isso, certamente teriam colocado limite para a realização do aborto. Em 1940, nem se cogitava existir a técnica proibida agora pelo CFM. Nem sequer ultrassonografia estava perto de existir. Como podem considerar ilegal se proibir uma técnica baseado num Código Penal feito em 1940 de algo que só foi ser utilizado na década de 1980? Em 1940, só se conseguia fazer aborto por curetagem, que só se faz até cerca de 13 semanas de gravidez. O Código Penal não foi criado para se matar bebê de nove meses. Não poderia a lei, que não é norma objetiva autorizadora para o aborto, mas mera excludente de punibilidade, prever questões éticas ou técnicas relativas ao aborto, mesmo porque seria matéria estranha ao Direito. Para a instância administrativa da ética profissional, a forma eticamente admissível para a realização do aborto, será até 22 semanas. Para além de tal limite, seguirá não sendo crime. É garantido pelo Código Penal. Mas será conduta profissional antiética, nos termos do regramento da ética profissional emanada pelo órgão disciplinador competente que é o CFM garantido por lei federal! Não é comum, ou natural, ao profissional que zela pela vida, ser instado a retirar a vida de um ser humano. A mesma lei federal que exclui a punibilidade do aborto nesses casos, também confere ao CFM a competência para ditar o que é ético ou antiético em se tratando do exercício médico! E fundamental explicarmos do que se trata a técnica do feticídio ou assistolia fetal. Os defensores da técnica têm pavor a esse debate, porque ninguém tem coragem de explicar como é feita e muitos dos que a defendem, quando sabem do que se trata, mudam de opinião. O feticídio consiste em perfurar com grande agulha a barriga da mãe e tentar acertar os vasos do coração do bebê para injetar cloreto de potássio e o matar. Não estamos falando de embrião nem sequer de bebê formado, mas sem condições de sobreviver. Mas sim de bebê viável de seis a nove meses, com circuitos neurológicos de dor formados. Analogia seria nos colocar num caixão, sem anestesia, e alguém de fora por pequeno furo tentar acertar nosso coração com uma agulha com diversas espetadas até nos acertar, pois ficaríamos nos debatendo e provocaria dor tão grande que é proibida para pena de morte e eutanásia de animais. Só tem como defender o método quem não sabe do que se trata ou é muito cruel. O assustador é que esse procedimento é feito minutos antes da retirada do bebê por via vaginal ou cesariana com o único intuito de o matar antes da retirada. Não traz vantagem, segundo estudos científicos. O único motivo para ser feito, segundo defensores, é o de evitar o “grande trauma” que o choro do bebê poderia causar à mãe. Para evitar o choro, a solução é matar. E para fugir desse debate, as manchetes da grande mídia de forma mentirosa em uníssono escreveram: “CFM proíbe aborto legal após 22 semanas”. A primeira mentira é o uso do termo “aborto legal” já que isso não existe no jurídico brasileiro. Existem excludentes de punibilidade que não pune quem o faz em situações autorizadas. Seria o mesmo quee nomear homicídio legal à legítima defesa. Reparem que não se encontram vídeos da técnica no Google ou mesmo em artigos científicos médicos. Eles escondem porque sabem que se o procedimento for visto provocará comoção popular. É fundamental que os juízes que vão julgar a resolução peçam para ver o procedimento. Fica o obstetra em frente ao ultrassom com uma agulha pela barriga numa caçada mórbida que pode durar horas tentando acertar o coração do bebezinho que se debate tentando fugir pela dor que sente. Até que quando é atingido, dá um último movimento e morre. A segunda e principal mentira é dizer que a resolução proíbe que a mulher se livre daquela gravidez que ela não quer e tem direito por lei de a interromper. A antecipação do parto após 22 semanas (já não podemos falar em aborto baseado nos livros de medicina e se é feito por médico devemos usar a terminologia médica) é garantida e será feita por via vaginal ou cesariana e, caso a mãe não queira ficar com a criança, ela será colocada para adoção que para recém-nascidos tem uma fila interminável de pais querendo dar amor para aquela criança. A resolução só impede de matar esse bebê antes da retirada do útero. Precisamos ficar atentos não só a defender essa resolução do CFM, mas também a evitar novos ataques. O governo atual tentou revogar a nota técnica que elaborei em 2022, quando era secretário de Atenção Primária do Ministério da Saúde, mas voltou atrás em menos de um dia, após pressão popular. Além disso, revogou uma portaria que criamos, que obrigava a denúncia de estupro em casos de aborto e buscava proteger as mulheres dos estupradores. Essa portaria se baseava nas leis de violência sexual (2018) e de violência doméstica (2019), que determinam a obrigatoriedade da denúncia. O Brasil é o único país em que aborto não tem limite de idade gestacional. Mesmo países em que é completamente liberado há limite de idade. A França, que colocou o aborto na Constituição, tem limite de 14 semanas. Aqui, é até exatamente antes de nascer. A nota técnica que fiz em 2022 que tratava do mesmo tema da assistolia já foi alvo da ADPF 989, como sempre pedida pelo PSOL, que pediu cautelar para a derrubar e não logrou êxito. Se fosse inconstitucional, o STF a teria derrubado. Pelo contrário, o ex-ministro Barroso, em seu epílogo, tentou permitir que enfermeiros pudessem fazer aborto no âmbito dessa ADPF e recebeu como resposta um sonoro 10 a 1 contra o seu voto. A resolução do CFM impede a barbárie de se matar um bebê de nove meses na barriga. É um ato civilizatório baseado em princípios éticos de beneficência e de não maleficência. Não se pode permitir uma técnica que mata um bebê de nove meses sem trazer nenhum benefício à mãe. É preciso o apoio do povo para não deixar que o PSOL consiga a derrubar. É preciso que nossos parlamentares eleitos com a bandeira do conservadorismo se dizendo contra o aborto a defendam. Muitos estão calados. O CFM não proibiu aborto algum, nem poderia por lei fazer isso. O que foi proibido é uma técnica desumana e cruel. Cabe ao Congresso legislar e mesmo com uma bancada majoritariamente conservadora e de direita não obtivemos nenhum passo para mudar o cenário atual do Brasil em que o aborto é na prática liberado. Pior, em qualquer idade gestacional. Embora seja obrigado aos hospitais denunciarem o estupro, na prática isso não é feito. Até mesmo, querem impedir os conselhos regionais de medicina fiscalizarem quem faz o aborto alegando quebra de sigilo médico como se desconhecessem que não há sigilo médico para os conselhos de medicina. Quando estamos do lado certo na defesa da vida não há pressão contrária que nos faça desistir. Ministro Messias, ainda há tempo. Revogue o parecer da AGU e faça outro seguindo os preceitos do parecer emitido pela PGR que de tão técnico e perfeito juridicamente deveria ser emoldurado. A defesa da vida jamais será ativismo. É obrigação de todos que ocupam cargos públicos. Raphael Câmara é conselheiro federal de Medicina pelo Rio de Janeiro e relator da resolução 2378. Médico ginecologista-obstetra, mestre em Epidemiologia e doutor em Ginecologia. * Este texto reflete a opinião do autor e não, necessariamente, a do Pleno.News. Comunicar erro Comunicar erro Se você encontrou erro neste texto, por favor preencha os campos abaixo. Sua mensagem e o link da página serão enviados automaticamente à redação do Pleno.News, que checará a informação. 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Pleno News 04/05/2026 16:23

Quando o palco vira palanque contra a polícia

Marco Feliciano - 04/05/2026 16h23 Palco (Imagem ilustrativa) Foto: IA\Chat GPT Nosso país consegue superar crises com uma resiliência espetacular, mas pessoas influentes, com grande alcance entre as pessoas de bem, perdem a chance de ficar caladas e evitar convulsão social. Digo isso, porque, no último fim de semana, em Salvador, na Bahia, durante a cerimônia de entrega do troféu Armandinho e Irmãos Macedo, uma cantora famosa declarou, em alto e bom som, que quem mais comete crimes no Brasil é a Polícia, e não os bandidos. Essa foi uma declaração infeliz e descuidada, que não resiste à mais superficial análise e ataca não só as polícias, como instituições responsáveis pelo bem-estar público, mas toda a sociedade organizada. O melhor é que cito o episódio, mas omito o nome da infeliz; para não dar ibope a quem, há tempos, só agrada a nichos de público identificados com as esquerdas, financiadas pela Lei Rouanet, que tentam desestruturar a sociedade cristã e os bons costumes. Finalizo pedindo a Deus que proteja nossos jovens de famosos decadentes que não oferecem bons exemplos e que Ele derrame as mais escolhidas bênçãos celestiais a todos. Marco Feliciano é pastor e está em seu quarto mandato consecutivo como deputado federal pelo Estado de São Paulo. Ele também é escritor, cantor e presidente da Assembleia de Deus Ministério Catedral do Avivamento. * Este texto reflete a opinião do autor e não, necessariamente, a do Pleno.News. Comunicar erro Comunicar erro Se você encontrou erro neste texto, por favor preencha os campos abaixo. Sua mensagem e o link da página serão enviados automaticamente à redação do Pleno.News, que checará a informação. Nome Completo E-mail Telefone Descrição do erro Mais Recentes Governo quer adoção imediata do fim da escala 6×1, diz ministro Testemunha relata detalhe após suposta agressão em hospital STF: Para delação, Vorcaro terá que devolver dinheiro desviado "Filhos do capeta": diz Nikolas ao defender maioridade penal; veja Atleta de Cristo RUN: Corrida une música e esporte em São Paulo WhatsApp Entre e receba as notícias do dia Entrar no Canal Telegram Entre e receba as notícias do dia Entrar no Grupo O autor da mensagem, e não o Pleno.News, é o responsável pelo comentário.

Pleno News 04/05/2026 12:55

STF decide o futuro de R$ 20 bilhões do estado do Rio de Janeiro

Rafael Satiê - 04/05/2026 12h55 Extração de petróleo (Imagem ilustrativa) Foto: Andre Ribeiro/Banco de Imagens Petrobras O Supremo Tribunal Federal (STF) vai decidir no próximo dia 6 de maio se o Rio de Janeiro perde R$ 20 bilhões por ano e não tem quase ninguém falando sobre esse assunto. Para você entender, deixa eu explicar do começo: o estado do Rio de Janeiro é o maior produtor de petróleo do Brasil; e, se fosse um país, seria membro da OPEP. Todo esse petróleo é extraído aqui do nosso litoral, com impacto direto no nosso meio ambiente, na infraestrutura e nas nossas cidades. Por causa desses fatores, existe uma compensação chamada royalties. Esse é basicamente o dinheiro que as empresas petroleiras pagam aos municípios e estados produtores; exatamente porque eles arcam com o custo da produção. Faz sentido, certo? Assim, quem suporta o impacto recebe a compensação. Mas em 2012, o governo da Dilma Rousseff, do PT – isso é, sempre o PT – aliado de Eduardo Paes no Rio de Janeiro, aprovou uma lei mudando tudo isso. Assim, a Lei 12.734 determinou que esses royalties, que são uma compensação local, sejam redistribuídos para o país inteiro. Ou seja, estados que não produzem petróleo, que não têm nenhum impacto ambiental e que não arcam com nenhum custo de infraestrutura, passam a receber a mesma compensação que o Rio de Janeiro. Isso é inadmissível! É como se você, por exemplo, sofresse um acidente de carro e o seguro fosse dividido com quem nem estivesse no próprio carro. Mas uma liminar deferida pela ministra Cármen Lúcia, em 18 de março de 2013, suspendeu essa lei. Assim, a lei ficou suspensa por mais de uma década. Mas agora, o STF pautou o julgamento para esta quarta-feira, 6 de maio. Isso significa que, se essa lei for validada, haverá um rombo de R$ 20 bilhões por ano nos cofres do estado do Rio de Janeiro e dos municípios fluminenses. São 33 municípios fluminenses diretamente afetados; entre eles, Maricá, Saquarema, Macaé, Niterói, Campos do Goytacazes, Angra dos Reis, Cabo Frio, Arraial do Cabo, Rio das Ostras, Casimiro de Abreu e mais de 23 cidades que vão perder investimentos na saúde, na educação, no saneamento de uma hora pra outra. O estado do Rio de Janeiro, que produziu essa riqueza, que suportou esses impactos e que estruturou a sua economia sobre essa base, vai ficar com a conta. Enquanto isso, o presidente da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj), Douglas Ruas, teve a coragem de ir pessoalmente ao STF, entregar um manifesto contra essa redistribuição. No próximo dia 6 de maio, o Supremo Tribunal Federal vai decidir. Agora, a decisão não ficará restrita aos gabinetes em Brasília. Ela vai chegar às ruas, aos hospitais, às escolas e ao dia a dia de milhões de fluminenses. Porque, no fim das contas, quando a conta não fecha, alguém sempre paga — e, mais uma vez, pode ser o Rio de Janeiro. Rafael Satiê é vereador pelo Rio de Janeiro e presidente da Comissão de Combate ao Racismo. * Este texto reflete a opinião do autor e não, necessariamente, a do Pleno.News. Comunicar erro Comunicar erro Se você encontrou erro neste texto, por favor preencha os campos abaixo. Sua mensagem e o link da página serão enviados automaticamente à redação do Pleno.News, que checará a informação. Nome Completo E-mail Telefone Descrição do erro Mais Recentes Governo quer adoção imediata do fim da escala 6×1, diz ministro Testemunha relata detalhe após suposta agressão em hospital STF: Para delação, Vorcaro terá que devolver dinheiro desviado "Filhos do capeta": diz Nikolas ao defender maioridade penal; veja Atleta de Cristo RUN: Corrida une música e esporte em São Paulo WhatsApp Entre e receba as notícias do dia Entrar no Canal Telegram Entre e receba as notícias do dia Entrar no Grupo O autor da mensagem, e não o Pleno.News, é o responsável pelo comentário.

Pleno News 04/05/2026 10:23

Chega de frouxidão: O Brasil pede respostas duras contra o crime

Sargento Fahur - 04/05/2026 10h23 Policiais em ação Foto: EFE/ Antonio Lacerda Precisamos urgentemente discutir alguns temas no Brasil. A sociedade simplesmente não suporta mais a criminalidade. Faz muito tempo que tento mostrar que só o endurecimento das penas para criminosos pode frear os altos índices de criminalidade que assolam o país. Homens matando mulheres. Pedófilos agindo livremente nas ruas e dentro das casas e escolas. Menores de idade matando, roubando e estuprando impunemente. A promessa da prisão perpétua que fizeram para a PEC 18, chamada PEC da segurança pública, não se cumpriu. A redução da maioridade penal também prometida e até inserida na mesma PEC, foi retirada por pressões vindas da esquerda e do governo federal. Adultos e adolescentes se unem para estuprar crianças, e as punições, se vierem a ser aplicadas, serão pífias. Quando falo na pena de morte dentro da Câmara dos Deputados praticamente não encontro respaldo nem dos mais radicais, porque temem prejuízos eleitorais com tema tão sensível. Autoridades do Judiciário, Executivo e Legislativo praticamente não são alcançados pelas garras da Justiça, e olhem que denúncias, indícios e provas não faltam. Precisamos extirpar no voto todos aqueles que são frouxos, coniventes e complacentes com criminosos. O cidadão pagador de impostos simplesmente não aguenta mais ser caçado por criminosos no Brasil. Quando a polícia mata criminosos aparecem de dentro dos esgotos defensores criticando o trabalho da polícia e vitimizando bandidos. É preciso dar oportunidade para nossos jovens, mas quem está com um fuzil enfrentando a polícia precisa ser eliminado pelo bem da sociedade e pela defesa da vida do policial. Sargento Fahur é deputado federal, o mais votado pelo Paraná em 2018. Trabalhou por 35 anos na Polícia militar prendendo bandidos e traficantes. * Este texto reflete a opinião do autor e não, necessariamente, a do Pleno.News. Comunicar erro Comunicar erro Se você encontrou erro neste texto, por favor preencha os campos abaixo. Sua mensagem e o link da página serão enviados automaticamente à redação do Pleno.News, que checará a informação. Nome Completo E-mail Telefone Descrição do erro Mais Recentes Governo quer adoção imediata do fim da escala 6×1, diz ministro Testemunha relata detalhe após suposta agressão em hospital STF: Para delação, Vorcaro terá que devolver dinheiro desviado "Filhos do capeta": diz Nikolas ao defender maioridade penal; veja Atleta de Cristo RUN: Corrida une música e esporte em São Paulo WhatsApp Entre e receba as notícias do dia Entrar no Canal Telegram Entre e receba as notícias do dia Entrar no Grupo O autor da mensagem, e não o Pleno.News, é o responsável pelo comentário.

Pleno News 02/05/2026 13:32

O lado oculto dos shows de Shakira

Vinícius Lana - 02/05/2026 13h32 Shakira Neste sábado, a cantora colombiana Shakira se apresentará em Copacabana no Rio de Janeiro. Veja quatro pontos estranhos que estão acontecendo em seus shows e que têm chamado a atenção de quem observa além do óbvio: 1. O ritual do fogo e a fumaça sobrenatural A cantora frequentemente surge envolta em fogo intenso, chamas altas e efeitos visuais que remetem diretamente a cenários de destruição e inferno. Em alguns momentos, ela chega a expelir uma espécie de fumaça pela boca, criando uma imagem quase ritualística, como se estivesse representando uma entidade ou incorporando algo além do natural. 2. Movimentos de invocação e conexão com a multidão Durante certas coreografias, os movimentos da cantora fogem completamente do padrão artístico e passam a lembrar gestos repetitivos, quase como se fossem parte de um ritual. Há momentos em que ela encara diretamente a multidão com expressões intensas, realizando movimentos com as mãos e o corpo que lembram invocações ou práticas espirituais antigas. A sensação transmitida é de que existe uma tentativa de conexão energética com o público, como se estivesse canalizando algo coletivo. 3. Figurinos com simbolismo oculto de Baphomet Em diversas apresentações, os figurinos utilizados apresentam formas e silhuetas que lembram representações clássicas associadas a entidades como Baphomet. Chifres estilizados, cortes simétricos e elementos que remetem à dualidade espiritual aparecem de forma sutil, mas recorrente. Esses detalhes não costumam ser aleatórios dentro da indústria do entretenimento, quando cada símbolo geralmente carrega uma intenção por trás. 4. Cenário infernal e frequências que afetam o corpo O cenário dos shows frequentemente é dominado por tons de vermelho intenso, criando uma atmosfera pesada, quase sufocante, que remete a ambientes infernais. Além disso, as apresentações costumam começar com frequências muito baixas, que não apenas são ouvidas, mas sentidas no corpo. Esse tipo de frequência pode influenciar o estado emocional e psicológico da plateia, deixando o público mais suscetível a mensagem oculta que está sendo entregue pelo cantor que está no palco. Vinícius Lana é cristão e pesquisador de Escatologia Bíblica. * Este texto reflete a opinião do autor e não, necessariamente, a do Pleno.News. Comunicar erro Comunicar erro Se você encontrou erro neste texto, por favor preencha os campos abaixo. Sua mensagem e o link da página serão enviados automaticamente à redação do Pleno.News, que checará a informação. Nome Completo E-mail Telefone Descrição do erro Mais Recentes Governo quer adoção imediata do fim da escala 6×1, diz ministro Testemunha relata detalhe após suposta agressão em hospital STF: Para delação, Vorcaro terá que devolver dinheiro desviado "Filhos do capeta": diz Nikolas ao defender maioridade penal; veja Atleta de Cristo RUN: Corrida une música e esporte em São Paulo WhatsApp Entre e receba as notícias do dia Entrar no Canal Telegram Entre e receba as notícias do dia Entrar no Grupo O autor da mensagem, e não o Pleno.News, é o responsável pelo comentário.

Pleno News 01/05/2026 10:17

1º de maio de 2026: O que esperar do futuro da CLT

Thassya Prado - 01/05/2026 10h17 Carteira de Trabalho digital Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil Era 1º de maio de 1943; o Brasil que Getúlio Vargas tentava organizar tinha uma lógica simples: empregador de um lado, empregado do outro, contrato no meio. Uma fábrica, uma jornada de trabalho, uma carteira de papel. Oitenta e três anos depois, essa mesma legislação tenta dar conta de um país com motoristas que trabalham por algoritmo, profissionais contratados como pessoa jurídica e equipes que nunca pisaram num escritório. A CLT não quebrou, mas está sendo disputada em várias frentes ao mesmo tempo: no Congresso, nos tribunais e no Supremo Tribunal Federal. O que esperar do futuro dela? Três transformações em curso respondem essa pergunta. A jornada de trabalho: a maior mudança em décadas O debate sobre a redução da jornada saiu das centrais sindicais e chegou ao Plenário do Congresso com uma força política que não se via há muito tempo. A escala 6×1 virou símbolo, e símbolos movem votos. Hoje tramitam propostas com três caminhos diferentes: semana de quatro dias, jornada de 40 horas em cinco dias ou redução gradual até 36 horas semanais. O governo federal prepara um projeto de lei em regime de urgência para entrar no centro dessa disputa, escolhendo a via infraconstitucional justamente porque ela exige menos votos para avançar. Ao que tudo indica, caminhamos para a maior mudança na jornada de trabalho desde a Constituição de 1988. A questão não é mais se vai mudar, mas qual modelo vai prevalecer e em quanto tempo. Ambiente de trabalho equilibrado: saúde mental virou obrigação A saúde mental do trabalhador migrou do campo das boas práticas de gestão para o campo da obrigação legal. Em maio de 2026, entra em vigor a atualização da NR-1, que obriga as empresas a identificar, avaliar e controlar riscos psicossociais no ambiente de trabalho. O conceito de ambiente seguro, antes restrito à integridade física, agora abrange bem-estar mental e emocional. Pejotização: a disputa que pode redefinir a CLT A terceira das transformações em curso está no STF. O Tribunal reconheceu repercussão geral no Tema 1.389, que discute a licitude da contratação de trabalhadores como pessoa jurídica. Em abril de 2025, o ministro Gilmar Mendes determinou a suspensão nacional de todos os processos sobre o tema enquanto o caso não é julgado definitivamente. Os números dão a dimensão do que está em jogo: de acordo com dados do IBGE do primeiro trimestre de 2025, 6,8 milhões de pessoas trabalham por meio de pessoas jurídicas e 32,5 milhões são trabalhadores informais. A decisão do STF vai afetar diretamente esse universo. A Procuradoria-Geral da República defende que a pejotização é constitucional e que a Justiça Comum deve ser responsável por decidir sobre esses contratos, reservando à Justiça do Trabalho apenas os casos em que fique comprovada fraude. Se esse entendimento prevalecer, o impacto sobre a dinâmica dos processos trabalhistas será profundo. A pejotização lícita sempre foi um instrumento válido de flexibilização. O problema nunca foi o modelo, mas o uso indiscriminado dele para mascarar vínculos que, na prática, tinham todos os elementos de uma relação de emprego. A decisão que o STF vai proferir não vai acabar com a contratação por pessoa jurídica, ela vai, finalmente, estabelecer onde está a linha. A CLT está com os dias contados? Enquanto muitos questionam se a CLT está com os dias contados, especialmente diante da pejotização em massa e da fragmentação das relações de trabalho, o que os movimentos legislativos e judiciais indicam é outra coisa. A tendência não é ruptura, mas adaptação. Uma CLT com jornada menor, que reconhece o risco psicossocial como risco real e que convive com contratos PJ nos quais a relação de trabalho é genuinamente autônoma, mais moderna, disputada e complexa de operar. O Brasil que assinou a CLT em 1943 não existe mais. O Brasil que vai reescrevê-la está se desenhando agora. Thassya Prado é advogada empresarial e idealizadora do @entendaseudireito. CEO do escritório Prado Advocacia Empresarial, Compliance e Tribunais, é  especialista em Gestão de Pessoas, Gestão Empresarial e Tribunais Superiores. Atua ainda como mentora de advogados. * Este texto reflete a opinião do autor e não, necessariamente, a do Pleno.News. Comunicar erro Comunicar erro Se você encontrou erro neste texto, por favor preencha os campos abaixo. Sua mensagem e o link da página serão enviados automaticamente à redação do Pleno.News, que checará a informação. 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Pleno News 30/04/2026 12:22

Honra não tem preço, tem valor

Ives Gandra Martins - 30/04/2026 12h22 A honra verdadeira não tem preço (Imagem ilustrativa) Foto: IA\Chat GPT Ministros do Supremo Tribunal Federal têm se considerado atingidos em sua honra por críticas de fulano, beltrano, sicrano e, inclusive, de candidatos à Presidência. Pessoalmente, tenho uma opinião a respeito da indenização por danos morais. Certa vez, participava de um congresso no Rio de Janeiro com o ministro Moreira Alves, e nós dois tínhamos como tema da palestra a “quantificação de indenização por danos morais”. Naquela oportunidade, o ministro Moreira Alves, grande civilista, defendia que nós temos que quantificar a honra e que se trata de um pretium doloris — um preço da dor. Desde aquela época, entretanto, defendi a tese de que a minha honra não tem preço. Nunca vou entrar com uma ação judicial contra alguém que pretenda me ofender. Conhecendo quem sou e sabendo que, às vezes, trata-se de uma mera agressão, nunca respondo, pois a melhor forma de responder é não dando atenção. Ao contrário do ministro Moreira Alves, que defendeu a necessidade de haver um pretium doloris, dizia e digo o seguinte: a honra não tem preço; ela não está no mercado, valendo “tanto” ou “tanto”. Eu defendia e continuo defendendo que a honra verdadeira não tem preço. Mas o que vemos hoje tem, sobretudo, um viés político, pois quando se procura atingir um candidato à Presidência da República, um deputado, um senador ou um ministro da Suprema Corte, a pessoa reage, demonstrando que realmente foi afetada pela manifestação de quem está dizendo. Além disso, a judicialização das críticas — especialmente por parte de quem detém o poder — acaba por criar um efeito inibidor na liberdade de expressão. Quando figuras públicas reagem a qualquer contestação com processos, não protegem apenas sua honra; inadvertidamente, sinalizam que o debate democrático é perigoso e deve ser contido. Isso transforma o Poder Judiciário em uma arena de vaidades, na qual questões que deveriam ser resolvidas no campo do debate público ou da indiferença soberana passam a ocupar uma pauta que deveria ser reservada a temas de real interesse coletivo. É preciso distinguir, portanto, a crítica ácida ou o insulto gratuito da calúnia ou difamação propriamente ditas, que possuem contornos legais definidos. A honra, em sua acepção subjetiva — o sentimento que temos de nós mesmos —, não pode ser tutelada pelo Estado. Quando um magistrado ou um político utiliza a máquina judicial para punir ofensas menores, ele transfere a outros a responsabilidade por sua própria estabilidade emocional, o que, ironicamente, diminui a estatura moral do cargo que ocupa. Reafirmo: quem tem, verdadeiramente, honra pouco se importa com a opinião alheia. A pessoa mais importante — que é Cristo, para mim, o próprio Deus — não deu atenção aos ataques que sofreu e perdoou a todos quando estava na cruz. Ora, nós, que somos um ponto temporário no Universo, dizer “fui atacado na minha honra e ela tem um preço” é, no mínimo, curioso. Quem ataca, sim, demonstra que não tem honra. E quem reage está dando um preço à sua honra e, ao mesmo tempo, desvalorizando-a. Por esta razão, pessoalmente, nunca respondo, nem dou atenção. Acredito, pois, que a melhor forma de mostrar que aquela agressão não vale nada é desconsiderá-la; é não dar importância, considerá-la sem relevo. Sendo assim, ao contrário do meu queridíssimo e saudoso amigo Moreira Alves, eu sempre dizia e digo: a minha honra não tem preço. O silêncio diante da injúria não é sinal de fraqueza, mas de superioridade. Quem ocupa postos de mando deve compreender que a autoridade não emana da capacidade de silenciar críticos através de sentenças, mas da solidez de um caráter que entende que a verdadeira honra, por ser inalienável, jamais deveria ser objeto de compensação pecuniária. Quem dá preço à sua honra é porque, realmente, a ela não dá muito valor. Ives Gandra da Silva Martins é professor emérito das universidades Mackenzie, Unip, Unifieo, UniFMU, do Ciee/O Estado de São Paulo, das Escolas de Comando e Estado-Maior do Exército (Eceme), Superior de Guerra (ESG) e da Magistratura do Tribunal Regional Federal da 1ª Região, professor honorário das Universidades Austral (Argentina), San Martin de Porres (Peru) e Vasili Goldis (Romênia), doutor honoris causa das Universidades de Craiova (Romênia) e das PUCs PR e RS, catedrático da Universidade do Minho (Portugal), presidente do Conselho Superior de Direito da Fecomercio-SP e ex-presidente da Academia Paulista de Letras (APL) e do Instituto dos Advogados de São Paulo (Iasp). * Este texto reflete a opinião do autor e não, necessariamente, a do Pleno.News. Comunicar erro Comunicar erro Se você encontrou erro neste texto, por favor preencha os campos abaixo. Sua mensagem e o link da página serão enviados automaticamente à redação do Pleno.News, que checará a informação. 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Pleno News 30/04/2026 11:22

“Bessias” rejeitado

Magno Malta - 30/04/2026 11h22 Senadores da oposição comemoram derrota de Messias Foto: Carlos Moura/Agência Senado Já observei muita articulação política nos bastidores de Brasília. Já soube de acordos costurados no silêncio dos gabinetes, já vi nomes improváveis serem empurrados goela abaixo da República. Mas o que aconteceu na tentativa de indicação de Jorge Messias ao Supremo Tribunal Federal tem um significado que vai além de uma simples derrota: foi um recado. Desde o primeiro momento, me coloquei contra a indicação de Jorge Messias. Não por capricho, mas pelo seu histórico. O Supremo não pode ser extensão de governo, nem prêmio de consolação para aliados fiéis. A Constituição não foi escrita para atender interesses de ocasião. Como já alertava Montesquieu, “tudo estaria perdido se o mesmo homem ou o mesmo corpo exercesse os três poderes”. E é exatamente isso que muitos tentaram normalizar. Mas sei que o governo Lula trabalhou muito. Negociou, articulou, pressionou. Transformou a indicação para o STF em uma batalha política, quando deveria ser um processo institucional. A aprovação na CCJ, por 16 votos a 11, foi um sinal de que o rolo compressor estava funcionando. Confesso que, por um momento, pareceu que tudo já estava decidido. Mas o plenário é outro campo. Ali, não há como esconder fragilidades com discursos ensaiados. E foi exatamente nesse ambiente que a verdade apareceu. Messias não caiu apenas pelos números, 42 votos contrários contra 34 favoráveis. Caiu porque não conseguiu sustentar o peso da cadeira que pretendia ocupar. Fugiu de respostas, contornou questionamentos, demonstrou um distanciamento preocupante daquilo que se espera de um ministro da mais alta Corte do país: independência, clareza e coragem. E aqui faço uma observação que pode incomodar alguns, mas é necessária. A pulseira com a frase “Sempre Foi Deus”, usada por ele, me chamou atenção. Não pela fé, que respeito profundamente, mas pela incoerência. Há uma máxima que diz que, “a verdade é como um leão; não precisa ser defendida, basta ser solta”. E o que vimos foi justamente o contrário, uma tentativa constante de escapar da verdade. Aliás, para nós, cristãos, Deus é verdade. E, se há distorção, há afastamento dessa premissa. A fé não pode ser usada como adereço quando falta firmeza moral. Diante disso tudo, não poderia deixar de mencionar que o Senado, desta vez, cumpriu seu papel. Em meio a tantas críticas, houve ali um freio, uma demonstração de que nem tudo está perdido nas instituições. Até porque, o que aconteceu não foi apenas a rejeição de um nome. Foi a negação de um método. Foi a mensagem de que o Supremo não é quintal do governo federal, nem extensão ideológica de projeto político. Hoje, o que fica marcado na história não é apenas a derrota de Messias. É o alerta de que a democracia ainda respira, mas exige vigilância constante. E eu continuo aqui vigilante. Porque, como sempre digo, o Brasil não pertence a um governo. Pertence ao povo. E os brasileiros merecem respeito! Magno Malta é senador da República. Foi eleito por duas vezes o melhor senador do Brasil. * Este texto reflete a opinião do autor e não, necessariamente, a do Pleno.News. Comunicar erro Comunicar erro Se você encontrou erro neste texto, por favor preencha os campos abaixo. Sua mensagem e o link da página serão enviados automaticamente à redação do Pleno.News, que checará a informação. Nome Completo E-mail Telefone Descrição do erro Mais Recentes Governo quer adoção imediata do fim da escala 6×1, diz ministro Testemunha relata detalhe após suposta agressão em hospital STF: Para delação, Vorcaro terá que devolver dinheiro desviado "Filhos do capeta": diz Nikolas ao defender maioridade penal; veja Atleta de Cristo RUN: Corrida une música e esporte em São Paulo WhatsApp Entre e receba as notícias do dia Entrar no Canal Telegram Entre e receba as notícias do dia Entrar no Grupo O autor da mensagem, e não o Pleno.News, é o responsável pelo comentário.

Pleno News 30/04/2026 10:41

Com derrota de Messias, oposição volta ao páreo

André Marsiglia - 30/04/2026 10h41 Jorge Messias Foto: Andressa Anholete/Agência Senado Ninguém esperava. A imprensa inteira ficou surpresa. Analistas foram pegos desprevenidos. Eu mesmo, na semana passada, cravei em meu artigo que Jorge Messias já estava aprovado. Acontece que a derrota histórica na sabatina de ontem não foi de Jorge Messias, mas de Lula e de seu governo. Foi assim que a oposição encarou o tema e se mobilizou. Como Messias é um petista indefectível, acabou pagando o preço. Todos sabiam que Messias tinha saber jurídico limitado, mas, em uma Corte que abriga o vazio mental de um Dias Toffoli, é difícil crer que fosse esse o empecilho. Não foi. Messias tornou-se destinatário de um gesto potente de reprovação do Senado ao governo Lula. E ao STF, que vem submetendo, dia e noite, a oposição — e o Congresso como um todo — a seus desmandos e, nos bastidores, já convertia Messias em aliado de uma turma que comanda a Corte e, em certa medida, o país. A oposição, nos últimos meses, parecia rendida, cansada, esperando o fim da legislatura como um time goleado que aguarda o apito final, com sorte, sem muitos acréscimos. Ledo engano. Voltou com firmeza ao jogo e derrotou seus adversários. Pouco importa se Alcolumbre ajudou, se Lula já andava desgastado. Pouco importa se um clássico é vencido com um gol contra. Tudo isso faz parte da política e do jogo. Rejeitar um indicado ao STF, algo que não ocorria no Brasil há 132 anos, desde o governo Floriano Peixoto, não é trivial. Com a vitória nas mãos e uma oposição robustecida, tudo se torna mais fácil. A derrubada do veto de Lula ao PL da Dosimetria parece certa, e a derrota do próprio Lula nas urnas, mais próxima. Se o tabu da rejeição foi quebrado, quem sabe não se rompa também o do impeachment de ministro do STF? Por que não haveria clima para retomar a discussão sobre uma anistia ampla e verdadeira no país? É possível. Se no Senado a oposição está conseguindo dialogar com Alcolumbre — agora declaradamente rompido com Lula — outras vitórias inéditas poderão ser obtidas antes das próximas eleições. Seria nobre que o atual Senado deixasse aos que virão na próxima legislatura um gesto de hombridade institucional e altivez.   * Texto originalmente publicado no Poder360. André Marsiglia é advogado, professor de Direito Constitucional e especialista em liberdade de expressão. * Este texto reflete a opinião do autor e não, necessariamente, a do Pleno.News. Comunicar erro Comunicar erro Se você encontrou erro neste texto, por favor preencha os campos abaixo. Sua mensagem e o link da página serão enviados automaticamente à redação do Pleno.News, que checará a informação. Nome Completo E-mail Telefone Descrição do erro Mais Recentes Governo quer adoção imediata do fim da escala 6×1, diz ministro Testemunha relata detalhe após suposta agressão em hospital STF: Para delação, Vorcaro terá que devolver dinheiro desviado "Filhos do capeta": diz Nikolas ao defender maioridade penal; veja Atleta de Cristo RUN: Corrida une música e esporte em São Paulo WhatsApp Entre e receba as notícias do dia Entrar no Canal Telegram Entre e receba as notícias do dia Entrar no Grupo O autor da mensagem, e não o Pleno.News, é o responsável pelo comentário.

Pleno News 29/04/2026 16:43

Disney retorna ao bom senso

Marco Feliciano - 29/04/2026 16h43 CEO da Disney Josh D’Amaro Foto: Thibault Camus / POOL / AFP Existem princípios que são inerentes à condição humana e mexem conosco quando somos submetidos a transformações midiáticas por mero capricho de uma minoria atuante que almeja ditar normas à maioria. Nos últimos tempos, temos assistido à imensa pressão da cultura woke pelas pautas progressistas sobre a sociedade organizada que tanta cisão causam no meio do povo conservador. Agora, como diz o adágio popular, “não há mal que sempre dure, nem bem que nunca se acabe”. Então, os bons ventos sopraram nos Estados Unidos da América com a mudança na administração da empresa de entretenimento Disney, que exerce influência em todo o mundo, desde as crianças até os mais vividos, e que demitiu todos os administradores que usaram, durante anos, a linguagem neutra com tamanha desfaçatez em relação às tradições. Assim, a empresa voltou a usar os termos “senhoras e senhores”, “todos” e “todas”, em seus eventos. Finalizo agradecendo a Deus o retorno ao bom senso a quem exerce tamanha influência sobre toda uma gama de pessoas de bem e ordeiras. E que Ele derrame as mais escolhidas bênçãos celestiais a todos. Marco Feliciano é pastor e está em seu quarto mandato consecutivo como deputado federal pelo Estado de São Paulo. Ele também é escritor, cantor e presidente da Assembleia de Deus Ministério Catedral do Avivamento. * Este texto reflete a opinião do autor e não, necessariamente, a do Pleno.News. Comunicar erro Comunicar erro Se você encontrou erro neste texto, por favor preencha os campos abaixo. Sua mensagem e o link da página serão enviados automaticamente à redação do Pleno.News, que checará a informação. Nome Completo E-mail Telefone Descrição do erro Mais Recentes Governo quer adoção imediata do fim da escala 6×1, diz ministro Testemunha relata detalhe após suposta agressão em hospital STF: Para delação, Vorcaro terá que devolver dinheiro desviado "Filhos do capeta": diz Nikolas ao defender maioridade penal; veja Atleta de Cristo RUN: Corrida une música e esporte em São Paulo WhatsApp Entre e receba as notícias do dia Entrar no Canal Telegram Entre e receba as notícias do dia Entrar no Grupo O autor da mensagem, e não o Pleno.News, é o responsável pelo comentário.

Pleno News 28/04/2026 12:33

Hezbollah: De grupo terrorista regional a um império global

Lawrence Maximus - 28/04/2026 12h33 Combatentes do Hezbollah Foto: AFP Para além da retórica securitária que o circunscreve à categoria de organização terrorista, o Hezbollah opera, na contemporaneidade, como um ecossistema criminoso de alcance global. O Centro de Documentação sobre o Islã Político, da Áustria (DPI), revelou em novo relatório que o Hezbollah realiza operações financeiras em toda a Europa, incluindo tráfico de drogas e comércio de diamantes de sangue. O grupo terrorista facilita a venda de drogas na Europa e, em seguida, utiliza os lucros, por meio de esquemas complexos de comércio, para enviar o dinheiro de volta ao Líbano. Ou seja, o grupo libanês não é um mero braço armado da República Islâmica do Irã, mas um conglomerado transnacional que hibridiza violência política, economia informal e diplomacia paralela. O relatório revela que a resiliência do Hezbollah não reside apenas na coerção armada, mas na capacidade de instrumentalizar as fissuras do sistema internacional, transformando vulnerabilidades regulatórias e complacências diplomáticas em vetores de financiamento estratégico. A permeabilidade do espaço europeu a essas operações não é acidental. Resulta da fragmentação jurisdicional, da priorização de agendas comerciais sobre a segurança financeira e de uma hesitação político-diplomática que ainda distingue artificialmente entre facções políticas e militares. Essa dicotomia constitui uma ficção jurídica que facilita a infiltração de ativos e a normalização de canais de financiamento. As redes de fachada comercial mimetizam a legalidade formal, dificultando a ação de unidades de inteligência financeira. A lavagem de capitais opera através de importação exportação de bens de baixo controle, imobiliário e serviços logísticos, permitindo a repatriação discreta de divisas para Beirute e, subsequentemente, para Teerã, consolidando um circuito de alta complexidade. O Hezbollah não é um fantoche do Irã, mas um sócio estratégico que, ao diversificar as suas fontes de rendimento, reduziu a vulnerabilidade do eixo Teerã‑Beirute a pressões externas e amplificou a sua capacidade de projeção regional e diaspórica. Na desconexão entre a retórica de combate ao terrorismo e a prática regulatória, as autoridades europeias reforçam discursos de tolerância zero. Dessa forma, a arquitetura de controle financeiro permanece fragmentada, vulnerável a jurisdições de conveniência e a lobbies ideológicos. Ignorar essa realidade implica subestimar a ameaça e legitimá-la por omissão. Em suma, enquanto a comunidade internacional continuar a tratar sintomas sem desmantelar a arquitetura financeira que os sustenta, o império criminoso do Hezbollah seguirá operando à vista de todos, camuflado pela legalidade aparente e pela inércia diplomática. Lawrence Maximus é doutorando em Ciências Políticas pela Pontificia Universidad Católica Argentina. Como cientista político, especializado em Cooperação Internacional, desenvolveu em seu Mestrado pesquisa sobre a UNRWA e os eventos de 7 de outubro, analisando o duplo papel desempenhado por instituições internacionais em zonas de conflito. É embaixador do Yad Vashem (Formação em Holocausto e combate ao Antissemitismo pelo Museu do Holocausto de Jerusalém, Israel). * Este texto reflete a opinião do autor e não, necessariamente, a do Pleno.News. Comunicar erro Comunicar erro Se você encontrou erro neste texto, por favor preencha os campos abaixo. Sua mensagem e o link da página serão enviados automaticamente à redação do Pleno.News, que checará a informação. Nome Completo E-mail Telefone Descrição do erro Mais Recentes Governo quer adoção imediata do fim da escala 6×1, diz ministro Testemunha relata detalhe após suposta agressão em hospital STF: Para delação, Vorcaro terá que devolver dinheiro desviado "Filhos do capeta": diz Nikolas ao defender maioridade penal; veja Atleta de Cristo RUN: Corrida une música e esporte em São Paulo WhatsApp Entre e receba as notícias do dia Entrar no Canal Telegram Entre e receba as notícias do dia Entrar no Grupo O autor da mensagem, e não o Pleno.News, é o responsável pelo comentário.

Pleno News 28/04/2026 11:09

Eles viajam com bilhões. Você, com vigilância 

Thiago Manzoni - 28/04/2026 11h09 O olho que tudo vê (Imagem ilustrativa) Foto: IA\Chat GPT O Governo Lula já gastou quase R$ 1 bilhão com viagens internacionais. E sim, eles podem viajar à vontade com o seu dinheiro. Mas sabe quem não pode viajar à vontade? Você. A partir de agora, toda vez que você fizer check-in em um hotel, vai ter que preencher uma ficha de registro pelo seu Gov.br. É a Ficha Nacional de Registro de Hóspedes (FNRH). A explicação do governo no site oficial é bonita: “Meios de hospedagem de todo o Brasil, como hotéis, pousadas, hostels e resorts, vêm implementando a nova ficha nacional de registro de hóspedes (FNRH). O que antes era feito no papel, tomando tempo de turistas e gerando custos ao setor, agora é feito em formato 100% digital, que agiliza a identificação de clientes cumprindo rigorosamente a lei geral de proteção de dados (LGPD).” Ao ler esse texto, muita gente pode pensar: “Que ótima ideia! O governo quer mais agilidade para o cidadão.” Será? Será que é pela agilidade ou será que é pela vigilância???? Sabe aquela ficha de papel que você preenchia quando fazia check-in e que ficava só dentro do hotel? Agora, essa ficha é virtual, está no portal do governo e eles terão acesso aos dados de todos os brasileiros o tempo todo. Eles dizem que não vão monitorar. Mas e se eles quiserem monitorar? Agora, ficou mais fácil. O Governo Lula aumentou o controle sobre o Pix. O Governo Lula aumentou o controle sobre as viagens. O Governo Lula quer aumentar o controle nas redes sociais. Eles querem saber o quanto você gasta, para onde vai e o que fala. Será que é pela agilidade? Ou será que é pela vigilância? Eu já sei a resposta. E você? Thiago Manzoni é deputado distrital, presidente da Comissão de Constituição e Justiça e Secretário-Geral do Partido Liberal/DF. * Este texto reflete a opinião do autor e não, necessariamente, a do Pleno.News. Comunicar erro Comunicar erro Se você encontrou erro neste texto, por favor preencha os campos abaixo. Sua mensagem e o link da página serão enviados automaticamente à redação do Pleno.News, que checará a informação. Nome Completo E-mail Telefone Descrição do erro Mais Recentes Governo quer adoção imediata do fim da escala 6×1, diz ministro Testemunha relata detalhe após suposta agressão em hospital STF: Para delação, Vorcaro terá que devolver dinheiro desviado "Filhos do capeta": diz Nikolas ao defender maioridade penal; veja Atleta de Cristo RUN: Corrida une música e esporte em São Paulo WhatsApp Entre e receba as notícias do dia Entrar no Canal Telegram Entre e receba as notícias do dia Entrar no Grupo O autor da mensagem, e não o Pleno.News, é o responsável pelo comentário.

Pleno News 28/04/2026 10:22

O dia em que o jeito de falar se tornou deboche

Verônica Bareicha - 28/04/2026 10h22 Brasileiros conversando (Imagem ilustrativa) Foto: IA\Chat GPT Tenho quase certeza de que você já ouviu — ou até já disse — a famosa frase: “O melhor do Brasil são os brasileiros”. E, convenhamos, ela faz muito sentido. Então, não se avexe, não… se aprochegue e vamos conversar um cadim sobre isso. Para mim, há muitas coisas maravilhosas em ser brasileira. Mas, puxando sardinha para este espaço, preciso falar do nosso idioma oficial: o bom e velho português, herdado de Portugal. Agora, embora todos nós falemos português, somos um país de dimensões continentais, marcado por uma diversidade cultural e regional imensa. E isso, naturalmente, se reflete na forma como falamos. Por isso, nosso povo não tem uma única maneira de falar, mas muitas. Em uma rápida pesquisa, encontramos cerca de 12 dialetos catalogados. Claro, na prática, são muitos mais. Agora, o mais curioso é que, mesmo dentro de uma mesma região, há variações. Por exemplo: temos o baianês, o nordestinês, o recifense. O carioquês, tão característico e chiado, na cidade do Rio de Janeiro. O paulistano, o caipira — com seu “R” marcante e construções próprias. O sertanejo, que nasce do encontro de várias influências. O brasiliense, que é a mistura de muitos cantos do país. O sulista, o gaúcho, o nortista, os três com o uso forte do “tu”. E o mineirês. Ah, o mineirês… econômico nas sílabas, mas generoso no afeto. Não entrei em detalhes, pois o espaço não permite, mas a verdade é que cada forma de falar carrega história, identidade e pertencimento. São marcas vivas de um país imenso, diverso, lindo e, sim, abençoado por Deus. Mas o que me fez escrever este texto foi que, nos últimos anos, ganhou força uma expressão que talvez você já tenha ouvido: preconceito linguístico. Claro, essa é uma ideia que vem do politicamente correto. Mas quer saber? Eu a apoio em 100%. E por quê? Porque preconceito linguístico é quando alguém julga, ridiculariza ou desvaloriza a forma de falar do outro; seja pelo sotaque, pela região de onde vem ou até pela sua condição social. É quando se trata como errado aquilo que, na verdade, é apenas diferente. Há linguistas que dizem que esse tipo de preconceito nada mais é do que uma discriminação social disfarçada. Até porque, muitas vezes, não é sobre a língua, mas sobre quem fala. Imagino que o querido leitor já entenda por que trouxe esse tema hoje. São tantas as tretas deste país dividido que falar de um acontecimento da semana passada talvez já seja assunto velho. Mas sinto que preciso fazê-lo. Até porque, em tempos em que se fala tanto de salvar a democracia e em abolir os “discursos de ódio”, muito me espantou — e, por que não dizer, doeu — ouvir de um nobre ministro do Supremo que o ex-governador de Minas Gerais fala de forma ininteligível. Talvez como se falasse “num dialeto do Timor-Leste”… E pra quê do Timor? Se já temos tantos por aqui? De verdade, fiquei triste. Logo com o mineirês. Para mim, o dialeto da proximidade. Do cadim afetuoso que os mineiros sempre nos oferecem. E, sim, o coração doeu, porque um guardião da democracia deveria proteger o que nos é sagrado: nosso idioma, nossos dialetos, nosso país. No fim das contas, falar diferente não é falar errado, caro ministro. Errado é confundir diversidade com ignorância; e respeito com silêncio imposto. Verônica Bareicha ama palavras e letrinhas desde sempre. Há vinte e tantos anos atua como revisora, redatora e ghostwriter. É pós-graduanda em Jornalismo Digital pela FAAP; pós-graduada em Mercado Editorial pela PUC-Rio e graduada em Letras, pelo Unasp-EC. Deseja neste espaço compartilhar o amor e dicas da língua portuguesa de forma leve, bem-humorada e divertida. * Este texto reflete a opinião do autor e não, necessariamente, a do Pleno.News. Comunicar erro Comunicar erro Se você encontrou erro neste texto, por favor preencha os campos abaixo. Sua mensagem e o link da página serão enviados automaticamente à redação do Pleno.News, que checará a informação. Nome Completo E-mail Telefone Descrição do erro Mais Recentes Governo quer adoção imediata do fim da escala 6×1, diz ministro Testemunha relata detalhe após suposta agressão em hospital STF: Para delação, Vorcaro terá que devolver dinheiro desviado "Filhos do capeta": diz Nikolas ao defender maioridade penal; veja Atleta de Cristo RUN: Corrida une música e esporte em São Paulo WhatsApp Entre e receba as notícias do dia Entrar no Canal Telegram Entre e receba as notícias do dia Entrar no Grupo O autor da mensagem, e não o Pleno.News, é o responsável pelo comentário.

Pleno News 27/04/2026 16:48

“Sacrifício” antes do show? A teoria que está circulando 

Vinícius Lana - 27/04/2026 16h48 Shakira Foto: Leo Franco / AgNews A montagem do show de Shakira na Praia de Copacabana, no Rio de Janeiro, já começou marcada por algo sombrio: a morte de um trabalhador em meio à construção do palco. Oficialmente, um acidente. Mas para muitos, isso levanta uma pergunta que poucos têm coragem de fazer: por que esse tipo de tragédia parece sempre acompanhar grandes eventos de artistas globais? Seria coincidência ou existe algo além do que está sendo mostrado? Nos últimos anos, nomes como Madonna e Lady Gaga têm protagonizado apresentações que chamam atenção não só pela música, mas pela carga simbólica. Elementos visuais estranhos, referências obscuras, encenações que flertam com o oculto – tudo isso exibido em eventos assistidos por milhões de pessoas. Dentro desse contexto, algumas vozes mais atentas já levantam uma hipótese ainda mais inquietante: e se tragédias como essa não forem apenas acidentes? E se, acontecimentos assim fossem na verdade uma espécie de “consagração ou sacrifício” antes de um grande espetáculo? Não há prova concreta disso – mas o simples fato de essa possibilidade estar sendo discutida revela o nível de desconfiança que existe hoje em torno desse tipo de evento. No fim, talvez a questão não seja provar se houve ou não algo oculto. A questão é outra: por que esses padrões continuam aparecendo? E até quando as pessoas vão tratar tudo isso como simples coincidência? Em um mundo cada vez mais conectado, onde milhões assistem ao mesmo espetáculo ao mesmo tempo, o verdadeiro palco pode não ser apenas físico… pode ser espiritual. Vinícius Lana é cristão e pesquisador de Escatologia Bíblica. * Este texto reflete a opinião do autor e não, necessariamente, a do Pleno.News. Comunicar erro Comunicar erro Se você encontrou erro neste texto, por favor preencha os campos abaixo. Sua mensagem e o link da página serão enviados automaticamente à redação do Pleno.News, que checará a informação. Nome Completo E-mail Telefone Descrição do erro Mais Recentes Governo quer adoção imediata do fim da escala 6×1, diz ministro Testemunha relata detalhe após suposta agressão em hospital STF: Para delação, Vorcaro terá que devolver dinheiro desviado "Filhos do capeta": diz Nikolas ao defender maioridade penal; veja Atleta de Cristo RUN: Corrida une música e esporte em São Paulo WhatsApp Entre e receba as notícias do dia Entrar no Canal Telegram Entre e receba as notícias do dia Entrar no Grupo O autor da mensagem, e não o Pleno.News, é o responsável pelo comentário.

Pleno News 27/04/2026 14:27

Entre a ação e a omissão

Marco Feliciano - 27/04/2026 14h27 Jorge Messias, advogado-geral da União Foto: Antônio Cruz/ Agência Brasil. Existe pecado tanto pela ação quanto pela omissão. Ambos são graves e nos colocam na berlinda perante os homens e diante de Deus. Como já foi dito: “Nada fica escondido entre o céu e a terra”. O momento atual é extremamente importante para o país, pois escolhas feitas agora são perenes e gerarão consequências irreparáveis para toda a nação por muito tempo. Nos próximos dias, o Senado Federal submeterá à sabatina a aprovação — ou não — do nome do ministro Jorge Messias para o Supremo Tribunal Federal. Outrora, nomes apontados para essa sublime função eram de renomados juristas, com vasta bibliografia, autores de obras de Direito consultadas nas mais respeitadas universidades e bibliotecas acadêmicas. Não de militantes que se dizem evangélicos, mas apoiam o aborto, com a malfadada injeção no coração do feto; prática que causa dores intensas e que, em muitos casos, é evitada até em animais. E, de todo esse imbróglio, surge uma pergunta inevitável: se uma pessoa se intitula evangélica, quem é o seu pastor? Quais valores de fato norteiam suas decisões? E como se coaduna tal posicionamento com a defesa do aborto até o nono mês, por meio da assistolia fetal, com a aplicação de cloreto de potássio que interrompe os batimentos cardíacos da criança? Nesse momento, não devemos nos omitir, para não nos tornarmos cúmplices de tamanha injustiça com o povo brasileiro, em sua maioria de tradição judaico-cristã e defensor da vida desde a concepção. Finalizo pedindo a Deus que ilumine o coração dos senadores, para que decidam com responsabilidade e consciência sobre tão relevante escolha. E que Ele derrame as mais escolhidas bênçãos celestiais sobre todos. Marco Feliciano é pastor e está em seu quarto mandato consecutivo como deputado federal pelo Estado de São Paulo. Ele também é escritor, cantor e presidente da Assembleia de Deus Ministério Catedral do Avivamento. * Este texto reflete a opinião do autor e não, necessariamente, a do Pleno.News. Comunicar erro Comunicar erro Se você encontrou erro neste texto, por favor preencha os campos abaixo. Sua mensagem e o link da página serão enviados automaticamente à redação do Pleno.News, que checará a informação. Nome Completo E-mail Telefone Descrição do erro Mais Recentes Governo quer adoção imediata do fim da escala 6×1, diz ministro Testemunha relata detalhe após suposta agressão em hospital STF: Para delação, Vorcaro terá que devolver dinheiro desviado "Filhos do capeta": diz Nikolas ao defender maioridade penal; veja Atleta de Cristo RUN: Corrida une música e esporte em São Paulo WhatsApp Entre e receba as notícias do dia Entrar no Canal Telegram Entre e receba as notícias do dia Entrar no Grupo O autor da mensagem, e não o Pleno.News, é o responsável pelo comentário.

Pleno News 27/04/2026 12:41

O wokismo e a sua relação com o episódio ocorrido a Cássia Kis

Renato Vargens - 27/04/2026 12h41 Cássia Kis Foto: Reprodução/ Print de vídeo YouTube Centro Dom Bosco O episódio ocorrido com a atriz Cássia Kis no Barra Shopping, no Rio de Janeiro, nos mostra que as mulheres e as crianças não possuem mais privacidade. Na ocasião, a atriz foi exposta, num vídeo, por uma mulher trans – um homem biológico – que considerou transfobia o fato de a atriz ter se posicionado contra a sua entrada num banheiro feminino. De acordo com um levantamento realizado pela IRG Pesquisas – encomendado pela Associação de Mulheres, Mães e Trabalhadoras do Brasil (Matria) – mais de 80% dos eleitores brasileiros são contrários à presença de trans em banheiros e prisões femininas. Isso gera divergência por parte do movimento woke que considera “transfobia” quem discorda da entrada de mulheres trans em banheiros femininos. Ora, como é claramente sabido, o ser humano é binário e seu sexo é determinado por cromossomos (XX/XY). Assim, mulheres transgêneros que mantêm pênis, testículos e níveis mais altos de testosterona continuam sendo biologicamente seres masculinos, o que é do ponto de vista da ciência irrefutável. Ademais, banheiros femininos existem exatamente por causa das diferenças biológicas e de vulnerabilidade, visto que mulheres precisam de privacidade e segurança. Contudo, o movimento woke se opõe a isso, partindo da premissa de que o sexo biológico é uma construção social superável pela identidade de gênero autodeclarada. Caro leitor, está faltando bom senso na classe política brasileira, mesmo porque, o fato de uma pessoa se considerar mulher, não a torna efetivamente mulher. Digo mais: a ideologia de gênero promovida e defendida pelo movimento woke tem diminuído o espaço das mulheres, ignorando diferenças biológicas, criando mais conflitos do que soluções. Diante disso afirmo que o Estado tem falhado por defender o wokismo, demonstrando o entendimento equivocado de que a política pública deve se basear em sentimentos e não em evidências claras e biológicas. Renato Vargens é pastor sênior da Igreja Cristã da Aliança em Niterói, no Rio de Janeiro e conferencista. Pregou o evangelho em países da América do Sul, do Norte, Caribe, África e Europa. Tem 40 livros publicados em língua portuguesa e um em língua espanhola. É membro dos conselhos do TGC Brasil e do IBDR. * Este texto reflete a opinião do autor e não, necessariamente, a do Pleno.News. Comunicar erro Comunicar erro Se você encontrou erro neste texto, por favor preencha os campos abaixo. Sua mensagem e o link da página serão enviados automaticamente à redação do Pleno.News, que checará a informação. Nome Completo E-mail Telefone Descrição do erro Mais Recentes Governo quer adoção imediata do fim da escala 6×1, diz ministro Testemunha relata detalhe após suposta agressão em hospital STF: Para delação, Vorcaro terá que devolver dinheiro desviado "Filhos do capeta": diz Nikolas ao defender maioridade penal; veja Atleta de Cristo RUN: Corrida une música e esporte em São Paulo WhatsApp Entre e receba as notícias do dia Entrar no Canal Telegram Entre e receba as notícias do dia Entrar no Grupo O autor da mensagem, e não o Pleno.News, é o responsável pelo comentário.

Pleno News 27/04/2026 09:44

O Brasil precisa voltar a funcionar

Juliana Moreira Leite - 27/04/2026 09h44 O Brasil precisa voltar a funcionar (Imagem ilustrativa) Foto: IA\Chat GPT Há um país que existe fora dos discursos — um país que acorda cedo, paga imposto sem receber nada de volta, e vai dormir com a porta trancada duas vezes. Esse país não pede romantismo. Pede respeito. Pede que alguém olhe para o criminoso reincidente e diga, sem eufemismo, que a sociedade não tem obrigação de financiar a própria destruição. A segurança não é pauta de direita ou de esquerda. É a condição mínima para que qualquer outra coisa — trabalho, família, futuro — seja possível. O dinheiro público não é abstração. É a hora extra que não foi paga, o imposto descontado antes que o salário chegue na mão, a nota fiscal emitida por quem joga dentro das regras enquanto outros negociam por fora. Quando o Estado desperdiça, quem paga é sempre o mesmo — o cidadão honesto, que ninguém defende com tanto fervor quanto se defende a si mesmo. Menos burocracia, menos peso, menos intermediário entre o suor e o resultado: isso não é ideologia. É justiça elementar. E há uma geração sendo formada — ou deformada — em salas de aula que confundem doutrina com conhecimento. Uma criança que não sabe ler direito, mas já sabe o que pensar. Isso não é educação: é captura. O que se propõe aqui é simples e radical ao mesmo tempo — devolver à escola o seu propósito original: ensinar a pensar, não o quê pensar. Mérito, esforço, consequência. Palavras que soam antigas porque foram deliberadamente esquecidas. É hora de lembrá-las.​​​​​​​​​​​​​​​​ Juliana Moreira Leite é jornalista, apresentadora e comentarista. Aqui você vai ver o Brasil como ele é, não como tentam vender. * Este texto reflete a opinião do autor e não, necessariamente, a do Pleno.News. Comunicar erro Comunicar erro Se você encontrou erro neste texto, por favor preencha os campos abaixo. Sua mensagem e o link da página serão enviados automaticamente à redação do Pleno.News, que checará a informação. Nome Completo E-mail Telefone Descrição do erro Mais Recentes Governo quer adoção imediata do fim da escala 6×1, diz ministro Testemunha relata detalhe após suposta agressão em hospital STF: Para delação, Vorcaro terá que devolver dinheiro desviado "Filhos do capeta": diz Nikolas ao defender maioridade penal; veja Atleta de Cristo RUN: Corrida une música e esporte em São Paulo WhatsApp Entre e receba as notícias do dia Entrar no Canal Telegram Entre e receba as notícias do dia Entrar no Grupo O autor da mensagem, e não o Pleno.News, é o responsável pelo comentário.

Musille record 24/04/2026 16:57

Em parceria inédita, Julia Vitória e Marcelo Markes surpreendem com “Vamos Cantar”

A canção autoral é o penúltimo lançamento do projeto “Ao Vivo na Ópera de Arame” A colaboração entre Julia Vitória e Marcelo Markes marca um dos grandes momentos do trabalho gravado na capital paranaense. Muito aguardada pelo público, a faixa “Vamos Cantar” já está disponível no YouTube e nas plataformas de streaming. Escrita pela cantora em parceria com Hananiel Eduardo, a canção convida a igreja a se unir ao Céu em adoração. A mensagem reflete o que é descrito em Apocalipse 4:8, quando, dia e noite, os seres celestiais declaram: “Santo, Santo, Santo é o Senhor Deus, o Todo-Poderoso”. “O Deus que ressuscita os mortos está aqui, pronto para trazer vida onde há morte e para transformar o impossível em realidade. E é sobre isso que fala essa composição”, compartilha Julia Vitória, que se emocionou ao ver o teatro lotado cantando cada verso com intensidade, como se as pessoas já conhecessem a letra há muito tempo. A participação de Marcelo Markes é outro grande destaque. Dono de sucessos como “Redentor”, com Sarah Beatriz, “Sinto Fluir”, com Julliany Souza, e “Eu Tenho Você”, com Isadora Pompeo, o cantor se une a Julia em uma performance intensa e carregada de unção. “Nós já havíamos tentado fazer alguns trabalhos juntos, mas Deus tem o tempo certo para todas as coisas, e escolheu justamente este dia para vivermos algo tão especial, neste lugar maravilhoso. Tenho plena certeza de que o que nasceu aqui vai impactar muitos corações”, comentou Markes no dia da gravação. O lançamento sucede louvores já apresentados, como “Maravilhosa Graça”, “Canção dos Redimidos” – ao lado de Nívea Soares –, “Restaura o Teu Altar”, “Princípio e Fim” e “Jesus, Meu Amigo, Meu Salvador”, além de medleys como “João Viu / Além do Rio Azul”, “Amor Infinito / A Mensagem da Cruz” e “Segurança / Canta Minh’alma”, este último com Eli Soares. Com 2 bilhões de streams acumulados, mais de 2 milhões de seguidores nas redes sociais e ultrapassando 15 milhões de ouvintes nas plataformas de áudio, Julia reafirma sua relevância no segmento e segue ampliando cada vez mais sua audiência. Em breve, todas as músicas do projeto – idealizado pela gravadora Musile Records – serão reunidas em um álbum completo, incluindo uma faixa bônus, consolidando mais um importante capítulo no ministério de Julia Vitória. Confira “Vamos Cantar”! Assista “Vamos Cantar”: Fonte: Assessoria de Imprensa Musile Records

Pleno News 24/04/2026 16:39

Gaza: Mulheres denunciam abusos sexuais pelo Hamas em troca de comida

Lawrence Maximus - 24/04/2026 16h39 Mulheres, na Faixa de Gaza Foto: EFE/EPA/MOHAMMED SABER Em meio à grave crise humanitária que persiste na Faixa de Gaza, relatos alarmantes oriundos do enclave revelam um padrão perturbador de exploração sexual de mulheres em situação de extrema vulnerabilidade. Esses testemunhos apontam para abusos praticados por membros do Hamas, bem como por indivíduos vinculados a redes de distribuição de ajuda humanitária. Tal fenômeno suscita uma questão incômoda e persistente: por que parte da mídia internacional, do ativismo progressista e do movimento feminista global têm demonstrado silêncio ou hesitação em abordar o tema com a devida urgência? De acordo com depoimentos coletados junto a residentes de Gaza — muitos deles obtidos sob condição de anonimato por receio de retaliações —, mulheres têm sido sistematicamente coagidas a trocar favores sexuais por acesso a alimentos básicos, cestas de suprimentos ou outros auxílios essenciais. Um relato particularmente grave descreve uma vítima sendo molestada no interior de uma tenda por um grupo de combatentes da Brigada Al-Qassam, braço armado do Hamas. Ao buscar orientação junto à liderança do grupo, o denunciante foi instruído a manter o silêncio, sob o argumento implícito de que o controle exercido pelo movimento era absoluto. Outro testemunho, corroborado por fontes locais, narra casos de chantagem por parte de organizações de caridade ligadas ao Hamas: exigia-se de uma mulher que se submetesse a relações sexuais em troca de uma simples cesta básica ou voucher de auxílio. Fontes israelenses e reportagens independentes documentaram múltiplos episódios semelhantes ao longo de 2024 e 2025, nos quais a distribuição de ajuda humanitária era instrumentalizada como moeda de troca para exploração sexual. Paralelamente, dados do Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA) indicam um recrudescimento drástico de casamentos infantis e gravidezes na adolescência na região. Taxas de natalidade entre adolescentes mais que dobraram em comparação com os níveis pré-conflito, fenômeno atribuído ao agravamento da pobreza extrema, ao deslocamento forçado e ao desmantelamento das redes de proteção social. Muitas famílias recorrem a essas uniões precoces como mecanismo de sobrevivência, o que agrava ainda mais a vulnerabilidade de meninas e jovens mulheres. As vítimas frequentemente optam pelo silêncio, temendo não apenas o julgamento social e o repúdio familiar, mas também retaliações diretas por parte do Hamas que detêm o controle de fato sobre o território. Organizações de defesa dos direitos das mulheres enfatizam que os casos documentados representam apenas “a ponta do iceberg” de um problema sistêmico, enraizado na combinação de colapso humanitário, impunidade e estruturas de poder assimétricas. Os relatos de abusos perpetrados contra mulheres palestinas na Faixa de Gaza não têm recebido cobertura por parte de veículos midiáticos globais e de entidades feministas ocidentais. Essa discrepância revela critérios seletivos na priorização de pautas de gênero e direitos humanos. A exploração sexual em troca de recursos vitais para a sobrevivência não apenas degrada a dignidade individual, mas também perpetua ciclos de violências e abusos. Tais violações configuram graves transgressões aos direitos humanos fundamentais e ao direito internacional humanitário, que impõe a proteção especial a mulheres e crianças em situações de conflito armado. Em suma, o silêncio prolongado diante de evidências consistentes apenas aprofunda a sensação de impunidade e de abandono das vítimas mais vulneráveis… Lawrence Maximus é doutorando em Ciências Políticas pela Pontificia Universidad Católica Argentina. Como cientista político, especializado em Cooperação Internacional, desenvolveu em seu Mestrado pesquisa sobre a UNRWA e os eventos de 7 de outubro, analisando o duplo papel desempenhado por instituições internacionais em zonas de conflito. É embaixador do Yad Vashem (Formação em Holocausto e combate ao Antissemitismo pelo Museu do Holocausto de Jerusalém, Israel). * Este texto reflete a opinião do autor e não, necessariamente, a do Pleno.News. Comunicar erro Comunicar erro Se você encontrou erro neste texto, por favor preencha os campos abaixo. Sua mensagem e o link da página serão enviados automaticamente à redação do Pleno.News, que checará a informação. Nome Completo E-mail Telefone Descrição do erro Mais Recentes Governo quer adoção imediata do fim da escala 6×1, diz ministro Testemunha relata detalhe após suposta agressão em hospital STF: Para delação, Vorcaro terá que devolver dinheiro desviado "Filhos do capeta": diz Nikolas ao defender maioridade penal; veja Atleta de Cristo RUN: Corrida une música e esporte em São Paulo WhatsApp Entre e receba as notícias do dia Entrar no Canal Telegram Entre e receba as notícias do dia Entrar no Grupo O autor da mensagem, e não o Pleno.News, é o responsável pelo comentário.

Pleno News 24/04/2026 15:56

O cancelamento do ator Juliano Cazarré e o ódio à masculinidade

Renato Vargens - 24/04/2026 15h56 Ator Juliano Cazarré e o evento para homens O Farol e a Forja Foto: Divulgação/ faroleforja.com.br Há pouco, o ator Juliano Cazarré, anunciou nas redes sociais um evento chamado O Farol e a Forja, cujo objetivo seria discutir sobre valores e liderança masculina. O convite feito pelo ator proporcionou por parte dos “artistas” brasileiros uma verdadeira avalanche de críticas e ataques pessoais. Ora, definitivamente vivemos num tempo extremamente complicado, no qual o ódio disfarçado de tolerância se tornou marca de uma sociedade adoecida. Na verdade, o que temos visto e testemunhado é uma sociedade que defende a luta contra todas as formas de discriminação, o que não inclui os homens. Aliás, basta se afirmar, homem, hétero, marido, casado e cristão, além de defender valores relacionados à masculinidade que lá vem ataques. Infelizmente, vivemos numa sociedade que transformou o homem num tipo de demônio. Nessa perspectiva, os homens têm sido marginalizados, diagnosticados como violentos ou mesmo tóxicos. Junte-se a isso que a paternidade tem sido desvalorizada, e qualquer defesa da masculinidade saudável tem sido rotulada de misógina. Para piorar a situação, não são poucos aqueles que vencidos pelo feminismo ou mesmo marxismo cultural têm defendido a tese de que a masculinidade, segundo os valores judaico-cristãos, precisa ser desconstruída; e que os grandes males da sociedade hodierna se devem ao patriarcado, o qual consideram tóxico. Ora, definitivamente vivemos num mundo mal onde conceitos e valores que deveriam reger a sociedade têm sido destruídos de forma sistemática. Mas, sabe o que impressiona? É perceber que a sociedade, o que inclui parte dos evangélicos, considera isso tudo normal; corroborando com a inversão de valores de um mundo relativista. “O temporas! O mores!” Renato Vargens é pastor sênior da Igreja Cristã da Aliança em Niterói, no Rio de Janeiro e conferencista. Pregou o evangelho em países da América do Sul, do Norte, Caribe, África e Europa. Tem 40 livros publicados em língua portuguesa e um em língua espanhola. É membro dos conselhos do TGC Brasil e do IBDR. * Este texto reflete a opinião do autor e não, necessariamente, a do Pleno.News. Comunicar erro Comunicar erro Se você encontrou erro neste texto, por favor preencha os campos abaixo. Sua mensagem e o link da página serão enviados automaticamente à redação do Pleno.News, que checará a informação. Nome Completo E-mail Telefone Descrição do erro Mais Recentes Governo quer adoção imediata do fim da escala 6×1, diz ministro Testemunha relata detalhe após suposta agressão em hospital STF: Para delação, Vorcaro terá que devolver dinheiro desviado "Filhos do capeta": diz Nikolas ao defender maioridade penal; veja Atleta de Cristo RUN: Corrida une música e esporte em São Paulo WhatsApp Entre e receba as notícias do dia Entrar no Canal Telegram Entre e receba as notícias do dia Entrar no Grupo O autor da mensagem, e não o Pleno.News, é o responsável pelo comentário.

Pleno News 24/04/2026 14:38

Ser cristã me condenou por 11 a 0

Marisa Lobo - 24/04/2026 14h38 Julgada por falar de Deus (Imagem ilustrativa) Foto: IA\Chat GPT O que aconteceu comigo recentemente; ou melhor, nesta sexta; acende um alerta nacional. Fui julgada por manifestações públicas ligadas à minha fé cristã. Não por lesão a pacientes. Não por fraude profissional. Não por abuso ético em consultório. Mas por falar de Deus e expressar convicções cristãs em ambiente público. Isso revela algo preocupante: cresce no Brasil uma tentativa de constranger psicólogos cristãos, como se a fé fosse incompatível com a profissão. Não é. Um psicólogo continua sendo cidadão fora do consultório. Continua tendo liberdade de crença, de expressão, de culto e de opinião. O diploma não cancela direitos fundamentais. O registro profissional não sequestra a consciência. Quando se tenta punir alguém por declarar sua fé, por pregar como líder religiosa ou por abordar temas humanos também presentes na psicologia, o que está em jogo não é apenas um processo administrativo. É o avanço de uma mentalidade autoritária. Psicólogos cristãos têm sido tratados, em alguns ambientes, como suspeitos permanentes. Se falam de valores, incomodam. Se citam Deus, incomodam. Se defendem a família, incomodam. Se discordam de agendas ideológicas, tornam-se alvo. Isso precisa parar! O Brasil democrático exige pluralismo. A psicologia não pertence a uma corrente política nem a uma visão antirreligiosa de mundo. Há espaço para profissionais seculares, religiosos, conservadores, progressistas e de diferentes linhas de pensamento, desde que atuem com técnica e ética. O que não pode existir é uma nova caça às bruxas travestida de procedimento administrativo. Não aceitaremos o silenciamento dos profissionais cristãos. Defenderemos o direito de trabalhar com excelência e viver a fé com liberdade. Porque quando perseguem um psicólogo por ser cristão, ameaçam a liberdade de todos. Marisa Lobo atua como psicanalista, é pós-graduada em Psicanálise; Gestão e Mediação de Conflitos; Educação de Gênero e Sexualidade; Filosofia de Direitos Humanos e Saúde Mental; tem também habilitação para magistério superior. * Este texto reflete a opinião do autor e não, necessariamente, a do Pleno.News. Comunicar erro Comunicar erro Se você encontrou erro neste texto, por favor preencha os campos abaixo. Sua mensagem e o link da página serão enviados automaticamente à redação do Pleno.News, que checará a informação. Nome Completo E-mail Telefone Descrição do erro Mais Recentes Governo quer adoção imediata do fim da escala 6×1, diz ministro Testemunha relata detalhe após suposta agressão em hospital STF: Para delação, Vorcaro terá que devolver dinheiro desviado "Filhos do capeta": diz Nikolas ao defender maioridade penal; veja Atleta de Cristo RUN: Corrida une música e esporte em São Paulo WhatsApp Entre e receba as notícias do dia Entrar no Canal Telegram Entre e receba as notícias do dia Entrar no Grupo O autor da mensagem, e não o Pleno.News, é o responsável pelo comentário.

Pleno News 24/04/2026 13:52

Impacto global: Bloqueio em Ormuz pode durar meses 

Vinícius Lana - 24/04/2026 13h52 Navios no Estreito de Ormuz Foto: Carla Ocampo/ Wikimedia Commons/ Free domain Desde o início da guerra no Oriente Médio, em fevereiro, uma das regiões marítimas mais importantes do mundo praticamente parou, interrompendo o fluxo de quase 20% de todo o petróleo e gás consumidos no planeta. Até o momento, tentativas de paz na região não têm tido real efeito. Segundo o Pentágono, liberar completamente a passagem pode levar até seis meses, prolongando o risco e o impacto econômico global. Isso ocorre, pois embarcações iranianas também estão sendo usadas para posicionar explosivos, ampliando ainda mais a sensação de insegurança. Esse cenário criou um ambiente imprevisível e altamente volátil para qualquer operação marítima. Com o estreito praticamente fechado, o tráfego marítimo despencou drasticamente, com apenas alguns navios conseguindo atravessar a região sob alto risco. Centenas de embarcações permanecem presas, junto com milhares de empresas marítimas aguardando uma solução. A insegurança é tanta que até quando o estreito parece aberto, especialistas alertam que ele continua longe de ser seguro. As consequências já se espalham pelo mundo, com o bloqueio interrompendo cadeias de abastecimento e pressionando o mercado de energia. O risco de uma crise global se torna cada vez mais próximo. Enquanto isso, acordos de paz seguem sem êxito, sem sinais concretos de avanço. O Estreito de Ormuz, hoje, não é apenas um ponto geográfico – é o epicentro de um possível colapso a nível global. Vinícius Lana é cristão e pesquisador de Escatologia Bíblica. * Este texto reflete a opinião do autor e não, necessariamente, a do Pleno.News. Comunicar erro Comunicar erro Se você encontrou erro neste texto, por favor preencha os campos abaixo. Sua mensagem e o link da página serão enviados automaticamente à redação do Pleno.News, que checará a informação. Nome Completo E-mail Telefone Descrição do erro Mais Recentes Genial/Quaest: Flávio vence Lula em SP, RJ e mais três estados Vorcaro entrega proposta formal de delação; PF e PGR vão analisar Morre Ted Turner, fundador da CNN, aos 87 anos Agência da Pilili tem contrato com TSE de R$ 6 milhões anuais Michelle expõe vídeo em que Ciro chama Bolsonaro de jumento WhatsApp Entre e receba as notícias do dia Entrar no Canal Telegram Entre e receba as notícias do dia Entrar no Grupo O autor da mensagem, e não o Pleno.News, é o responsável pelo comentário.

Pleno News 24/04/2026 12:43

O governo federal está de olho em você: Hoje é o hotel. Amanhã, será o quê?

Magno Malta - 24/04/2026 12h43 O governo federal está de olho em você (Imagem ilustrativa) Foto: IA\Chat GPT Aprendi, ao longo da vida pública, a desconfiar de toda “facilidade” que exige, em troca, mais dados do cidadão. A história mostra que o preço quase sempre é maior do que parece e, desta vez, não é diferente. Agora, o Brasil adota a chamada Ficha Nacional de Registro de Hóspedes Digitais, integrada à conta Gov.br. Na prática, o que foi vendido como modernização do turismo transforma o simples ato de se hospedar em mais um ponto de coleta de informações centralizadas pelo Estado. Onde você está, para onde vai, quanto tempo ficará, tudo passa a ser registrado de forma padronizada e acessível ao sistema governamental. O argumento oficial é previsível: eficiência, padronização, combate à informalidade, melhoria na experiência do turista. É o mesmo roteiro de sempre. A promessa de agilidade como justificativa para ampliar a base de dados do cidadão. Mas eu me pergunto e faço questão de registrar essa inquietação: desde quando o problema do turismo brasileiro era a falta de dados sobre hóspedes? Desde quando o gargalo do setor era o check-in manual? A resposta honesta disso tudo pode ser desconfortável. No livro 1984, de George Orwell, a ideia de um Estado que sabe tudo sobre seus cidadãos parecia distante, quase caricata. Hoje, ela se apresenta de forma muito mais sofisticada, não pela imposição direta, mas pelo acúmulo gradual de “pequenas” medidas. Nenhuma delas, isoladamente, parece absurda. Mas, somadas, constroem um novo padrão na relação entre indivíduo e poder público. É assim que sistemas de controle começam: não com ruptura, mas com adesão. Diante do exposto, o governo diz que é para facilitar. Eu observo que centraliza. O governo diz que é para modernizar. Eu vejo que amplia a rastreabilidade. O governo diz que é para organizar. Eu percebo que cria precedentes perigosos. Não se trata de comparar realidades distintas de forma simplista, mas de compreender mecanismos. Modelos como o sistema de vigilância da China não nasceram prontos. Foram sendo estruturados ao longo do tempo, sempre sob justificativas administrativas plausíveis. Quando se percebeu o alcance, a engrenagem já estava consolidada. E é justamente aí que reside o ponto central dessa situação do turismo. A questão não é o check-in digital em si, mas o princípio por trás dele. Até onde o cidadão deve ir para provar quem é, onde está e o que está fazendo? E, mais importante: quem controla essas informações e sob quais limites? Não compro a ideia de que isso é apenas tecnologia a serviço do turismo. Tecnologia nunca é neutra quando envolve poder. Ela sempre atende a um modelo de governança e esse protótipo precisaria ser debatido antes de ser normalizado. Se há algo que a história e a literatura nos ensinam, é que a liberdade não se perde de uma vez. Ela é cedida, pouco a pouco, geralmente em nome da conveniência. Magno Malta é senador da República. Foi eleito por duas vezes o melhor senador do Brasil. * Este texto reflete a opinião do autor e não, necessariamente, a do Pleno.News. Comunicar erro Comunicar erro Se você encontrou erro neste texto, por favor preencha os campos abaixo. Sua mensagem e o link da página serão enviados automaticamente à redação do Pleno.News, que checará a informação. Nome Completo E-mail Telefone Descrição do erro Mais Recentes Campagnolo, Pavanato e Nikolas são destaques na Al Jazeera; veja Lula exige que Israel solte o ativista brasileiro Thiago Ávila Conselho de Ética inicia reunião sobre suspensão de deputados Conheça o hyrox, esporte que parece crossfit, mas não é Trump diz que papa Leão XIV está colocando católicos "em perigo" WhatsApp Entre e receba as notícias do dia Entrar no Canal Telegram Entre e receba as notícias do dia Entrar no Grupo O autor da mensagem, e não o Pleno.News, é o responsável pelo comentário.

Pleno News 24/04/2026 11:36

A diplomacia anã de Lula e sua ambição gigante

Marco Feliciano - 24/04/2026 11h36 Diplomacia anã (Imagem ilustrativa) Foto: IA\Chat GPT Nossa diplomacia já foi chamada de anã, e faz jus ao apelido. Nosso presidente, um dia sim e outro também, usa a mídia mundial — agora em tour pela Europa — para atacar o presidente Donald Trump. A finalidade, ao que parece, é se mostrar poderoso perante sua claque para as próximas eleições. Mas o tiro sai pela culatra; pois, cada vez mais, Lula cai nas pesquisas. Um país como o nosso precisa estar bem com o mundo. Dependemos das commodities que sustentam o fechamento das nossas contas. Quando entramos em atrito com a maior economia do planeta, nos bandeamos para ditaduras como China e Rússia, que não escondem o interesse em nos manter sob suas rédeas. Finalizo pedindo a Deus que ilumine os nossos líderes, para que façam uma política livre de ideologias marxistas que tratam o povo como massa de manobra. E que Ele derrame Suas mais escolhidas bênçãos celestiais sobre todos. Marco Feliciano é pastor e está em seu quarto mandato consecutivo como deputado federal pelo Estado de São Paulo. Ele também é escritor, cantor e presidente da Assembleia de Deus Ministério Catedral do Avivamento. * Este texto reflete a opinião do autor e não, necessariamente, a do Pleno.News. Comunicar erro Comunicar erro Se você encontrou erro neste texto, por favor preencha os campos abaixo. Sua mensagem e o link da página serão enviados automaticamente à redação do Pleno.News, que checará a informação. Nome Completo E-mail Telefone Descrição do erro Mais Recentes Morre Ted Turner, fundador da CNN, aos 87 anos Agência da Pilili tem contrato com TSE de R$ 6 milhões anuais Michelle expõe vídeo em que Ciro chama Bolsonaro de jumento PR: Primas de 18 anos estão desaparecidas há duas semanas Casa Branca: Trump e Lula vão tratar de economia e segurança WhatsApp Entre e receba as notícias do dia Entrar no Canal Telegram Entre e receba as notícias do dia Entrar no Grupo O autor da mensagem, e não o Pleno.News, é o responsável pelo comentário.

Pleno News 24/04/2026 10:39

Jorge Messias é o novo ministro do STF

André Marsiglia - 24/04/2026 10h39 Jorge Messias Foto: Secom/AGU O título do artigo pode soar, para alguns, como uma previsão macabra, mas parece se tratar, e tomara que eu esteja errado, de uma constatação. Lula não formalizaria o nome de Messias após meses de sua indicação ficar em banho-maria sem antes assegurar os votos necessários no Senado. Aliás, é bom que se diga: assegurar votos antes da sabatina é uma contabilidade que, embora normalizada, é ilícita, pois explicita uma aprovação que decorre de trocas de favores, muitas vezes viabilizadas com o uso de dinheiro público. Além disso, dois fatos recentes reforçaram a minha percepção de que a toga de Messias já está nas mãos do alfaiate. O primeiro foi a constrangedora notificação promovida pela AGU contra críticos do chamado “PL da misoginia”, a pedido de Erika Hilton. A AGU chegou a retificar, nos últimos dias, algumas notificações dirigidas a jornalistas, o que evidenciou a ausência de critério nas medidas iniciais. E, como se não bastasse, Messias, chefe do órgão, afirmou, na quarta, desconhecer as notificações por estar de férias. Alguém prestes a enfrentar o Senado deveria, no mínimo, agir com um pingo de cautela às vésperas da sabatina. O conforto com o irrazoável sugere que se considera ministro do STF. O segundo fator é o calendário: a sabatina foi marcada para 28 de abril, enquanto a análise do veto presidencial ao projeto de dosimetria ocorrerá no dia 30 do mesmo mês. A proximidade não parece casual, mas fruto de um possível arranjo: em um dia, aprova-se o indicado Messias; no outro, derruba-se o veto. Em um dia, o governo se satisfaz; no outro, a oposição. Em seguida, o feriado de 1º de maio entorpece a todos. Diante disso, a conclusão parece inevitável: a aprovação está consumada. E representará não apenas que temos um STF apodrecido, mas também que temos um modelo apodrecido para aprovar ministros. Resta esperar que as próximas eleições permitam a renovação do Congresso, para que se promova, a partir do próximo ano, uma reforma profunda, muito profunda mesmo, do Judiciário. * Texto originalmente publicado no Poder360. André Marsiglia é advogado, professor de Direito Constitucional e especialista em liberdade de expressão. * Este texto reflete a opinião do autor e não, necessariamente, a do Pleno.News. Comunicar erro Comunicar erro Se você encontrou erro neste texto, por favor preencha os campos abaixo. Sua mensagem e o link da página serão enviados automaticamente à redação do Pleno.News, que checará a informação. Nome Completo E-mail Telefone Descrição do erro Mais Recentes Esquerda cria sua própria “Dona Maria” para rebater críticas Câmara encerra sessão sem votações sobre minerais críticos Eduardo Bolsonaro confirma que será suplente de André do Prado Moraes nega pedido de 'Débora do batom' para reduzir pena Associação pede que STF anule sessão que barrou Messias WhatsApp Entre e receba as notícias do dia Entrar no Canal Telegram Entre e receba as notícias do dia Entrar no Grupo O autor da mensagem, e não o Pleno.News, é o responsável pelo comentário.

Pleno News 22/04/2026 13:17

Intolerância religiosa e violência contra idosa em praça pública

Rafael Durand - 22/04/2026 13h17 Fátima Candeia Foto: Reprodução O Brasil assiste, com uma passividade alarmante, à ascensão de uma onda de violência simbólica direcionada especificamente contra os cristãos. O que começa no campo das ideias e das redes sociais, travestido de “opinião” ou “crítica”, tem se revelado como o prelúdio de uma barbárie física. Casos como o do historiador Eduardo Bueno, o “Peninha”, que chegou a defender a tese antidemocrática de cercear o direito ao voto de evangélicos, ou as declarações virulentas de figuras públicas como Luana Piovani, que chegou a classificar o fiel como um “ser desprezível” e afirmou categoricamente que “o evangélico de hoje é o que há de pior no ser humano”, não são meros fatos isolados, mas sim sintomas de uma desumanização deliberada que prepara o terreno para a violência física. A história é uma mestra severa e nos ensina que a violência física nunca nasce do vácuo. Nos regimes totalitários do século XX, assim como nas arenas do Império Romano, a perseguição sangrenta foi precedida pelo ultraje público. Primeiro, retira-se a dignidade. Depois, retiram-se os direitos. Por fim, agride-se o corpo. Assim, quando o discurso de ódio contra o “evangélico” é normalizado na grande mídia e nas rodas intelectuais, o agressor na ponta final sente-se legitimado a desferir o golpe! O caso de Laranjeiras: O soco da intolerância O resultado prático dessa “permissividade moral” materializou-se de forma covarde na Praça Chaim Weizmann, em Laranjeiras, Rio de Janeiro. A senhora Maria de Fátima, uma idosa cujo “crime” era entoar louvores em praça pública, foi alvo de uma agressão brutal. Um homem, incomodado com a manifestação da fé cristã, aproximou-se e desferiu um soco violento no rosto daquela mulher. A cena é de um simbolismo trágico: uma idosa, indefesa, segurando sua Bíblia e sua fé, sendo calada pelo punho cerrado da intolerância. Aqui, não estamos diante de uma mera “briga de vizinhos”, mas de um concurso de crimes gravíssimos que as autoridades não podem ignorar. A tipicidade penal e a inércia estatal Como jurista, é impossível não vislumbrar a gravidade jurídica do ato. Estamos, em tese, diante de vários crimes: – Intolerância Religiosa e Racismo Religioso (Lei 7.716/89): Conduta motivada pelo preconceito contra a crença da vítima. – Impedimento ou Perturbação de Culto (Art. 208 do CP): Ultraje a ato de natureza religiosa. – Violência contra a Mulher e contra a Pessoa Idosa: Sob o amparo da Lei Maria da Penha e do Estatuto do Idoso. – Lesão Corporal e Tentativa de Feminicídio: É perfeitamente sustentável a tese de tentativa de feminicídio. A disparidade de forças, a idade avançada da vítima e o local do golpe (cabeça/rosto) demonstram que o agressor assumiu o risco de um resultado letal ou, no mínimo, agiu com desprezo extremo pela condição de gênero e vulnerabilidade da senhora. É inadmissível que, em um país com índices alarmantes de violência contra a mulher, um agressor capturado em flagrante por crimes tão bárbaros tenha apenas prestado depoimento e sido liberado. A impunidade, em casos como este, funciona como um combustível para o próximo intolerante. Portanto, também expresso aqui minha total solidariedade à irmã Maria de Fátima. Seu rosto machucado é hoje o rosto de uma igreja que confia na Justiça Divina, mas que clama pela justiça dos homens! A missão da autoridade e a esperança cristã Como cristãos, as Escrituras não nos enganam: sabemos que seremos perseguidos. O Senhor Jesus foi categórico: “Se o mundo vos odeia, sabei que, primeiro do que a vós, me odiou a mim” (João 15:18). Neste sentido, temos ciência que a perseguição é uma marca da fidelidade ao Evangelho. Contudo, a mesma Bíblia que nos prepara para o ultraje é a que define o papel do Estado. Em Romanos 13:1-7, o apóstolo Paulo estabelece que as autoridades foram instituídas por Deus para serem “ministros de Deus para o teu bem”. A espada que o magistrado carrega não é em vão: ela existe para refrear o mal e punir com rigor o malfeitor. O Estado, portanto, não pode ser “neutro” diante do soco que corta o rosto de uma idosa. Esperamos que o Judiciário, o Ministério Público e as forças de segurança do Rio de Janeiro ajam com o rigor que a gravidade do caso exige. Que a lei seja aplicada não apenas para punir um agressor, mas sobretudo para reafirmar que, no Brasil, o espaço público ainda pertence à liberdade, e não à tirania dos punhos cerrados daqueles que atentam contra a fé! Rafael Durand é advogado, mestre em Direito, pós-graduado em Direito Público e em Direito Digital, professor, membro do Instituto Brasileiro de Direito e Religião (IBDR) e da Comissão de Direito e Liberdade Religiosa da OAB-PB, fundador do NEPC3 – Núcleo de Estudos em Política, Cidadania e Cosmovisão Cristã, autor de artigos e obras jurídicas. * Este texto reflete a opinião do autor e não, necessariamente, a do Pleno.News. Comunicar erro Comunicar erro Se você encontrou erro neste texto, por favor preencha os campos abaixo. Sua mensagem e o link da página serão enviados automaticamente à redação do Pleno.News, que checará a informação. 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Pleno News 22/04/2026 10:03

Acordos de Isaac

Lawrence Maximus - 22/04/2026 10h03 Javier Milei e Benjamin Netanyahu Foto: AFP PHOTO / ARGENTINA'S PRESIDENCY Foi oficialmente anunciado, pelo primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, e pelo presidente da Argentina, Javier Milei, o documento denominado Acordos de Isaac. Tal iniciativa, cuja inspiração remonta ao pragmatismo diplomático que caracterizou os Acordos de Abraão, institui um referencial estratégico destinado a ampliar os vínculos de cooperação entre a Argentina, Israel e demais nações do Hemisfério Ocidental cujos valores se alinhem à defesa inegociável da liberdade, dos princípios democráticos e da herança judaico-cristã. Ao fazer referência a Isaac — figura patriarcal reverenciada tanto pela tradição judaica quanto pela cristã — o texto fundacional enfatiza uma base identitária civilizacional comum, capaz de ultrapassar limites meramente geográficos. A aproximação entre Israel e as nações latino-americanas de orientação centro-direitista revela-se não apenas oportuna, mas também de relevância histórica: ambas as partes se veem diante de ameaças existenciais oriundas de regimes tirânicos ou ditatoriais, além de partilharem a defesa intransigente da soberania nacional perante projetos políticos de caráter globalista. No cerne do acordo, encontra-se a articulação operacional voltada ao enfrentamento de organizações terroristas, com ênfase particular nas tentativas do regime iraniano de estender suas redes e sua infraestrutura logística no território latino-americano. A imprensa conservadora do Ocidente tem sustentado, de modo praticamente unânime, que administrações comprometidas com o Estado de Direito e com políticas de abertura econômica — a exemplo da gestão de Milei — constituem aliados naturais de Israel no que tange ao desmantelamento de fluxos financeiros ilegais, ao combate ao tráfico de armamentos e à interrupção de mecanismos de lavagem de capitais que alimentam o terrorismo, seja ele estatal ou não estatal. Em paralelo às dimensões securitárias, os Acordos de Isaac contemplam a ampliação da cooperação mútua nas áreas tecnológica, do agronegócio, da cibersegurança, da matriz energética e do intercâmbio comercial livre de barreiras protecionistas. Israel, mundialmente reconhecido sob o epíteto de “Startup Nation”, visualiza na Argentina liderada por Milei — país que se comprometeu com a desregulamentação, com privatizações estratégicas e com a abertura de seus mercados — um ambiente propício à implementação de soluções inovadoras nos campos da agrotecnologia, da dessalinização, das finanças digitais (fintech) e da proteção cibernética. Na esfera diplomática, a referida aliança busca congregar esforços no âmbito de organismos internacionais, com o objetivo de fazer frente a resoluções desproporcionalmente dirigidas contra Israel e, ao mesmo tempo, salvaguardar a autonomia econômica e política dos Estados signatários. Tal alinhamento configura-se como um contrapeso indispensável às coalizões de espectro progressista, as quais vêm instrumentalizando instâncias multilaterais para hostilizar governos conservadores e a própria aliança entre o Ocidente e Israel. Em suma, os Acordos de Isaac transcendem a mera formalização de um pacto diplomático bilateral. Eles representam a concretização de uma cosmovisão conservadora que erige a liberdade, a tradição judaico-cristã, a soberania nacional e a segurança coletiva como pilares estruturantes da ordem internacional contemporânea. Lawrence Maximus é doutorando em Ciências Políticas pela Pontificia Universidad Católica Argentina. Como cientista político, especializado em Cooperação Internacional, desenvolveu em seu Mestrado pesquisa sobre a UNRWA e os eventos de 7 de outubro, analisando o duplo papel desempenhado por instituições internacionais em zonas de conflito. É embaixador do Yad Vashem (Formação em Holocausto e combate ao Antissemitismo pelo Museu do Holocausto de Jerusalém, Israel). * Este texto reflete a opinião do autor e não, necessariamente, a do Pleno.News. Comunicar erro Comunicar erro Se você encontrou erro neste texto, por favor preencha os campos abaixo. Sua mensagem e o link da página serão enviados automaticamente à redação do Pleno.News, que checará a informação. Nome Completo E-mail Telefone Descrição do erro Mais Recentes Zé Trovão chora ao vivo em sessão que decide suspensão Rodrigo Pacheco diz que avalia disputar governo de Minas Gerais Vereadora propõe 3º banheiro: "Banheiro feminino é sagrado" Senador Magno Malta acredita ter sofrido ataque espiritual Justiça rejeita ação do Partido dos Trabalhadores contra Jordy WhatsApp Entre e receba as notícias do dia Entrar no Canal Telegram Entre e receba as notícias do dia Entrar no Grupo O autor da mensagem, e não o Pleno.News, é o responsável pelo comentário.

Pleno News 21/04/2026 10:32

Por que escrevemos herói com h?

Verônica Bareicha - 21/04/2026 10h32 Nesta terça-feira (21), celebramos o feriado de Tiradentes, líder da Inconfidência Mineira, morto enforcado e reconhecido como herói apenas muitos anos depois. Imagino que quando falamos deste herói brasileiro que lutou contra o “sistema”, surjam duas questões. A primeira é quase automática: por que escrevemos herói com “h”, se essa letra nem mesmo é pronunciada? Confesso que gostaria de dar a esse “h” um significado grandioso. Mas a explicação é simples: no latim — língua que deu origem ao português — o “h” tinha som e importância, assim, permaneceu. Então, a palavra “heros”, por sua vez originada do grego “hḗrōs”, se referia a um nobre influente. O termo vinha da mitologia, e designava os semideuses, conhecidos por seus feitos extraordinários. Hoje, segundo o Houaiss, herói tem alguns significados. Entre eles, o indivíduo notabilizado por coragem, tenacidade, abnegação e magnanimidade; alguém capaz de suportar, de forma exemplar, circunstâncias incomuns. Isso quer dizer que Joaquim José da Silva Xavier, conhecido como Tiradentes, foi alguém com essas nobres qualidades. Então, surge a segunda questão: por que esse apelido? De acordo com historiadores, o moço aprendeu com um tio o ofício de dentista prático. Logo, muitos recorriam a ele quando precisavam de tratamento dentário; e, literalmente, ele “tirava dentes”. Daí o apelido. Agora, mais do que isso: Tiradentes também confeccionava próteses com ossos de animais e arame, permitindo que as pessoas continuassem a comer e a sorrir. Pra mim, esse detalhe revela muito sobre esse homem. Mas veja, quando criança, sempre achei essa história fantástica. Até porque não deixa de ser curioso que Tiradentes seja o único brasileiro a ter um feriado nacional em sua memória. E por que seria? Com o tempo, e novas informações, entendi que nada era tão simples quanto imaginei. Mas ainda assim penso que é importante relembrarmos o episódio. Veja, Joaquim José da Silva Xavier era um homem simples e batalhador. Teve diversas profissões, não apenas a de dentista. Embora possuísse alguns bens, acumulava dívidas com a Coroa Portuguesa, que taxava tudo o que era extraído, consumido ou produzido por aqui. Nesse ponto, havia um contexto de cansaço — quase que coletivo — aos mandos e desmandos da Coroa, ainda um sentimento de “basta, já chega!” e a teoria Iluminista ganhava força mundo afora. Foi a junção disso tudo que fez com que ele e outros homens passassem a sonhar com a independência. Claro que não havia ainda um Brasil como o conhecemos hoje, nem um senso consolidado de pátria; então, naquele momento, o desejo foi apenas o de libertar Minas Gerais. O grupo era formado por intelectuais, fazendeiros, padres e militares e acabou sendo traído por um deles, o coronel Joaquim Silvério dos Reis. As motivações dele são discutidas até hoje, mas o desfecho é conhecido. Entre todos, Tiradentes era o mais popular. Circulava entre diferentes camadas sociais e tinha facilidade de comunicação. Acabou sendo apontado como líder; ainda que essa posição não fosse, necessariamente, a realidade. Como resultado, ele foi condenado e enforcado em praça pública. Teve o corpo esquartejado e exposto pelo caminho entre o Rio de Janeiro e Minas Gerais, como forma de intimidação. Sua cabeça foi fincada num poste na entrada de Vila Rica, e sua casa, destruída e salgada, para que nada mais nascesse naquele lugar. Era para ser o fim; o apagamento completo de um homem que ousou se levantar contra o sistema. Mas a história, às vezes, gosta de contrariar. Quase cem anos depois, com a Proclamação da República, o Brasil precisava construir sua identidade nacional. Necessitava de algo que fizesse sentido a todos, na luta por uma pátria. Naquele momento, Tiradentes ressurgiu; não como réu, mas como herói. Foi então elevado à condição de patrono cívico da nação, também das polícias civil e militar e da odontologia, e passou a ocupar um lugar que, provavelmente, ele jamais tenha imaginado. Penso que é aqui que passado e presente se encontram. Então, volto à questão: por que usamos “h” para herói se essa letra nem soa? Entendo que heróis são assim mesmo; pessoas com habilidades especiais, escolhidas pelo tempo e pelas circunstâncias que se levantam contra sistemas. Talvez, em um primeiro momento, elas nem soem. Talvez, sejam apelidadas de malucas ou excêntricas. Mas ainda assim se erguem e lutam. Sustentam sua posição com coragem, integridade e custo pessoal. E mesmo que acusadas, silenciadas, e “tiradas de circulação” estão vivas em nosso coração e nos impulsionam a sermos pessoas melhores. Sempre. Verônica Bareicha ama palavras e letrinhas desde sempre. Há vinte e tantos anos atua como revisora, redatora e ghostwriter. É pós-graduanda em Jornalismo Digital pela FAAP; pós-graduada em Mercado Editorial pela PUC-Rio e graduada em Letras, pelo Unasp-EC. Deseja neste espaço compartilhar o amor e dicas da língua portuguesa de forma leve, bem-humorada e divertida. * Este texto reflete a opinião do autor e não, necessariamente, a do Pleno.News. Comunicar erro Comunicar erro Se você encontrou erro neste texto, por favor preencha os campos abaixo. Sua mensagem e o link da página serão enviados automaticamente à redação do Pleno.News, que checará a informação. 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Pleno News 20/04/2026 18:06

Tiradentes e o esquecimento da história entre as novas gerações

Marco Feliciano - 20/04/2026 18h06 Tiradentes Foto: ChatGPT O que temos observado entre os jovens, ultimamente, é um preocupante desconhecimento da nossa história e das figuras que deixaram marcas indeléveis em sua trajetória. Amanhã, celebramos o dia de Tiradentes, Joaquim José da Silva Xavier, cuja importância levou à instituição de um feriado nacional em sua homenagem. Tiradentes foi um homem que integrou um grupo de brasileiros que se rebelou contra o governo da metrópole, Portugal, em razão dos impostos considerados extorsivos cobrados da colônia. Como ocorre em muitas rebeliões, o movimento acabou sendo descoberto, chegando ao conhecimento da Coroa portuguesa, que determinou a prisão dos envolvidos e a condenação à morte de seu líder. A execução de Tiradentes ocorreu por enforcamento, seguida do esquartejamento de seu corpo, uma punição que tinha também o objetivo de servir como exemplo e intimidação. Trata-se de um episódio marcante da nossa história, que evidencia o preço pago por aqueles que ousaram lutar por mudanças. Não há, portanto, o que celebrar no sentido festivo, mas sim o que relembrar. É fundamental que as novas gerações conheçam a história do país e reconheçam que tivemos homens valorosos que deram a própria vida em nome do bem comum. Finalizo pedindo a Deus que, nestes momentos desafiadores da política, possamos manter a esperança de dias melhores. Que saibamos confiar no Altíssimo e buscar caminhos de equilíbrio e sabedoria. Que Ele derrame as mais escolhidas bênçãos celestiais sobre todo o povo brasileiro. Marco Feliciano é pastor e está em seu quarto mandato consecutivo como deputado federal pelo Estado de São Paulo. Ele também é escritor, cantor e presidente da Assembleia de Deus Ministério Catedral do Avivamento. * Este texto reflete a opinião do autor e não, necessariamente, a do Pleno.News. Comunicar erro Comunicar erro Se você encontrou erro neste texto, por favor preencha os campos abaixo. Sua mensagem e o link da página serão enviados automaticamente à redação do Pleno.News, que checará a informação. Nome Completo E-mail Telefone Descrição do erro Mais Recentes PGR pede a Mendonça que refaça delação sobre fraudes no INSS Justiça torna sobrinho de Dilma réu após ação de Nikolas Ferreira Sóstenes ironiza ida de Lula aos EUA para encontro com Trump Veja imagens do acidente de avião que matou 2 em Belo Horizonte Trump: "Talvez seja hora de a Coreia do Sul se juntar à missão" WhatsApp Entre e receba as notícias do dia Entrar no Canal Telegram Entre e receba as notícias do dia Entrar no Grupo O autor da mensagem, e não o Pleno.News, é o responsável pelo comentário.

Pleno News 20/04/2026 12:53

O pedido de Gilmar Mendes é inconstitucional

André Marsiglia - 20/04/2026 12h53 O pedido de Gilmar Mendes para que Alexandre de Moraes inclua Romeu Zema no inquérito das fake news é inconstitucional. Zema divulgou vídeo satírico com fantoches de magistrados, insinuando irregularidades, e tem defendido que ministros não são intocáveis e devem ser investigados.   Ver essa foto no Instagram   Um post compartilhado por Romeu Zema (@romeuzemaoficial) A crítica e a sátira política contra autoridades, segundo a própria jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, são expressões legítimas e não podem ser tratadas como ilícito, sob pena de se criminalizar o debate. Ainda que se cogitasse excesso, não se trataria de “fake news”, mas, no máximo, de eventual crime contra a honra. A inclusão de Zema no inquérito das fake news não decorre de competência do STF, pois ele não possui foro perante a Corte, de acordo com art. 105 da CF, mas do desejo dos ministros tornarem reféns as candidaturas de Zema, Flavio Bolsonaro e de outros críticos da Corte. André Marsiglia é advogado, professor de Direito Constitucional e especialista em liberdade de expressão. * Este texto reflete a opinião do autor e não, necessariamente, a do Pleno.News. Comunicar erro Comunicar erro Se você encontrou erro neste texto, por favor preencha os campos abaixo. Sua mensagem e o link da página serão enviados automaticamente à redação do Pleno.News, que checará a informação. Nome Completo E-mail Telefone Descrição do erro Mais Recentes Gleisi Hoffmann critica Davi Alcolumbre: “Inimigo dentro de casa” Lula diz que é “bom” povo ter capacidade de se endividar ONG tenta encerrar controle em redes financiado por Erika Hilton Malafaia se emociona ao falar de Bolsonaro e cita maldade PGR pede a Mendonça que refaça delação sobre fraudes no INSS WhatsApp Entre e receba as notícias do dia Entrar no Canal Telegram Entre e receba as notícias do dia Entrar no Grupo O autor da mensagem, e não o Pleno.News, é o responsável pelo comentário.

Pleno News 20/04/2026 10:38

Érika Hilton: Priscila, a Rainha do Deserto Sofista da política

Juliana Moreira Leite - 20/04/2026 10h38 Erika Hilton Foto: Vinicius Loures/Câmara dos Deputados Há algo de profundamente perturbador quando o poder se antecipa à própria lei, quando a sanção vem antes da norma, e a intimidação precede o debate. O que se vê no comportamento de Érika Hilton não é apenas excesso retórico, mas um ensaio de coerção institucional: recorrer à AGU para constranger críticos de um projeto que sequer se tornou lei é inverter a lógica democrática. Não se trata mais de convencer, trata-se de calar. E isso, em qualquer sociedade que ainda se pretenda livre, deveria soar como um alarme ensurdecedor. Há também, no plano simbólico, uma dissonância quase literária, embora não no bom sentido. Invocar Machado de Assis como ornamento intelectual enquanto se tropeça na própria linguagem, incapaz de conjugar verbos ou sustentar o plural mais básico, não é apenas uma contradição estética; é um retrato de impostura. Machado compreendia a ironia como poucos, e talvez sorrisse, com seu ceticismo elegante, diante de alguém que tenta vestir a erudição como figurino, sem jamais habitar o pensamento. No fim, o que se revela é um tipo clássico de engodo sofista: muita pose, pouca substância; muito aparato, pouca consistência. A perseguição travestida de justiça, o argumento substituído pela pressão, o discurso inflado que não resiste à gramática — tudo isso compõe um teatro que não engana quem ainda preserva o mínimo de rigor intelectual. E talvez seja esse o ponto mais incômodo: não é apenas sobre uma parlamentar, mas sobre o rebaixamento deliberado do debate público. Juliana Moreira Leite é jornalista, apresentadora e comentarista. Aqui você vai ver o Brasil como ele é, não como tentam vender. * Este texto reflete a opinião do autor e não, necessariamente, a do Pleno.News. Comunicar erro Comunicar erro Se você encontrou erro neste texto, por favor preencha os campos abaixo. Sua mensagem e o link da página serão enviados automaticamente à redação do Pleno.News, que checará a informação. Nome Completo E-mail Telefone Descrição do erro Mais Recentes Trump sobre Irã: "Talvez seja hora de a Coreia do Sul se juntar à missão" MG: Filho de prefeito está entre os mortos em acidente aéreo em BH Lula deve levar um ministro para reunião com Trump Eike Batista critica os filhos mais velhos: "Geração fru-fru" Gilmar Mendes: Caso Master gera perplexidade na população WhatsApp Entre e receba as notícias do dia Entrar no Canal Telegram Entre e receba as notícias do dia Entrar no Grupo O autor da mensagem, e não o Pleno.News, é o responsável pelo comentário.

Pleno News 19/04/2026 20:06

Messias, STF, aborto e os limites institucionais

William Douglas - 19/04/2026 20h06 Jorge Messias Foto: Renato Menezes/Ascom AGU 1. O episódio e as acusações Recentemente, fui acusado de “apoiar um abortista” e até de ser um “falso profeta”. Explico: postei notícia de que o ministro Jorge Messias, da AGU, aceitou meu convite para palestrar sobre Choque de Gestão no Serviço Público no evento Favela + Rica, que ocorrerá em junho no Rio de Janeiro. Seus resultados à frente da AGU justificam plenamente o convite; quem duvidar disso basta pesquisar. Eis um dos comentários feitos em meu Instagram, que não tratava de indicação ao STF ou de aborto, mas de resultados da AGU no tema das transações tributárias: “Pastor dando palco para um sujeito que é a favor da injeção letal no coração do feto? @igrejaplena está ciente dessa barbárie? Temos que ter cuidados com o falso profeta.” Sequer estava defendendo a indicação de Messias ao STF, mas citar o convite já bastou para, mais uma vez, confundirem quem atua como representante institucional com quem define a posição política. Recebi várias críticas, entre elas essa marcação do endereço de minha igreja local, provavelmente com a intenção de que meu pastor tomasse providências ou, talvez, censurasse ou vedasse a palavra a um “falso profeta”. Alguns leitores, alunos e seguidores, perplexos, questionaram-me como eu, cristão, pastor, “pró-vida”, estava próximo do “abortista” Messias. Diante das críticas, esclareço os fatos e, sobretudo, reafirmo uma tese: não se pode confundir a atuação institucional de um agente público com suas convicções pessoais. 2. A defesa da indicação e o equívoco central Entre outros ataques injustos — alguns de boa-fé, outros não — muitos sustentam que o tema da assistolia fetal deve contraindicar a aprovação, pelo Senado, do nome de Jorge Messias para o cargo de ministro do STF. A verdade, porém, é que defendo ser uma boa escolha, justamente por eu ser cristão e por conhecer Messias (aliás, diácono da Igreja Batista; aliás, também contrário ao aborto). Para isso, há vários motivos: entre eles, o fato de que a prerrogativa é do presidente da República, algo que o pastor Silas Malafaia também mencionou. Outro motivo: Messias é pró-vida e, por convicção pessoal, contrário ao aborto. 3. O papel institucional da AGU A origem de todo esse imbróglio, explorado por alguns críticos, é simples. Messias é o advogado-geral da União e, nessa condição, tem o dever de emitir parecer jurídico em nome do Executivo sobre os mais diversos temas que envolvem as ações em que a União deve se manifestar. 4. O caso do CFM e seus limites Em 2024, coube-lhe enfrentar a espinhosa questão de saber se a Resolução nº 2.378/2024, do Conselho Federal de Medicina (CFM), poderia limitar, ao marco de 22 semanas, a possibilidade de realização do procedimento de assistolia fetal previamente aos procedimentos de interrupção da gravidez nos casos de aborto oriundo de estupro. Também ficou claro que o CFM não indicou, uma vez proibida a assistolia, qual seria o procedimento a ser adotado após as 22 semanas, o que, em leitura possível, pode ser interpretado como uma sinalização de que, ultrapassado esse marco, não se deveria mais realizar o aborto, mas sim proceder ao parto prematuro. A peça, assinada por três procuradores (dois homens e uma mulher), não expressa a visão pessoal de Messias, mas a posição institucional do governo federal. A tese central do parecer, tão frequentemente citada, mas nem sempre lida com atenção, é que a limitação posta pela Resolução CFM nº 2.378/2024, com marco temporal de 22 semanas para a realização do aborto em gravidez oriunda de estupro, “somente seria possível por meio de lei formal”. E essa é uma atribuição do Congresso Nacional, nunca de um conselho profissional. 5. A competência do Congresso O parecer afirma que a questão deve ser devolvida ao Parlamento, casa de representantes eleitos pelo voto popular, diferentemente dos membros do CFM e dos ministros do STF, que não são eleitos pelo povo. São os parlamentares, eleitos democraticamente, que devem decidir se, na hipótese de gravidez decorrente do crime hediondo do estupro, o último marco para se admitir o aborto são as 22 semanas (já que nosso Código Penal é silente quanto a um marco temporal). 6. O problema do “ativismo de estimação” É curioso que vivamos tempos em que muitos acusam o STF de ultrapassar suas competências constitucionais e avançar sobre atribuições de outros poderes. Como professor e valendo-me da liberdade de cátedra, já expressei mais de uma vez, de forma respeitosa, meu desacordo com certas atuações de nossa Suprema Corte que me pareceram caracterizar ativismo judicial. O que me assusta é que os mesmos que atacam o STF, apontando ativismo, agora crucificam Messias por ele se posicionar contra o ativismo do CFM. Aqui reside um ponto nevrálgico: não se pode admitir “ativismo de estimação”. Se o ativismo do STF ou do CFM agrada no mérito, muitos o aplaudem ou silenciam; quando essa mesma Corte ou o mesmo Conselho, com o mesmo tipo de atuação, decide contra o que se deseja, então seus membros passam a ser tratados como adversários a serem combatidos. Essa seletividade ideológica, que leva ao conflito e à dissensão, tem corroído as bases de nossa democracia, transformando-a em um embate cada vez mais próximo ao de “torcidas organizadas”. Se a contenção do ativismo judicial é importante para a estabilidade institucional, esse critério deve ser aplicado de forma coerente: tanto quando concordamos com a decisão quanto quando dela discordamos. 7. A lição de Antonin Scalia É melhor, como recorda Antonin Scalia, deixar que as questões moralmente candentes, que interessam tanto à direita quanto à esquerda, sejam decididas pelo Congresso, que conta com centenas de representantes das mais diversas posições presentes na sociedade, inclusive sobre temas altamente polêmicos. Nem o STF, que não tem voto, nem o CFM, que também não possui esse poder, deveriam se imiscuir em assunto tão sensível. Trata-se de matéria própria do Legislativo. “A permissibilidade do aborto, e as limitações sobre ele, devem ser resolvidas como a maioria das questões importantes em nossa democracia: por cidadãos tentando persuadir uns aos outros e depois votando.” Antonin Scalia, ministro da Suprema Corte dos EUA, em Planned Parenthood of Se. Pa. v. Casey, 1992 8. Representatividade e decisão democrática Tanto no Supremo Tribunal Federal quanto no Conselho Federal de Medicina, a participação feminina é inferior a cerca de 10%, o que evidencia uma sub-representação relevante nesses espaços. Esse dado reforça a importância de que temas sensíveis sejam decididos pelo Congresso Nacional, órgão constitucionalmente vocacionado à deliberação plural e democrática e no qual há maior percentual de mulheres. 9. O componente político Por fim, não poderia deixar de mencionar o “óbvio ululante”, na expressão de Nelson Rodrigues: se a indicação do nome é do presidente da República, é de se esperar que ele indique alguém de corrente política oposta? A direita quer barrar Messias não por um tema ou outro, mas para impor uma derrota política ao presidente da República. Usar sua atuação como advogado-geral da União para desqualificá-lo não é correto, e explico a razão: ele não falava em nome próprio, mas no exercício de função institucional de representação jurídica do Executivo, cuja atuação não se confunde com convicções pessoais. Logo, tudo o que se critica em Messias são posições que devem ser atribuídas ao governo federal, e não a ele pessoalmente. 10. Reputação e função institucional Seus resultados como gestor são expressivos. Obteve diversas vitórias como advogado da União, investiu em consensualidade e contribuiu para significativa economia de recursos públicos. Esses resultados tornam notório seu saber jurídico. Além da idade, o outro requisito constitucional é a reputação ilibada. Nesse ponto, reitero: o que ele disse em peças institucionais não pode atingir sua reputação pessoal, pois seguia diretrizes do ente que representava. Da mesma forma, críticas a Messias pelo tratamento dado aos eventos de 8 de janeiro são inadequadas, pois também dizem respeito à atuação institucional, e não a uma escolha individual. Nesse sentido, é razoável esperar que um senador — sobretudo alguém que professe a fé cristã — não atribua a uma pessoa responsabilidade moral por atos ou posições que não lhe pertencem. 11. Conclusão Concluo citando Sobral Pinto, católico e feroz anticomunista que, na era Vargas, atuou como advogado de defesa do comunista Prestes. Sobral Pinto colocou seu dever como patrono acima de sua rejeição pessoal à ideologia marxista. Outro grande católico, Antonin Scalia, com seus nove filhos (sendo um deles padre) e opositor firme do aborto, fez o mesmo: defendeu que a definição sobre o aborto não caberia ao Judiciário, mas ao processo democrático. Ele era abortista? Certamente que não. Apenas afirmou que essa decisão deve ser tomada pelo Congresso. Então, deixemos claro: Messias, no plano pessoal, é contrário ao aborto. Se alçado ao STF, repetirá o que afirmou em seu parecer: trata-se de matéria a ser deliberada pelo Congresso Nacional. Isso contribuirá para conter recente movimento de ativismo judicial, em que o STF avança sobre competência legislativa para tratar do tema pela via judicial. Essa é uma das razões pelas quais espero sua aprovação, confiando que o Senado não puna um agente público por exercer, com correção técnica, uma função institucional que não se confunde com suas convicções pessoais. William Douglas é professor de Direito Constitucional, pastor batista, escritor e mestre em Direito. * Este texto reflete a opinião do autor e não, necessariamente, a do Pleno.News. Comunicar erro Comunicar erro Se você encontrou erro neste texto, por favor preencha os campos abaixo. Sua mensagem e o link da página serão enviados automaticamente à redação do Pleno.News, que checará a informação. Nome Completo E-mail Telefone Descrição do erro Mais Recentes TCU arquiva processo sobre uso de avião de Vorcaro por Nikolas Conselho vai decidir se suspende deputados por ato na Câmara Silas Malafaia sobre Moraes: 'Não odeio, mas o critico duramente' Após cirurgia no ombro, Jair Bolsonaro recebe alta hospitalar Bancária morre engasgada com chiclete durante culto em MT WhatsApp Entre e receba as notícias do dia Entrar no Canal Telegram Entre e receba as notícias do dia Entrar no Grupo O autor da mensagem, e não o Pleno.News, é o responsável pelo comentário.

Pleno News 17/04/2026 17:51

CPI do Crime Organizado terminou em “pizza”?

Magno Malta - 17/04/2026 17h51 CPI do Crime Organizado Foto: Carlos Moura/Agência Senado Participei diretamente da CPI do Crime Organizado. Não falo como espectador, mas como membro efetivo de uma comissão que, desde o início, já carregava um destino previsível. A presidência estava nas mãos do PT e, nos bastidores, muitos de nós sabíamos que o desfecho dificilmente seria técnico ou independente. Ainda assim, entrei para trabalhar. Apresentei requerimentos, propus convocações relevantes e insisti no aprofundamento de pontos sensíveis. A resposta? Silêncio institucional. Nada foi considerado. Em mais de uma ocasião, ouvi justificativas vagas, do tipo: “não é o momento político” ou “isso pode gerar instabilidade”. Desde quando CPI existe para preservar conforto? O episódio mais emblemático veio na reta final. O relatório simplesmente não foi aprovado, não por falta de mérito, mas por uma manobra política escancarada: retiraram dois senadores da comissão e inseriram governistas para garantir o resultado. Não foi derrota de argumentos; foi rearranjo de cadeiras. E, paradoxalmente, foi justamente nesse movimento que algo relevante aconteceu. O relatório trouxe a exposição de pedidos de indiciamento contra três ministros do Supremo Tribunal Federal: Moraes, Toffoli e Gilmar, além do Procurador-Geral da República, Gonet. Ainda que o Senado não tenha dado seguimento, o registro está feito. E isso tem peso político. A ideia de um Supremo intocável, imune a questionamentos, já não se sustenta como antes. E não sou eu quem afirma isso; os dados apontam nessa direção. Pesquisa recente do Datafolha revela um cenário contraditório, porém revelador. Ao mesmo tempo em que a maioria dos brasileiros reconhece a importância do STF para a democracia, cresce de forma significativa a percepção de que seus ministros concentram poder excessivo. Mais do que isso, aumenta a desconfiança. Ou seja, o respeito institucional ainda existe, mas a confiança está rachando. No fim das contas, a CPI pode até ser chamada de “pizza”. A frustração é compreensível. Mas, tendo estado lá dentro, afirmo: não foi apenas isso. As tentativas de abafamento falaram mais alto do que muitos depoimentos. As manobras ficaram expostas. E, sobretudo, caiu mais um pedaço da narrativa de perfeição institucional. Se houve “pizza”, ela veio acompanhada de algo que incomoda mais do que qualquer resultado formal, a revelação explícita de como o “jogo” é feito. A CPI terminou. A exposição, não. Magno Malta é senador da República. Foi eleito por duas vezes o melhor senador do Brasil. * Este texto reflete a opinião do autor e não, necessariamente, a do Pleno.News. Comunicar erro Comunicar erro Se você encontrou erro neste texto, por favor preencha os campos abaixo. Sua mensagem e o link da página serão enviados automaticamente à redação do Pleno.News, que checará a informação. Nome Completo E-mail Telefone Descrição do erro Mais Recentes Polícia prende o quinto suspeito por estupro coletivo de crianças Igreja brasileira atua em missões e fortalece imigrantes nos EUA Silas Malafaia afirma que o PT iniciou na base da Igreja Católica Zema: Auxílios do governo estão criando geração de imprestáveis Secretário sobre vídeo de estupro de crianças: "Não consegui ver" WhatsApp Entre e receba as notícias do dia Entrar no Canal Telegram Entre e receba as notícias do dia Entrar no Grupo O autor da mensagem, e não o Pleno.News, é o responsável pelo comentário.

Pleno News 17/04/2026 13:26

A verdade sobre o julgamento dos psicólogos cristãos no STF

Rafael Durand - 17/04/2026 13h26 Estátua da Justiça (Imagem ilustrativa) Foto: Freepik Nos últimos dias, o cenário jurídico e social brasileiro foi inundado por uma onda de desinformação acerca da ADI 7426, que tramita no Supremo Tribunal Federal. Narrativas apressadas e, em muitos casos, mal-intencionadas, tentam rotular a ação como uma tentativa de legalizar a “cura gay” ou impor dogmas religiosos dentro dos consultórios. É preciso restabelecer a verdade: esta ação não busca, sob hipótese alguma, validar terapias de reversão sexual ou qualquer prática desprovida de base científica. O que se discute aqui é algo muito mais profundo e caro à nossa democracia: o direito de um cidadão brasileiro não ser “desintegrado” de sua própria identidade para poder trabalhar. O ALVO REAL: A MORDAÇA INSTITUCIONALIZADA Diferente do que propaga parte da mídia, o Partido Novo e o Instituto Brasileiro de Direito e Religião (IBDR) não questionam a Resolução nº 07/2023 do Conselho Federal de Psicologia (CFP) em sua totalidade. O foco é especificamente sobre os incisos V, VI e IX do artigo 3º, que proíbem o psicólogo de utilizar seu título associado a vertentes religiosas, vincular conceitos psicológicos a crenças ou utilizar a fé como forma de publicidade. Na prática, o CFP criou uma espécie de mordaça. E o objetivo da ADI é, tão somente, resguardar a liberdade religiosa e rechaçar uma perseguição ideológica que tem nome e endereço certo: os psicólogos cristãos. Ora, enquanto profissionais que professam religiões de matriz africana expressam sua fé livremente em suas redes sociais sem qualquer assédio dos conselhos, o psicólogo cristão é submetido a um patrulhamento inquisitorial. A FALHA NO VOTO DO RELATOR Ademais, é imperativo criticar o voto proferido pelo ministro Alexandre de Moraes antes do pedido de destaque do ministro Edson Fachin. O relator, ao votar pela constitucionalidade da norma, ateve-se a um discurso genérico sobre a “laicidade da clínica”, mas falhou gravemente ao não enfrentar o objeto real da ação nem as evidências robustas de perseguição. Moraes ignorou que os casos que chegam aos Conselhos Regionais não são sobre imposição de crenças no setting terapêutico. São, em sua esmagadora maioria, denúncias anônimas de terceiros ou de ofício (pelos próprios conselheiros) sobre o que o profissional posta em suas redes sociais pessoais (Instagram, YouTube, etc.). Assim, o ministro não considerou que o CFP tem utilizado essa resolução para monitorar biografias digitais e notificar profissionais pelo “crime” de postar um versículo bíblico ou declarar-se “psicóloga cristã”. O PSICÓLOGO COMO CIDADÃO Acompanhamos casos alarmantes em que psicólogos foram compelidos a assinar Termos de Ajustamento de Conduta (TACs) ou a responderem Processos Éticos humilhantes. Não porque tentaram “converter” pacientes, mas porque postaram provérbios bíblicos ou mencionaram sua frequência a cultos em suas redes sociais. É preciso dizer o óbvio: o psicólogo, antes de ser um profissional regulamentado, é um cidadão brasileiro. Ele goza das garantias fundamentais previstas no Artigo 5º da nossa Constituição: liberdade de religião, de consciência e de expressão. Uma resolução de conselho de classe, que é uma norma de hierarquia infralegal, ou seja, está abaixo da Constituição e das Leis, não possui o condão de aniquilar direitos humanos básicos. Não se pode exigir que o indivíduo se despoje de sua alma e de sua fé para exercer sua vocação. Ademais, a espiritualidade é um fator de saúde mental reconhecido internacionalmente e pelo próprio CFP em notas e resoluções anteriores. STATUS ATUAL DO JULGAMENTO O julgamento da ADI 7426, que havia se iniciado no plenário virtual com o voto do relator Alexandre de Moraes, foi interrompido por um pedido de destaque do ministro presidente do STF Edson Fachin. Com isso, o caso sai do sistema eletrônico e será reiniciado do zero no plenário físico, onde o debate ocorrerá de forma presencial e pública. Essa mudança é fundamental para que as evidências de perseguição ideológica e o patrulhamento da vida privada dos profissionais, ignorados no voto inicial, sejam devidamente enfrentados por todos os onze ministros da Corte. Afinal, tratar a identidade cristã como um “ilícito ético” não é zelo científico, mas preconceito institucionalizado. O destaque do ministro Fachin abre agora a oportunidade para que o Plenário Físico do STF, sob a ótica de toda a sociedade e com o voto de todos os ministros, corrija essa injustiça e garanta que, no Brasil, a ciência não seja usada como pretexto para a perseguição religiosa! Rafael Durand é advogado, mestre em Direito, pós-graduado em Direito Público e em Direito Digital, professor, membro do Instituto Brasileiro de Direito e Religião (IBDR) e da Comissão de Direito e Liberdade Religiosa da OAB-PB, fundador do NEPC3 – Núcleo de Estudos em Política, Cidadania e Cosmovisão Cristã, autor de artigos e obras jurídicas. * Este texto reflete a opinião do autor e não, necessariamente, a do Pleno.News. Comunicar erro Comunicar erro Se você encontrou erro neste texto, por favor preencha os campos abaixo. Sua mensagem e o link da página serão enviados automaticamente à redação do Pleno.News, que checará a informação. 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Pleno News 17/04/2026 11:28

Entre o populismo e a realidade: O desafio de defender o trabalhador

Marco Feliciano - 17/04/2026 11h28 Protesto pelo fim da escala 6×1, em São Paulo Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil Quem, como eu, veio da camada mais humilde da sociedade sabe o que é enfrentar as dificuldades da vida desde cedo. Fui menino engraxate, cortador de cana, apanhador de algodão. Experimentei, portanto, o que há de mais rude na realidade de muitos brasileiros. Hoje, como legislador, jamais trairia minhas origens. Sou, e sempre serei, a favor dos trabalhadores. No entanto, ser a favor dos trabalhadores não significa apoiar propostas de governos populistas que prometem benefícios sem lastro financeiro. Medidas como a redução da jornada de trabalho com manutenção integral dos salários podem parecer positivas à primeira vista, mas representam, na prática, uma maquiagem perigosa nas finanças das empresas. A conta, inevitavelmente, chega. E quem paga é o próprio trabalhador, com a possível redução de vagas de emprego, além do enfraquecimento das empresas, muitas das quais podem não suportar o impacto e acabar fechando as portas. Há ainda aqueles que, de forma desonesta, tentam me retratar como alguém contrário aos trabalhadores. Isso não corresponde à verdade. Sou visceralmente a favor de quem trabalha, porque conheço essa realidade. Mas também entendo a importância de manter a máquina econômica funcionando. O que se propõe, muitas vezes, é a distribuição de recursos que simplesmente não existem, em um caminho irresponsável que pode levar à quebra do país. O verdadeiro problema das finanças públicas não está nos salários, mas na corrupção que, de forma recorrente, compromete os cofres públicos em diferentes setores. Finalizo pedindo a Deus que nos conceda equilíbrio para legislar com responsabilidade, sem ceder a soluções fáceis e discursos populistas. Que Ele derrame suas mais escolhidas bênçãos sobre todos os trabalhadores do nosso país. Marco Feliciano é pastor e está em seu quarto mandato consecutivo como deputado federal pelo Estado de São Paulo. Ele também é escritor, cantor e presidente da Assembleia de Deus Ministério Catedral do Avivamento. * Este texto reflete a opinião do autor e não, necessariamente, a do Pleno.News. Comunicar erro Comunicar erro Se você encontrou erro neste texto, por favor preencha os campos abaixo. Sua mensagem e o link da página serão enviados automaticamente à redação do Pleno.News, que checará a informação. Nome Completo E-mail Telefone Descrição do erro Mais Recentes Influenciadora Nathalia Valente é vítima de assalto: "Muito triste" Em pronunciamento na TV, Lula anuncia "Novo Desenrola Brasil" Milton Leite critica política de diversidade adotada na Globo Setor de varejo lança manifesto em defesa da 'taxa das blusinhas' Cazarré segue em alta na Globo, mesmo após repercussão de curso WhatsApp Entre e receba as notícias do dia Entrar no Canal Telegram Entre e receba as notícias do dia Entrar no Grupo O autor da mensagem, e não o Pleno.News, é o responsável pelo comentário.

Pleno News 17/04/2026 11:23

Estamos próximos de uma terceira guerra mundial?

Vinícius Lana - 17/04/2026 11h23 Al Jnah, subúrbio do sul de Beirute Foto: Irahim AMRO / AFP) Essa pergunta deixou de ser teoria e passou a ser debatida com seriedade diante da crise no Oriente Médio. O conflito envolvendo Irã, Estados Unidos e Israel atingiu um novo nível com o impasse no Estreito de Ormuz. O que antes era regional agora começa a afetar também os interesses de todo o sistema global. O ponto central dessa escalada está no controle de uma das rotas mais estratégicas do planeta. O Estreito de Ormuz responde por cerca de 20% do fluxo mundial de petróleo, além dos fertilizantes que são usados na produção de alimentos. Sua instabilidade já pressiona os preços e afeta inúmeras cadeias logísticas super importantes. Além disso, o conflito envolve alianças e interesses que vão muito além da região. Ataques, ameaças e movimentações militares aumentam o risco de um efeito dominó. A história mostra que guerras mundiais não começam de forma declarada, mas por escaladas sucessivas. E o cenário atual apresenta exatamente esse padrão. Diante disso, o mundo entra agora em uma fase de alerta silencioso, em que qualquer decisão mal calculada dos governantes pode ampliar ainda mais o conflito. Não se trata apenas de um problema localizado, mas de um teste para o equilíbrio global. A grande questão agora é até onde essa escalada pode chegar. Vinícius Lana é cristão e pesquisador de Escatologia Bíblica. * Este texto reflete a opinião do autor e não, necessariamente, a do Pleno.News. Comunicar erro Comunicar erro Se você encontrou erro neste texto, por favor preencha os campos abaixo. Sua mensagem e o link da página serão enviados automaticamente à redação do Pleno.News, que checará a informação. Nome Completo E-mail Telefone Descrição do erro Mais Recentes Influenciadora Nathalia Valente é vítima de assalto: "Muito triste" Em pronunciamento na TV, Lula anuncia "Novo Desenrola Brasil" Milton Leite critica política de diversidade adotada na Globo Setor de varejo lança manifesto em defesa da 'taxa das blusinhas' Cazarré segue em alta na Globo, mesmo após repercussão de curso WhatsApp Entre e receba as notícias do dia Entrar no Canal Telegram Entre e receba as notícias do dia Entrar no Grupo O autor da mensagem, e não o Pleno.News, é o responsável pelo comentário.

Pleno News 15/04/2026 16:16

Debate sobre aborto volta ao centro das discussões no STF

Marco Feliciano - 15/04/2026 16h16 No último dia 31 de março, portanto há poucos dias, o partido de esquerda PSOL, em mais uma iniciativa que, segundo essa visão, contraria costumes cristãos pró-vida, pediu ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, que não acolha um parecer da Procuradoria-Geral da República favorável à proibição da assistolia fetal como forma de interromper a gestação entre cinco e nove meses no país. Ainda no mês de março, o partido sugeriu à Corte que restabeleça a Resolução nº 2.378/2024 do Conselho Federal de Medicina, que impedia médicos de realizarem o feticídio após 22 semanas de gestação em casos de estupro. A norma, no entanto, está suspensa desde maio de 2024 por determinação do próprio ministro Alexandre de Moraes. Nesse cenário, o tema da defesa da vida desde a concepção volta a exigir atenção. Há o entendimento de que discussões como essa envolvem não apenas aspectos legais, mas também impactos profundos na vida de mulheres que enfrentam situações delicadas. Segundo essa perspectiva, experiências pós-aborto podem trazer consequências emocionais e psicológicas duradouras, especialmente para jovens. Diante disso, reforça-se a importância do acompanhamento atento desses debates e da valorização de políticas e ações voltadas à proteção da vida. Finalizo reafirmando o compromisso com a defesa da vida e pedindo a Deus que derrame suas bênçãos sobre todos os bebês rejeitados e amparados pela fé. Marco Feliciano é pastor e está em seu quarto mandato consecutivo como deputado federal pelo Estado de São Paulo. Ele também é escritor, cantor e presidente da Assembleia de Deus Ministério Catedral do Avivamento. * Este texto reflete a opinião do autor e não, necessariamente, a do Pleno.News. Comunicar erro Comunicar erro Se você encontrou erro neste texto, por favor preencha os campos abaixo. Sua mensagem e o link da página serão enviados automaticamente à redação do Pleno.News, que checará a informação. Nome Completo E-mail Telefone Descrição do erro Mais Recentes Moraes libera Roberto Jefferson de tornozeleira para exames Após derrota histórica, Lula deve demitir aliados de Alcolumbre Moraes aciona PGR após PF dizer que Monark questiona eleições Relatório dos EUA sobre sanções comerciais ao Brasil sai em julho Congresso analisa veto ao PL da Dosimetria nesta quinta-feira WhatsApp Entre e receba as notícias do dia Entrar no Canal Telegram Entre e receba as notícias do dia Entrar no Grupo O autor da mensagem, e não o Pleno.News, é o responsável pelo comentário.

Pleno News 15/04/2026 10:30

“Operação abafa” e confiança institucional abalada

Ives Gandra Martins - 15/04/2026 10h30 Comissão Parlamentar Mista de Inquérito do INSS Foto: Geraldo Magela/Agência Senado A recente decisão da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS de rejeitar, por 19 votos a 12, o relatório que pedia a investigação de inúmeras pessoas envolvidas na lesão a milhões de brasileiros vulneráveis — aposentados que foram assaltados por quadrilhas que atuam dentro e fora do governo — revela um cenário preocupante. Somada a isso houve, também, a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) de não prorrogar a CPMI. Desse modo, evidentemente, não se admite sequer que se investigue o que aconteceu nesse assalto a essa massa de vulneráveis no Brasil. Tal cenário impede uma investigação profunda e rigorosa sobre o desvio de recursos de uma vasta e fragilizada parcela da sociedade: os aposentados. Embora tenha o Governo Federal os tenha ressarcido, fê-lo com o dinheiro dos contribuintes e não com a devolução dos valores pelos que assaltaram. A imprensa também tem mostrado o escândalo do Banco Master com um prejuízo colossal para os brasileiros, estimado em mais de R$ 50 bilhões, com impacto direto sobre pequenos depositantes e a estabilidade do sistema financeiro. Tanto esse caso quanto as irregularidades no INSS ocorrem sob a gestão do presidente Lula e exigem uma apuração rigorosa em busca da verdade. Fachada do Banco Master, no Itaim Bibi, em São Paulo Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil Contudo, o que testemunhamos é um processo de “abafa” nos Três Poderes. No Executivo, o governo orienta sua base aliada a engavetar relatórios com os nomes daqueles que deveriam ser investigados. É o presidente Lula, portanto, querendo “abafar” o escândalo do INSS. No Legislativo, a presidência do Senado evita as prorrogações necessárias. No Judiciário, o Supremo também barra a continuidade das apurações. Enquanto a imprensa exerce seu papel investigativo fundamental para mostrar o que está acontecendo no país, os Três Poderes parecem caminhar na direção oposta, procurando fazer com que não se conheçam nem se investiguem os fatos. Essa paralisia deliberada das instâncias de controle não apenas perpetua a impunidade, mas também sufoca o princípio da publicidade, essencial em qualquer democracia saudável. Quando os mecanismos de pesos e contrapesos — o checks and balances — deixam de funcionar para proteger o interesse público e passam a servir como blindagem política, o Estado de Direito entra em uma zona cinzenta, onde a conveniência dos governantes se sobrepõe ao rigor da lei. O reflexo disso é a nítida perda de confiança da população nos Três Poderes, como indicam pesquisas recentes que mostram que 60% da população não confiam no STF ou apenas 16% depositam plena confiança na Corte (Estadão e Folha). O Legislativo e o Executivo enfrentam índices igualmente baixos. Ora, o povo brasileiro é inteligente e informado: ele percebe a falta de transparência e deseja saber o que se esconde por trás desses escândalos, percebendo que há esse processo de “abafa”. Ao decidirem-se pelos sigilos e pelo não prosseguimento das investigações, de modo que não sejam conhecidos os pormenores do que realmente aconteceu, as Instituições alimentam a percepção de que a corrupção é real e de que houve algum tipo de cooptação generalizada. A impressão que resta é a de que as autoridades preferem conviver com a suspeita a enfrentar as provas robustas que uma investigação traria. Para elas, a verdade parece ser mais arrasadora do que a má reputação. Vale ressaltar, ainda, que esse cenário é trágico também para a imagem internacional do país no que diz respeito à corrupção. Segundo a Transparência Internacional, o Brasil ocupa a 107ª posição em um ranking de 180 países, o que significa que 106 nações são consideradas menos corruptas que a nossa. Sempre defendi e continuo defendendo a idoneidade dos ministros da nossa Suprema Corte. Aqueles que acompanham meus artigos e redes sociais sabem que jamais fiz considerações negativas sobre a integridade de seus membros. Justamente por isso, acredito que a iniciativa de investigar a fundo todos esses casos, tanto do INSS quanto do Banco Master, deve partir de nossa Corte Excelsa. É fundamental que não restem suspeitas que venham a macular ou desfigurar a imagem do Supremo, como ocorre atualmente com os Poderes Executivo e Legislativo. Minha esperança é que surjam respostas claras para que o STF retome o prestígio de que desfrutava no passado. Enquanto persistir a percepção de que existe uma “operação abafa”, a opinião pública será negativa. A queda acentuada na credibilidade dos Três Poderes, atestada pelas pesquisas, prejudica a democracia brasileira e o projeto de construção de uma nação na qual as instituições trabalhem estritamente no interesse do povo, e não em benefício próprio. Para encerrar essa reflexão, reproduzo aos amigos uma citação que utilizei durante recente palestra no 1º Congresso da Academia Paulista de Letras Jurídicas (APLJ). A frase, atribuída ao poeta e dramaturgo francês Jean de Rotrou (1609-1650), é frequentemente lembrada para ilustrar o cinismo na busca pelo poder absoluto: “Todos os crimes são belos quando o trono é o preço”. A expressão sugere que, para alcançar ou manter-se no poder, qualquer ação, por mais imoral ou criminosa que seja, é justificada. Ives Gandra da Silva Martins é professor emérito das universidades Mackenzie, Unip, Unifieo, UniFMU, do Ciee/O Estado de São Paulo, das Escolas de Comando e Estado-Maior do Exército (Eceme), Superior de Guerra (ESG) e da Magistratura do Tribunal Regional Federal da 1ª Região, professor honorário das Universidades Austral (Argentina), San Martin de Porres (Peru) e Vasili Goldis (Romênia), doutor honoris causa das Universidades de Craiova (Romênia) e das PUCs PR e RS, catedrático da Universidade do Minho (Portugal), presidente do Conselho Superior de Direito da Fecomercio-SP e ex-presidente da Academia Paulista de Letras (APL) e do Instituto dos Advogados de São Paulo (Iasp). * Este texto reflete a opinião do autor e não, necessariamente, a do Pleno.News. Comunicar erro Comunicar erro Se você encontrou erro neste texto, por favor preencha os campos abaixo. Sua mensagem e o link da página serão enviados automaticamente à redação do Pleno.News, que checará a informação. 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Pleno News 15/04/2026 09:41

Julgamento no STF pode mudar as regras da gratuidade na Justiça do Trabalho

Thassya Prado - 15/04/2026 09h41 Ministro Edson Fachin, presidente do STF Foto: Carlos Moura/SCO/STF O Supremo Tribunal Federal concluiu, na sessão virtual encerrada em 13 de abril, a votação da ADC 80, que discute os critérios para concessão da justiça gratuita na Justiça do Trabalho. O placar foi de 5 a 1, mas o julgamento ainda não está encerrado. O ministro Edson Fachin, relator do caso, pediu destaque. Com isso, a votação é zerada, e o processo será levado ao plenário físico. O resultado virtual, no entanto, já indica o que pode vir pela frente. O QUE O STF JÁ DECIDIU (E AINDA PODE MUDAR) A maioria formada pelos ministros Gilmar Mendes, Cristiano Zanin, Alexandre de Moraes, Flávio Dino e Dias Toffoli propôs uma reformulação completa das regras atuais. Os pontos centrais são: – O critério de 40% do teto do INSS, hoje em torno de R$ 3.262, foi considerado inconstitucional. No lugar, a maioria propõe um novo parâmetro: quem recebe até R$ 5 mil mensais teria presunção relativa de hipossuficiência, ou seja, não precisaria comprovar, de imediato, a impossibilidade de arcar com as custas. Acima desse valor, a comprovação passa a ser obrigatória. – O juiz, mesmo diante de quem ganha menos de R$ 5 mil, poderá negar o benefício caso identifique patrimônio ou renda familiar incompatíveis com a alegada condição. Nesse caso, o ônus da prova permanece com quem solicita a gratuidade. A maioria também propôs derrubar a Súmula 463, I, do TST, e estender essas regras a todos os ramos do Judiciário, não apenas à Justiça do Trabalho. Os efeitos valeriam somente para processos ajuizados após a publicação da decisão final. O PLACAR ERA 5 A 1; O JULGAMENTO FOI ZERADO. ENTENDA POR QUÊ Edson Fachin votou sozinho pela manutenção das regras atuais, defendendo que a autodeclaração de hipossuficiência é suficiente para garantir o benefício. Ao pedir destaque, ele retira o caso do ambiente virtual e o leva ao plenário presencial, onde o julgamento será reiniciado. O placar virtual não tem efeito vinculante. Portanto, o julgamento recomeça do zero. Ainda assim, cinco ministros já sinalizaram a mesma posição. A tendência está delineada, embora a decisão final ainda não tenha sido formalizada. O QUE MUDA NA PRÁTICA: QUEM PERDE E QUEM GANHA Hoje, qualquer trabalhador pode declarar hipossuficiência e obter a gratuidade quase automaticamente. Se o entendimento da maioria prevalecer, quem ganha acima de R$ 5 mil precisará apresentar documentos que comprovem a impossibilidade de arcar com as custas. Mesmo abaixo desse valor, a presunção passa a ser relativa, e não absoluta. Para as empresas, a possível mudança traz mais segurança jurídica para contestar pedidos de gratuidade que não correspondam à realidade financeira do trabalhador. Para trabalhadores em situação de vulnerabilidade, o novo patamar de R$ 5 mil pode representar um critério mais amplo do que o limite atual de R$ 3.262. A decisão final ainda não foi tomada, mas o sinal já foi dado. Thassya Prado é advogada empresarial e idealizadora do @entendaseudireito. CEO do escritório Prado Advocacia Empresarial, Compliance e Tribunais, é  especialista em Gestão de Pessoas, Gestão Empresarial e Tribunais Superiores. Atua ainda como mentora de advogados. * Este texto reflete a opinião do autor e não, necessariamente, a do Pleno.News. Comunicar erro Comunicar erro Se você encontrou erro neste texto, por favor preencha os campos abaixo. Sua mensagem e o link da página serão enviados automaticamente à redação do Pleno.News, que checará a informação. Nome Completo E-mail Telefone Descrição do erro Mais Recentes Flávio chama julgamento do 8/1 de farsa e cobra anistia a Messias "AGU não teve participação no caso Master", diz Messias Julliany Souza grava novo álbum com participações especiais RJ: Campo Grande recebe nova edição da Festa da Cidade Batista Jorge Messias: Cabe ao Congresso definir o que é desinformação WhatsApp Entre e receba as notícias do dia Entrar no Canal Telegram Entre e receba as notícias do dia Entrar no Grupo O autor da mensagem, e não o Pleno.News, é o responsável pelo comentário.

Pleno News 14/04/2026 12:48

Dia da Memória do Holocausto de 2026

Lawrence Maximus - 14/04/2026 12h48 Museu Memorial do Holocausto Yad Vashem Foto: EFE/EPA/ABIR SULTAN Quando entrei na Sala das Crianças do Yad Vashem, havia uma escuridão. Não a escuridão do medo, mas a que nos convida ao recolhimento absoluto. Não há vitrines, nem objetos, nem fotografias expostas de forma comum. Há apenas velas – velas que um espelho infinito multiplica em milhares de minúsculas luzes tremeluzentes. O que me trespassou não foi apenas a dor. Foi a consciência de que, ao sair dali para a luz do sol, eu carregava o dever de não deixar que aqueles nomes se perdessem no esquecimento. Esta é a premissa que orienta o tema central do Dia da Memória do Holocausto de 2026, intitulado A Família Judaica durante o Holocausto. A reflexão proposta pelos organizadores transcende a habitual contagem de vítimas e convida a uma análise mais subtil: como é que o núcleo doméstico foi transformado em alvo prioritário de aniquilação e, paradoxalmente, em alicerce da sobrevivência? Estudos históricos demonstram que o regime de Hitler atacou deliberadamente as relações intergeracionais. Nos guetos superlotados, a fome e as condições degradantes esvaziaram de sentido os papéis tradicionais – pais que já não podiam proteger, avós que já não transmitiam heranças culturais. Nas rampas de seleção dos campos, a separação forçada de crianças e idosos representou uma forma de extermínio social que precedia a morte física. Conforme registrado na literatura especializada, a destruição dos laços familiares não foi um efeito colateral, mas uma finalidade em si mesma do genocídio. Contudo, a investigação sobre o período imediatamente posterior à guerra revela um fenômeno notável. Os sobreviventes que emergiram dos campos de concentração e dos esconderijos dedicaram uma energia descomunal à localização de parentes dispersos. Anúncios em jornais, redes de assistência judaica e centros de rastreamento instalados nos chamados campos de pessoas deslocadas (DP camps) tornaram-se instrumentos de uma verdadeira arqueologia afetiva. Lawrence Maximus é doutorando em Ciências Políticas pela Pontificia Universidad Católica Argentina. Como cientista político, especializado em Cooperação Internacional, desenvolveu em seu Mestrado pesquisa sobre a UNRWA e os eventos de 7 de outubro, analisando o duplo papel desempenhado por instituições internacionais em zonas de conflito. É embaixador do Yad Vashem (Formação em Holocausto e combate ao Antissemitismo pelo Museu do Holocausto de Jerusalém, Israel). * Este texto reflete a opinião do autor e não, necessariamente, a do Pleno.News. Comunicar erro Comunicar erro Se você encontrou erro neste texto, por favor preencha os campos abaixo. Sua mensagem e o link da página serão enviados automaticamente à redação do Pleno.News, que checará a informação. Nome Completo E-mail Telefone Descrição do erro Mais Recentes RJ: Campo Grande recebe nova edição da Festa da Cidade Batista Jorge Messias: Cabe ao Congresso definir o que é desinformação Deputado do PT vai presidir comissão sobre fim da escala 6x1 STF julgará queixa-crime de procuradora contra Bolsonaro Irmãos na fé, deputado Líder do PL cumprimenta Messias na CCJ WhatsApp Entre e receba as notícias do dia Entrar no Canal Telegram Entre e receba as notícias do dia Entrar no Grupo O autor da mensagem, e não o Pleno.News, é o responsável pelo comentário.

Pleno News 14/04/2026 09:39

Plurais: Pequenos detalhes, grandes tropeços

Verônica Bareicha - 14/04/2026 09h39 O plural de degrau é degraus (Imagem ilustrativa) Foto: Freepik Dia desses fui ao médico e entrei no prédio onde fica o consultório pela garagem. Foi a primeira vez que passei por lá e, rapidamente, quis saber como poderia acessar o elevador. Pedi ajuda ao manobrista, e ele me respondeu: “É fácil! A senhora sobe aqueles degrais, abre a porta da esquerda e vai chegar ao elevador.” Claro que ouvi os “degrais” do moço e não o corrigi. Mas, na hora, pensei: “Isso vai virar coluna para o Pleno.News…” E aí, eu pergunto: você também se embanana com alguns plurais? Então, se isso já aconteceu, preste atenção, porque, no texto desta semana, a ideia é ajudá-lo nessa questão. Vamos começar com o plural das palavras terminadas em “u”. A regra é simples: basta acrescentar o “s”. Então: degrau – degraus; troféu – troféus; baú – baús; réu – réus. Muita gente boa acha que o plural de réu é réis. Não é. Réis é o nome de uma antiga moeda brasileira. Fique esperto, sim? Agora, as palavras terminadas em “l” pedem um pouco mais de atenção, porque aqui temos duas regras. Quando terminadas em -al, -el, -ol e -ul, substitui-se o “l” por “is”. Assim: varal – varais; papel – papéis; lençol – lençóis; azul – azuis. Mas vamos complicar um pouquinho? E o plural da palavra gol. Você sabe? Gol foge à regra, pois vem de “goal”, no inglês, e tem três plurais. Olha só: gols – a forma mais conhecida; goles – raramente utilizada; gois – segue a regra e também está registrada nos dicionários, mas quase ninguém usa. Mas note: a segunda regra para palavras terminadas em “l” diz respeito àquelas terminadas em “il”. Assim, quando forem oxítonas — ou seja, quando a sílaba tônica for a última —, trocamos o “il” por “is”. Então: canil – canis; fuzil – fuzis. E, quando forem paroxítonas — isto é, quando a sílaba tônica for a penúltima —, trocamos “il” por “eis”. Logo: réptil – répteis; fóssil – fósseis. Agora, quando as palavras terminam em “r, “z” e “s” a regra também não é das mais difíceis: basta acrescentar “es”. Olha só: mulher – mulheres; raiz – raízes; português – portugueses. No entanto, há um pequeno detalhe: quando as palavras terminadas em “s” são paroxítonas — ou seja, quando a sílaba mais forte está na penúltima —, elas ficam exatamente iguais no plural. É o caso de lápis, atlas, pires, ônibus, vírus. Um alívio, convenhamos… Seguindo, chegamos às palavras terminadas em “m”. Aqui, também não há mistério: o “m” dá lugar ao “ns”. Portanto: garagem – garagens; jardim – jardins; bombom – bombons. Já as terminadas em “n” vivem uma espécie de “dupla personalidade”, pois admitem duas formas no plural. Pólen pode ser polens ou pólenes; hífen pode ser hifens ou hífenes; e abdômen, abdomens ou abdômenes. Sim, o português permite… e cada um escolhe a forma que soar melhor ao ouvido. E, para fechar o assunto de hoje, temos as terminadas em “x”. Aqui, a regra é quase preguiçosa: nada muda; apenas o artigo indica o plural. Então: o tórax, os tórax; o látex, os látex; o ônix, os ônix. Bom… por ora é só. Prometo voltar, em breve, com plurais um pouquinho mais complicados. Espero ter ajudado. Um abraço e até a próxima! Verônica Bareicha ama palavras e letrinhas desde sempre. Há vinte e tantos anos atua como revisora, redatora e ghostwriter. É pós-graduanda em Jornalismo Digital pela FAAP; pós-graduada em Mercado Editorial pela PUC-Rio e graduada em Letras, pelo Unasp-EC. Deseja neste espaço compartilhar o amor e dicas da língua portuguesa de forma leve, bem-humorada e divertida. * Este texto reflete a opinião do autor e não, necessariamente, a do Pleno.News. Comunicar erro Comunicar erro Se você encontrou erro neste texto, por favor preencha os campos abaixo. Sua mensagem e o link da página serão enviados automaticamente à redação do Pleno.News, que checará a informação. Nome Completo E-mail Telefone Descrição do erro Mais Recentes Polícia Federal decide devolver credenciais a agente americano PGR arquiva pedido de apuração contra Gilmar por homofobia PCC usou heliponto da sede do governo de SP na gestão Doria AtlasIntel: Lula é desaprovado por 52,5% e aprovado por 46,8% Atlas/Bloomberg: Lula empata com Flávio e Zema no 2° turno WhatsApp Entre e receba as notícias do dia Entrar no Canal Telegram Entre e receba as notícias do dia Entrar no Grupo O autor da mensagem, e não o Pleno.News, é o responsável pelo comentário.

Pleno News 13/04/2026 16:36

Entre alertas e fé: Os desafios espirituais do mundo atual

Marco Feliciano - 13/04/2026 16h36 Eu sempre afirmei que a grande ameaça ao mundo nos próximos 100 anos seria a proliferação do fundamentalismo islâmico radical, que não admite controvérsias, mas exige a submissão total de todas as crenças ao islamismo. Segundo essa visão, há a previsão de que toda a Europa e os Estados Unidos se convertam ao islamismo nas próximas décadas. Agora, no Japão, milhares de pessoas têm saído às ruas em protesto contra a construção de uma enorme mesquita ao lado do Santuário Xintoísta de Samukawa Shrine. Para muitos, não se trata de adesão, mas de invasão. Há relatos de que, com o tempo, grupos passam a exigir tributos da população nativa, inclusive com ameaças. Ao longo da história do mundo, sempre existiram dominações políticas, mas, em muitos casos, foi possível manter a liberdade religiosa. O que não teria ocorrido, segundo essa visão, em contextos de domínio islâmico mais radical, onde prevalece a ideia de intolerância aos que não compartilham da mesma fé. Graças a Deus, em nosso país, as tradições judaico-cristãs estão profundamente enraizadas, o que torna mais difícil qualquer tipo de influência externa nesse sentido. Ainda assim, é necessário orar e vigiar, pois o inimigo age de forma sorrateira. Finalizo pedindo a Deus que nunca deixe apagar a luz da fé do povo brasileiro e que derrame as mais escolhidas bênçãos celestiais sobre o nosso país. Marco Feliciano é pastor e está em seu quarto mandato consecutivo como deputado federal pelo Estado de São Paulo. Ele também é escritor, cantor e presidente da Assembleia de Deus Ministério Catedral do Avivamento. * Este texto reflete a opinião do autor e não, necessariamente, a do Pleno.News. Comunicar erro Comunicar erro Se você encontrou erro neste texto, por favor preencha os campos abaixo. Sua mensagem e o link da página serão enviados automaticamente à redação do Pleno.News, que checará a informação. Nome Completo E-mail Telefone Descrição do erro Mais Recentes Padre faz acordo com família de Preta Gil após polêmica Juízes pedem mais prazo ao STF para regra dos penduricalhos Palestrante do evento de Cazarré, Mônica Salgado se pronuncia Após piada, Trump e Melania pedem demissão de apresentador Cremerj encontra restos mortais de fetos em unidade da Fiocruz WhatsApp Entre e receba as notícias do dia Entrar no Canal Telegram Entre e receba as notícias do dia Entrar no Grupo O autor da mensagem, e não o Pleno.News, é o responsável pelo comentário.

Pleno News 13/04/2026 11:05

Vinte anos depois: O preço de um projeto

Juliana Moreira Leite - 13/04/2026 11h05 Janja, Lula e Gleisi Foto: Ricardo Stuckert Se houve uma obra consistente ao longo de duas décadas de Partido dos Trabalhadores, foi a de transformar a política em um mecanismo de autoperpetuação travestido de justiça social. Sob o verniz moral de redenção histórica, ergueu-se uma máquina em que o Estado deixou de ser instrumento da sociedade para se tornar patrimônio de um projeto de poder. Escândalos não foram desvios — foram método. E a retórica da virtude serviu, repetidas vezes, como escudo para práticas que, em qualquer outra circunstância, seriam chamadas pelo nome correto: abuso, aparelhamento e corrupção. A economia, por sua vez, foi tratada como território ideológico, não como realidade concreta. Intervenções desastrosas, irresponsabilidade fiscal e populismo travestido de política pública produziram crescimento artificial seguido de ressaca prolongada — sempre paga pelo cidadão comum. A promessa de prosperidade virou inflação, endividamento e perda de confiança. E ainda assim, diante dos resultados, insistiu-se na narrativa de que o problema jamais era o modelo, mas sempre “o outro”: o mercado, a imprensa, a oposição, qualquer um que ousasse apontar o óbvio. O mais inquietante, contudo, não foi apenas o que se fez, mas o que se normalizou. A erosão de padrões éticos, a relativização constante do certo e do errado, e a ideia de que fins supostamente nobres justificam qualquer meio. Vinte anos depois, o legado mais duradouro talvez não esteja nas obras ou nos números, mas na cultura política que ficou: uma em que o poder se protege, a responsabilidade se dilui e a verdade se negocia. E isso, mais do que qualquer crise econômica, é o que cobra o preço mais alto de uma nação. Juliana Moreira Leite é jornalista, apresentadora e comentarista. Aqui você vai ver o Brasil como ele é, não como tentam vender. * Este texto reflete a opinião do autor e não, necessariamente, a do Pleno.News. Comunicar erro Comunicar erro Se você encontrou erro neste texto, por favor preencha os campos abaixo. Sua mensagem e o link da página serão enviados automaticamente à redação do Pleno.News, que checará a informação. Nome Completo E-mail Telefone Descrição do erro Mais Recentes Governo permitirá uso do FGTS no Desenrola para pagar dívidas PF investiga trabalho escravo em instituição religiosa no Maranhão Kassab: Em São Paulo, PSD dá apoio incondicional a Tarcísio Fátima de Tubarão, condenada do 8/1, vai para prisão domiciliar Padre faz acordo com família de Preta Gil após polêmica WhatsApp Entre e receba as notícias do dia Entrar no Canal Telegram Entre e receba as notícias do dia Entrar no Grupo O autor da mensagem, e não o Pleno.News, é o responsável pelo comentário.

Pleno News 10/04/2026 13:45

Como Israel remodelou sua guerra com o Irã?

Lawrence Maximus - 10/04/2026 13h45 No complexo tabuleiro geopolítico do Oriente Médio, a definição de “vitória” raramente se encaixa em moldes binários. A recente campanha militar da coalizão EUA-Israel contra o Irã ilustra precisamente essa nuance estratégica. Não se tratou de um triunfo absoluto nos termos clássicos, mas de uma reconfiguração profunda do equilíbrio de poder regional. Israel não alcançou todos os seus objetivos de guerra contra o Irã, mas emergiu mais seguro, com seu inimigo mais feroz gravemente enfraquecido e o equilíbrio regional mudando a seu favor. É fundamental começar com honestidade analítica: Israel não eliminou todas as capacidades nucleares iranianas. Estima-se que cerca de 460 quilos de urânio enriquecido permaneçam enterrados sob instalações montanhosas fortificadas, fora do alcance mesmo dos mais avançados sistemas de penetração israelenses. Da mesma forma, o regime teocrático de Teerã continua no poder — um objetivo implícito, ainda que raramente declarado oficialmente, por parte de alguns estrategistas israelenses. Contudo, focar exclusivamente no que não foi alcançado é ignorar a transformação estratégica que efetivamente ocorreu. A campanha israelense conseguiu cortar drasticamente os “tentáculos” do polvo iraniano que cercavam Israel: o Hezbollah, no Líbano, foi desarmado em grande parte de seu arsenal de precisão e viu sua cadeia de comando decapitada; milícias pró-Irã na Síria e no Iraque sofreram golpes severos; e a própria estrutura de comando militar e de inteligência iraniana foi abalada por eliminação de figuras-chave. A métrica mais relevante para avaliar o sucesso estratégico não é a perfeição tática, mas a redução concreta de ameaças existenciais. Sob esse prisma, o resultado é inegável: Israel enfrenta hoje menos ameaças significativas do que antes da operação. Lawrence Maximus é doutorando em Ciências Políticas pela Pontificia Universidad Católica Argentina. Como cientista político, especializado em Cooperação Internacional, desenvolveu em seu Mestrado pesquisa sobre a UNRWA e os eventos de 7 de outubro, analisando o duplo papel desempenhado por instituições internacionais em zonas de conflito. É embaixador do Yad Vashem (Formação em Holocausto e combate ao Antissemitismo pelo Museu do Holocausto de Jerusalém, Israel). * Este texto reflete a opinião do autor e não, necessariamente, a do Pleno.News. Comunicar erro Comunicar erro Se você encontrou erro neste texto, por favor preencha os campos abaixo. Sua mensagem e o link da página serão enviados automaticamente à redação do Pleno.News, que checará a informação. Nome Completo E-mail Telefone Descrição do erro Mais Recentes Homem ameaça passageiros com espada no aeroporto de Viracopos Ministro de Lula diz que escala 6x1 é cruel para as mulheres Ex-participante do The Voice morre aos 24 anos em acidente Igreja de Lúcifer tenta há 10 anos alvará para funcionar no Rio 'Tratado como lixo': Flávio critica governo Lula sobre o agronegócio WhatsApp Entre e receba as notícias do dia Entrar no Canal Telegram Entre e receba as notícias do dia Entrar no Grupo O autor da mensagem, e não o Pleno.News, é o responsável pelo comentário.

Pleno News 10/04/2026 11:15

Desrespeito à Bíblia não pode ser tratado como algo normal

Marco Feliciano - 10/04/2026 11h15 José Carlos Magdalena Fotos: Reprodução Geralmente, costuma-se dizer: “deixa pra lá”. Já passou, e pronto. E a pessoa que deu causa à ignomínia se disfarça e se confunde entre o normal. Refiro-me ao jornalista de uma afiliada da Globo no interior de São Paulo, que se referiu à Bíblia Sagrada de forma desairosa, com palavras de baixo calão, e acabou viralizando na internet. Sou legislador e sei do peso de palavras mal colocadas e das sanções a elas correlatas. Quando um religioso se refere ao uso de entidades do mal para rituais malignos, assistimos a autoridades agindo com rigor desmedido e interpretações elásticas para pressionar quem somente tem a intenção de fomentar o bem. Geralmente, o mesmo não se vê com quem, de forma jocosa, vai contra as tradições do nosso povo ordeiro, cristão e conservador. Não nos calaremos diante do mal feito em relação aos nossos símbolos sagrados. Cumpriremos nosso dever de denunciar. Finalizo pedindo a Deus forças e sabedoria para enfrentar as forças do mal. Que Ele derrame as mais escolhidas bênçãos celestiais sobre todo o povo brasileiro. Marco Feliciano é pastor e está em seu quarto mandato consecutivo como deputado federal pelo Estado de São Paulo. Ele também é escritor, cantor e presidente da Assembleia de Deus Ministério Catedral do Avivamento. * Este texto reflete a opinião do autor e não, necessariamente, a do Pleno.News. Comunicar erro Comunicar erro Se você encontrou erro neste texto, por favor preencha os campos abaixo. Sua mensagem e o link da página serão enviados automaticamente à redação do Pleno.News, que checará a informação. Nome Completo E-mail Telefone Descrição do erro Mais Recentes STF: Ação de relatoria de Cármen Lúcia está sem decisão há 13 anos Filme sobre Michael Jackson se torna melhor estreia da história Flávio Bolsonaro diz que Tarcísio será presidente "um dia" Flávio reage a vídeo do PT que tenta associá-lo ao Caso Master SP: Morre jovem baleado ao tentar proteger namorada em assalto WhatsApp Entre e receba as notícias do dia Entrar no Canal Telegram Entre e receba as notícias do dia Entrar no Grupo O autor da mensagem, e não o Pleno.News, é o responsável pelo comentário.

Pleno News 10/04/2026 11:02

O Brasil que “eles” não querem que você veja

Magno Malta - 10/04/2026 11h02 Caminhada pela anistia em Brasília Foto: EFE/ Andre Borges Eu tenho dito, repetido e, se preciso for, continuarei dizendo: o Brasil vive uma inversão moral escancarada. Neste país, quem deveria ser investigado é blindado; e quem deveria ser protegido é transformado em inimigo do Estado. É dentro desse cenário que, no próximo dia 30 de abril, conforme anunciou o presidente do Congresso, Davi Alcolumbre, teremos a votação do veto à dosimetria. Traduzindo para quem não circula nos corredores de Brasília, trata-se de uma tentativa, ainda tímida e insuficiente, de corrigir penas absurdamente desproporcionais impostas a brasileiros que, desde os acontecimentos de 8 de janeiro de 2023, vêm pagando uma conta pesada demais. Sempre fui claro sobre a minha posição. Defendo anistia total, ampla e irrestrita. Não por cálculo político, mas por senso de justiça. No entanto, sei exatamente como o sistema opera. Admitir anistia seria reconhecer excessos e desmontar uma narrativa cuidadosamente construída e protegida por setores do governo Lula e por integrantes do Supremo Tribunal Federal. E isso, para eles, não é uma opção, é um risco que não estão dispostos a correr. Enquanto isso, o Brasil real segue sendo varrido para debaixo do tapete. Escândalos envolvendo o INSS, que atingem diretamente idosos e pensionistas, passam quase despercebidos. Denúncias que tangenciam figuras próximas ao poder, como Fábio Luís Lula da Silva e Frei Chico, respectivamente filho e irmão do presidente da República, mal encontram espaço. E o que dizer das suspeitas que orbitam o chamado “caso Banco Master”? Um enredo que, segundo relatos, envolve autoridades de diversos níveis, do Legislativo ao Judiciário, mas que, curiosamente, não desperta o mesmo ímpeto investigativo. É aí que a distorção fica evidente e revoltante. Enquanto os “intocáveis” são protegidos, o cidadão comum é esmagado. Condenações de 14, 16 anos. Tornozeleiras. Vidas interrompidas. Famílias destruídas. Não se trata apenas de justiça desigual; trata-se de um sistema que escolhe quem pode cair e quem jamais será alcançado. E, como se o roteiro já não fosse previsível o suficiente, surge a figura emblemática de Jorge Messias, o “Bessias” que simbolizou os bastidores mais controversos do poder no governo de Dilma Rousseff. Hoje, reaparece com Bíblia na mão, circulando pelo Senado, em busca de viabilidade para uma vaga no Supremo. A pergunta não é retórica, é necessária: estamos diante de um candidato a magistrado ou de mais um operador político sendo reposicionado no tabuleiro? O Brasil precisa ser passado a limpo, mas não com discursos seletivos nem com uma justiça moldada conforme o réu. O país precisa de coragem para enfrentar os verdadeiros esquemas, aqueles que têm nome, sobrenome, cargo e influência. Enquanto essa coragem não se impõe, resta fazer o mínimo e aliviar o sofrimento de quem está pagando sozinho por uma conta que não contraiu. A derrubada desse veto está longe de ser o ideal, muito longe, mas pode representar um respiro. Um alívio temporário. Um raro gesto de humanidade em meio a um sistema que, há muito tempo, deixou de tratar todos como iguais Magno Malta é senador da República. Foi eleito por duas vezes o melhor senador do Brasil. * Este texto reflete a opinião do autor e não, necessariamente, a do Pleno.News. Comunicar erro Comunicar erro Se você encontrou erro neste texto, por favor preencha os campos abaixo. Sua mensagem e o link da página serão enviados automaticamente à redação do Pleno.News, que checará a informação. Nome Completo E-mail Telefone Descrição do erro Mais Recentes Maíra Cardi pede orações após internação da filha de 6 meses Vorcaro pretende fechar delação até o fim da semana, diz colunista Palco de Shakira passa por nova perícia após morte de trabalhador Anvisa proíbe xaropes com clobutinol por riscos ao coração Aumenta o endividamento das famílias com sistema financeiro WhatsApp Entre e receba as notícias do dia Entrar no Canal Telegram Entre e receba as notícias do dia Entrar no Grupo O autor da mensagem, e não o Pleno.News, é o responsável pelo comentário.

Musille record 09/04/2026 15:17

Promessa do gospel, Lis Avancini estreia primeiro projeto com single inédito

Com apenas 18 anos, a cantora inaugura uma nova etapa em sua trajetória, com uma sonoridade pop e performance fora do convencional Após conquistar o público com suas participações marcantes no “Programa Raul Gil”, Lis Avancini inicia uma nova fase com o lançamento de “Excede o Entendimento”. A faixa já está disponível nas plataformas de streaming e no YouTube. Quem acompanha a Lis há algum tempo provavelmente já foi impactado por algum vídeo no quadro “Shadow Brasil Gospel”. Ali, seu virtuosismo e a força de sua interpretação chamaram atenção em apresentações como “O Lamento de Israel”, “Divisa de Fogo”, “Lindo Momento” e “Joquebede”, alcançando milhões de pessoas e despertando nelas o desejo por um trabalho inédito, mas com a mesma identidade. “Excede o Entendimento” surge, então, com a proposta de trazer algo diferente dentro do segmento cristão. A canção nasceu em um camp de composição, onde a única diretriz, a pedido da jovem, era fugir do óbvio. Sem desconsiderar a relevância de outros estilos, ela escolheu explorar uma sonoridade mais pop. “De fato, hoje em dia, nós temos muito worship, muita música pentecostal, e a gente quis caminhar em um outro sentido, e eu amei o resultado. Foi muito legal”, explica a cantora. A letra é assinada por ela, que contou com a colaboração de Gabriel Agra, Evelyn Lima e Hananiel Eduardo – hitmaker de grandes sucessos, como “O Medo Não Vai Me Parar”, de Sarah Beatriz, “Lugar Secreto”, de Gabriela Rocha, e “Deus Faz Além”, de Bruna Olly e Isadora Pompeo. “Se eu pudesse definir não só esta canção, mas este álbum como um todo em uma única palavra seria: ousadia”, afirma a Lis. O projeto – que contará com oito faixas – é fruto de uma parceria com a Musile Records, gravadora que há alguns anos investe no desenvolvimento de novos talentos. A produção musical foi realizada por Ramon Avancini, pai da jovem, reforçando a influência familiar presente em sua trajetória. Esse vínculo também se reflete em momentos especiais, como sua participação no programa “Em Família com Eliana”, onde interpretou “Todavia Me Alegrarei” ao lado da mãe e das irmãs. Vale lembrar que mesmo antes de apresentar suas músicas autorais, Lis Avancini já acumula mais de 850 mil seguidores e ultrapassa 30 milhões de visualizações no YouTube. Com forte estratégia digital, a campanha de lançamento aposta em conteúdos inovadores e chamativos, ampliando ainda mais sua audiência e conexão com o público. “Excede o Entendimento” marca a chegada de um nome que promete surpreender! Assista “Lis Avancini – Excede o Entendimento”: Fonte: Assessoria de Imprensa Musile Records

Pleno News 09/04/2026 13:10

O ódio gratuito contra a Bíblia e a religião em afiliada da Globo

Rafael Durand - 09/04/2026 13h10 José Carlos Magdalena Foto: Divulgação O Estado Democrático de Direito assegura a todos a liberdade de consciência e de crença. Isso inclui, por óbvio, o direito de não professar fé alguma, de ser ateu, agnóstico e até mesmo de tecer críticas ácidas às instituições religiosas. Ninguém é obrigado a seguir a fé cristã ou a considerar a Bíblia como a Palavra de Deus. No entanto, o que separa a crítica legítima da criminalidade é o vilipêndio hostil, ou seja, o ato de ser intolerante, ultrajar, escarnecer e agredir, gratuitamente, o sentimento religioso alheio! Recentemente, fomos confrontados com um episódio de intolerância visceral protagonizado pelo jornalista José Carlos Magdalena. Em pleno exercício de sua profissão, durante o programa Bastidores, na rádio EP FM Araraquara (afiliada da Globo na região), ele utilizou o microfone para destilar um desprezo rasteiro contra o livro sagrado do Cristianismo. Ao dizer frases como “A Bíblia é o cacete!”, chamá-la de “livrinho idiota” e compará-la a fezes, o comunicador não estava meramente exercendo seu direito de crítica, mas estava cometendo, em tese, um crime previsto no Artigo 208 do Código Penal. Neste sentido, existe um abismo entre dizer “não concordo com os preceitos bíblicos” e afirmar que “a religião é demoníaca e deveria ser banida da sociedade”. A primeira frase é uma opinião protegida e legítima.A segunda, por sua vez, é um discurso de ódio que busca a extirpação social de um grupo. Ademais, cabe destacar que o ataque desferido pelo jornalista não é um fato isolado, mas a reiteração de um padrão que já havíamos exposto aqui no Pleno.News. Trata-se da mesma linha de intolerância observada na conduta de Eduardo Bueno, o ‘Peninha’, que sustentou a criminosa e antidemocrática tese de que evangélicos deveriam ser impedidos de votar (leia aqui). É impossível não notar a seletividade desse tipo de ataque. Se tais impropérios tivessem sido proferidos contra símbolos de outras religiões ou contra pautas identitárias caras à patrulha woke, o cancelamento seria imediato, a demissão seria sumária e a responsabilização criminal seria exigida em coro pela grande mídia. Por que contra os cristãos o ódio é tolerado como se fosse “liberdade de expressão”? Para além da esfera da fé, atacar a Bíblia com tamanha ignorância revela uma profunda carência de formação intelectual. Ora, a Bíblia não é apenas um livro religioso, é uma das fontes primordiais do Direito Ocidental e o alicerce da nossa civilização. Os conceitos de dignidade da pessoa humana, justiça social e igualdade perante a lei bebem diretamente da fonte das Escrituras. Até mesmo mentes declaradamente ateias reconhecem essa magnitude. O historiador Leandro Karnal, em uma reflexão cirúrgica sobre o tema, certa feira pontuou: “Bíblia: Livro formador do pensamento ocidental. Sem ela quase nada faz muito sentido, da Capela Sistina ao Caim de Saramago. Não é religioso? Aprenda que o seu gosto é irrelevante na formação do mundo ocidental. Tem ojeriza a textos religiosos? Você será pó e a Bíblia continuará a ter muita influência no mundo mil anos depois que seu sobrenome tiver virado fumaça nas brumas do tempo. Formação não é preferir coca zero com gelo ou só limão. Formação é processo de diálogo denso e árduo com as bases do mundo.” Juridicamente, como bem destacou a Frente Parlamentar Evangélica em nota de repúdio (leia aqui), e conforme as previsões da Lei Estadual de Liberdade Religiosa de São Paulo (Lei Nº 17.346/2021), de autoria da Deputada Estadual Damaris Moura, a proteção ao sentimento religioso não é um privilégio de casta, mas uma salvaguarda da paz pública. De modo que o vilipêndio pode atrair sanções que vão de multas administrativas vultosas à reclusão (Art. 208, CP). Portanto, não podemos permitir que o silêncio seja o cúmplice da intolerância. O respeito ao sagrado é o que garante que possamos viver em uma sociedade plural. Se hoje permitimos que a Bíblia seja tratada como “lixo” em rede nacional, amanhã não haverá direito algum que esteja seguro contra a fúria dos intolerantes. A democracia exige o direito de divergir, mas a civilidade exige o dever de respeitar! Rafael Durand é advogado, mestre em Direito, pós-graduado em Direito Público e em Direito Digital, professor, membro do Instituto Brasileiro de Direito e Religião (IBDR) e da Comissão de Direito e Liberdade Religiosa da OAB-PB, fundador do NEPC3 – Núcleo de Estudos em Política, Cidadania e Cosmovisão Cristã, autor de artigos e obras jurídicas. * Este texto reflete a opinião do autor e não, necessariamente, a do Pleno.News. Comunicar erro Comunicar erro Se você encontrou erro neste texto, por favor preencha os campos abaixo. 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Pleno News 09/04/2026 12:10

Magno Malta lidera reação em defesa de psicólogos cristãos

Marisa Lobo - 09/04/2026 12h10 Em meio a um cenário crescente de tensões entre liberdade religiosa e regulamentação profissional no Brasil, o senador Magno Malta (PL-ES) protagoniza um movimento político de grande relevância ao instituir a Frente Parlamentar Mista em Defesa da Liberdade Religiosa dos Psicólogos Cristãos. A iniciativa surge como resposta a uma realidade que já não pode mais ser ignorada: psicólogos têm sido alvo de notificações, processos ético-disciplinares e constrangimentos institucionais não por falhas técnicas, mas por expressarem publicamente sua fé, especialmente no ambiente das redes sociais. O próprio texto que fundamenta a criação da Frente reconhece a existência de “registros concretos” desse tipo de situação. Com forte embasamento constitucional, a proposta liderada por Magno Malta reafirma princípios fundamentais garantidos pela Constituição Federal, como a liberdade de consciência e de crença, além da dignidade da pessoa humana. O documento também chama atenção para o risco de normas administrativas ultrapassarem seus limites legais ao restringir indevidamente direitos fundamentais no exercício da profissão. Mais do que uma iniciativa simbólica, a Frente Parlamentar nasce com objetivos claros e estratégicos: acompanhar e fiscalizar a atuação de conselhos profissionais, combater medidas normativas desproporcionais, promover o debate sobre os limites do poder regulamentar dessas entidades e assegurar que o exercício da Psicologia esteja em harmonia com os direitos fundamentais. Nesse contexto, um movimento de grande significado reforça ainda mais a seriedade e o alcance da proposta. O senador Magno Malta me convidou para atuar como assessora da Frente Parlamentar. FRENTE PARLAMENTAR Reconhecida nacionalmente por minha atuação na defesa da liberdade religiosa e dos direitos dos psicólogos cristãos, passo a integrar essa iniciativa em um papel estratégico, contribuindo com minha experiência técnica, conhecimento da área e vivência direta das tensões enfrentadas por profissionais da psicologia no Brasil. Recebo esse convite não apenas como um reconhecimento da minha trajetória, mas também como um indicativo claro de que a Frente Parlamentar busca dialogar com quem conhece, na prática, os desafios enfrentados pela categoria. A proposta também destaca um ponto central desse debate: a religiosidade não pode ser tratada como elemento dissociado da identidade humana. Segundo o próprio documento, exigir que o profissional abandone ou oculte sua fé configura uma “fragmentação artificial da personalidade”, incompatível com os direitos fundamentais. Ao liderar essa iniciativa, Magno Malta reposiciona o debate no campo institucional, retirando-o do ambiente de silenciamento e trazendo-o para o centro das discussões democráticas. Trata-se de uma ação que não busca relativizar a ética profissional, mas impedir que ela seja utilizada como instrumento de restrição indevida de direitos. O Brasil é um Estado laico, mas não antirreligioso. E é justamente essa distinção que a Frente Parlamentar pretende reafirmar: a de que a liberdade religiosa não é concessão, mas garantia constitucional. A criação da Frente Parlamentar Mista em Defesa da Liberdade Religiosa dos Psicólogos Cristãos, sob a liderança do senador Magno Malta e com a minha participação, marca um novo momento no país: um momento em que a liberdade de crença volta a ocupar o espaço que lhe é devido, o de direito fundamental, inviolável e inegociável. Marisa Lobo atua como psicanalista, é pós-graduada em Psicanálise; Gestão e Mediação de Conflitos; Educação de Gênero e Sexualidade; Filosofia de Direitos Humanos e Saúde Mental; tem também habilitação para magistério superior. * Este texto reflete a opinião do autor e não, necessariamente, a do Pleno.News. Comunicar erro Comunicar erro Se você encontrou erro neste texto, por favor preencha os campos abaixo. Sua mensagem e o link da página serão enviados automaticamente à redação do Pleno.News, que checará a informação. Nome Completo E-mail Telefone Descrição do erro Mais Recentes Morre em SP Elder Motta, cantor e compositor de música gospel Zema pede que Senado tenha coragem para destituir Gilmar Rafinha Bastos ironiza fala de Morena Baccarin: "Superação" STF valida restrições à compra de terras por estrangeiros Milei anuncia que concorrerá à reeleição em 2027 na Argentina WhatsApp Entre e receba as notícias do dia Entrar no Canal Telegram Entre e receba as notícias do dia Entrar no Grupo O autor da mensagem, e não o Pleno.News, é o responsável pelo comentário.

Pleno News 09/04/2026 11:10

Acordo de paz falha e o pior pode estar começando

Vinícius Lana - 09/04/2026 11h10 Foto ilustrativa gerada por IA Foto: IA A recente tentativa de um cessar-fogo no oriente médio durou apenas algumas horas, e com isso acabou reacendendo uma das regiões mais sensíveis do planeta. O que parecia um alívio virou mais um grave alerta. Caso um acordo de paz não seja efetivado, entenda a seguir, como o cenário pode caminhar rapidamente para consequências em cadeia. O primeiro impacto é direto: o petróleo dispara e arrasta toda a economia junto. Combustível caro eleva transporte, produção e pressiona todos os preços. Em questão de meses, o mundo pode sentir o peso dessa guerra no bolso. Se as zonas de produção de energia colapsam, todo o mundo também começa a ruir. Na sequência, vem a crise alimentar, silenciosa e devastadora. Com energia cara, fertilizantes e logística entram em colapso, encarecendo a produção de alimentos. O risco de escassez cresce e as prateleiras vazias deixam de ser teoria. Um cenário que ecoa diretamente os alertas bíblicos sobre tempos de falta. Com o caos econômico instalado, o conflito tende a escalar para uma guerra regional ampliada. Israel intensifica ações, os Estados Unidos entram mais pesados e aliados do Irã reagem. O Oriente Médio volta a ser o epicentro de uma possível terceira guerra mundial. Por fim, em meio ao medo global, abre-se espaço para soluções centralizadas e controle mais rígido, assim como também a ameaça de ataques cibernéticos contra bancos e sistemas financeiros. Em suma, uma crise global criará o ambiente perfeito para a imposição de novas regras e situações de dependência, tendo como efeito uma fatídica perda da nossa liberdade. Vinícius Lana é cristão e pesquisador de Escatologia Bíblica. * Este texto reflete a opinião do autor e não, necessariamente, a do Pleno.News. Comunicar erro Comunicar erro Se você encontrou erro neste texto, por favor preencha os campos abaixo. Sua mensagem e o link da página serão enviados automaticamente à redação do Pleno.News, que checará a informação. Nome Completo E-mail Telefone Descrição do erro Mais Recentes Soraya Thronicke acusa Frei Gilson de ser "falso profeta" Policial dos EUA deixa o Brasil após reação do Itamaraty "Por que isso incomoda?": Atriz sai em defesa de curso de Cazarré Veja a lesão de câncer de pele que Lula tinha no couro cabeludo Israel nomeia um embaixador especial para o mundo cristão WhatsApp Entre e receba as notícias do dia Entrar no Canal Telegram Entre e receba as notícias do dia Entrar no Grupo O autor da mensagem, e não o Pleno.News, é o responsável pelo comentário.

Pleno News 09/04/2026 10:10

Por que o STF segue blindado?

André Marsiglia - 09/04/2026 10h10 Foto oficial dos ministros do STF, com a composição atual completa Foto: Fellipe Sampaio /SCO/STF Em um Estado democrático de Direito, é necessário punir ilegalidades. Há duas formas: o Estado ter boas leis e autoridades que cumpram seu dever com independência; e a imprensa ser livre e vigilante. As instituições e autoridades são o carro. A imprensa e a opinião pública, a gasolina. Sem gasolina, o carro não anda. Sem carro, a gasolina não serve para nada. No caso Master, que se tornou o epicentro de uma crise inédita — protagonizada pelo Supremo Tribunal Federal —, a gasolina existe, e em abundância. Não apenas a imprensa independente, mas também setores relevantes da grande imprensa passaram a atuar de forma crítica e investigativa. Há informação, há pressão, há exposição. Mas não há carro. O STF expandiu sua influência de tal forma nos últimos anos que acabou submetendo as presidências da Câmara, do Senado e a Procuradoria-Geral da República. Todos como vassalos da Corte, omitindo-se das funções de fiscalizar a lei, de investigar ministros e de fazer valer o interesse público. Temos a gasolina, mas não temos o carro. E é essa sensação de total impotência diante dos absurdos sem punição, revelados cotidianamente sobre ministros do STF, que desanima a sociedade e que, ao mesmo tempo, encoraja a Corte a se perceber blindada, ainda que nua, como disse recentemente um velho político petista, expert em escândalos. Na encruzilhada em que nos encontramos, não há como “virar a página” e seguir em frente como se nada houvesse. Não há como saber-se traído continuamente e fingir que o casamento é saudável. A mais alta Corte judicial do país tem membros acusados — ainda que não formalmente — de corrupção. Democracias não sobrevivem à normalização de algo dessa natureza. Se a gasolina continuar sendo produzida sem um carro que lhe dê vazão, sem canais institucionais que atendam a seus anseios, duas consequências possíveis passam a se desenhar e ambas são terríveis. A primeira é o bloqueio da própria gasolina: a censura à imprensa e a formalização de uma ditadura da toga. Algo que, embora já se manifeste informalmente na prática, ainda não foi institucionalizado. A segunda é a convulsão social. A energia acumulada da opinião pública, sem válvulas institucionais de escape, tende a se manifestar de forma explosiva.Algo assim ocorreu, de forma relativamente pacífica, em 2013, no Brasil, e, de forma trágica, na história recente do Nepal. A blindagem contínua do STF deve servir, portanto, como alerta. É necessária uma saída institucional que permita investigar, julgar e, se for o caso, punir ministros envolvidos no caso Master. É imprescindível fazer o carro funcionar. Do contrário, o que nos espera é um completo caos. André Marsiglia é advogado, professor de Direito Constitucional e especialista em liberdade de expressão. * Este texto reflete a opinião do autor e não, necessariamente, a do Pleno.News. Comunicar erro Comunicar erro Se você encontrou erro neste texto, por favor preencha os campos abaixo. Sua mensagem e o link da página serão enviados automaticamente à redação do Pleno.News, que checará a informação. Nome Completo E-mail Telefone Descrição do erro Mais Recentes "Porque isso incomoda?": Atriz sai em defesa de curso de Cazarré Veja a lesão de câncer de pele que Lula tinha no couro cabeludo Israel nomeia um embaixador especial para o mundo cristão Ministro do STF fala em "prisão" de Zema em meio a embates Lula deverá usar chapéu por um mês após cirurgia na cabeça WhatsApp Entre e receba as notícias do dia Entrar no Canal Telegram Entre e receba as notícias do dia Entrar no Grupo O autor da mensagem, e não o Pleno.News, é o responsável pelo comentário.

Pleno News 08/04/2026 11:10

A trégua no Oriente Médio e a esperança de paz

Marco Feliciano - 08/04/2026 11h10 Donald Trump Foto: EFE/EPA/YURI GRIPAS / POOL Deus toma conta de tudo. Uma guerra odiosa, que poderia se arrastar por muito tempo, a dos Estados Unidos e Israel contra o Irã, foi interrompida por uma trégua. Não importa o motivo da trégua ou quem deu início a ela. O importante é que as hostilidades cessaram. Por orgulho, o Irã diz ao seu público interno que saiu vitorioso, mas o mundo sabe a realidade: ninguém vence a maior força militar do mundo, os Estados Unidos, que não reduziram seu inimigo a cinzas em respeito ao povo ordeiro do Irã, que também é vítima do regime dos aiatolás, responsáveis por massacrar seu próprio povo a qualquer indício de manifestação. Reduzir uma nação a cinzas, lançando-a à Idade da Pedra, seria terrível para os cidadãos de bem. Portanto, esse cessar-fogo foi providencial e dará tempo para uma recomposição. Com a abertura do Estreito de Ormuz, a navegação se normalizará e a vida continuará, o que fará bem para todos. Mais uma vez, as forças do bem, em uma coalizão judaico-cristã com o apoio de islamitas moderados, que também foram atacados, conseguiram proporcionar uma paz tão necessária a um mundo conturbado, distanciado dos ensinamentos de Cristo: “Amai-vos uns aos outros”, algo tão presente no coração das pessoas de bem. Finalizo agradecendo a Deus por Sua promessa em João 14:27: “Deixo-vos a paz, a minha paz vos dou”. Que Deus derrame as mais escolhidas bênçãos celestiais sobre todo o Oriente Médio. Marco Feliciano é pastor e está em seu quarto mandato consecutivo como deputado federal pelo Estado de São Paulo. Ele também é escritor, cantor e presidente da Assembleia de Deus Ministério Catedral do Avivamento. * Este texto reflete a opinião do autor e não, necessariamente, a do Pleno.News. Comunicar erro Comunicar erro Se você encontrou erro neste texto, por favor preencha os campos abaixo. Sua mensagem e o link da página serão enviados automaticamente à redação do Pleno.News, que checará a informação. Nome Completo E-mail Telefone Descrição do erro Mais Recentes Ministro do STF fala em "prisão" de Zema em meio a embates Lula deverá usar chapéu por um mês após cirurgia na cabeça Prejuízo dos Correios triplica em 2025 e fica em R$ 8,5 bilhões Médico é preso sob suspeita de estuprar pacientes em consultas Rio: TSE publica acórdão do julgamento de Cláudio Castro WhatsApp Entre e receba as notícias do dia Entrar no Canal Telegram Entre e receba as notícias do dia Entrar no Grupo O autor da mensagem, e não o Pleno.News, é o responsável pelo comentário.

Pleno News 08/04/2026 10:42

Os Acordos de Islamabad: Cessar-fogo entre EUA-Israel e Irã

Lawrence Maximus - 08/04/2026 10h42 Bandeira nacional do Irã está enrolada em uma estátua em Teerã Foto: EFE/EPA/ABEDIN TAHERKENAREH No dia 7 de abril, sob mediação do Paquistão, EUA e Irã firmaram um cessar-fogo de duas semanas, com negociações previstas para 10 de abril em Islamabad. O primeiro-ministro paquistanês, Shehbaz Sharif, atuou como principal articulador, enquanto o vice-presidente americano, JD Vance, coordenou-se por telefone. Os chanceleres do Egito e da Turquia também participaram, e o chanceler iraniano, Abbas Araghchi, convenceu a Guarda Revolucionária a aceitar os termos. O Irã apresentou um conjunto abrangente de exigências: garantia de fim permanente da guerra com compromisso de que EUA e Israel não promoveriam novos ataques; revogação total de todas as sanções primárias e secundárias; extinção de resoluções condenatórias do Conselho de Segurança da ONU e da AIEA; pagamento de reparações ao Irã; retirada das forças americanas da região; e cessação das operações israelenses contra o Hezbollah no Líbano e demais aliados do chamado “Eixo de Resistência”. Ademais, Teerã propôs a cobrança de uma taxa sobre navios que transitassem pelo Estreito de Ormuz, cuja receita seria dividida com Omã e destinada à reconstrução pós-conflito. O acordo será consagrado por resolução do Conselho de Segurança da ONU. Não está claro se os EUA aceitaram as exigências iranianas. O plano de dez pontos é preliminar, enquanto a contraproposta americana de quinze pontos – equivalente a uma capitulação iraniana – também estará sobre a mesa. Como ficou a coalizão no cessar-fogo? Perdeu a guerra? A coalizão EUA-Israel teve sucesso em destruir a capacidade militar convencional de ponta e a estrutura de comando do Irã, além de infligir danos econômicos potencialmente irreversíveis. No entanto, falhou em desmantelar a estrutura de poder do regime, que permanece resistente e ainda possui ferramentas perigosas para retaliar e negociar, mantendo suas principais ferramentas de barganha. O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, teria ficado descontente com o acordo da Casa Branca e prometeu continuar a campanha militar israelense para ocupar todo o sul do Líbano e criar uma zona tampão. Líderes da oposição e outras lideranças israelenses criticaram duramente o cessar-fogo com o Irã, chamando-o de uma falha de liderança política e estratégica e alertando sobre consequências de longo prazo para a segurança de Israel. Em sentido oposto, os Estados do Golfo acolheram o cessar-fogo, exigindo o fim das hostilidades, apesar de ataques iranianos persistentes. O contexto permanece volátil: horas após o anúncio de Trump, o Irã lançou mísseis contra Israel, e o Bahrein ativou sirenes de ataque aéreo. Alertas continuaram em Israel, levantando dúvidas sobre a sustentabilidade do acordo. Em suma, não se pode afirmar que a coalizão EUA-Israel tenha perdido a guerra, tampouco que tenha vencido; o que se observa é a transição para uma fase de guerra híbrida, na qual negociações frágeis coexistem com ataques pontuais e disputas por legitimidade internacional. Lawrence Maximus é cientista político, analista internacional de Israel e Oriente Médio, professor e escritor. Mestre em Ciência Política: Cooperação Internacional (ESP), Pós-Graduado em Ciência Política: Cidadania e Governação, Pós-Graduado em Antropologia da Religião e Teólogo. Formado no Programa de Complementação Acadêmica Mastership da StandWithUs Brasil: história, sociedade, cultura e geopolítica do Oriente Médio, com ênfase no conflito israelo-palestino e nas dinâmicas geopolíticas de Israel. * Este texto reflete a opinião do autor e não, necessariamente, a do Pleno.News. Comunicar erro Comunicar erro Se você encontrou erro neste texto, por favor preencha os campos abaixo. Sua mensagem e o link da página serão enviados automaticamente à redação do Pleno.News, que checará a informação. Nome Completo E-mail Telefone Descrição do erro Mais Recentes Fim da escala 6x1 "é tendência mundial", diz ministro de Lula FBI repatria criança levada a Cuba para "transição de gênero" Netanyahu revela câncer e que retirou tumor maligno Gilmar Mendes se desculpa após fala sobre homossexualidade TSE aprova repasse de R$ 13,2 milhões para eleições no exterior WhatsApp Entre e receba as notícias do dia Entrar no Canal Telegram Entre e receba as notícias do dia Entrar no Grupo O autor da mensagem, e não o Pleno.News, é o responsável pelo comentário.

Pleno News 08/04/2026 10:09

Empresas serão obrigadas a fiscalizar vacinas dos colaboradores?

Thassya Prado - 08/04/2026 10h09 Vacina Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil No último dia 6 de abril, foi publicada a Lei nº 15.377/2026, que altera a CLT para determinar que empresas disponibilizem informações sobre campanhas oficiais de vacinação, HPV e cânceres de mama, colo do útero e próstata a seus empregados. Bastaram algumas horas para os comentários na internet esquentarem. No Instagram, um seguidor do Pleno.News reagiu assim: “Mais um encargo para o empresário. Preocupar com a caderneta de vacinação de um monte de marmanjo.” Outras dúvidas apareceram na sequência: “Detectar câncer? Que exame é esse?” “Não quero patrão mandando no meu corpo.” Postagem do Pleno.News sobre o assunto Na prática, o que esses comentários revelam é algo que vejo com frequência no meu trabalho como advogada empresarial: a desinformação sobre direito do trabalho no Brasil é grande, e ela prejudica tanto o trabalhador quanto o empresário. Por isso, minha intenção neste artigo é esclarecer o que a Lei nº 15.377/2026 realmente diz, o que muda na prática e o que é, simplesmente, fake news. Empresas terão que fiscalizar a caderneta de vacinação dos colaboradores? Não. Essa afirmação é fake news. A lei não cria nenhuma obrigação de controle, cobrança ou fiscalização sobre o histórico vacinal de ninguém. O que ela determina é que a empresa disponibilize informações sobre campanhas oficiais de vacinação. Informar é diferente de fiscalizar. A empresa comunica. O trabalhador decide. Aliás, empresas já fazem isso rotineiramente com dezenas de outros temas: campanhas de saúde mental, prevenção de acidentes, programas de qualidade de vida. A lei apenas inclui mais um tema nesse rol de comunicação interna que o RH já conhece bem. Que exame de câncer é esse? O que é o HPV e o que tem a ver com o Papanicolau? O HPV é uma infecção sexualmente transmissível comum que, em determinados casos, pode evoluir para cânceres. O Papanicolau, o popular “preventivo”, é o exame que rastreia alterações celulares causadas pelo HPV antes que se tornem um problema grave. Para os homens, os exames de rastreamento de câncer de próstata incluem o PSA e o toque retal. São exames simples, acessíveis pelo SUS e que salvam vidas quando feitos regularmente. O problema é que muita gente adia por não conseguir faltar ao trabalho sem prejuízo financeiro. É exatamente nesse ponto que a nova lei atua. Quem deve se vacinar contra o HPV? A vacina contra o HPV está disponível gratuitamente pelo SUS, mas com critérios definidos pelo Ministério da Saúde: meninas e meninos de 9 a 14 anos, pessoas imunossuprimidas ou vítimas de violência sexual até 45 anos. A maioria dos trabalhadores adultos não se enquadra nesses critérios. Para essa parcela, o que a lei promove na prática é o acesso à informação sobre os exames preventivos, o principal instrumento de detecção precoce disponível para quem já passou da faixa etária da vacinação. O que muda para as empresas na prática com a Lei nº 15.377/2026? As empresas passarão a incluir nos seus canais internos de comunicação informações sobre vacinação, HPV e os cânceres previstos na lei, seguindo as orientações do Ministério da Saúde. A mudança mais concreta está no art. 473 da CLT: o trabalhador agora pode faltar para realizar exames preventivos sem desconto no salário. Essa ausência passa a ser falta justificada por lei. Para o RH, isso significa atualizar políticas internas e garantir que nenhum desconto indevido seja aplicado. Dito isso, vale, enfim, ressaltar que a Lei nº 15.377/2026 não invade a vida privada de ninguém. Ela remove um obstáculo: o medo de perder o dia de trabalho na hora de cuidar da saúde. Diagnóstico precoce salva vidas, e uma falta justificada pode ser a diferença entre um tratamento simples e um quadro avançado. Thassya Prado é advogada empresarial e idealizadora do @entendaseudireito. CEO do escritório Prado Advocacia Empresarial, Compliance e Tribunais, é  especialista em Gestão de Pessoas, Gestão Empresarial e Tribunais Superiores. Atua ainda como mentora de advogados. * Este texto reflete a opinião do autor e não, necessariamente, a do Pleno.News. Comunicar erro Comunicar erro Se você encontrou erro neste texto, por favor preencha os campos abaixo. Sua mensagem e o link da página serão enviados automaticamente à redação do Pleno.News, que checará a informação. Nome Completo E-mail Telefone Descrição do erro Mais Recentes Fim da escala 6x1 "é tendência mundial", diz ministro de Lula FBI repatria criança levada a Cuba para "transição de gênero" Netanyahu revela câncer e que retirou tumor maligno Gilmar Mendes se desculpa após fala sobre homossexualidade TSE aprova repasse de R$ 13,2 milhões para eleições no exterior WhatsApp Entre e receba as notícias do dia Entrar no Canal Telegram Entre e receba as notícias do dia Entrar no Grupo O autor da mensagem, e não o Pleno.News, é o responsável pelo comentário.

Pleno News 07/04/2026 12:12

Meu preconceito com a Assembleia de Deus

Luiz Sayão - 07/04/2026 12h12 Foi há 40 anos. Eu nunca tinha visto um culto da Assembleia de Deus. Na minha juvenil prepotência, guardava todo tipo de preconceito contra os assembleianos. Via aquele povo como gente inculta, sem teologia, legalista. Para piorar minha pobre condição, eu era aluno da Universidade de São Paulo, estudava hebraico, falava inglês e aprendia alemão. Já me sentia “teólogo”. Como Deus poderia lidar com uma criatura de cabeça dura? Por caminhos que só a graça divina prepara, acabei indo parar em um culto assembleiano. Era tudo estranho. Gente simples, vestida de modo peculiar. Ternos, saias e coques marcavam o cenário modesto da pequena igreja de bairro. Mas a serenidade daquela gente sofrida me chamou a atenção. As orações calorosas em conjunto foram uma surpresa à parte. Palavras, testemunhos e versículos completavam a experiência inusitada que, aos poucos, amansava a arrogância oculta do meu coração pecador. Foi então que o dirigente convocou a todos: “Vamos cantar o hino 126 da Harpa.” Entre aleluias e glórias, o povo entoou: “Bem-aventurado o que confiaNo Senhor, como fez AbraãoEle creu, ainda que não viaE, assim, a fé não foi em vão” Ver aquela gente humilde adorando me quebrou. O calor daquele momento espiritual me aqueceu, enquanto eu corava por minha arrogância ali humilhada. Descobri que eu não sabia de nada e que, com bondade, o Pai me ensinava. Mas, ao ouvir outra estrofe do hino, a cura completa irrompeu, com lágrimas que banharam o rosto do menino insolente: “Quem quiser de Deus ter a coroaPassará por mais tribulaçãoÀs alturas santas ninguém voaSem as asas da humilhação” Nunca me esqueci do hino libertador. E, às vezes, o menino mau volta. Nessas horas, eu canto: “Às alturas santas ninguém voa sem as asas da humilhação.” Assembleia de Deus em todo lugar. Até na lua. Luiz Sayão é hebraísta, teólogo, linguista, tradutor bíblico e pastor da Igreja Batista Nações Unidas. * Este texto reflete a opinião do autor e não, necessariamente, a do Pleno.News. Comunicar erro Comunicar erro Se você encontrou erro neste texto, por favor preencha os campos abaixo. Sua mensagem e o link da página serão enviados automaticamente à redação do Pleno.News, que checará a informação. Nome Completo E-mail Telefone Descrição do erro Mais Recentes Zema dispara criticas ao STF e diz que a Corte “está podre” Andrei contradiz EUA e nega que delegado da PF tenha sido expulso Preso por feminicídio de miss se enforca na cadeia, diz polícia Relator adia parecer de minerais críticos após pedido do governo Flávio participa da Norte Show e critica política econômica WhatsApp Entre e receba as notícias do dia Entrar no Canal Telegram Entre e receba as notícias do dia Entrar no Grupo O autor da mensagem, e não o Pleno.News, é o responsável pelo comentário.

Pleno News 07/04/2026 09:31

Isto, isso ou aquilo: Descomplicando os pronomes demonstrativos

Verônica Bareicha - 07/04/2026 09h31   Escolhas (Imagem ilustrativa) Foto: IA\Chat GPT Hoje quero compartilhar um poema fofo, daqueles que a gente lê achando que é só para criança… até perceber que não é. Acompanhe comigo: Ou isto ou aquilo – Cecília Meireles Ou se tem chuva e não se tem sol, ou se tem sol e não se tem chuva! Ou se calça a luva e não se põe o anel, ou se põe o anel e não se calça a luva! Quem sobe nos ares não fica no chão, quem fica no chão não sobe nos ares. É uma grande pena que não se possa estar ao mesmo tempo nos dois lugares! Ou guardo o dinheiro e não compro o doce, ou compro o doce e gasto o dinheiro. Ou isto ou aquilo: ou isto ou aquilo… e vivo escolhendo o dia inteiro! Não sei se brinco, não sei se estudo, se saio correndo ou fico tranquilo. Mas não consegui entender ainda qual é melhor: se é isto ou aquilo. A ideia de Cecília é falar sobre escolhas. E daria para a gente ficar aqui filosofando um tempão sobre isso… mas hoje quero puxar a conversa para outro lado: os pronomes. Mais especificamente os demonstrativos: isto, este, isso, essa, aquilo, aquele. Sim… eu sei. Só de ler, teve gente que já se arrepiou. Aposto. Mas vamos com calma; é simples. Via de regra, pronomes são palavras que acompanham ou substituem substantivos. E os demonstrativos são aqueles que usamos para apontar coisas: no espaço, no tempo ou até dentro do próprio texto. Então, quando Cecília diz “isto” e “aquilo”, ela não está só falando de escolhas. Ela também está sugerindo distância. De cara, já fica fácil notar que isto está perto de quem fala… e aquilo, distante. Notou? É exatamente assim que os pronomes demonstrativos funcionam no espaço. Usamos este quando algo está perto de quem fala; esse, quando está perto de quem ouve; e aquele, quando está longe dos dois. Pensando em escolhas, olhe só: ou escolho este chocolate delicioso aqui, na minha frente… ou elogio esse corpo que é seu… ou admiro aquele corpo lá longe, atravessando a rua. Percebe como a escolha muda conforme a distância? Nesse sentido, os pronomes demonstrativos funcionam quase como um GPS da fala. Mas há um detalhe que vive escapando: se você fala do lugar onde está, o correto é este. Por isso, nada de dizer: “Nesse país não tem um político honesto”. Se você está aqui, no Brasil, o correto é: “Neste país…” Combinado? Agora, olhe só: o poema também nos ajuda a entender o tempo. Repare: a criança está sempre decidindo agora: “Vivo escolhendo o dia inteiro”. Tudo acontece no presente, no momento da escolha. Por isso, usamos este para o tempo presente: “Este dia inteiro é feito de escolhas.” Mas, quando olhamos para trás, a perspectiva muda: “Esse dia foi difícil, pois tive que escolher o tempo todo.” Note que esse se refere a um passado recente. E, se for algo mais longe ainda: “Naquele tempo, quando eu era criança, escolher parecia mais simples.” Aqui, aquele aponta para um passado distante. Agora vem a parte que parece mais complicada; mas vai por mim, não é. Dentro do texto, os pronomes demonstrativos funcionam como setinhas invisíveis — e o poema mostra isso de forma sutil. Quando Cecília escreve “ou isto ou aquilo”, ela ainda não explicou exatamente o que é “isto” ou “aquilo”. Ela abre possibilidades. Assim, isto aponta para frente, para tudo o que ainda será apresentado: chuva ou sol, luva ou anel, brincar ou estudar… Depois que essas ideias aparecem, conseguimos retomar tudo: “Esse é o dilema do poema: escolher o tempo todo.” Ou seja: este / isto apontam para o que ainda será dito; esse / isso retomam o que já foi dito. No fim das contas, esses pronomes funcionam como dedos apontando para o agora, para o antes, para perto, para longe ou para algo que você ainda vai revelar. Porque, na vida, sempre escolhemos e sempre é assim: ou isto… ou aquilo. Espero ter ajudado. Um abraço e até a próxima! Verônica Bareicha ama palavras e letrinhas desde sempre. Há vinte e tantos anos atua como revisora, redatora e ghostwriter. É pós-graduanda em Jornalismo Digital pela FAAP; pós-graduada em Mercado Editorial pela PUC-Rio e graduada em Letras, pelo Unasp-EC. Deseja neste espaço compartilhar o amor e dicas da língua portuguesa de forma leve, bem-humorada e divertida. * Este texto reflete a opinião do autor e não, necessariamente, a do Pleno.News. Comunicar erro Comunicar erro Se você encontrou erro neste texto, por favor preencha os campos abaixo. Sua mensagem e o link da página serão enviados automaticamente à redação do Pleno.News, que checará a informação. 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Pleno News 06/04/2026 14:13

Deus escreve a história no Seu tempo

Marco Feliciano - 06/04/2026 14h13 Apoiadores da República Islâmica do Irã Foto: EFE/Jaime León Deus, em Sua onipotência, às vezes complica, depois descomplica e, finalmente, explica. Nós, na nossa pequenez, não conseguimos entender os desígnios do Criador. Quinhentos anos antes de Cristo, o rei persa Ciro, o Grande, cumprindo uma profecia bíblica, libertou o povo hebreu do cativeiro babilônico. Essa profecia havia sido escrita cerca de 200 anos antes, em Isaías 44:28 e 45:1-13, quando Deus chama Ciro de “ungido”, prevendo que ele conquistaria a Babilônia, permitiria a reconstrução do templo em Jerusalém e libertaria o povo judeu do cativeiro. Como os desígnios de Deus são incompreensíveis, passaram-se cerca de 2.500 anos e, nos dias atuais, o povo persa, hoje representado pelos iranianos, está há 47 anos cativo de uma oligarquia religiosa radical, sem liberdade. Muitos, ao se manifestarem, são executados aos milhares, sem defesa. E agora, exatamente pelo povo que lhes deve gratidão, o povo judeu, surge uma esperança de libertação. O tempo de Deus é diferente do nosso. A liberdade está chegando, e a prova da presença do Eterno está no desenrolar da guerra, poupando a população civil de mais de 80 milhões de pessoas, com ataques cirúrgicos em instalações militares e nucleares. Finalizo agradecendo a Deus por permitir que um povo liberto há 2.500 anos retribua essa liberdade ao mesmo povo nos dias atuais. Que Ele derrame as mais escolhidas bênçãos celestiais sobre o povo iraniano. Marco Feliciano é pastor e está em seu quarto mandato consecutivo como deputado federal pelo Estado de São Paulo. Ele também é escritor, cantor e presidente da Assembleia de Deus Ministério Catedral do Avivamento. * Este texto reflete a opinião do autor e não, necessariamente, a do Pleno.News. Comunicar erro Comunicar erro Se você encontrou erro neste texto, por favor preencha os campos abaixo. Sua mensagem e o link da página serão enviados automaticamente à redação do Pleno.News, que checará a informação. Nome Completo E-mail Telefone Descrição do erro Mais Recentes Trump: É altamente improvável que estendamos trégua com Irã AGU recua e pede ao X que não exclua posts de jornalistas 8/1: Entenda prisão de ex-policial Marco Alexandre em Minas Gerais Lula: "Brasil pode virar Arábia Saudita do biocombustível” Milicianos tentam usar decisão de Moraes para anular investigações WhatsApp Entre e receba as notícias do dia Entrar no Canal Telegram Entre e receba as notícias do dia Entrar no Grupo O autor da mensagem, e não o Pleno.News, é o responsável pelo comentário.

Pleno News 06/04/2026 12:15

Enquanto a reforma tributária avança, a incerteza cresce

Ives Gandra Martins - 06/04/2026 12h15 Reforma tributária Foto: Pixabay Ao fazer a abertura de mais uma reunião do Conselho Superior de Direito da Fecomercio-SP, que debateu o tema Soberania fiscal em xeque? Tensões e novos paradigmas tributários, fiz a reflexão que trago aos amigos leitores. Estamos vivendo um momento extremamente complicado no Brasil, em que os Poderes se confundem. Trata-se de um momento de máxima insegurança jurídica, em que escândalos vêm à tona e os Poderes envolvidos se autoprotegem, numa tentativa de ocultar tanto aquilo que se busca conhecer quanto aquilo que está errado. Tudo isso acompanhado de um novo sistema tributário que já teve sua implementação com a CBS e em 2029 terá com o IBS. Trata-se de uma tributação de consumo que amplia o número de artigos referentes ao tema constantes no Código Tributário Nacional. Na legislação aprovada, estamos com dez vezes mais artigos sobre a tributação do consumo do que aqueles que constam no CTN, além de três vezes mais artigos para a tributação do consumo do que todo o sistema tributário que conseguimos aprovar na Constituição de 1988. Essa inflação normativa não é apenas um detalhe estatístico; ela representa um aumento real no custo de conformidade para o contribuinte. Durante o longo período de transição, as empresas serão obrigadas a conviver com dois sistemas tributários distintos e paralelos, gerando uma sobrecarga administrativa sem precedentes. Em vez de eliminarmos a burocracia, corremos o risco de institucionalizar um ‘monstro de duas cabeças’ que exigirá investimentos massivos em tecnologia e assessoria jurídica apenas para que o setor produtivo consiga cumprir suas obrigações básicas. Os idealizadores da pretendida reforma afirmam que essa decuplicação de artigos sobre consumo e a triplicação de artigos constitucionais têm o objetivo de simplificar o sistema tributário. Confesso que minha inteligência é limitada demais para compreender uma simplificação tão complexa quanto a que vem sendo implementada. É fundamental, porém, que continuemos a fazer o que sempre fizemos no Conselho Superior de Direito da Fecomercio-SP desde sua fundação: debater, refletir e sugerir. Atualmente, contamos com um grupo de estudiosos integrado por renomados colegas, como os economistas Marcos Cintra e Paulo Rabello de Castro, além de Felipe Silva, diretor da Faculdade Brasileira de Tributação, que é a única instituição de ensino superior dedicada exclusivamente ao Direito Tributário no Brasil. Sob nossa coordenação, estamos elaborando um livro a respeito da reforma da tributação do consumo, no qual analisaremos as dificuldades que já se manifestam neste início de implementação. Essas análises, que estamos consolidando em nossa obra, não se limitam a meras críticas teóricas; configuram-se como alertas práticos sobre os gargalos que o texto atual ignora e que demandarão, inevitavelmente, uma correção de rumo legislativa. O rigor técnico de renomados especialistas serve aqui como subsídio fundamental para que as falhas de implementação sejam mitigadas antes que se tornem entraves permanentes ao desenvolvimento econômico. Em todas as nossas ações, devemos observar que, a partir de 2027, teremos um novo Legislativo capaz de promover mudanças significativas no cenário atual, haja vista a renovação de dois terços do Senado Federal. É evidente a percepção de que haverá uma maioria conservadora no Congresso, o que deve favorecer uma reflexão profunda sobre o modo adequado de simplificação do nosso sistema tributário. Quanto mais nos aprofundamos no estudo da Reforma Tributária — como ocorreu durante a elaboração do livro que lancei em parceria com o advogado e professor Daniel Moretti —, mais as incertezas se multiplicam. Ao dialogar com tributaristas de alto nível e docentes das principais universidades do País, percebo que as dúvidas são inúmeras. Essa atmosfera de hesitação não é apenas um debate entre acadêmicos; ela se traduz em um impacto severo sobre o investimento produtivo. A incerteza tributária atua como um freio invisível, gerando um ambiente de ‘esperar para ver’ que afasta o capital e adia projetos estratégicos. Sem regras do jogo claras e previsíveis a médio prazo, o investidor retrai-se, o que compromete o crescimento econômico imediato do País e a própria geração de empregos. Por essa razão, tenho encerrado minhas palestras sobre o novo sistema com uma postura de cautela: quando questionado sobre minha opinião, não respondo sim nem não; eu respondo talvez. Ives Gandra da Silva Martins é professor emérito das universidades Mackenzie, Unip, Unifieo, UniFMU, do Ciee/O Estado de São Paulo, das Escolas de Comando e Estado-Maior do Exército (Eceme), Superior de Guerra (ESG) e da Magistratura do Tribunal Regional Federal da 1ª Região, professor honorário das Universidades Austral (Argentina), San Martin de Porres (Peru) e Vasili Goldis (Romênia), doutor honoris causa das Universidades de Craiova (Romênia) e das PUCs PR e RS, catedrático da Universidade do Minho (Portugal), presidente do Conselho Superior de Direito da Fecomercio-SP e ex-presidente da Academia Paulista de Letras (APL) e do Instituto dos Advogados de São Paulo (Iasp). * Este texto reflete a opinião do autor e não, necessariamente, a do Pleno.News. Comunicar erro Comunicar erro Se você encontrou erro neste texto, por favor preencha os campos abaixo. Sua mensagem e o link da página serão enviados automaticamente à redação do Pleno.News, que checará a informação. 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Pleno News 02/04/2026 18:27

As nulidades no julgamento de Cristo

Rafael Durand - 02/04/2026 18h27 Lavar as mãos (Imagem ilustrativa) Foto: IA\Chat GPT Nesta Semana Santa, enquanto milhões de pessoas ao redor do mundo voltam os olhos para a Cruz, é fundamental refletirmos não apenas sobre o sacrifício teológico, mas sobre o processo que o antecedeu. O julgamento de Jesus de Nazaré é, sob qualquer ótica jurídica, o maior erro judiciário da história da humanidade. É o retrato de como o sistema, quando corrompido por interesses políticos e pressão popular, pode transformar o justo em réu e a lei em ferramenta de opressão. O simulacro de justiça Ao analisarmos os autos desse processo histórico, deparamo-nos com uma sucessão de nulidades absolutas que fariam qualquer tribunal moderno anular o feito. Primeiro, a violação do Princípio da Publicidade: o julgamento ocorreu na calada da noite, longe dos olhos do povo e da transparência necessária aos atos judiciários. Ademais, houve o completo desprezo pelo Direito à Ampla Defesa e ao Contraditório. Jesus foi privado de um defensor e confrontado com testemunhas cujos relatos eram nitidamente contraditórios e falsos. Mais grave ainda foi a violação do Princípio do Juiz Natural: Cristo foi jogado de um tribunal a outro, de Anás a Caifás, de Pilatos a Herodes, sem que se respeitasse a competência legal de cada autoridade. Por fim, a sentença de Pilatos não foi baseada em fatos ou provas, mas na conveniência. Ao lavar as mãos, o magistrado romano abdicou da sua imparcialidade para ceder à pressão da multidão. Em outras palavras, o direito cedeu ao ruído das ruas e a justiça ajoelhou-se perante o poder! As injustiças do nosso tempo A analogia com a contemporaneidade é inevitável. Ainda hoje, assistimos a autoridades que, por vezes, ignoram o devido processo legal em nome de projetos de poder ou para satisfazer o clamor momentâneo da opinião pública. Neste sentido, a instrumentalização do sistema jurídico para perseguir adversários ou silenciar vozes dissonantes é uma ferida aberta que nos lembra que, sem princípios éticos e respeito à lei, a toga pode tornar-se um instrumento de tirania. Quando o rito é atropelado e o réu é condenado antes mesmo de ser ouvido, a justiça deixa de ser um ideal civilizatório para tornar-se um espetáculo de força. O julgamento de Cristo nos alerta que a autoridade sem compromisso com a verdade é, por essência, injusta. O propósito que supera o erro Entretanto, para nós, cristãos, a reflexão não termina na indignação jurídica. Há uma dimensão que transcende a nulidade dos tribunais humanos. Jesus, sendo o Filho de Deus, o próprio autor da Vida, submeteu-se voluntariamente a esse processo viciado. Ele aceitou a ausência de defesa para ser o nosso Advogado (1 Jo 2:1). Ele suportou as testemunhas falsas para que pudéssemos conhecer a Verdade que liberta (Jo 8:32). Ele aceitou uma sentença injusta para que nós, culpados, pudéssemos receber a justiça de Deus. O propósito benevolente e amoroso de Cristo transformou o maior erro judiciário de todos os tempos no maior ato de salvação. Na cruz, a injustiça dos homens encontrou-se com a misericórdia de Deus. Que nesta Páscoa possamos lembrar que, embora as autoridades terrenas falhem, existe um Juiz Justo que, por amor, entregou-se para que tivéssemos vida em abundância! Rafael Durand é advogado, mestre em Direito, pós-graduado em Direito Público e em Direito Digital, professor, membro do Instituto Brasileiro de Direito e Religião (IBDR) e da Comissão de Direito e Liberdade Religiosa da OAB-PB, fundador do NEPC3 – Núcleo de Estudos em Política, Cidadania e Cosmovisão Cristã, autor de artigos e obras jurídicas. * Este texto reflete a opinião do autor e não, necessariamente, a do Pleno.News. Comunicar erro Comunicar erro Se você encontrou erro neste texto, por favor preencha os campos abaixo. Sua mensagem e o link da página serão enviados automaticamente à redação do Pleno.News, que checará a informação. Nome Completo E-mail Telefone Descrição do erro Mais Recentes Javier Milei assina acordo com Benjamin Netanyahu em Israel Gilmar pede que Moraes inclua Zema no inquérito das fake news Brasileira morre após fazer três cirurgias plásticas na Bolívia Pré-candidata de esquerda a presidente defende fim da PM Israel diz que militar martelando estátua de Jesus é episódio grave WhatsApp Entre e receba as notícias do dia Entrar no Canal Telegram Entre e receba as notícias do dia Entrar no Grupo O autor da mensagem, e não o Pleno.News, é o responsável pelo comentário.

Pleno News 02/04/2026 10:26

No Canadá, citações bíblicas serão criminalizadas 

Vinícius Lana - 02/04/2026 10h26 Bandeira do Canadá (Imagem ilustrativa) Foto: Pixabay/Jude Joshua A partir de agora, em terras canadenses, você pode até ser preso se uma citação bíblica sua for interpretada como “discurso de ódio”. Essa é a polêmica que explodiu após um projeto de lei ganhar força, no Canadá. Uma proteção legal que garantia a defesa de falas baseadas em textos religiosos está sendo removida. O que antes servia como escudo para a liberdade de crença agora passa a ficar nas mãos da interpretação do sistema. Diversos especialistas afirmam que isso pode abrir caminho para criminalizar ensinamentos bíblicos tradicionais. Na prática, não é que a Bíblia tenha sido proibida diretamente. Mas, a partir desse cenário, tudo passa a depender de interpretação. Se alguém considerar sua fala ofensiva, você pode ser enquadrado. O mais impressionante é que isso já estava até previsto na própria Bíblia. Em 2 Timóteo 4:3, é dito que chegaria um tempo em que muitos não suportariam mais a sã doutrina. Prefeririam ouvir apenas aquilo que agradasse aos seus próprios desejos. Ou seja, a verdade não seria apenas rejeitada; ela passaria a ser combatida. E é exatamente esse o espírito do nosso tempo: a verdade passou a ser tratada como agressão, enquanto o erro é protegido como se fosse virtude. Qualquer mensagem que confronte o pecado, a desordem moral ou a rebelião contra Deus, rapidamente começa a ser vista como inaceitável. A censura da fé cristã prepara o caminho para um controle mais rígido no futuro. O que hoje é interpretado como ofensivo, amanhã pode ser proibido. O fim da liberdade de expressão não está distante — esse tempo já começou a se manifestar. Vinícius Lana é cristão e pesquisador de Escatologia Bíblica. * Este texto reflete a opinião do autor e não, necessariamente, a do Pleno.News. Comunicar erro Comunicar erro Se você encontrou erro neste texto, por favor preencha os campos abaixo. Sua mensagem e o link da página serão enviados automaticamente à redação do Pleno.News, que checará a informação. Nome Completo E-mail Telefone Descrição do erro Mais Recentes Na Espanha, Janja chama redes sociais de “quinto poder” Lula na Alemanha: "Pra que serve Conselho de Segurança da ONU?" Falha técnica faz voo que iria aos EUA retornar para Guarulhos Vice de Trump participará de 2ª rodada de negociações com Irã Quase 70% dos brasileiros estão endividados, diz pesquisa WhatsApp Entre e receba as notícias do dia Entrar no Canal Telegram Entre e receba as notícias do dia Entrar no Grupo O autor da mensagem, e não o Pleno.News, é o responsável pelo comentário.

Pleno News 02/04/2026 09:41

Licença-paternidade: O que muda para as empresas a partir de 2027?

Thassya Prado - 02/04/2026 09h41 Papai e bebê (Imagem ilustrativa) Foto: Pexels/Alina Matveycheva Na última terça-feira (31), foi sancionada a lei que amplia o período de afastamento do trabalho do pai, em sua licença-paternidade, após a chegada de um filho, dos atuais cinco dias para até 20 dias, com vigência a partir de janeiro de 2027. Para as empresas, a mudança traz novas obrigações diretas que precisam entrar no radar do RH agora. Até hoje, a licença-paternidade era de cinco dias corridos, custeada pela própria empresa, sem reembolso da Previdência Social e sem qualquer estabilidade no emprego após o retorno ao trabalho. O direito se aplicava apenas a trabalhadores com carteira assinada e a servidores públicos. Com a nova lei, esse cenário muda gradualmente: — A partir de janeiro de 2027: 10 dias de afastamento. — A partir de janeiro de 2028: 15 dias de afastamento. — A partir de janeiro de 2029: 20 dias de afastamento. O custo do afastamento passa a ser da Previdência Social. A empresa mantém o pagamento integral do salário durante a licença, mas será reembolsada pelo INSS, seguindo a mesma lógica já aplicada na licença-maternidade. Além do aumento no período e da mudança no custeio, a lei cria estabilidade no emprego. O pai não pode ser demitido sem justa causa durante a licença; nem nos 30 dias após o retorno. Demitir dentro desse período pode gerar reintegração ou indenização para a empresa. O direito também foi ampliado para além da CLT. Autônomos, empregados domésticos e MEIs passam a ter acesso ao benefício. Para empresas participantes do Programa Empresa Cidadã, é possível acrescentar 15 dias adicionais, chegando a até 35 dias no total. A lei ainda prevê situações específicas que o RH precisa conhecer: — Falecimento da mãe: o pai tem direito a até 180 dias de afastamento. — Filho com deficiência ou doença rara: a licença é ampliada em um terço. — Casais homoafetivos: um dos integrantes pode usufruir da licença-maternidade e o outro da paternidade. A lei entra em vigor em janeiro de 2027, mas a adequação começa antes disso. Políticas internas, contratos e processos de RH precisam ser revisados para contemplar as novas regras de afastamento, pagamento e estabilidade. Empresas que não observarem o período de estabilidade estarão expostas a ações trabalhistas. E, como sempre, o passivo começa antes do processo. Thassya Prado é advogada empresarial e idealizadora do @entendaseudireito. CEO do escritório Prado Advocacia Empresarial, Compliance e Tribunais, é  especialista em Gestão de Pessoas, Gestão Empresarial e Tribunais Superiores. Atua ainda como mentora de advogados. * Este texto reflete a opinião do autor e não, necessariamente, a do Pleno.News. Comunicar erro Comunicar erro Se você encontrou erro neste texto, por favor preencha os campos abaixo. Sua mensagem e o link da página serão enviados automaticamente à redação do Pleno.News, que checará a informação. Nome Completo E-mail Telefone Descrição do erro Mais Recentes Advogados reagem após Moraes afastá-los do caso Tagliaferro Lula expressa solidariedade ao papa em meio a críticas de Trump Acidente com equipe da TV Band Minas deixa um morto na BR-381 Prime Vídeo divulga novos atores que estarão na série Tremembé Genial/Quaest: Desaprovação de Lula cresce entre os evangélicos WhatsApp Entre e receba as notícias do dia Entrar no Canal Telegram Entre e receba as notícias do dia Entrar no Grupo O autor da mensagem, e não o Pleno.News, é o responsável pelo comentário.

Pleno News 01/04/2026 20:17

A perigosa defesa da legalização das drogas por Gilmar Mendes

Marco Feliciano - 01/04/2026 20h17 Ministro Gilmar Mendes Foto: Antonio Augusto/STF Nosso país, de tradição judaico-cristã, mantém arraigada a ojeriza a qualquer tipo de droga. Nossos jovens, em sua maioria, ainda mantêm distância desses vícios malignos que destroem famílias e causam uma dependência nefasta, muitas vezes, permanente e irreversível. Eu, na qualidade de legislador, bato-me com todas as armas disponíveis em meu mandato para combater a descriminalização das drogas, sejam elas quais forem. Não existe droga leve. Todas são uma desgraça na vida do usuário e de suas famílias. Portanto, nós, formadores de opinião, temos o dever de incutir na sociedade os malefícios que advêm do consumo de drogas, verdadeiro flagelo da sociedade moderna. Agora, de verdade, me causa uma espécie de revolta ver um ministro da Suprema Corte de nosso país, como o ministro Gilmar Mendes, manifestar-se no sentido de legalizar drogas. Ele se esquece de que países que flexibilizaram suas leis, afrouxando a repressão, colheram consequências graves e, agora, tentam retroceder, retomando a criminalização para reparar o que ainda é possível. Finalizo pedindo a Deus que ilumine nossas autoridades, para que usem suas prerrogativas em favor da nação, no combate às drogas — e não na defesa de sua liberação — para que tenhamos sempre gerações saudáveis e ordeiras. E peço que Ele derrame suas mais escolhidas bênçãos sobre todos os jovens de nosso país. Marco Feliciano é pastor e está em seu quarto mandato consecutivo como deputado federal pelo Estado de São Paulo. Ele também é escritor, cantor e presidente da Assembleia de Deus Ministério Catedral do Avivamento. * Este texto reflete a opinião do autor e não, necessariamente, a do Pleno.News. Comunicar erro Comunicar erro Se você encontrou erro neste texto, por favor preencha os campos abaixo. Sua mensagem e o link da página serão enviados automaticamente à redação do Pleno.News, que checará a informação. Nome Completo E-mail Telefone Descrição do erro Mais Recentes Frias recebe alta: "Indo para casa ao lado do amor da minha vida" Michelle contesta candidatura de Izalci Lucas ao governo do DF Lula fala em regular plataformas que causam "dano à democracia" Irã declara Ormuz "totalmente aberto" até o fim do cessar-fogo AGU notifica jornalista após reclamação feita por Erika Hilton WhatsApp Entre e receba as notícias do dia Entrar no Canal Telegram Entre e receba as notícias do dia Entrar no Grupo O autor da mensagem, e não o Pleno.News, é o responsável pelo comentário.

Pleno News 31/03/2026 10:32

A palavra do momento: Misoginia

Verônica Bareicha - 31/03/2026 10h32 (Imagem ilustrativa) Foto: Unsplash/Soheb Zaidi Moro no Espírito Santo. E, se há um lugar lindo e especial, dos muitos por onde já passei neste país afora, é este estado. Aqui, há uma calmaria no ar, dessas que aquietam o coração. Sem falar nas belezas naturais e no charme das pequenas cidades, com seus traços de colonização italiana e alemã. Mas há um contraste que incomoda. Esse lugar que tanto gosto também ostenta números altos de feminicídio e de crimes contra a mulher. Na última semana, na madrugada do dia 23, a primeira comandante da Guarda Civil de Vitória, capital do estado, foi morta a tiros pelo ex-namorado, que tirou a própria vida em seguida. Foi de forma cruel que a policial Dayse Barbosa — referência no combate à violência contra a mulher — se tornou vítima do crime que tanto combatia. Coincidentemente, também na semana passada, o Senado aprovou o chamado PL da Misoginia, que define como crime “a conduta que exteriorize ódio ou aversão às mulheres”. E foi impossível não pensar: o que, na prática, essa lei poderia ter feito por Dayse? Confesso que fui tentar entender melhor o tal termo “misoginia”. Já havia ouvido falar, claro. Mas nunca tinha parado para olhar com mais atenção. E o que encontrei foi um verdadeiro balaio de gatos. A pauta é progressista e identitária, pois tem o objetivo de defender minorias. O objetivo desta humilde coluna é ajudar leitores com dificuldades com o nosso idioma. Assim, se eu fosse fazer um glossário sobre o tema, englobaria machismo, patriarcado, machosfera, redpill — ou seja, teorias de superioridade masculina. Femismo, que prega a superioridade da mulher; feminismo, que busca a igualdade entre os sexos; e misoginia, que seria a aversão a mulheres pelo fato de elas serem mulheres. Mas não para por aí. Surgem ainda termos importados, difíceis até de se pronunciar: mansplaining, manterruption, gaslighting, bropriating… Se a sua cabeça deu um nó, fique tranquilo. A minha também. Ainda assim, a pergunta continua ecoando: o que essa lei teria feito por Dayse? Para mim, a resposta mais honesta veio de uma amiga. Essa querida também faz parte das estatísticas. Viveu por anos um relacionamento abusivo, que só terminou quando o então marido a ameaçou de morte, descrevendo, inclusive, como faria. Ela, quando soube do caso da policial, disse algo que não me saiu da cabeça: — Se uma guarda que combatia esse tipo de crime teve esse fim… pobre de mim. E foi aí que entendi que talvez a pergunta não seja exatamente sobre o nome que damos às coisas. Sim, a lei define, enquadra, tipifica. Organiza o mundo no papel. Mas a vida não cabe só nisso. Como mulher, já fui vítima de misoginia. Me pergunto: e quantas de nós não fomos? Imagino que todas tenhamos sido. Então, na boa? Não é o papel mandando prender, punir ou amordaçar que vai mudar o comportamento do ser humano. Antes, é a educação. É o falar sobre. É o ensinar a não. Porque, no fim das contas, enquanto discutimos até onde alguém pode falar; o que é ou não é comportamento de ódio; há mulheres tentando simplesmente continuar vivas. E protegê-las deveria ser a maior urgência. Verônica Bareicha ama palavras e letrinhas desde sempre. Há vinte e tantos anos atua como revisora, redatora e ghostwriter. É pós-graduanda em Jornalismo Digital pela FAAP; pós-graduada em Mercado Editorial pela PUC-Rio e graduada em Letras, pelo Unasp-EC. Deseja neste espaço compartilhar o amor e dicas da língua portuguesa de forma leve, bem-humorada e divertida. * Este texto reflete a opinião do autor e não, necessariamente, a do Pleno.News. Comunicar erro Comunicar erro Se você encontrou erro neste texto, por favor preencha os campos abaixo. Sua mensagem e o link da página serão enviados automaticamente à redação do Pleno.News, que checará a informação. Nome Completo E-mail Telefone Descrição do erro Mais Recentes Moraes indica defensor público para defesa de Tagliaferro Gayer lidera intenções de voto para o Senado em Goiás Homem é preso após agredir e forçar mulher a fazer tatuagens Celina Leão vê "falta de vontade" do governo Lula em ajudar o BRB Quem é o dono da Choquei, preso na Operação Narco Fluxo da PF WhatsApp Entre e receba as notícias do dia Entrar no Canal Telegram Entre e receba as notícias do dia Entrar no Grupo O autor da mensagem, e não o Pleno.News, é o responsável pelo comentário.

Pleno News 30/03/2026 18:02

Alexandre de Moraes votou um PL que abre caminho para a perseguição de psicólogos cristãos?

Marisa Lobo - 30/03/2026 18h02 Atendimento psicoterápico (Imagem ilustrativa) Foto: Pexels/ Mart Production O ministro Alexandre de Moraes, do STF, votou a favor de um projeto de lei que, na prática, abre caminho para a perseguição de psicólogos que se denominam cristãos? Essa é a pergunta que precisa ser feita com coragem; porque o que está em jogo não é apenas uma questão técnica, mas um princípio fundamental de liberdade. Há algo profundamente incoerente — e juridicamente questionável — no movimento que tenta impedir psicólogos de se identificarem como cristãos no exercício público de sua profissão. Não se trata de zelo ético. Trata-se, na prática, de um mecanismo de constrangimento ideológico que vem sendo aplicado de forma seletiva. É preciso nomear o que está acontecendo: psicólogos cristãos têm sido desproporcionalmente visados, investigados e pressionados simplesmente por assumirem sua identidade. E eu falo não apenas como observadora, mas como alguém diretamente atingida. Eu, Marisa Lobo, já respondi a inúmeros processos ao longo dos anos; não por má prática clínica comprovada, não por violação técnica objetiva, mas por me apresentar publicamente como psicóloga e cristã. Isso não é um detalhe. Isso é um padrão. A pergunta que precisa ser feita — e ainda não foi respondida de forma honesta — é: por que apenas o cristão? Existem, há décadas, espaços consolidados dentro da Psicologia que dialogam com espiritualidade: psicologia de base espírita, interfaces com tradições orientais como o budismo, contribuições da tradição judaica. Nenhuma dessas expressões sofre o mesmo nível de vigilância, suspeição ou tentativa de silenciamento institucional. Não há campanhas sistemáticas para impedir que esses profissionais se identifiquem. Não há uma patrulha ideológica constante. Mas quando o psicólogo diz: “Sou cristão”, imediatamente surge a tentativa de enquadramento, de censura, de associação indevida com práticas antiéticas. Isso revela um problema grave: não estamos diante de uma discussão ética neutra, mas de um viés ideológico que transforma a identidade cristã em suspeita automática. E isso é inaceitável. O Código de Ética do Psicólogo é claro ao vedar a imposição de crenças ao paciente. E isso deve ser rigorosamente respeitado — por todos, inclusive pelos cristãos. Mas há uma distorção deliberada sendo construída: estão confundindo expressão de identidade com imposição religiosa. Dizer “sou psicóloga e cristã” não é impor fé a ninguém. Palestrar em uma igreja sobre saúde mental não é crime. Dialogar com pessoas a partir de uma linguagem que elas compreendem culturalmente não é violação ética — é, muitas vezes, uma estratégia de acesso e cuidado. Aliás, aqui surge outra contradição prática que os críticos evitam enfrentar: e os pacientes cristãos? Milhões de brasileiros são evangélicos ou católicos e, por razões legítimas, sentem-se mais seguros sendo atendidos por profissionais que compreendam sua cosmovisão. Se o psicólogo é proibido de se identificar, cria-se uma barreira de acesso. Na prática, isso pode gerar exclusão de cuidado. Estamos, então, diante de um paradoxo: em nome de uma suposta proteção ética, restringe-se o acesso de uma população inteira a um atendimento psicologicamente mais aderente à sua realidade cultural e espiritual. Isso não é proteção. Isso é exclusão. Outro ponto que precisa ser enfrentado com clareza: nenhuma outra profissão impõe esse tipo de silenciamento identitário. Médicos, advogados, professores — todos podem declarar sua fé sem que isso seja automaticamente interpretado como infração. Por que, então, a Psicologia deveria exigir essa “assepsia ideológica” apenas quando se trata de cristãos? A resposta, ainda que desconfortável para alguns, aponta para a influência de uma militância que não é simplesmente laica — mas, em muitos casos, explicitamente contrária ao cristianismo. E essa militância tem conseguido pautar interpretações restritivas que extrapolam o texto ético e avançam sobre direitos fundamentais. É fundamental reafirmar: liberdade religiosa inclui o direito de expressão pública da fé. Identidade não é infração ética. Conduta antiética deve ser punida — independentemente da religião —, mas identidade não pode ser criminalizada. Transformar psicólogos cristãos em alvos recorrentes de processos e sanções por aquilo que são — e não por aquilo que fazem — é abrir um precedente perigoso para toda a categoria. Hoje são os cristãos. Amanhã, pode ser qualquer outra visão de mundo considerada “inconveniente”. A Psicologia, enquanto ciência humana, deveria ser a primeira a defender a pluralidade, a liberdade de consciência e o respeito à diversidade de crenças. Quando falha nisso, perde não apenas coerência institucional, mas legitimidade ética. Portanto, a defesa do psicólogo cristão não é uma defesa corporativa ou religiosa isolada. É uma defesa de princípios fundamentais: liberdade, isonomia e integridade profissional. E esses princípios não são negociáveis Marisa Lobo atua como psicóloga e psicanalista, é pós-graduada em Psicanálise; Gestão e Mediação de Conflitos; Educação de Gênero e Sexualidade; Filosofia de Direitos Humanos e Saúde Mental; tem também habilitação para magistério superior. * Este texto reflete a opinião do autor e não, necessariamente, a do Pleno.News. Comunicar erro Comunicar erro Se você encontrou erro neste texto, por favor preencha os campos abaixo. Sua mensagem e o link da página serão enviados automaticamente à redação do Pleno.News, que checará a informação. 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Pleno News 30/03/2026 14:08

Justiça: Esporte feminino volta a ser das mulheres

Marco Feliciano - 30/03/2026 14h08 Nadadoras olímpicas de Polo Aquático Foto: EFE/ Quique García Finalmente, se fez justiça no mundo do esporte. Kirsty Coventry, presidente do Comitê Olímpico Internacional, ex-nadadora bicampeã olímpica, nascida no Zimbábue, estabeleceu novas regras para as Olimpíadas de Los Angeles em 2028. A partir de agora fica estabelecido que as categorias de esporte feminino em jogos oficiais olímpicos serão exclusivamente para mulheres biológicas. A decisão veta a participação de atletas transgêneros, visando à proteção da integridade das competidoras femininas. Essa é uma velha aspiração dos conservadores, que viam nos movimentos progressistas uma inversão de valores que ia contra a lógica, pois um atleta biologicamente homem carrega, na sua compleição física, características que o colocam em vantagem em relação a uma atleta do sexo feminino. O que torna o esporte admirado por milhões de pessoas é a paridade entre os competidores, inclusive em relação ao peso dos atletas. De verdade, estou feliz, porque se fez justiça. Agora, esperamos que as próximas competições resgatem a paridade entre os competidores, devolvendo a graça do esporte, tradição desde a Grécia antiga. Finalizo agradecendo a Deus a graça de termos competições justas e equitativas. E pedindo que Ele derrame as mais escolhidas bênçãos celestiais a todos os atletas do mundo. Marco Feliciano é pastor e está em seu quarto mandato consecutivo como deputado federal pelo Estado de São Paulo. Ele também é escritor, cantor e presidente da Assembleia de Deus Ministério Catedral do Avivamento. * Este texto reflete a opinião do autor e não, necessariamente, a do Pleno.News. Comunicar erro Comunicar erro Se você encontrou erro neste texto, por favor preencha os campos abaixo. Sua mensagem e o link da página serão enviados automaticamente à redação do Pleno.News, que checará a informação. Nome Completo E-mail Telefone Descrição do erro Mais Recentes Moraes indica defensor público para defesa de Tagliaferro Gayer lidera intenções de voto para o Senado em Goiás Homem é preso após agredir e forçar mulher a fazer tatuagens Celina Leão vê "falta de vontade" do governo Lula em ajudar o BRB Quem é o dono da Choquei, preso na Operação Narco Fluxo da PF WhatsApp Entre e receba as notícias do dia Entrar no Canal Telegram Entre e receba as notícias do dia Entrar no Grupo O autor da mensagem, e não o Pleno.News, é o responsável pelo comentário.

Pleno News 30/03/2026 12:34

Coalizão EUA-Israel versus Irã

Lawrence Maximus - 30/03/2026 12h34 Em Teerã, se veem os destroços dos 100 dias da guerra Foto: EFE/Jaime León Este artigo apresenta uma breve análise dos primeiros 100 dias da guerra entre a coalizão EUA-Israel e o Irã, iniciada em 28 de fevereiro de 2026. O objetivo declarado pela administração Trump e pelo governo Netanyahu foi claro: desmantelar as capacidades militares do Irã, especialmente seu programa nuclear, sua indústria de mísseis balísticos e a estrutura de comando da Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC), eliminando uma ameaça existencial à segurança de Israel e à estabilidade regional. Todavia, os dois aliados estavam lutando na mesma guerra, mas perseguindo objetivos de longo prazo fundamentalmente diferentes. Enquanto a Operação Fúria Épica (Epic Fury) do exército americano concentra-se na destruição de infraestrutura militar, a Operação Rugido do Leão (Roaring Lion) de Israel busca a mudança de regime. A coalizão agiu de forma preventiva diante da aceleração do programa nuclear iraniano e do apoio contínuo do regime a grupos terroristas como Hezbollah, Hamas e Houthis. Nos primeiros 100 dias, a operação combinou superioridade aérea, ataques de precisão e inteligência de alto nível, resultando em degradação significativa das capacidades iranianas, embora o conflito tenha se estendido além das estimativas iniciais de quatro a seis semanas. Realizações estratégicas da coalizão: — Superioridade aérea e degradação de capacidades; — Eliminação de liderança; — Impacto no programa nuclear; — Isolamento naval. Desafios e custos: — Duração e sustentabilidade — O que começou como uma operação rápida evoluiu para um conflito prolongado. — Impacto econômico regional — Aumento nos preços do petróleo, ameaças ao Estreito de Ormuz e ataques a infraestrutura energética aumentaram a volatilidade global. — Frentes múltiplas — Israel enfrentou desgaste em operações simultâneas contra Irã, Hezbollah e tensões na Cisjordânia, levando o chefe do Estado-Maior israelense a alertar sobre sustentabilidade. Conclusão: Após 100 dias, a coalizão EUA-Israel afirma ter alcançado objetivos centrais: neutralizar a ameaça nuclear iminente, degradar severamente o aparato militar iraniano e expor a vulnerabilidade do regime teocrático. Entretanto, o regime iraniano permanece no poder, embora enfraquecido, e o risco de escalada ou guerra prolongada persiste. A vitória tática deve ser convertida em ganhos estratégicos duradouros, possivelmente via negociações de cessar-fogo sob condições favoráveis à coalizão (desmantelamento completo do programa nuclear e fim do apoio ao terrorismo). Lawrence Maximus é cientista político, analista internacional de Israel e Oriente Médio, professor e escritor. Mestre em Ciência Política: Cooperação Internacional (ESP), Pós-Graduado em Ciência Política: Cidadania e Governação, Pós-Graduado em Antropologia da Religião e Teólogo. Formado no Programa de Complementação Acadêmica Mastership da StandWithUs Brasil: história, sociedade, cultura e geopolítica do Oriente Médio, com ênfase no conflito israelo-palestino e nas dinâmicas geopolíticas de Israel. * Este texto reflete a opinião do autor e não, necessariamente, a do Pleno.News. Comunicar erro Comunicar erro Se você encontrou erro neste texto, por favor preencha os campos abaixo. Sua mensagem e o link da página serão enviados automaticamente à redação do Pleno.News, que checará a informação. Nome Completo E-mail Telefone Descrição do erro Mais Recentes Moraes indica defensor público para defesa de Tagliaferro Gayer lidera intenções de voto para o Senado em Goiás Homem é preso após agredir e forçar mulher a fazer tatuagens Celina Leão vê "falta de vontade" do governo Lula em ajudar o BRB Quem é o dono da Choquei, preso na Operação Narco Fluxo da PF WhatsApp Entre e receba as notícias do dia Entrar no Canal Telegram Entre e receba as notícias do dia Entrar no Grupo O autor da mensagem, e não o Pleno.News, é o responsável pelo comentário.

Pleno News 30/03/2026 11:43

Direita frouxa: Forte no discurso, fraca no voto

Juliana Moreira Leite - 30/03/2026 11h43 Direita frouxa: Forte no discurso, fraca no voto (Imagem ilustrativa) Foto: IA\Chat GPT Há uma perversão silenciosa quando a lei abandona a objetividade e se entrega à interpretação — porque é ali, nesse território nebuloso, que o poder deixa de ser limitado e passa a ser exercido. O chamado “PL da misoginia” surge envolto numa retórica moralmente inquestionável, mas carrega em si um vício antigo: a elasticidade. Assim, não se pune mais o ato, mas a percepção do ato; não se julga o crime, mas a leitura dele. E quando a lei se torna subjetiva, o cidadão deixa de saber onde termina sua liberdade — e onde começa o risco. Mas talvez mais revelador do que o texto da lei seja o comportamento daqueles que a aprovam. Há, na direita institucional, um fenômeno curioso: uma disposição quase automática para ceder quando o tema é discurso, linguagem, opinião — justamente onde deveriam resistir. Não é falta de entendimento; é algo mais desconfortável. É a recusa em sustentar o conflito. Um tipo de prudência que, de tão recorrente, começa a parecer menos estratégia e mais rendição. Não é que não saibam o que está em jogo — é que preferem não pagar o preço de dizer não. E então a contradição se escancara: quando se trata de endurecer penas para crimes reais, concretos, irreversíveis — como o assassinato de mulheres — surgem hesitações, votos contrários, justificativas técnicas. Mas quando o alvo é a palavra, quando o campo é simbólico e a punição difusa, a aprovação vem quase sem resistência. Há nisso uma coragem invertida, uma bravura que se manifesta onde custa menos. E o resultado é um país onde se regula com rigor o que se diz — enquanto o que realmente destrói vidas continua, muitas vezes, tratado com cautela. Juliana Moreira Leite é jornalista, apresentadora e comentarista. Aqui você vai ver o Brasil como ele é, não como tentam vender. * Este texto reflete a opinião do autor e não, necessariamente, a do Pleno.News. Comunicar erro Comunicar erro Se você encontrou erro neste texto, por favor preencha os campos abaixo. Sua mensagem e o link da página serão enviados automaticamente à redação do Pleno.News, que checará a informação. Nome Completo E-mail Telefone Descrição do erro Mais Recentes Nunes Marques manda abrir inquérito contra ministro do STJ Dismorfia digital: o filtro mudou a forma como a gente se vê? Lula levará em viagem à Europa comitiva que terá 15 ministros Presidente da CBB explica por que batistas não falam em línguas STF: Moraes é o mais conhecido, e Mendonça tem melhor avaliação WhatsApp Entre e receba as notícias do dia Entrar no Canal Telegram Entre e receba as notícias do dia Entrar no Grupo O autor da mensagem, e não o Pleno.News, é o responsável pelo comentário.

Pleno News 27/03/2026 10:59

A história de José e a sua relação com a lei da misoginia

Renato Vargens - 27/03/2026 10h59 Acusação (Imagem ilustrativa) Foto: IA\Chat GPT A história de José e a esposa de Potifar, relatada em Gênesis 39, destaca a integridade dele contra o assédio da mulher de seu senhor no Egito. A Bíblia nos mostra, que a mulher tentou seduzir o funcionário de seu marido repetidamente, contudo, por lealdade tanto a Potifar como a Deus, José a recusou. Isto posto, as Escrituras afirmam que mulher o acusou falsamente de tentativa de estupro, resultando na prisão do filho de Jacó. Ora, ao lermos esse episódio bíblico é inevitável não pensarmos nos dias atuais e na denominada lei da misoginia. Segundo a lei em questão, se uma mulher afirmar que foi assediada ou mesmo vítima de palavras desrespeitosas por parte de um homem, este poderá ser levado às barras da justiça e por conseguinte a prisão, visto que o Projeto de Lei (PL) 896/2023, equipara o que chamam de misoginia ao crime de racismo. Segundo o projeto de lei, a misoginia se caracteriza como a manifestação de aversão ou ódio contra mulheres, baseada na crença de supremacia do gênero masculino. Como já escrevi anteriormente nesta coluna, se o projeto de lei for aprovado, promoverá a divisão e ódio entre homens e mulheres colocando a palavra da mulher acima de qualquer suspeita. José foi acusado injustamente e preso, sem direito a defesa ou mesmo a expor o contraditório, mostrando com isso que injustiças podem ser cometidas e feitas quando fundamentada na palavra de uma pessoa perversa, caluniadora e disposta a destruir alguém por um capricho não atendido. Hoje, não vivemos no Egito e muito menos na Antiguidade, mas parece que a lei, se aprovada, poderá levar muitos “Josés” para a cadeia. Pense nisso. Renato Vargens é pastor sênior da Igreja Cristã da Aliança em Niterói, no Rio de Janeiro e conferencista. Pregou o evangelho em países da América do Sul, do Norte, Caribe, África e Europa. Tem 32 livros publicados em língua portuguesa e um em língua espanhola. É membro dos conselhos do TGC Brasil e IBDR. * Este texto reflete a opinião do autor e não, necessariamente, a do Pleno.News. Comunicar erro Comunicar erro Se você encontrou erro neste texto, por favor preencha os campos abaixo. Sua mensagem e o link da página serão enviados automaticamente à redação do Pleno.News, que checará a informação. Nome Completo E-mail Telefone Descrição do erro Mais Recentes Mario Frias é internado após obstrução de vasos no abdômen Empresário Tallis Gomes receberá maior honraria da Câmara do Rio Moro: "Lula manobrou sua base para me retirar da CPI" Senado: Relator aprova nome de Jorge Messias para o STF MP do Maranhão aciona empresa por estátua instalada em São Luís WhatsApp Entre e receba as notícias do dia Entrar no Canal Telegram Entre e receba as notícias do dia Entrar no Grupo O autor da mensagem, e não o Pleno.News, é o responsável pelo comentário.

Pleno News 27/03/2026 10:32

STF impede investigação do INSS e deixa aposentados sem respostas

Magno Malta - 27/03/2026 10h32 Davi Alcolumbre Foto: Carlos Moura/Agência Senado Confesso… há dias em que a indignação não pede licença, ela simplesmente toma conta. Esta quinta (27) foi um deles. O Supremo Tribunal Federal formou maioria, na prática, para barrar a prorrogação da CPMI do INSS, a comissão que investigava denúncias graves de descontos indevidos e fraudes contra aposentados e pensionistas. A decisão reverteu o movimento inicial do ministro André Mendonça, que havia determinado a extensão dos trabalhos por mais 120 dias, diante da inércia do Congresso. No centro do impasse está o presidente do Congresso Nacional, Davi Alcolumbre, que se recusou a dar andamento à prorrogação. Por isso, o argumento que prevaleceu na Corte foi juridicamente defensável: cabe ao Legislativo decidir sobre a continuidade de uma CPMI, não ao Judiciário. Mas o problema aqui não é apenas jurídico; é institucional. Enquanto se discute competência formal, a investigação se encerra sem respostas. E não se trata de qualquer apuração. São indícios de irregularidades que atingem diretamente uma das parcelas mais vulneráveis da população. O efeito político é inevitável, pois cresce a sensação de que, quando o tema é sensível, o sistema sabota. No fim, quem perde é o cidadão comum, especialmente aposentados e pensionistas, que seguem sem respostas e sem a garantia de responsabilização. E agora? Se a decisão é política, a resposta precisa ser política. O Congresso precisa exercer a prerrogativa que o próprio STF lhe devolveu: reapresentar requerimentos, reconstruir maioria e retomar a investigação por outros instrumentos. À imprensa cabe insistir nas denúncias. À sociedade, recusar a normalização. Porque não se trata apenas de manter uma comissão funcionando. O que está por trás disso é muito mais sério: é a verdadeira disposição das instituições de ir até o fim nas investigações. Magno Malta é senador da República. Foi eleito por duas vezes o melhor senador do Brasil. * Este texto reflete a opinião do autor e não, necessariamente, a do Pleno.News. Comunicar erro Comunicar erro Se você encontrou erro neste texto, por favor preencha os campos abaixo. Sua mensagem e o link da página serão enviados automaticamente à redação do Pleno.News, que checará a informação. Nome Completo E-mail Telefone Descrição do erro Mais Recentes Mourão rejeita Jorge Messias no STF e aponta militância petista Presidente dos Batistas aos 31 anos, Abdalla revela desafios PF convida amiga de Lulinha para depor sobre escândalo do INSS Parte de cinebiografia de Michael Jackson custou R$ 77 milhões Petrobras faz nova descoberta no pré-sal da Bacia de Campos WhatsApp Entre e receba as notícias do dia Entrar no Canal Telegram Entre e receba as notícias do dia Entrar no Grupo O autor da mensagem, e não o Pleno.News, é o responsável pelo comentário.

Pleno News 26/03/2026 14:24

Lei da misoginia, liberdade de expressão e de religião

Rafael Durand - 26/03/2026 14h24 (Imagem ilustrativa) Foto: Adobe Stock O combate à violência contra a mulher, diante de um cenário de aumento alarmante de feminicídios no país, é uma pauta absolutamente legítima, urgente e necessária. O enfrentamento à brutalidade é um dever de todos! No entanto, instrumentalizar essa pauta sagrada para impor uma agenda de censura e controle social é uma covardia com as verdadeiras vítimas, que carecem de segurança, e não de patrulhamento ideológico. É neste sentido que o Brasil caminha a passos largos para a institucionalização do “crime de opinião”. A recente aprovação no Senado do PL 896/2023, que equipara a misoginia ao racismo, é o mais novo cavalo de Troia do ativismo legislativo. Sob a nobre bandeira da proteção à mulher, esconde-se um mecanismo de perseguição política e religiosa que ameaça converter discordâncias doutrinárias em crimes imprescritíveis. O primeiro e mais grave problema desse projeto é a sua gritante insegurança jurídica. Ao utilizar termos subjetivos e elásticos como “aversão” ou “ódio” sem uma definição técnica objetiva, o legislador entrega um “cheque em branco” para que ativistas, políticos, delegados, promotores e juízes atuem como patrulheiros do pensamento. Diferentemente da injúria comum, a equiparação à Lei do Racismo (Lei 7.716/89) torna a conduta inafiançável e imprescritível. Estaríamos, então, diante de uma ferramenta de “morte civil”: um influenciador, um opositor político, um jornalista ou um líder religioso poderá ser perseguido por décadas devido a uma fala interpretada subjetivamente como misógina por quem detém o poder de turno. É o triunfo do subjetivismo sobre o Princípio da Taxatividade Penal. Ademais, causa repulsa observar a incoerência dos defensores desta lei. Afinal, são os mesmos grupos que se omitem sistematicamente quando o tema é o endurecimento de penas para criminosos reais. Onde está o entusiasmo dessa bancada para aprovar a castração química para pedófilos ou o fim das saídas temporárias para estupradores? Caro leitor, o que o Brasil realmente precisa não é de inflação legislativa ou novos termos jurídicos vagos, mas do endurecimento de penas para a violência real (física e psicológica) contra as mulheres. O que se impõe é a aplicação correta, eficaz e rigorosa da Lei Maria da Penha e da Lei do Feminicídio, além da proteção efetiva à honra por meio dos tipos penais já existentes. Como bem alertou o pastor Renato Vargens, em artigo escrito para o Pleno.News, o risco para as igrejas e religiões em geral é sistêmico. No Senado, a base governista rejeitou explicitamente emendas que garantiam salvaguardas à liberdade religiosa. Essa omissão deliberada é um recado claro ao púlpito! Ora, a cosmovisão cristã possui entendimentos milenares sobre a estrutura familiar e a complementaridade dos sexos. Ao criminalizar subjetivamente a “crença na supremacia masculina”, o Estado abre brecha para que pregações sobre a liderança espiritual do homem no lar (pilar do modelo bíblico de família) sejam classificadas como crime. Ademais, o Estado não pode ignorar a autonomia interna corporis das instituições religiosas. A Constituição Federal, bem como o Artigo 44, § 1º, inciso IV do Código Civil, garantem que as organizações religiosas são livres para criar sua estruturação e funcionamento. Assim, é fundamental destacar que, no pluralismo religioso brasileiro, algumas denominações admitem a ordenação pastoral feminina, enquanto outras, por convicção teológica e estatutária, não o fazem. Seja qual for a escolha doutrinária, essa autonomia deve ser respeitada. Interferir nisso é violar a liberdade de religião e de consciência, direitos fundamentais e inalienáveis que não podem ser atropelados por ideologias de ocasião. O PL 896/2023 não trata de segurança pública efetiva, mas sim de controle social. É uma tentativa de blindar a agenda woke e o feminismo radical de qualquer crítica, sob a ameaça do cárcere. A tentativa de criminalizar discursos rotulados genericamente como “machistas” ou o fenômeno das “redpills” abre um precedente perigoso para a instauração de uma verdadeira censura prévia no Brasil. O resultado prático dessa subjetividade será um nefasto chilling effect, ou seja, um efeito inibidor, que asfixia a liberdade de expressão de cidadãos e instituições que preservam uma visão conservadora e cristã sobre o matrimônio e a organização familiar. Assim, sob o medo da punição, a autocensura se tornará a regra, esvaziando o debate público de qualquer perspectiva divergente da cartilha dominante. Portanto, se a Câmara dos Deputados não barrar essa investida, o Brasil consolidará um sistema onde o dissenso é tratado como ofensa e a convicção religiosa pode ser considerada crime. Não podemos permitir que o Estado se torne o árbitro das consciências. A verdadeira democracia exige, acima de tudo, o direito de divergir. A proteção efetiva à mulher exige rigor contra o agressor real, e não uma inquisição ideológica contra quem quer que seja! Rafael Durand é advogado, mestre em Direito, pós-graduado em Direito Público e em Direito Digital, professor, membro do Instituto Brasileiro de Direito e Religião (IBDR) e da Comissão de Direito e Liberdade Religiosa da OAB-PB, fundador do NEPC3 – Núcleo de Estudos em Política, Cidadania e Cosmovisão Cristã, autor de artigos e obras jurídicas. * Este texto reflete a opinião do autor e não, necessariamente, a do Pleno.News. Comunicar erro Comunicar erro Se você encontrou erro neste texto, por favor preencha os campos abaixo. Sua mensagem e o link da página serão enviados automaticamente à redação do Pleno.News, que checará a informação. 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Pleno News 26/03/2026 13:49

Gerações em conflito: O desafio de reconstruir conexões familiares 

Marisa Lobo - 26/03/2026 13h49 Família (Imagem ilustrativa) Foto: Pexels/Welma Alves Santos Nos últimos anos, o debate sobre o comportamento das novas gerações tem se intensificado. Frases como “essa geração está perdida” tornaram-se comuns em rodas familiares, igrejas e ambientes educacionais. No entanto, especialistas apontam que o verdadeiro problema não está nas gerações em si, mas na crescente desconexão emocional entre pais e filhos. Um mundo em transformação acelerada A sociedade contemporânea vive um dos períodos de mudança mais rápidos da história. A tecnologia avança em ritmo exponencial, os valores culturais se transformam e os modelos familiares passam por profundas alterações. Nesse cenário, diferentes gerações convivem simultaneamente, mas com referenciais completamente distintos. Enquanto gerações mais antigas foram formadas em contextos de disciplina, estabilidade e autoridade, as novas gerações crescem em um ambiente digital, dinâmico e altamente emocional. O que diz a ciência A psicologia e a neurociência ajudam a compreender parte desse conflito. Estudos mostram que o cérebro humano, especialmente o córtex pré-frontal — responsável pelo controle emocional, tomada de decisões e planejamento — só atinge amaturidade completa por volta dos 24 a 25 anos. Isso significa que adolescentes e jovens: — Sentem antes de pensar; — Reagem com mais intensidade emocional; — Têm maior dificuldade de lidar com frustração. Diante disso, especialistas alertam: — Disciplina sem vínculo gera revolta; — Vínculo sem direção gera descontrole. A dor silenciosa da nova geração Apesar de estarem hiperconectados, muitos jovens enfrentam uma realidade marcada por solidão emocional. O uso excessivo de telas, a ausência de diálogo profundo e a rotina acelerada contribuem para quadros crescentes de ansiedade, depressão e confusão de identidade. Diferentemente das gerações anteriores, os jovens de hoje não buscam apenas regras — eles buscam significado. Perguntas como: “Quem eu sou?”; “Qual é o meu propósito?”; “O que Deus quer de mim?”; tornam-se centrais. E quando a família não oferece respostas, o mundo oferece — nem sempre de forma saudável. Erros comuns na relação entre pais e filhos Entre os principais equívocos identificados por especialistas estão: — Corrigir comportamento sem ouvir emoções; — Usar autoridade sem relacionamento; — Confundir presença física com presença emocional; — Reagir impulsivamente, em vez de orientar. Essas atitudes ampliam o distanciamento e dificultam a construção de vínculos sólidos. Onde as gerações realmente se encontram Apesar das diferenças culturais e tecnológicas, existe um ponto comum entre todas as gerações: o coração humano. Independentemente da época, todos precisam: — Ser amados; — Ser ouvidos; — Ser valorizados; — Sentir-se pertencente. Ou ter senso de pertencimento. O desafio, portanto, não é eliminar as diferenças, mas aprender a construir pontes emocionais. Pois, “as gerações não se encontram na cultura… se encontram no coração.” Caminhos para a reconexão A reconstrução dos vínculos familiares exige intencionalidade. Algumas práticas simples podem gerar grande impacto: — Priorizar momentos de conversa sem distrações; — Ouvir antes de corrigir; — Ensinar valores com diálogo, não imposição; — Ser exemplo emocional dentro de casa. Mais do que discursos, os filhos aprendem observando atitudes. Um chamado à transformação A restauração das gerações começa dentro da família. Não exige perfeição, mas presença, humildade e disposição para aprender. “Quando o coração dos pais se volta aos filhos… uma geração inteira pode ser transformada.” Famílias saudáveis não apenas resolvem conflitos — elas formam indivíduos emocionalmente estruturados, capazes de impactar positivamente a sociedade. Conclusão O conflito entre gerações não é um sinal de fracasso, mas um reflexo de mudanças profundas no mundo. Com compreensão, intencionalidade e conexão emocional, é possível transformar esse desafio em uma oportunidade de crescimento e restauração. Marisa Lobo atua como psicóloga e psicanalista, é pós-graduada em Psicanálise; Gestão e Mediação de Conflitos; Educação de Gênero e Sexualidade; Filosofia de Direitos Humanos e Saúde Mental; tem também habilitação para magistério superior. * Este texto reflete a opinião do autor e não, necessariamente, a do Pleno.News. Comunicar erro Comunicar erro Se você encontrou erro neste texto, por favor preencha os campos abaixo. Sua mensagem e o link da página serão enviados automaticamente à redação do Pleno.News, que checará a informação. 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Pleno News 26/03/2026 12:55

Há anos, eu já alertava sobre o movimento LGBTQIA+: A conta chegou

Marco Feliciano - 26/03/2026 12h55 Manifestação LGBTQIA+ (Imagem ilustrativa) Foto: Pexels/Rosemary Ketchum Vou iniciar com o velho jargão: “Quem avisa, amigo é”. Digo isso porque, em 2011, ou seja, há mais de uma década, eu já alertava sobre o movimento LGBTQIA+, que tem, no mínimo, 198 projetos de lei só para beneficiar essa comunidade citada. Entre eles, o que cria, nas universidades, cotas para alunos homossexuais; outro que retira a palavra pai e mãe de todos os documentos de identidade. Naquela época, fui chamado de intolerante, de deputado medieval; fui humilhado, fui incompreendido, cheguei a ser agredido na rua. Ainda assim, continuei com meu trabalho. Enfim, alertei sobre a tal “ditadura gay”. Agora, todos estão vendo o que sempre alertei: eles não querem direitos, querem privilégios. Reitero: o problema são os ativistas, os que vivem disso, ganham dinheiro com isso, com ONGs poderosíssimas. O próprio apresentador Ratinho, que há 13 anos foi alertado por mim, hoje é processado por uma deputada trans, que não aceita ser chamada pelo que ela é. Devemos usar do mesmo meio que eles, ou seja: denunciem, processem, acionemos a Justiça para que esses abusos tenham fim. Finalizo apenas com uma expressão que encerra tudo: “Eu avisei”. Peço a Deus que nos dê equilíbrio para enfrentar esses alienígenas que teimam em obrigar a maioria a aceitar valores estranhos à nossa tradição cristã de valorizar a família tradicional, composta de pai, mãe e filhos, sem ideologia de gênero. E que Ele derrame as mais escolhidas bênçãos celestiais sobre todos. Marco Feliciano é pastor e está em seu quarto mandato consecutivo como deputado federal pelo Estado de São Paulo. Ele também é escritor, cantor e presidente da Assembleia de Deus Ministério Catedral do Avivamento. * Este texto reflete a opinião do autor e não, necessariamente, a do Pleno.News. Comunicar erro Comunicar erro Se você encontrou erro neste texto, por favor preencha os campos abaixo. Sua mensagem e o link da página serão enviados automaticamente à redação do Pleno.News, que checará a informação. Nome Completo E-mail Telefone Descrição do erro Mais Recentes Especialista analisa clipe de Luísa Sonza: "Simbologias nefastas" Gilmar diz ser inconstitucional lei de SC que proíbe cotas raciais Carlos Viana diz que delação no caso do INSS “vai revelar tudo” Morre irmã de Paulo César Baruk, após batalha contra o câncer Donald Trump sobre Irã: "Só estão vivos hoje para negociar" WhatsApp Entre e receba as notícias do dia Entrar no Canal Telegram Entre e receba as notícias do dia Entrar no Grupo O autor da mensagem, e não o Pleno.News, é o responsável pelo comentário.

Musille record 26/03/2026 11:13

Às vésperas da Páscoa, Julia Vitória apresenta louvor sobre o sacrifício de Cristo na cruz

“Jesus, Meu Amigo, Meu Salvador” é o oitavo lançamento do projeto ao vivo da cantora Na época do ano em que é celebrado o maior ato de amor da história, Julia Vitória compartilha a inédita “Jesus, Meu Amigo, Meu Salvador”. A faixa já está disponível no YouTube e nas plataformas de streaming e integra o DVD gravado ao vivo na Ópera de Arame. No Antigo Testamento, o sangue nos umbrais das portas livrou da morte e marcou o início de uma vida em liberdade para o povo de Israel, o que apontava para algo maior: a obra de Jesus Cristo, o Cordeiro que, na cruz, se entregou para nos fazer livres e nos dar a vida eterna. “Através do Seu sangue, fomos libertos da escravidão do pecado e recebemos uma nova chance. É sobre isso que eu canto, e espero que essa mensagem possa abençoar a cada um”, conta Julia Vitória. Escrita há cerca de cinco anos em inglês, com o título “Jesus, My Savior, Jesus, My Friend”, a canção é fruto de uma parceria entre Julia Vitória, Hananiel Eduardo e Mark Schoolmeesters. A letra permaneceu guardada até encontrar o momento certo, e ganhou sua primeira gravação já em português. “Quando estávamos definindo o repertório, lembrei dela e não podia deixá-la de fora. Lembro que em menos de trinta minutos a versão estava pronta e ficou muito especial”. O trabalho reúne ao todo 10 faixas, entre inéditas e releituras de clássicos consagrados da música cristã, além de parcerias marcantes com nomes como Nívea Soares, em “Canção dos Redimidos”, e Eli Soares, no clássico “Segurança (Canta Minh’alma)”. Ao final dos lançamentos, o projeto será compilado em um álbum, idealizado pela Musile Records. Aos 23 anos, Julia Vitória vive um dos momentos mais expressivos de seu ministério. Nascida e residente nos Estados Unidos, filha de brasileiros, a artista soma mais de 15 milhões de ouvintes mensais nas plataformas de streaming e ultrapassa a marca de 2 bilhões de reproduções, consolidando-se como uma das vozes mais relevantes do gospel atual. Com “Jesus, Meu Amigo, Meu Salvador”, Julia não apenas amplia seu repertório, mas também entrega ao público uma composição que traduz o verdadeiro significado da Páscoa. Julia Vitória – “Jesus, Meu Amigo, Meu Salvador”: https://swiy.co/assistaagora-jesusmeuamigomeusalvador Fonte: Assessoria de Imprensa Musile Records

Pleno News 25/03/2026 15:53

O perigo da lei da misoginia

Renato Vargens - 25/03/2026 15h53 Homem e mulher juntos, em parceria (Imagem ilustrativa) Foto: Freepik O Plenário do Senado aprovou projeto de lei que criminaliza a misoginia, que foi definida na proposta como “conduta que manifeste ódio ou aversão às mulheres, baseada na crença da supremacia do gênero masculino” equiparando-a ao racismo. Veja bem, claro que homens não são superiores as mulheres. Isso é ponto pacífico e inquestionável. A questão é: a lei, se aprovada, promoverá “divisão e ódio entre homens e mulheres” a ponto de uma fala considerada preconceituosa por uma mulher proporcionar perseguição ou mesmo cadeia a um homem que ousou contrariar o pensamento feminino. Se não bastasse isso, pastores e igrejas, cuja teologia é complementarista poderão ser acusados de misoginia por discordarem, por exemplo, da ordenação pastoral feminina, ou mesmo defenderem o que a Bíblia diz sobre submissão. Assim, se essa lei for aprovada, pastores, padres e igrejas de matizes diferentes, cuja percepção teológica sejam contrários ao presbiterado de mulheres poderão ser tratados como misóginos, podendo ocasionar processo e prisão. Ademais a lei, se aprovada, colocará em risco à liberdade de expressão, promovendo com isso censura de opiniões. Por fim, a lei supracitada promove e incentiva a “guerra de sexos”, tratando homens como potenciais opressores e mulheres como vítimas perenes, contrariando o conceito bíblico de família, complementaridade entre sexos e união social. Renato Vargens é pastor sênior da Igreja Cristã da Aliança em Niterói, no Rio de Janeiro e conferencista. Pregou o evangelho em países da América do Sul, do Norte, Caribe, África e Europa. Tem 32 livros publicados em língua portuguesa e um em língua espanhola. É membro dos conselhos do TGC Brasil e IBDR. * Este texto reflete a opinião do autor e não, necessariamente, a do Pleno.News. Comunicar erro Comunicar erro Se você encontrou erro neste texto, por favor preencha os campos abaixo. Sua mensagem e o link da página serão enviados automaticamente à redação do Pleno.News, que checará a informação. Nome Completo E-mail Telefone Descrição do erro Mais Recentes Alcolumbre marca data da sessão para analisar veto da dosimetria Fux: Escândalos de corrupção não estão concentrados no RJ Bella Falconi faz análise do clipe de Luisa Sonza: 'depravação' Prefeitura registra enterro de “Sicário” um mês antes da morte Reino Unido revela ação secreta subaquática da Rússia WhatsApp Entre e receba as notícias do dia Entrar no Canal Telegram Entre e receba as notícias do dia Entrar no Grupo O autor da mensagem, e não o Pleno.News, é o responsável pelo comentário.

Pleno News 24/03/2026 18:26

Os únicos caminhos para desmantelar o Hezbollah

Lawrence Maximus - 24/03/2026 18h26 Apoiadores do Hezbollah em celebração no Líbano Foto: EFE/EPA/WAEL HAMZEH Enquanto as atenções se concentram na renovada escalada militar entre Israel e Hezbollah, especialistas alertam que ataques aéreos ou mesmo uma invasão terrestre, por si sós, não serão capazes de desfazer permanentemente o grupo. A experiência de conflitos anteriores demonstra que o Hezbollah opera como um ecossistema de poder, cuja resiliência depende de duas âncoras principais: o apoio do Irã e um sólido sistema financeiro e político enraizado no Líbano. A eliminação duradoura da capacidade do grupo só poderá ocorrer mediante um de dois cenários. O primeiro é uma mudança de regime no Irã. Enquanto a República Islâmica permanecer política e financeiramente resiliente, continuará a canalizar recursos — como o estimado bilhão de dólares injetado desde o cessar-fogo de novembro de 2024 — para que o Hezbollah reconstrua seu arsenal militar. O segundo cenário seria o desmantelamento completo do sistema financeiro interno e do poder político do grupo no Líbano. Até porque, o Hezbollah não é apenas uma força militar; ele controla uma rede de finanças paralelas (o sistema de dinheiro em espécie), influencia decisões do Estado libanês e mantém presença em posições-chave. Sem o desmonte dessa infraestrutura civil e política, o grupo tem demonstrado, ao longo de décadas, uma capacidade recorrente de se regenerar após cada confronto. Para os formuladores de política, a implicação é clara: uma solução sustentável exige ir além do campo de batalha. Ou o Líbano demonstra soberania ao confiscar armas ilegais e desmantelar o poder doméstico do Hezbollah —um passo que exigiria uma mudança radical na dinâmica política local —, ou a dependência do grupo a Teerã precisa ser rompida na fonte. Em suma, sem uma dessas transformações estruturais, o ciclo de reconstrução e rearranjo militar tende a se perpetuar. Lawrence Maximus é cientista político, analista internacional de Israel e Oriente Médio, professor e escritor. Mestre em Ciência Política: Cooperação Internacional (ESP), Pós-Graduado em Ciência Política: Cidadania e Governação, Pós-Graduado em Antropologia da Religião e Teólogo. Formado no Programa de Complementação Acadêmica Mastership da StandWithUs Brasil: história, sociedade, cultura e geopolítica do Oriente Médio, com ênfase no conflito israelo-palestino e nas dinâmicas geopolíticas de Israel. * Este texto reflete a opinião do autor e não, necessariamente, a do Pleno.News. Comunicar erro Comunicar erro Se você encontrou erro neste texto, por favor preencha os campos abaixo. Sua mensagem e o link da página serão enviados automaticamente à redação do Pleno.News, que checará a informação. Nome Completo E-mail Telefone Descrição do erro Mais Recentes Empresa de Leo Dias recebeu ao menos R$ 9,9 milhões do Master Kelly Key pede corrente de oração após marido sofrer AVC Master repassou R$ 27 milhões ao site Metrópoles, de Luiz Estevão Alcolumbre quer votar veto de Lula ao PL da Dosimetria Empresa do pai de ex-ministro de Lula recebeu dinheiro do Master WhatsApp Entre e receba as notícias do dia Entrar no Canal Telegram Entre e receba as notícias do dia Entrar no Grupo O autor da mensagem, e não o Pleno.News, é o responsável pelo comentário.

Pleno News 24/03/2026 10:56

O uso da crase diante de um roteiro de viagem; sem crise

Verônica Bareicha - 24/03/2026 10h56 Uso da crase em destinos de viagens (Imagem ilustrativa) Olá, na aula passada… ops! No texto da semana passada, falei sobre o que é a crase e onde ela não é usada. Lembra? A crase não é apenas um acento no “a”. Ela é uma ocorrência especial: quando um “a” — de artigo — se une a um “a” — de preposição. Beleza? Também, no último texto, pedi perdão aos meus professores por não ter entendido muito da crase na época da escola… E aqui resgato uma lembrança daquele tempo. Tive um professor muito sério, porém dono de um grande coração, que costumava cantarolar: “Se eu vou a e volto da, crase há; se eu vou a e volto de, crase pra quê?” É provável que você já tenha ouvido essa “canção”; até por isso, me senti à vontade para repeti-la. Pois é, meu professor Boanerges — sim, esse era o nome dele — cantarolava, eu captava… mas isso se aplicava apenas às cidades, estados e países. E no restante dos casos? Se lá atrás, eu me agitava; penso que hoje, pode acontecer o mesmo com você. Por isso, muita calma nessa hora; porque hoje vou falar apenas da crase diante de destinos — ou roteiros de viagem. Combinado? A crase diante de nomes de cidades, estados e países Veja: se vou a e volto da… crase há. Assim: nas férias, vou à Itália. E por quê? Porque, quando eu voltar, volto da Itália. Agora, se eu vou a e volto de… crase pra quê? Note: vou a São Paulo assistir a uma peça. E por que sem crase? Porque, quando eu voltar, voltarei de São Paulo. Percebeu? Agora, dica: pensando em termos do nosso país, ajuda muito sabermos que não usamos crase diante de quase nenhuma cidade brasileira; até porque a maioria delas repele o uso do artigo. E, como já vimos, para que a crase ocorra, é preciso o “a” do artigo mais o “a” da preposição. Então, se alguém disser “vou à Brasília” perto de você… já ajude o coleguinha; até porque não há crase. Combinado? Mas veja: em relação aos estados brasileiros, apenas Bahia e Paraíba admitem crase. Logo, vou à Bahia, porque volto da Bahia. E vou à Paraíba, porque volto da Paraíba. Mais uma dica: os demais estados brasileiros ou são nomes masculinos; portanto, não se usa crase diante deles, ou são nomes que não admitem artigo. Agora, vamos complicar um pouquinho? Se, por acaso, diante do nome da cidade ou do estado houver um elemento restritivo ou qualificativo, o artigo pode aparecer e, com ele, a crase também. Olhe só: vou à Brasília dos excluídos, e não à dos políticos endinheirados. E por quê? Porque volto da Brasília dos excluídos. Vou à Recife das luzes. Logo, volto da Recife das luzes. Até aqui, tudo certo? E quanto aos países? Agora que já passamos por cidades e estados vamos atravessar a fronteira? A lógica é a mesma: tudo depende de o nome do país aceitar ou não o artigo. Se aceita — e for feminino —, pode ter crase. Logo: enviamos saudações à Argentina. Ou, seja bem-vindo à Bolívia. Agora, se não aceita artigo, nada de crase: vou a Portugal. Ou, ainda cheguei a Israel. E há casos em que as duas formas aparecem: vou à França ou vou a França. Até porque posso voltar da França ou de França. Mas, preste atenção: meu amigo viajou à Inglaterra, mas não foi a Londres. Ou seja: o país aceita artigo, mas a cidade, não. Dessa forma, para esse conteúdo, seguimos com a mesma cantiga: “Se eu vou a e volto da, crase há. Se eu vou a e volto de, crase pra quê?” Confesso que, agora, essa musiquinha faz muito mais sentido para mim. E, de verdade, só posso agradecer ao meu professor. Por ora, espero ter ajudado você a compreender esse ponto. Um abraço e até a próxima viagem! Opa… até o próximo texto! Verônica Bareicha ama palavras e letrinhas desde sempre. Há vinte e tantos anos atua como revisora, redatora e ghostwriter. É pós-graduanda em Jornalismo Digital pela FAAP; pós-graduada em Mercado Editorial pela PUC-Rio e graduada em Letras, pelo Unasp-EC. Deseja neste espaço compartilhar o amor e dicas da língua portuguesa de forma leve, bem-humorada e divertida. * Este texto reflete a opinião do autor e não, necessariamente, a do Pleno.News. Comunicar erro Comunicar erro Se você encontrou erro neste texto, por favor preencha os campos abaixo. Sua mensagem e o link da página serão enviados automaticamente à redação do Pleno.News, que checará a informação. Nome Completo E-mail Telefone Descrição do erro Mais Recentes Lula responde se tem medo de Trump não reconhecer eleições Flavio diz que vai processar 'time de Lula' montado para atacá-lo Homem invade creche, faz refém e acaba sendo preso Frente Evangélica processará radialista que ofendeu a fé cristã Lula fala sobre defesa e critica Trump: 'Acha que é Imperador' WhatsApp Entre e receba as notícias do dia Entrar no Canal Telegram Entre e receba as notícias do dia Entrar no Grupo O autor da mensagem, e não o Pleno.News, é o responsável pelo comentário.

Pleno News 23/03/2026 16:06

Fiscalização sobre saúde mental deve começar em maio

Thassya Prado - 23/03/2026 16h06 Profissional com estresse acumulado (Imagem ilustrativa) Foto: Freepik/wayhomestudio A atualização da Norma Regulamentadora nº 1 (NR-1), que passa a exigir a gestão de riscos psicossociais, está prevista para entrar em vigor em maio de 2026. Com a proximidade do prazo, crescem os questionamentos sobre um possível novo adiamento. Até o momento, todos os fatos apontam na direção oposta. Em entrevista concedida no dia 13 de março, o ministro do Trabalho, Luiz Marinho, afirmou que não há possibilidade de nova prorrogação sem que as empresas apresentem medidas concretas de adequação. Segundo ele, o prazo anterior já havia sido estendido justamente para permitir essa preparação. Paralelamente, o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) publicou um novo manual com orientações sobre a aplicação da NR-1, detalhando a necessidade de identificar, avaliar e monitorar riscos psicossociais dentro das organizações. O documento reforça que não será suficiente apresentar políticas genéricas: será necessário comprovar metodologia, acompanhamento e integração com os programas de gestão de riscos. Clique aqui para ler o manual. Por isso, não vejo um novo adiamento como cenário provável, tampouco como solução adequada. A postergação reiterada enfraquece a própria relevância da norma. E, neste caso, o tema não é periférico: trata-se de saúde mental no ambiente de trabalho, uma pauta que ganhou centralidade nos últimos anos e que exige respostas concretas. O ponto crítico, no entanto, não está no prazo, mas na forma como a exigência será cobrada. Mesmo após o Manual do MTE, ainda há pouca clareza sobre os critérios de fiscalização. O documento eleva o nível de exigência, mas não define com precisão como será cobrado o cumprimento dessas obrigações. Outro ponto sensível é o papel dos sindicatos. O próprio ministro mencionou a necessidade de diálogo e construção conjunta. Na minha visão, a atuação sindical precisa estar alinhada com a finalidade da norma: o meio ambiente do trabalho. A discussão não pode se limitar a interesses financeiros ou à existência de contribuição. A pauta envolve saúde, organização do trabalho e prevenção de riscos que afetam diretamente os trabalhadores. Diante deste contexto, a pergunta que fica é: o que as empresas devem fazer agora? O caminho não passa por modelos prontos ou documentos padronizados. A NR-1 exige estrutura real de gestão. Isso envolve identificar riscos psicossociais específicos, adotar metodologias adequadas de avaliação, garantir participação efetiva dos trabalhadores e integrar essas informações ao Programa de Gerenciamento de Riscos. Além disso, será necessário acompanhar continuamente esses indicadores e demonstrar, de forma concreta, as medidas adotadas. Empresas que ainda não iniciaram esse processo operam com prazo reduzido. E, considerando a complexidade do tema, a adaptação tende a exigir mais do que ajustes pontuais. A NR-1 representa um avanço relevante, mas sua implementação exigirá maturidade técnica e alinhamento entre norma e prática. Sem isso, o risco é conhecido: aumento de autuações, judicialização e insegurança jurídica. A discussão, neste momento, não deve se concentrar na possibilidade de adiamento, mas na capacidade real de implementação. É esse fator que determinará se a norma cumprirá seu propósito ou se se tornará mais um ponto de tensão nas relações de trabalho. Thassya Prado é advogada empresarial e idealizadora do @entendaseudireito. CEO do escritório Prado Advocacia Empresarial, Compliance e Tribunais, é  especialista em Gestão de Pessoas, Gestão Empresarial e Tribunais Superiores. Atua ainda como mentora de advogados. * Este texto reflete a opinião do autor e não, necessariamente, a do Pleno.News. Comunicar erro Comunicar erro Se você encontrou erro neste texto, por favor preencha os campos abaixo. Sua mensagem e o link da página serão enviados automaticamente à redação do Pleno.News, que checará a informação. Nome Completo E-mail Telefone Descrição do erro Mais Recentes Aneel recomenda encerramento da concessão da Enel em SP Flávio se reúne com deputada cotada como vice de chapa Gayer aciona TCU para investigar prejuízo bilionário em estatais Motta marca eleição para o TCU e tenta cumprir acordo com o PT Sidônio Palmeira diz que "Lula é candidatíssimo à reeleição" WhatsApp Entre e receba as notícias do dia Entrar no Canal Telegram Entre e receba as notícias do dia Entrar no Grupo O autor da mensagem, e não o Pleno.News, é o responsável pelo comentário.

Pleno News 23/03/2026 13:23

O caso Bolsonaro expõe o Brasil ao mundo

Marco Feliciano - 23/03/2026 13h23 Jair Bolsonaro Foto: EFE/ André Borges ARQUIVO As forças reacionárias que tentaram aniquilar o sempre presidente Jair Messias Bolsonaro não contavam com a Providência divina, que guindou ao posto de líder do mundo livre o presidente Donald Trump. Esse foi um duro golpe no globalismo de Soros et caterva. Hoje, os Estados Unidos sabem o que o povo brasileiro está assistindo a esquerda marxista tentando aniquilar as tradições judaico-cristãs de nossa nação. Inclusive, essa nação amiga tentou enviar um alto funcionário de sua diplomacia para avaliar as condições do nosso mais ilustre preso político, Jair Bolsonaro. Ao ser negada a entrada do representante norte-americano em nosso país, ficou patente a intenção de enfrentar a maior democracia do mundo livre. Dessa forma, todos os holofotes estão voltados para o nosso país, que desafia os mais comezinhos princípios das relações internacionais, sempre com impropérios contra o governante norte-americano Donald Trump. Somos o mais importante país do continente sul-americano, mas fazemos questão de nos apequenar perante o mundo com declarações infelizes por parte do nosso governo. O resultado é patente: nesta manhã, o PGR, Paulo Gonet, pronunciou-se a favor da flexibilização da prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro, demonstrando que só existe um caminho: a plena liberdade do ex-presidente. Finalizo agradecendo a Deus por nos conceder a tranquilidade de um povo que sabe esperar no seu tempo. E pedindo que Ele derrame as mais escolhidas bênçãos celestiais a todos. Marco Feliciano é pastor e está em seu quarto mandato consecutivo como deputado federal pelo Estado de São Paulo. Ele também é escritor, cantor e presidente da Assembleia de Deus Ministério Catedral do Avivamento. * Este texto reflete a opinião do autor e não, necessariamente, a do Pleno.News. Comunicar erro Comunicar erro Se você encontrou erro neste texto, por favor preencha os campos abaixo. Sua mensagem e o link da página serão enviados automaticamente à redação do Pleno.News, que checará a informação. Nome Completo E-mail Telefone Descrição do erro Mais Recentes Aneel recomenda encerramento da concessão da Enel em SP Flávio se reúne com deputada cotada como vice de chapa Gayer aciona TCU para investigar prejuízo bilionário em estatais Motta marca eleição para o TCU e tenta cumprir acordo com o PT Sidônio Palmeira diz que "Lula é candidatíssimo à reeleição" WhatsApp Entre e receba as notícias do dia Entrar no Canal Telegram Entre e receba as notícias do dia Entrar no Grupo O autor da mensagem, e não o Pleno.News, é o responsável pelo comentário.

Pleno News 23/03/2026 12:24

Três sinais do atual momento político brasileiro

Ives Gandra Martins - 23/03/2026 12h24 Bastidores do poder (Imagem ilustrativa) Foto: IA\Chat GPT Quero trazer, aos amigos leitores, algumas considerações sobre o atual momento político brasileiro. A primeira delas diz respeito ao Partido dos Trabalhadores, que sempre afirma não ter relação alguma com os escândalos divulgados diariamente na imprensa, mas que se opõe ou procura obstruir a instalação das Comissões Parlamentares de Inquérito conduzidas pelo Poder Legislativo, não querendo, por exemplo, a CPMI do INSS nem a do Master, seja votando contra, seja criticando incisivamente. Ora, se o PT e seus correligionários — deputados, senadores e o próprio governo — não estão envolvidos nos escândalos, não precisam ter receio da instalação de nenhuma CPMI, nem de seus desdobramentos, investigações e convocações. É extremamente curioso que eles afirmem não estar vinculados aos vergonhosos fatos que vêm sendo divulgados, mas não queiram que as investigações sejam aprofundadas. Um bom governo é aquele que procura saber tudo o que existe de irregular para corrigir. Este é, pois, o primeiro aspecto que quero trazer: a minha perplexidade diante do fato de o governo e seus apoiadores negarem qualquer envolvimento com os escândalos noticiados, mas, ao mesmo tempo, trabalharem e atuarem firmemente para evitar que as Casas Parlamentares convoquem, ouçam depoimentos, apurem e obtenham informações dos envolvidos, impedindo que o Poder Legislativo exerça sua função fiscalizadora. A segunda reflexão que quero fazer é sobre a probabilidade de que tenhamos dois candidatos conservadores nas eleições à Presidência da República este ano: Flávio Bolsonaro e outro nome, sendo Ratinho Jr. o que apresenta mais chances no momento. Caso se confirmem duas candidaturas, será indispensável o estabelecimento de um pacto de não agressão entre ambos. Um exemplo a ser seguido é o caso da eleição no Chile, onde quatro candidatos conservadores disputaram a presidência contra um único nome da esquerda, que acabou indo para o segundo turno. Naquela ocasião, os quatro conservadores firmaram um pacto: aquele que avançasse para o segundo turno receberia o apoio imediato dos demais. Ora, no contexto brasileiro, esse pacto de não agressão significa que, havendo dois candidatos conservadores, estes possuirão um único adversário comum: o presidente Lula. Este pacto é fundamental para garantir que o candidato que avançar para o segundo turno conte não apenas com o apoio partidário e institucional do aliado, mas com a transferência da sua base de eleitores. Ao evitar a agressão mútua, preserva-se a imagem de ambos e impede-se a geração de ofensas e insultos que, no futuro, dificultariam uma aliança autêntica. Mais do que uma trégua, esse pacto assegura que as críticas permaneçam voltadas ao adversário comum, evitando que o eleitor se sinta confuso pela troca de ataques dentro do seu próprio espectro ideológico. Diante do cenário de duas candidaturas de oposição ao presidente Lula, a estratégia mais eficaz seria a adoção desse modelo inspirado na experiência chilena em primeiro turno. O objetivo central é pavimentar o caminho para o segundo turno, garantindo que o candidato remanescente herde a totalidade do capital político e a confiança dos eleitores do outro candidato. A terceira e última reflexão que gostaria de trazer aos amigos leitores é um dado extremamente relevante que circula no meio jornalístico: a informação de que ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) estão, no momento, decepcionados com o governo Lula. O movimento parece ser de autoproteção: os magistrados buscam se afastar de qualquer responsabilidade direta pelos rumos da gestão federal para preservar a imagem da Corte. Essa percepção de distanciamento ganha força quando observamos que diversos dos escândalos divulgados estão sob o exame do STF, do Congresso Nacional e do ministro André Mendonça. A pressão se intensifica com a atuação da CPMI do INSS e as movimentações em torno do Banco Master. Não sou jornalista, mas a leitura que faço “nas entrelinhas” das colunas e painéis políticos é a de que o presidente Lula tenta se eximir de responsabilidades para não contaminar sua candidatura à reeleição. Entretanto, há aqui uma contradição que não podemos ignorar. Em 2022, muitos analistas apontaram que o STF e o TSE garantiram o pleito que permitiu a eleição de Lula, inclusive restringindo a atuação de emissoras e veículos alinhados ao então presidente Bolsonaro — como a Gazeta do Povo, Brasil Paralelo, Rádio Jovem Pan e outros canais — que publicavam matérias críticas, baseadas em fatos, mas que foram proibidas de circular. Naquela época, houve uma blindagem institucional; agora, nota-se uma tentativa de desvincular o Supremo de qualquer ligação com o Executivo. Enfim, são três pontos a serem refletidos pelos protagonistas que formatarão o futuro das Instituições e do país. É imperativo que se compreenda a gravidade desse cenário, pois o equilíbrio entre os Poderes e a transparência das ações governamentais constituem os pilares de sustentação do Estado de Direito, sem os quais qualquer projeto de nação se torna frágil diante das crises. Ives Gandra da Silva Martins é professor emérito das universidades Mackenzie, Unip, Unifieo, UniFMU, do Ciee/O Estado de São Paulo, das Escolas de Comando e Estado-Maior do Exército (Eceme), Superior de Guerra (ESG) e da Magistratura do Tribunal Regional Federal da 1ª Região, professor honorário das Universidades Austral (Argentina), San Martin de Porres (Peru) e Vasili Goldis (Romênia), doutor honoris causa das Universidades de Craiova (Romênia) e das PUCs PR e RS, catedrático da Universidade do Minho (Portugal), presidente do Conselho Superior de Direito da Fecomercio-SP e ex-presidente da Academia Paulista de Letras (APL) e do Instituto dos Advogados de São Paulo (Iasp). * Este texto reflete a opinião do autor e não, necessariamente, a do Pleno.News. Comunicar erro Comunicar erro Se você encontrou erro neste texto, por favor preencha os campos abaixo. Sua mensagem e o link da página serão enviados automaticamente à redação do Pleno.News, que checará a informação. 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Pleno News 23/03/2026 09:49

A banalidade de um crime recorrente

Juliana Moreira Leite - 23/03/2026 09h49 Brasil contra o feminicídio Foto: Marcelo Camargo/ Agência Brasil No Brasil, homens matam mulheres todos os dias — não como exceção, mas como uma repetição quase burocrática da tragédia. É o tipo de rotina que ninguém assume, mas que todos, de algum modo, toleram. Há algo de profundamente perturbador nessa insistência: como se a violência fosse menos um descontrole e mais um hábito mal resolvido, uma forma distorcida de afirmar poder diante daquilo que os desafia — ou os revela. O discurso público finge surpresa, mas a intimidade dessas histórias diz outra coisa. Fala de homens que não suportam a autonomia feminina, que confundem desejo com posse, e que, incapazes de lidar com as próprias fissuras, escolhem eliminá-las no corpo do outro. Não é apenas ódio — é um desconforto mais íntimo, mais embaraçoso, que raramente é nomeado porque exigiria um tipo de honestidade que poucos estão dispostos a sustentar. E então há o sistema, esse grande álibi coletivo. Leis que não intimidam, punições que não encerram nada, uma sensação difusa de que sempre há uma segunda chance — até para quem tirou a última de alguém. Nesse cenário, a violência não é um desvio: é quase uma extensão lógica. E talvez o mais inquietante seja isso — não a brutalidade em si, mas a naturalidade com que ela se repete. Juliana Moreira Leite é jornalista especialista em cultura, escritora e curiosa. Nesse espaço vai falar sobre assuntos da atualidades sob a sua visão. * Este texto reflete a opinião do autor e não, necessariamente, a do Pleno.News. Comunicar erro Comunicar erro Se você encontrou erro neste texto, por favor preencha os campos abaixo. Sua mensagem e o link da página serão enviados automaticamente à redação do Pleno.News, que checará a informação. Nome Completo E-mail Telefone Descrição do erro Mais Recentes Vídeo de Janja cozinhando paca vira meme nas redes sociais Conselheiro de Trump critica Moraes e chama Lula de fantoche Lindbergh Farias pede ao STF prisão de Eduardo Bolsonaro Astronauta cita Jesus pouco antes de entrar na face oculta da lua Trump: "Putin não tem medo da Otan, tem medo de nós" WhatsApp Entre e receba as notícias do dia Entrar no Canal Telegram Entre e receba as notícias do dia Entrar no Grupo O autor da mensagem, e não o Pleno.News, é o responsável pelo comentário.

Pleno News 20/03/2026 14:30

O colapso cubano e o silêncio de seus pseudodefensores

Marco Feliciano - 20/03/2026 14h30 Rua de Havana, Cuba (Imagem ilustrativa) Foto: Pexels/Yuting Gao Cuba, que viveu durante quase 60 anos de vultosas verbas da União Soviética e que sempre impôs sua doutrina socialista, que nunca deu certo em lugar nenhum do mundo, com a queda da União Soviética passou a sobreviver de rebotalhos. Ou seja, da Venezuela, que forneceu petróleo gratuitamente, em detrimento de seus credores, incluindo aí o Brasil. Mas também, do seu próprio povo que experimentou uma miséria nunca vista em um país ocidental moderno, tendo que consumir animais domésticos como cachorros e gatos. Agora, sem o petróleo gratuito da Venezuela, Cuba atravessa um agravamento de uma crise que já dura décadas: apagão geral, pois a eletricidade é gerada por termoelétricas movidas a petróleo; fome endêmica por falta de planejamento da agricultura, dentro de um modelo de socialismo que socializa apenas a miséria. Cuba, que na década de 50 era uma das economias mais pujantes das Américas, com um índice de desenvolvimento ímpar na região, viu, com o comunismo, suas mentes brilhantes atravessarem o mar e levarem sua riqueza para Miami, deixando para trás automóveis que teimam em rodar até hoje, sustentados por artísticas gambiarras. Hoje, o ditador de plantão, Miguel Díaz-Canel, acena para os Estados Unidos com um plano de eleições livres e abertura democrática. Inclusive, num gesto inesperado, já soltou alguns presos políticos. Os nossos lacradores de esquerda, viúvos de Fidel Castro, se calaram, e não se vê ninguém se oferecendo para apresentar soluções. Finalizo agradecendo a Deus pela esperança concedida ao povo cubano, depois de décadas de sofrimento. E peço que Ele derrame as mais escolhidas bênçãos celestiais sobre todo o povo cubano. Marco Feliciano é pastor e está em seu quarto mandato consecutivo como deputado federal pelo Estado de São Paulo. Ele também é escritor, cantor e presidente da Assembleia de Deus Ministério Catedral do Avivamento. * Este texto reflete a opinião do autor e não, necessariamente, a do Pleno.News. Comunicar erro Comunicar erro Se você encontrou erro neste texto, por favor preencha os campos abaixo. Sua mensagem e o link da página serão enviados automaticamente à redação do Pleno.News, que checará a informação. Nome Completo E-mail Telefone Descrição do erro Mais Recentes Rodrigo Faro irá apresentar reality da Globo: "Novo capítulo" Governo lança pacote para conter alta dos combustíveis CPI ouvirá Galípolo e Campos Neto sobre caso Banco Master Homem é preso após estuprar mulher e gravar o crime no RJ PF apreende seis fuzis em fundo falso de carro a caminho do Rio WhatsApp Entre e receba as notícias do dia Entrar no Canal Telegram Entre e receba as notícias do dia Entrar no Grupo O autor da mensagem, e não o Pleno.News, é o responsável pelo comentário.

Pleno News 20/03/2026 13:46

A face aiatolá de Lula

Lawrence Maximus - 20/03/2026 13h46 Lula usa um keffiyeh, lenço-símbolo da causa Palestina Foto: EFE/Andre Borges Em primeiro lugar, ao longo dos últimos anos, sempre defendi que Lula não representava apenas uma ameaça para o Brasil, mas para o mundo. Quando imaginamos já ter atingido o fundo desse esgoto, a situação pode sempre se agravar ainda mais com o petista. Em coletiva no último dia 12 de março, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva fez uma confissão que deveria soar como um alerta a todos os brasileiros preocupados com a segurança nacional e com a credibilidade do país no cenário internacional. Ao detalhar os termos de um acordo de 2010 envolvendo urânio e o regime iraniano, Lula não apenas revisitou um episódio sombrio de sua política externa, mas expôs uma visão de mundo que coloca interesses ideológicos acima do pragmatismo e da aliança estratégica com o Ocidente. O chanceler Mauro Vieira, com uma narrativa fantasiosa, em audiência na Câmara dos Deputados no dia 18 de março, tentou conferir tons dourados a essa relíquia diplomática. Segundo o ministro, a “Declaração de Teerã” – articulada por Brasil e Turquia – poderia ter evitado o atual cenário de tensão com o Irã e “impedido o acúmulo de material nuclear enriquecido nos níveis atuais”. Assim, o governo Lula insiste em um padrão de comportamento já escancarado por documentos diplomáticos vazados pelo WikiLeaks. Na época, a diplomacia americana já apontava que o Brasil, sob o comando de Celso Amorim, “manobrava para dificultar negociações promovidas por Washington no Oriente Médio”. A estratégia não era a da paz desinteressada, mas a de uma aliança tácita com o Irã, em uma tentativa pueril de contrapor-se aos Estados Unidos e construir uma “frente para resistir aos americanos”, conforme revelam os documentos. Em suma, Lula e seu governo, ao reabilitarem a Declaração de Teerã, demonstram que sua visão para o Brasil é uma vassalagem a regimes ditatoriais, em detrimento da nossa soberania e da nossa tradição diplomática. A embriaguez política de Lula é uma chacota global… Lawrence Maximus é cientista político, analista internacional de Israel e Oriente Médio, professor e escritor. Mestre em Ciência Política: Cooperação Internacional (ESP), Pós-Graduado em Ciência Política: Cidadania e Governação, Pós-Graduado em Antropologia da Religião e Teólogo. Formado no Programa de Complementação Acadêmica Mastership da StandWithUs Brasil: história, sociedade, cultura e geopolítica do Oriente Médio, com ênfase no conflito israelo-palestino e nas dinâmicas geopolíticas de Israel. * Este texto reflete a opinião do autor e não, necessariamente, a do Pleno.News. Comunicar erro Comunicar erro Se você encontrou erro neste texto, por favor preencha os campos abaixo. Sua mensagem e o link da página serão enviados automaticamente à redação do Pleno.News, que checará a informação. Nome Completo E-mail Telefone Descrição do erro Mais Recentes Vídeo de Janja cozinhando paca vira meme nas redes sociais Conselheiro de Trump critica Moraes e chama Lula de fantoche Lindbergh Farias pede ao STF prisão de Eduardo Bolsonaro Astronauta cita Jesus pouco antes de entrar na face oculta da lua Trump: "Putin não tem medo da Otan, tem medo de nós" WhatsApp Entre e receba as notícias do dia Entrar no Canal Telegram Entre e receba as notícias do dia Entrar no Grupo O autor da mensagem, e não o Pleno.News, é o responsável pelo comentário.

Musille record 19/03/2026 18:39

Julia Vitória apresenta “Princípio e Fim”, louvor inédito gravado numa atmosfera de grande adoração

A música, que integra o maior projeto de sua trajetória, já está disponível nas plataformas de streaming e no YouTube Na noite da gravação do DVD “Ao Vivo na Ópera de Arame”, um dos momentos mais marcantes, sem dúvida, aconteceu quando a canção inédita “Princípio e Fim”, sétimo lançamento do mais recente projeto de Julia Vitória, foi apresentada ao público. “Essa composição entrou no repertório de uma maneira inusitada. Eu estava a caminho de um show com a minha equipe, quando um dos músicos a compartilhou comigo. Eu ouvi o áudio e, assim que terminei, tive a certeza de que precisava gravá-la porque ela tem tudo a ver com a essência do álbum”, compartilhou a cantora. A obra é inspirada em diversas passagens, entre elas, o versículo 9 do Salmo 33 – “Pois Ele falou e tudo se fez; Ele ordenou, e tudo se estabeleceu”. Julia Vitória destaca que a letra conduz a reconhecer que do menor detalhe da existência, como um grão de areia, ao mais alto Céu, tudo proclama quem Ele é. Além da habitual interpretação impecável de Julia, o grande destaque foi a plateia, que iluminou a Ópera de Arame com as lanternas dos celulares, transformando o ambiente em um cenário semelhante a uma noite estrelada, criando uma forte conexão com o tema cantado. “Enquanto a gente declarava cada verso, era como se tudo ao redor, de fato, perdesse a razão, para contemplarmos apenas a Ele”, compartilha Julia. Ao todo, o projeto reunirá essa e mais nove canções, que em breve serão compiladas em um álbum. Idealizado pela Musile Records, o DVD tem produção executiva de Ricardo Carreras, direção de vídeo assinada por Flauzilino Jr. e produção musical de Hananiel Eduardo. Desde o primeiro lançamento, com o medley “João Viu / Além do Rio Azul”, o trabalho traz uma sequência de louvores que destacam temas centrais da fé cristã. Entre as faixas já apresentadas estão “Amor Infinito / A Mensagem da Cruz”, “Maravilhosa Graça”, “Canção dos Redimidos”, com participação de Nívea Soares, “Restaura o Teu Altar” e “Segurança (Canta Minh’alma)”, em parceria com Eli Soares. Aos 23 anos, Julia Vitória vive uma fase de consolidação no segmento. Com mais de 14 milhões de ouvintes mensais nas plataformas digitais e mais de 2 bilhões de reproduções acumuladas, a cantora amplia sua presença no cenário gospel nacional com o maior projeto de seu ministério até então. Não deixe de conferir “Princípio e Fim”! Julia Vitória – “Princípio e Fim”: https://swiy.co/assista-principioefim-jv Fonte: Assessoria de Imprensa Musile Records

Musille record 19/03/2026 18:12

Esther Durán encerra seu primeiro álbum com a faixa bônus “Minha Noiva”, ao lado de Chris Durán

A canção, que tem um significado especial para a cantora, reflete sobre o encontro de Cristo com a Igreja Com mensagens que declararam amor a Deus e profunda devoção, Esther Durán apresenta na íntegra o álbum “Acalma o Meu Coração”, que marca o início de seu ministério. O projeto, que já está disponível, reúne oito louvores, incluindo a bonus track, “Minha Noiva”. Inspirada em Mateus 25, passagem bíblica que narra a Parábola das Dez Virgens, a música convida à reflexão sobre se preparar para a volta de Jesus. “A Bíblia compara a Igreja a uma noiva que aguarda ansiosamente pela vinda do seu amado”, explica Esther ao comentar a essência da letra. “Se nós, de fato, O amamos, temos prazer em nos preparar para a Sua vinda”, completa. A cantora lembra ainda que Chris Durán gravou a música originalmente em 2016, quando ela tinha apenas 9 anos. “Esta é uma composição do meu pai que sempre falou muito comigo. Canto desde pequenininha e carrego memórias afetivas muito fortes com ela. Poder registrá-la agora, ao lado dele, transforma isso em uma recordação para toda a vida”, compartilha. Com arranjos acústicos, a faixa mantém a proposta estética de todo o projeto, que traz uma sonoridade leve e intimista. A interpretação da jovem, marcada pela suavidade de sua voz, fica ainda mais emocionante ao lado de Chris Durán, que celebra essa fase ministerial da filha. “A Esther se tornou uma mulher sensível às coisas de Deus. Esse foi o meu maior desafio, fazer com quem ela se parecesse com aquilo que Deus deseja”, afirma o pai. Atualmente, ela vive um dos momentos mais marcantes de sua trajetória. Com forte presença digital, soma mais de 2 milhões de seguidores e 2 milhões de ouvintes mensais, números que refletem sua relevância crescente nas redes sociais e sua audiência fiel nas plataformas de streaming. O lançamento de “Minha Noiva” sucede a uma série de canções que consolidaram Esther Durán como uma das vozes mais promissoras da nova geração do gospel. Louvores como “Tua Presença”, “Derramo Meu Perfume”, a releitura de “Acalma o Meu Coração” – que soma mais de 34 milhões de visualizações nas redes sociais - e “Desejável”, o primeiro dueto com Chris Durán, ampliaram o alcance e fortaleceram sua conexão com o público. O projeto inclui ainda composições autorais como “Grande Dia” e “Filho Meu”, além de “Minha Paz”, escrita pelo noivo da cantora, David Matteucci, em parceria com o produtor Hananiel Eduardo. Para Esther, este trabalho, que foi idealizado pela Musile Records, representa o início de uma etapa muito importante de sua vida. “Tudo isso é o cumprimento de promessas que Deus fez ao meu coração ao longo dos anos. Tenho vivido tudo com gratidão, responsabilidade e expectativa pelo que Ele ainda vai fazer”, enfatiza. O álbum completo, com a faixa bônus, já está disponível nas plataformas de streaming e no YouTube. Confira agora mesmo! Assista “Minha Noiva”: https://swiy.co/assista-minhanoiva-ed Fonte: Assessoria de Imprensa Musile Records

Pleno News 19/03/2026 16:48

Moraes, conceda a domiciliar para Bolsonaro

Magno Malta - 19/03/2026 16h48 Ministro Alexandre de Moraes Foto: Rosinei Coutinho/STF Tenho estado diante do hospital onde Jair Bolsonaro está internado. Respeitando cada orientação do local, cada limite, porque ali não é arena política. É território de dor, de fragilidade humana. Mas também é lugar de fé. E é ali que tenho orado, com a convicção de que existem batalhas que ultrapassam o jurídico e o político, pois elas são espirituais. E é por isso que escrevo. O Brasil atravessa um tempo em que o escândalo deixou de ser exceção e passou a ser o ambiente. O que antes era oculto hoje transborda, como um esgoto que rompeu e já não pode ser contido. Ninguém consegue conter ninguém, porque muitos estão, de alguma forma, implicados. O sistema que deveria proteger passou a se articular para se preservar. Nesse mesmo país, por razões que saltam aos olhos, um ex-presidente enfermo permanece submetido a uma situação incompatível com sua condição de saúde. Isso não soa como justiça, mas como uma disputa de força que ignora limites básicos de humanidade. Manter um homem doente sob o peso de uma decisão que desconsidera sua fragilidade, não fortalece a lei. Por isso, ministro Alexandre de Moraes, faço um apelo direto e objetivo: conceda a prisão domiciliar a Jair Bolsonaro. Não é sobre concordância política. É sobre humanidade, razoabilidade e responsabilidade histórica. A lei não pode ser instrumento de revanche, nem palco de demonstração de autoridade. Enquanto oro do lado de fora, enxergo mais do que um hospital. Vejo um país tensionado, exausto, mas também vejo um povo despertando. Deus tem permitido que muita coisa venha à luz. O que estava oculto começa a ser revelado. Agora, cabe às autoridades decidirem. Serão lembradas pela sensatez ou pela dureza desnecessária? Eu permaneço aqui. Em oração. E em vigilância. Magno Malta é senador da República. Foi eleito por duas vezes o melhor senador do Brasil. * Este texto reflete a opinião do autor e não, necessariamente, a do Pleno.News. Comunicar erro Comunicar erro Se você encontrou erro neste texto, por favor preencha os campos abaixo. Sua mensagem e o link da página serão enviados automaticamente à redação do Pleno.News, que checará a informação. Nome Completo E-mail Telefone Descrição do erro Mais Recentes Moraes cobra qualificação de cuidador indicado para Bolsonaro 17 ministros de Lula deixam governo para disputar eleições Brasil: População de jumentos é dez vezes maior que o estimado EUA e Israel atacam principal universidade de tecnologia do Irã Conflito: Irã e Estados Unidos rejeitam proposta de cessar-fogo WhatsApp Entre e receba as notícias do dia Entrar no Canal Telegram Entre e receba as notícias do dia Entrar no Grupo O autor da mensagem, e não o Pleno.News, é o responsável pelo comentário.

Pleno News 19/03/2026 11:25

Erika Hilton e os limites da liberdade de expressão

Rafael Durand - 19/03/2026 11h25 Erika Hilton Foto: Bruno Spada / Câmara dos Deputados Vivemos tempos de um autoritarismo progressista que tenta, a todo custo, impor uma agenda desconstrutiva à revelia da vontade da esmagadora maioria da população brasileira. O que vemos hoje é uma tentativa de reformar a realidade biológica e social “goela abaixo”, substituindo a gramática pelo “dialeto neutro” e a biologia por construções ideológicas que atacam frontalmente a visão cristã de família. No entanto, para o desalento dos ativistas de plantão, o Direito e o bom senso ainda resistem. Recentemente, temos assistido a importantes freios judiciais contra as investidas tresloucadas de parlamentares e militantes (muitas vezes capitaneadas por Erika Hilton) que buscam criminalizar qualquer discordância de sua cartilha identitária. Felizmente, os tribunais começaram a restabelecer a nítida fronteira entre o que é discriminação real e o que é, legitimamente, liberdade de expressão e convicção ontológica. No ano passado, o ministro Gilmar Mendes, no Supremo Tribunal Federal, já havia sinalizado que a proteção constitucional à livre manifestação do pensamento impede que críticas, ainda que ácidas ou impopulares, sejam rotuladas automaticamente como crime. Mais recentemente, a 2ª Turma do Tribunal Regional Federal da 5ª Região (TRF-5) adotou esse entendimento ao trancar uma ação penal contra uma ativista que afirmou que “mulheres trans não são mulheres”. A decisão foi clara: o Direito Penal não é ferramenta para calar debates filosóficos ou biológicos. Afirmar fatos da natureza ou convicções morais não é crime, mas o exercício de um direito fundamental. É essencial lembrar que a própria ADO 26, embora tenha sido fruto de um questionável ativismo judicial que equiparou a homotransfobia ao racismo, deixou gravada uma salvaguarda inegociável: a liberdade religiosa. O texto do STF é explícito ao garantir que fiéis, pastores e cidadãos comuns possam continuar expressando sua visão tradicional de família, casamento e sexualidade conforme sua fé e visão de mundo. Ninguém deve ser processado por pregar o que a Bíblia ensina ou por defender que a distinção entre homem e mulher é uma realidade objetiva. Nesse cenário, surge o pilar da Objeção de Consciência, garantido pelo Artigo 5º, inciso VIII, da nossa Constituição Federal. Esse fundamento protege o indivíduo de ser compelido a agir contra suas convicções morais e religiosas. Querer obrigar um cristão, um pastor ou um padre a utilizar pronomes que negam a biologia e a sua fé seria uma violação gravíssima a esse direito. O Estado não tem o poder de sequestrar a fala do cidadão para transformá-la em instrumento de propaganda ideológica. O Direito de Objeção de Consciência é o escudo que impede que a fé seja asfixiada pela militância. Se o cristão acredita que o sexo é um dado da biologia, da criação divina e da natureza humana, ele não pode ser coagido a verbalizar o contrário. A liberdade de consciência não é um privilégio, mas uma barreira civilizatória contra a tirania do pensamento único. Seguiremos atentos. A democracia exige pluralismo, e o pluralismo exige que o cristão tenha o direito de não se curvar a ideologias que negam a sua essência. O Judiciário, ao reconhecer esses limites, não está meramente julgando processos, mas garantindo que o Brasil não se torne um tribunal de exceção ideológica! Rafael Durand é advogado, mestre em Direito, pós-graduado em Direito Público e em Direito Digital, professor, membro do Instituto Brasileiro de Direito e Religião (IBDR) e da Comissão de Direito e Liberdade Religiosa da OAB-PB, fundador do NEPC3 – Núcleo de Estudos em Política, Cidadania e Cosmovisão Cristã, autor de artigos e obras jurídicas. * Este texto reflete a opinião do autor e não, necessariamente, a do Pleno.News. Comunicar erro Comunicar erro Se você encontrou erro neste texto, por favor preencha os campos abaixo. Sua mensagem e o link da página serão enviados automaticamente à redação do Pleno.News, que checará a informação. Nome Completo E-mail Telefone Descrição do erro Mais Recentes Casal Moraes gasta R$ 23 milhões em imóveis e triplica patrimônio Tripulação da Artemis II verá eclipse solar total nesta segunda Bebê é morta pelo padrasto; mãe estava em entrevista de emprego Israel mata chefe de Inteligência da Guarda Revolucionária do Irã Dono de bar anti-Israel é do PSOL e militante pró-maconha WhatsApp Entre e receba as notícias do dia Entrar no Canal Telegram Entre e receba as notícias do dia Entrar no Grupo O autor da mensagem, e não o Pleno.News, é o responsável pelo comentário.

Pleno News 19/03/2026 10:25

Até onde vai a crueldade de Alexandre de Moraes?

Marisa Lobo - 19/03/2026 10h25 Alexandre de Moraes Foto: Ton Molina/Fotoarena/Agência O Globo Existe um ponto em que a Justiça deixa de ser Justiça e passa a se confundir com punição desumana. E é exatamente nesse ponto que muitos brasileiros começam a se perguntar: até onde isso vai, Moraes? Jair Bolsonaro é um homem de 70 anos. Um idoso. Com histórico de saúde fragilizada, com intercorrências médicas sérias e recentes. Um quadro que, por si só, já exigiria cuidado, atenção e responsabilidade por parte do Estado. Mas existe algo ainda mais grave — e muitas vezes ignorado: o impacto psicológico. A psicologia é clara ao afirmar que o sofrimento emocional intenso não fica apenas na mente. Ele desce para o corpo. Ele adoece. Situações de estresse extremo, sensação de injustiça, exposição pública massiva, medo, insegurança e perda de controle podem desencadear ansiedade severa, angústia profunda, insônia, exaustão emocional e somatização. E o que é somatização? É quando o emocional começa a se transformar em doença física. O corpo sente aquilo que a mente não consegue mais suportar. Agora pense: um idoso, doente, sob enorme pressão política, sendo mantido em um ambiente que naturalmente intensifica o estresse emocional, inocente, perseguido… isso ajuda ou piora o quadro de saúde? A resposta é óbvia. Direitos humanos não são seletivos. Eles não existem apenas para quem é simpático, popular ou conveniente. Eles existem exatamente para proteger a dignidade humana quando ela está mais vulnerável. E aqui surge uma contradição que incomoda: quantos criminosos perigosos, quantos condenados por crimes graves, quantos envolvidos em corrupção já receberam prisão domiciliar por razões de saúde, idade ou fragilidade? Muitos. Então por que, no caso de Bolsonaro, essa possibilidade sequer parece ser considerada com o mesmo peso? Prisão domiciliar não é absolvição. Não é impunidade. Não é privilégio. É uma medida humanitária. É permitir que alguém continue respondendo à Justiça sem ser submetido a um ambiente que pode agravar ainda mais seu estado físico e emocional. É reconhecer que punir não significa destruir. Que responsabilizar não significa desumanizar. Negar isso a um idoso doente levanta uma pergunta inevitável: estamos diante de uma decisão puramente técnica… ou de algo que se aproxima de rigidez excessiva, uma perseguição judiciária política partidaria? insensibilidade — ou até mesmo vingança? Uma sociedade verdadeiramente justa não mede direitos humanos com base em preferência política. Não decide quem merece dignidade e quem não merece. Não transforma o sofrimento do outro em espetáculo. Porque quando a dor de alguém passa a ser ignorada, relativizada ou até celebrada, o problema deixa de ser apenas jurídico — e passa a ser moral. Bolsonaro pode ser amado por uns, rejeitado por outros. Isso faz parte da democracia. Mas existe algo que deveria estar acima de qualquer disputa: a dignidade humana. Um idoso doente precisa de cuidado. Precisa de acompanhamento adequado. Precisa de um ambiente que não agrave seu sofrimento emocional. E a prisão domiciliar, nesse caso, não seria um favor. Seria coerência. Seria humanidade. Seria respeito ao mínimo que se espera de um Estado que se diz civilizado. A pergunta continua ecoando — e cada vez mais forte: até onde vai isso, Alexandre de Moraes? Marisa Lobo atua como psicóloga e psicanalista, é pós-graduada em Psicanálise; Gestão e Mediação de Conflitos; Educação de Gênero e Sexualidade; Filosofia de Direitos Humanos e Saúde Mental; tem também habilitação para magistério superior. * Este texto reflete a opinião do autor e não, necessariamente, a do Pleno.News. Comunicar erro Comunicar erro Se você encontrou erro neste texto, por favor preencha os campos abaixo. Sua mensagem e o link da página serão enviados automaticamente à redação do Pleno.News, que checará a informação. Nome Completo E-mail Telefone Descrição do erro Mais Recentes Igreja O Renovo do Senhor realiza Renova Rio neste feriadão; veja Moraes restringe drones a 1 quilômetro da casa de Bolsonaro Homem é detido por questionar Lula durante evento no Ceará Bolsonaro pede ao STF que irmão de Michelle seja seu cuidador Receita apreende R$ 3 milhões em produtos irregulares rumo a SP WhatsApp Entre e receba as notícias do dia Entrar no Canal Telegram Entre e receba as notícias do dia Entrar no Grupo O autor da mensagem, e não o Pleno.News, é o responsável pelo comentário.

Pleno News 18/03/2026 14:45

Ratinho não foi transfóbico coisa nenhuma

André Marsiglia - 18/03/2026 14h45 Apresentador Carlos Massa, o Ratinho Foto: Natalia Rampinelli / AgNews A deputada federal Erika Hilton acionou o Judiciário contra o apresentador Ratinho após declarações em que ele afirmou que “mulher trans não é mulher”. Erika renunciou ao debate e o processou, usando a mão pesada do Estado para silenciar. Um parlamentar deveria saber que opinião — por mais controversa que seja — não pode ser transformada em ilícito apenas por alguém se ofender com ela. O Judiciário não pode ser depósito de queixas emocionais. Na lei brasileira, a responsabilização por falas não decorre de seu conteúdo, mas da presença de dolo, ou seja, da intenção de rebaixar o outro. Sem dolo, não há ilícito. Esse é um princípio do Direito que transita pelos chamados crimes contra a honra e dele decorrentes, como a transfobia. A fala precisa carregar o propósito de rebaixar. E opinião não rebaixa ninguém, ao menos em uma democracia. Erika Hilton não é uma cidadã anônima discutindo uma questão pessoal. Ela é uma agente política, com mandato eletivo, inserida no debate e, se uma questão deixa de ser individual e passa a ter efeitos coletivos, torna-se, necessariamente, objeto de escrutínio público. A discussão sobre quem pode presidir uma comissão da mulher não é irrelevante. Ratinho expressou sua opinião sobre um tema que está no centro do debate público. A tentativa crescente de retirar temas do campo do debate, rotulando discordâncias como preconceito ou discriminação tem o efeito de silenciar sem enfrentar o argumento. Se determinadas posições não podem sequer ser enunciadas, o debate deixa de existir, passando a vigorar a tirania do ofendido e a autocensura da dissidência. Quando as pessoas deixam de falar o que pensam sobre temas de interesse público, não por falta do que dizer, mas por medo de consequências, está caracterizada a tirania estúpida e autoritária que vivemos no país. André Marsiglia é advogado, professor de Direito Constitucional e especialista em liberdade de expressão. * Este texto reflete a opinião do autor e não, necessariamente, a do Pleno.News. Comunicar erro Comunicar erro Se você encontrou erro neste texto, por favor preencha os campos abaixo. Sua mensagem e o link da página serão enviados automaticamente à redação do Pleno.News, que checará a informação. Nome Completo E-mail Telefone Descrição do erro Mais Recentes Inca lança estudo para programa que rastreia câncer de pulmão Lula diz que “senador pensa que é Deus” e pode "criar problema" "Me manipulava, fazia jogos psicológicos", diz ex de Felca Senado confirma recebimento de indicação de Messias para o STF Sem informações sobre Janja e Porchat, Gayer aciona TCU WhatsApp Entre e receba as notícias do dia Entrar no Canal Telegram Entre e receba as notícias do dia Entrar no Grupo O autor da mensagem, e não o Pleno.News, é o responsável pelo comentário.

Pleno News 18/03/2026 12:36

Onde está Mojtaba Khamenei?

Lawrence Maximus - 18/03/2026 12h36 Onde está Mojtaba Khamenei? (Imagem ilustrativa) Foto: IA\Chat GPT “Onde está Mojtaba Khamenei?” O perfil oficial do Ministério das Relações Exteriores de Israel publicou uma charge com tal pergunta, lembrando o famoso desenho Onde Está o Wally?, sucesso na década de 1990. No começo desta semana, publiquei uma informação sobre a possibilidade de Mojtaba ter sido retirado do país por Putin, parceiro histórico do regime iraniano. No entanto, fontes iranianas negam tal informação. Paralelamente, a narrativa do regime declara que ele está nas ruas, entre o povo, num local altamente seguro dentro do país. Além de gozar de “boa saúde” e estar “governando o país plenamente”, é reconhecido como ferido, mas em condição estável. Isso contraria o Secretário de Defesa dos EUA, Pete Hegseth, que revelou que o novo líder supremo estava gravemente ferido e “desfigurado”, possivelmente em coma ou até morto, “aterrorizado, ferido e em fuga”. Contudo, a falta de provas visuais criou um vácuo preenchido com rumores e relatos não confirmados de várias fontes internacionais e da oposição. As Forças de Defesa de Israel (IDF) afirmaram publicamente que “não têm informações atuais sobre o paradeiro de Khamenei”, enquanto simultaneamente juraram “persegui-lo, encontrá-lo e neutralizá-lo”. Esta incerteza é ecoada pelo presidente dos EUA, Donald Trump, que questionou publicamente se o novo líder estava sequer vivo, afirmando: “Eu nem sei se ele está vivo. Ninguém o mostrou até agora”. Em suma, o regime iraniano tem um histórico de esconder problemas de saúde dos seus líderes, desde o primeiro líder supremo, Khomeini, até o próprio pai de Mojtaba, cuja morte foi ocultada por horas. Ademais, fica a pergunta: onde está Mojtaba? Lawrence Maximus é cientista político, analista internacional de Israel e Oriente Médio, professor e escritor. Mestre em Ciência Política: Cooperação Internacional (ESP), Pós-Graduado em Ciência Política: Cidadania e Governação, Pós-Graduado em Antropologia da Religião e Teólogo. Formado no Programa de Complementação Acadêmica Mastership da StandWithUs Brasil: história, sociedade, cultura e geopolítica do Oriente Médio, com ênfase no conflito israelo-palestino e nas dinâmicas geopolíticas de Israel. * Este texto reflete a opinião do autor e não, necessariamente, a do Pleno.News. Comunicar erro Comunicar erro Se você encontrou erro neste texto, por favor preencha os campos abaixo. Sua mensagem e o link da página serão enviados automaticamente à redação do Pleno.News, que checará a informação. Nome Completo E-mail Telefone Descrição do erro Mais Recentes Eduardo se pronuncia a respeito de relatório dos EUA sobre Moraes Anderson Freire é homenageado em presídio feminino no ES STF nega ações da esquerda e mantém privatização da Sabesp Empresário é alvo da PF por pagar R$ 4,5 mil por dados de ministros Rodrigo Pacheco se filia ao PSB e deve disputar o governo de MG WhatsApp Entre e receba as notícias do dia Entrar no Canal Telegram Entre e receba as notícias do dia Entrar no Grupo O autor da mensagem, e não o Pleno.News, é o responsável pelo comentário.

Pleno News 18/03/2026 11:43

Oscar: Entre o discurso e o fracasso

Marco Feliciano - 18/03/2026 11h43 Wagner Moura, no filme O Agente Secreto Foto: RS/Fotos Públicas O mundo assistiu, neste último fim de semana, a um espetáculo que, anualmente, reúne as atenções de todos os fãs do cinema. Refiro-me à premiação do Oscar, na qual os melhores são agraciados com um troféu desejado por todos os que labutam na sétima arte. Nós, brasileiros, fomos honrados com quatro indicações. Claro que as categorias de Melhor Filme e Melhor Ator são consideradas as mais importantes. O filme brasileiro indicado abordou o tema da ditadura, assunto que enche a esquerda de munição quando se trata do nosso país. Muito embora as ditaduras sanguinárias de Cuba, Venezuela, Nicarágua e outras sigam convenientemente esquecidas, talvez pelo glamour que ainda exercem sobre nossos esquerdistas tupiniquins. O indicado a Melhor Ator, o excelente Wagner Moura, usou todas as oportunidades que teve para citar a gestão presidencial do nosso sempre presidente Jair Bolsonaro, de forma inconsequente e com adjetivos pejorativos. Mas nossos representantes políticos estão acima disso tudo. Um artista de projeção internacional como Wagner Moura demonstra carregar fetiches por um ex-presidente respeitado pelos próceres do poder norte-americano, os quais, ao que parece, ele mesmo lambe as botas, ao residir nos Estados Unidos, enquanto canta loas à desigualdade no Brasil. Finalizo pedindo a Deus que ilumine nossos artistas, muitos deles beneficiados pela Lei Rouanet, para que usem do bom senso e se lembrem do quanto arrecadaram do dinheiro público para seus “espetáculos”, sem transformar o entorno da festa em mais um espetáculo político. E que Ele derrame as mais escolhidas bênçãos celestiais sobre todo o público cinéfilo brasileiro. Marco Feliciano é pastor e está em seu quarto mandato consecutivo como deputado federal pelo Estado de São Paulo. Ele também é escritor, cantor e presidente da Assembleia de Deus Ministério Catedral do Avivamento. * Este texto reflete a opinião do autor e não, necessariamente, a do Pleno.News. Comunicar erro Comunicar erro Se você encontrou erro neste texto, por favor preencha os campos abaixo. Sua mensagem e o link da página serão enviados automaticamente à redação do Pleno.News, que checará a informação. Nome Completo E-mail Telefone Descrição do erro Mais Recentes Anderson Freire é homenageado em presídio feminino no ES STF nega ações da esquerda e mantém privatização da Sabesp Empresário é alvo da PF por pagar R$ 4,5 mil por dados de ministros Rodrigo Pacheco se filia ao PSB e deve disputar o governo de MG 'Entra em depressão profunda', biógrafo diz ponto fraco de Lula WhatsApp Entre e receba as notícias do dia Entrar no Canal Telegram Entre e receba as notícias do dia Entrar no Grupo O autor da mensagem, e não o Pleno.News, é o responsável pelo comentário.

Pleno News 16/03/2026 16:02

Soltem Bolsonaro!

Marco Feliciano - 16/03/2026 16h02 Ex-presidente Jair Bolsonaro, no hospital, em 2025 Foto: Arquivo Pessoal Por todos os quadrantes do Brasil a unanimidade é uma só: “Soltem Bolsonaro”. Há caso semelhante em que um ex-presidente da República, Collor de Mello, preso por corrupção e apresentando quadro de comorbidade, recebeu prisão domiciliar. Não acho conveniente fazer comparações de gravidade, mas apenas registrar o fato. E sim, questiono: Por que, então, dois pesos e duas medidas em relação ao ex-presidente Bolsonaro? A negativa de prisão domiciliar configura tortura psicológica, e esperamos que se evite um desfecho terrível como já aconteceu com um prisioneiro político do 8 de janeiro, conhecido como Clezão, que morreu sem assistência. Peço encarecidamente que o restante da douta plenária do STF interfira e argumente com quem tem o poder de conceder a domiciliar, providenciando urgentemente esse gesto de civilidade com um idoso inocente, que nunca foi acusado de malfeitos por corrupção ou desvios, como outros que foram descondenados e se arvoram nos mais honestos do mundo. Hoje a nação volta a sua atenção para essa tremenda injustiça contra um homem honesto, que milhões de brasileiros, em diversas ocasiões, foram às ruas apoiar em seu projeto político — agora transferido ao seu filho, senador Flávio Bolsonaro, que lidera todas as pesquisas para presidente da República, mesmo ainda como pré-candidato. Finalizo pedindo a Deus que ouça as orações de milhões de brasileiros de bem que apenas pedem justiça. E que Ele derrame as mais escolhidas bênçãos celestiais sobre todos nós. Marco Feliciano é pastor e está em seu quarto mandato consecutivo como deputado federal pelo Estado de São Paulo. Ele também é escritor, cantor e presidente da Assembleia de Deus Ministério Catedral do Avivamento. * Este texto reflete a opinião do autor e não, necessariamente, a do Pleno.News. Comunicar erro Comunicar erro Se você encontrou erro neste texto, por favor preencha os campos abaixo. Sua mensagem e o link da página serão enviados automaticamente à redação do Pleno.News, que checará a informação. Nome Completo E-mail Telefone Descrição do erro Mais Recentes Ronaldo Caiado promete anistiar Bolsonaro se for eleito Mercado eleva previsão da inflação para 4,31% este ano Janela partidária faz Congresso Nacional ficar vazio Lindbergh Farias pede revogação da domiciliar de Jair Bolsonaro André Fernandes anuncia novas igrejas em Santos e Alphaville WhatsApp Entre e receba as notícias do dia Entrar no Canal Telegram Entre e receba as notícias do dia Entrar no Grupo O autor da mensagem, e não o Pleno.News, é o responsável pelo comentário.

Pleno News 16/03/2026 13:51

Populismo não gera produtividade

Ives Gandra Martins - 16/03/2026 13h51 A economia é um tabuleiro de xadrez (Imagem ilustrativa) Foto: Pexels/George Becker O Brasil é um dos países com menor produtividade entre as economias emergentes mais importantes e as nações desenvolvidas, razão pela qual se discute como poderemos alavancar o crescimento do Estado. Em tecnologia e no campo da inteligência artificial, por exemplo, estamos muito aquém da evolução dos grandes mercados em ascensão e dos blocos industrializados, enquanto estudos indicam que, nas próximas duas décadas, cerca de 60% da força de trabalho humana atual poderá ser substituída pela automação e por sistemas inteligentes. Diante dessa rápida evolução tecnológica, o papel do ensino torna-se ainda mais vital para o desenvolvimento global. O que me impressionou em recente palestra do embaixador Rubens Barbosa no Conselho de Assuntos Estratégicos da Fiesp — órgão presidido pelo ex-presidente da República Michel Temer e do qual sou conselheiro — foi a constatação de que, embora o Brasil seja uma potência na agricultura e no agronegócio, o país ainda está muito aquém do esperado no desenvolvimento industrial e no campo da inteligência artificial. O apoio do governo à jornada 6×1 como modelo único é um equívoco: grande parte dos setores já adota a escala 5×2 — como na área de serviços e na advocacia. Há, contudo, setores específicos, como o de restaurantes, onde o maior volume de trabalho ocorre aos fins de semana, tornando a manutenção do esquema 6×1 justificável. É interessante notar a insistência nessa jornada como regra geral, ignorando que os setores com viabilidade para a escala 5×2 já a conquistaram por negociações coletivas, e não por imposição nacional que desconsidera as necessidades de segmentos distintos na indústria, no comércio ou serviços. O Congresso não deve ceder a essa proposta populista, cabendo a cada setor definir a jornada mais adequada. A imposição de um modelo único, além de demagógica, ignora princípios básicos da economia; a padronização rígida é inviável para o desenvolvimento do país. É preciso alertar que este modelo retardará o progresso nacional e, conforme previsões de economistas e federações — incluindo a Faesp —, a medida deve gerar um impacto de 6,2% na inflação. Esse aumento no “Custo Brasil” prejudica nossa competitividade, já fragilizada pela baixa produtividade e pelo déficit na educação, áreas nas quais o governo deveria concentrar seus maiores investimentos. A falta de projetos claros em educação impede nossa evolução tecnológica; afinal, diante de um mercado global ágil, o ensino é o único caminho para acompanhar o desenvolvimento moderno. Certas atitudes populistas, embora eficazes para vencer eleições, trazem mais prejuízos do que benefícios reais ao país, pois o sucesso nas urnas não se traduz, necessariamente, em prosperidade para a nação. Há uma necessidade premente de um projeto de país que nunca tivemos com o presidente Lula, pois falta-nos o pragmatismo do modelo chinês, a determinação demonstrada pela Índia e a clareza de propósito que permitiu à Europa evoluir com um norte definido. Diante da ausência de uma agenda de projetos estratégicos, e em vez de priorizarmos o interesse da nação, estamos imersos em um embate de cunho estritamente ideológico, onde a retórica política sobrepõe-se ao projeto para o país. Sabemos e conhecemos o valor daqueles que antecipam o futuro: para quem possui visão estratégica, a economia é um tabuleiro de xadrez, onde cada movimento é calculado; já para quem carece de discernimento, ela não passa de uma mesa de pôquer, onde o blefe tenta mascarar a falta de competência. A substituição de um planejamento estratégico de longo prazo por propostas de caráter imediatista, eleitoreiro e visando à reeleição desvirtua a função do Executivo. Ao priorizar o debate populista em detrimento das reformas essenciais, o governo converte a gestão pública em um instrumento de campanha, esvaziando a agenda de desenvolvimento do país e a criação de projetos que coloquem o Brasil no radar da competitividade mundial. Enquanto o mundo discute e avança tecnologicamente, ainda desperdiçamos na área da educação muito do nosso potencial, apesar da abundância de recursos hídricos, campos produtivos e Sol o ano todo. O que não temos, no momento, é um projeto que transforme todas as nossas vantagens em riqueza real para o povo e para o país. Ives Gandra da Silva Martins é professor emérito das universidades Mackenzie, Unip, Unifieo, UniFMU, do Ciee/O Estado de São Paulo, das Escolas de Comando e Estado-Maior do Exército (Eceme), Superior de Guerra (ESG) e da Magistratura do Tribunal Regional Federal da 1ª Região, professor honorário das Universidades Austral (Argentina), San Martin de Porres (Peru) e Vasili Goldis (Romênia), doutor honoris causa das Universidades de Craiova (Romênia) e das PUCs PR e RS, catedrático da Universidade do Minho (Portugal), presidente do Conselho Superior de Direito da Fecomercio-SP e ex-presidente da Academia Paulista de Letras (APL) e do Instituto dos Advogados de São Paulo (Iasp). * Este texto reflete a opinião do autor e não, necessariamente, a do Pleno.News. Comunicar erro Comunicar erro Se você encontrou erro neste texto, por favor preencha os campos abaixo. Sua mensagem e o link da página serão enviados automaticamente à redação do Pleno.News, que checará a informação. Nome Completo E-mail Telefone Descrição do erro Mais Recentes André Fernandes anuncia novas igrejas em Santos e Alphaville Valdemar diz que Flávio "não deve perder tempo" com Lula Música: Baterista da banda Novo Som anuncia saída do grupo Haddad rebate críticas de Kassab sobre aumento de impostos "Lula será derrotado nas urnas", diz deputada dos Estados Unidos WhatsApp Entre e receba as notícias do dia Entrar no Canal Telegram Entre e receba as notícias do dia Entrar no Grupo O autor da mensagem, e não o Pleno.News, é o responsável pelo comentário.

Pleno News 16/03/2026 10:34

A delação que anda causando desconforto em Brasília

Sargento Fahur - 16/03/2026 10h34 Bastidores do Poder e possível delação premiada (Imagem ilustrativa) Foto: Pexels/Cottonbro Studio Ultimamente estamos recebendo informações diariamente sobre os escândalos do Banco Master. Novidades a toda hora. Informações confiáveis e não confiáveis. Conversas vazadas que mostram diálogo entre o banqueiro mafioso Daniel Vorcaro e o ministro Alexandre de Moraes, herói da esquerda. Em uma das conversas, pouco antes de ser preso, Vorcaro pergunta a Alexandre de Moraes: “Conseguiu bloquear”? Será que Alexandre de Moraes joga vôlei e não sabíamos? Vazamentos informam que o ministro esteve com Vorcaro em algumas oportunidades, inclusive em uma mansão em Trancoso (BA). Ainda temos informações que o ministro Alexandre de Moraes degustou uísque Macallan, caríssimo, na companhia de Vorcaro; Lewandowsky, na época ministro da Justiça e Segurança Pública também estava presente, junto a outras figuras do alto escalão. Vorcaro está preso. Especulações dizem que o Centrão, grupo político, trabalhou para que o STF não mantivesse a prisão dele, pois temem que Vorcaro preso faça delação premiada. Se de fato o tal Centrão tentou a liberdade de Vorcaro, não conseguiu. Ele continua preso e algumas postagens indicam que na prisão teve um surto e esmurrou a parede, gritando o nome de autoridades. O banqueiro mafioso andou trocando de advogados, o que pode indicar que estaria cogitando delatar. A manutenção da prisão de Vorcaro tirou o sono de muitos políticos e de outras autoridades, disso eu não tenho dúvidas. Imagino que devido às ameaças de delação muitos também tiveram indisposição intestinal e usaram a privada maior número de vezes. Vamos aguardar. Quando me refiro ao Centrão, não me refiro simplesmente a partidos, mas principalmente a pessoas, parlamentares. Muitos usufruíram do nome Bolsonaro para se eleger e reeleger, e hoje abandonam o grande líder da direita. Uns, ainda mais sem vergonhas, dizem ter acordado, outros apenas fazem silêncio. A verdade é que quando Bolsonaro estava com a faixa presidencial era bajulado por muitos, e hoje, na condição em que se encontra, só restaram os que realmente são de direita e que de fato defendem as mesmas pautas que ele sempre defendeu. As eleições estão chegando e os “isentões traíras” precisam ser identificados e escorraçados. Sargento Fahur é deputado federal, o mais votado pelo Paraná em 2018. Trabalhou por 35 anos na Polícia militar prendendo bandidos e traficantes. * Este texto reflete a opinião do autor e não, necessariamente, a do Pleno.News. Comunicar erro Comunicar erro Se você encontrou erro neste texto, por favor preencha os campos abaixo. Sua mensagem e o link da página serão enviados automaticamente à redação do Pleno.News, que checará a informação. Nome Completo E-mail Telefone Descrição do erro Mais Recentes Janja critica Nikolas por vídeo sobre misoginia; deputado reage Brasil condena Israel por impedir líderes católicos em igreja Rio Claro: Queda de avião no Sul fluminense deixa dois mortos Netanyahu determina expansão militar israelense no Líbano Moraes multa caminhoneiros por protestos após eleições de 2022 WhatsApp Entre e receba as notícias do dia Entrar no Canal Telegram Entre e receba as notícias do dia Entrar no Grupo O autor da mensagem, e não o Pleno.News, é o responsável pelo comentário.

Pleno News 16/03/2026 09:40

A indignação tardia

Juliana Moreira Leite - 16/03/2026 09h40 (Imagem ilustrativa) Foto: IA\Chat GPT A imprensa viu. Viu o poder de Alexandre de Moraes avançar sobre cidadãos comuns, viu o banimento do X no Brasil, viu empresas ligadas a Elon Musk serem punidas. Viu ameaças a delatores — inclusive a menção de prender esposa, pai e filha de 18 anos — e viu investigações abertas sem contornos claros, ampliadas conforme surgiam novos inimigos. Viu também um inquérito durar sete anos, crescendo e incorporando críticos e desafetos. Viu condenações após os atos ligados ao 8 de janeiro, histórias individuais diluídas numa narrativa coletiva de golpe. Viu uma mãe condenada a 11 anos por escrever numa estátua com batom. Viu multas ameaçando cidadãos, contas congeladas, passaportes cancelados, prisões contestadas — e viu a morte de Cleriston Pereira da Cunha, o Clezão, que morreu sob custódia aguardando atendimento médico. Agora, parte dessa mesma imprensa diz estar enojada com histórias de milhões em dinheiro vivo e resorts ligados ao crime que chegam às portas do STF. Descobriu, de repente, o cheiro do escândalo. Mas a pergunta continua ecoando: onde estava esse nojo quando tudo aquilo acontecia? Porque o país que hoje escandaliza alguns não nasceu de repente — ele foi sendo escrito, linha por linha, com o silêncio e a complacência de quem agora diz estar surpreso. Juliana Moreira Leite é jornalista especialista em cultura, escritora e curiosa. Nesse espaço vai falar sobre assuntos da atualidades sob a sua visão. * Este texto reflete a opinião do autor e não, necessariamente, a do Pleno.News. Comunicar erro Comunicar erro Se você encontrou erro neste texto, por favor preencha os campos abaixo. Sua mensagem e o link da página serão enviados automaticamente à redação do Pleno.News, que checará a informação. Nome Completo E-mail Telefone Descrição do erro Mais Recentes Janja critica Nikolas por vídeo sobre misoginia; deputado reage Brasil condena Israel por impedir líderes católicos em igreja Rio Claro: Queda de avião no Sul fluminense deixa dois mortos Netanyahu determina expansão militar israelense no Líbano Moraes multa caminhoneiros por protestos após eleições de 2022 WhatsApp Entre e receba as notícias do dia Entrar no Canal Telegram Entre e receba as notícias do dia Entrar no Grupo O autor da mensagem, e não o Pleno.News, é o responsável pelo comentário.

Pleno News 13/03/2026 15:58

O fechamento do Estreito de Ormuz: Uma ameaça global

Lawrence Maximus - 13/03/2026 15h58 Mojtaba Khamenei Foto: EFE/EPA/ABEDIN TAHERKENAREH A declaração do novo líder supremo do Irã, Mojtaba Khamenei, de que o Estreito de Ormuz “seguirá fechado” como instrumento de pressão política contra Estados Unidos e Israel representa um dos momentos mais tensos da geopolítica contemporânea. Em sua primeira fala pública desde que assumiu o cargo, Khamenei deixou claro que o bloqueio da via navegável mais estratégica do planeta é uma “alavanca necessária” diante do que classifica como “agressões” ocidentais. Localizado entre o Irã e Omã, o Estreito de Ormuz não é apenas uma passagem marítima – é o epicentro da segurança energética mundial. Por seus 39 quilômetros de largura, no ponto mais estreito, escoam cerca de 20% de todo o petróleo consumido no planeta e parcela significativa do gás natural liquefeito (GNL). São aproximadamente 15 a 20 milhões de barris diários que abastecem principalmente as economias asiáticas – China, Índia, Japão e Coreia do Sul –, todas extremamente dependentes dessa rota. Para os países do Golfo, o estreito é a única janela para o mundo. Arábia Saudita, Iraque, Kuwait, Emirados Árabes Unidos e Catar veem sua capacidade de exportação completamente refém da estabilidade dessa passagem. Quando o Irã ameaça ou efetivamente bloqueia o estreito, não está apenas desafiando o Ocidente – está paralisando a espinha dorsal econômica de seus vizinhos. A posição de Khamenei revela uma estratégia calculada de projeção de poder assimétrico. O Irã, consciente de suas limitações militares convencionais diante da aliança EUA-Israel, transformou o estreito em sua principal arma geopolítica. Ao controlar esse gargalo, Teerã adquire capacidade de influenciar mercados globais e impor custos significativos a seus adversários sem necessariamente engajar em confronto direto. Em resumo, o fechamento do Estreito de Ormuz representa um choque energético e econômico de proporções históricas, interrompendo o fluxo de uma parcela vital do petróleo e gás mundial, disparando a inflação e ameaçando a estabilidade de cadeias de suprimentos globais. Lawrence Maximus é cientista político, analista internacional de Israel e Oriente Médio, professor e escritor. Mestre em Ciência Política: Cooperação Internacional (ESP), Pós-Graduado em Ciência Política: Cidadania e Governação, Pós-Graduado em Antropologia da Religião e Teólogo. Formado no Programa de Complementação Acadêmica Mastership da StandWithUs Brasil: história, sociedade, cultura e geopolítica do Oriente Médio, com ênfase no conflito israelo-palestino e nas dinâmicas geopolíticas de Israel. * Este texto reflete a opinião do autor e não, necessariamente, a do Pleno.News. Comunicar erro Comunicar erro Se você encontrou erro neste texto, por favor preencha os campos abaixo. Sua mensagem e o link da página serão enviados automaticamente à redação do Pleno.News, que checará a informação. Nome Completo E-mail Telefone Descrição do erro Mais Recentes Carlos Viana acusa STF de retirar prerrogativas do Congresso Gilmar e Moraes condenam super exposição de dados de Vorcaro Fux e Gilmar Mendes discutem em relação a CPMI do INSS Lula afirma que Bolsonaro é um "Opala que está no desmanche" Torcida do Brasil pede Neymar durante amistoso contra França WhatsApp Entre e receba as notícias do dia Entrar no Canal Telegram Entre e receba as notícias do dia Entrar no Grupo O autor da mensagem, e não o Pleno.News, é o responsável pelo comentário.

Pleno News 13/03/2026 12:46

Uma resposta aos meus seguidores

Marco Feliciano - 13/03/2026 12h46 Deputado Pastor Marco Feliciano Foto: Vinicius Loures / Câmara dos Deputados Eu nunca usaria uma crônica diária, que faço há oito anos neste prestigioso periódico, para campanha política; mas penso que responder a tantas indagações dos meus seguidores se faz mister. Estamos em ano eleitoral, e por que são tão importantes as eleições deste ano? Se a oposição fizer maioria no Senado, poderá votar o impeachment de ministros do STF, até agora inatingíveis, mantendo o povo em uma impotência política absoluta. Tenho recebido vários pedidos para colocar meu nome à disposição do meu partido para uma chapa ao Senado. Sei das dificuldades de concorrer a um cargo majoritário, mas coragem é o que não me falta e sei do apoio do Deus a quem sirvo. O nosso país está em mudanças, com nosso candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro, despontando como favorito em todas as pesquisas, e eu pretendo ser seu escudeiro no Senado da República. Existem poucas chances na vida de fazermos a diferença, e vejo essa que se descortina, como também a da minha vida de lutas em favor dos que me confiaram quatro mandatos como deputado federal e esperam muito de mim na Câmara Alta. Finalizo pedindo a todos que sempre me apoiaram que façam uma corrente de oração a favor dessa difícil decisão que está em nossas mãos e que Deus nos premie com Suas escolhidas bênçãos celestiais. Marco Feliciano é pastor e está em seu quarto mandato consecutivo como deputado federal pelo Estado de São Paulo. Ele também é escritor, cantor e presidente da Assembleia de Deus Ministério Catedral do Avivamento. * Este texto reflete a opinião do autor e não, necessariamente, a do Pleno.News. Comunicar erro Comunicar erro Se você encontrou erro neste texto, por favor preencha os campos abaixo. Sua mensagem e o link da página serão enviados automaticamente à redação do Pleno.News, que checará a informação. Nome Completo E-mail Telefone Descrição do erro Mais Recentes Torcida do Brasil pede Neymar durante amistoso contra França Justiça anula eleição de Douglas Ruas como presidente da Alerj Lula incentiva homens a levar dedada em exame de próstata Líder da CPMI do INSS: “Fim do sonho dos aposentados” Van Hattem reage à decisão do STF sobre CPMI do INSS WhatsApp Entre e receba as notícias do dia Entrar no Canal Telegram Entre e receba as notícias do dia Entrar no Grupo O autor da mensagem, e não o Pleno.News, é o responsável pelo comentário.

Pleno News 13/03/2026 10:50

Mendonça, deixe a CPMI investigar

Magno Malta - 13/03/2026 10h50 Ministro André Mendonça Foto: Victor Piemonte/STF Nesta quinta, 12 de março, durante a reunião da CPMI que investiga o rombo no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), fiz uma crítica ao ministro André Mendonça. Não foi um ataque. Foi o exercício do meu dever constitucional como senador da República. Quem ocupa um mandato não pode se calar quando um instrumento legítimo de investigação do Parlamento começa a ser esvaziado. A CPMI existe para investigar, convocar, ouvir e esclarecer. Quando decisões judiciais passam a impedir que convocados compareçam às oitivas, o recado que chega à sociedade é perigoso: o de que uma investigação pode ser travada antes mesmo de começar. Minha posição não se trata de confronto entre Poderes. Trata-se de respeito às atribuições de cada um. Digo isso porque o Congresso Nacional possui instrumentos constitucionais de investigação. A CPI e a CPMI são alguns deles. Elas existem justamente para que o Poder Legislativo possa apurar fatos graves, ouvir os envolvidos e apontar responsabilidades. Quando pessoas convocadas deixam de participar amparadas por decisões judiciais que as autorizam simplesmente a não comparecer, o instituto da CPI é esvaziado. E quem perde com isso não é o Senado. Quem perde é a verdade. Não estou defendendo abuso contra ninguém. A Constituição já garante a qualquer cidadão o direito de permanecer em silêncio para não produzir prova contra si mesmo. Esse direito sempre foi respeitado. O que não pode acontecer é transformar uma convocação em um convite opcional. E é essa impressão que tem sido transmitida pelo ministro André Mendonça. A nação acompanha com angústia as denúncias envolvendo o “assalto” aos aposentados e pensionistas. Milhões de brasileiros dependem do INSS para viver. Estamos falando de idosos, de pessoas doentes, de famílias que lutam diariamente para sobreviver. Por isso, a investigação precisa acontecer sem obstáculos. Minha crítica ao ministro André Mendonça foi exatamente nesse sentido, que o Supremo Tribunal Federal permita que a CPMI cumpra o seu papel. O país precisa saber quem roubou, quem participou e quem precisa responder por esse rombo que atinge diretamente os mais vulneráveis. Até aqui, o que se vê são sinais de blindagem do Sistema envolvendo pessoas próximas ao poder, como Frei Chico, irmão do presidente Lula, e Lulinha, filho do presidente. Há ainda uma situação escandalosa envolvendo o dono do Banco Master com envolvimento que vai além dessa questão do INSS. Ele é apontado por reportagens como tendo relações suspeitas com ministros do STF e seus familiares. Diante de tudo isso, eu digo que blindagem não pode existir. A investigação precisa avançar. E a CPMI precisa trabalhar. Magno Malta é senador da República. Foi eleito por duas vezes o melhor senador do Brasil. * Este texto reflete a opinião do autor e não, necessariamente, a do Pleno.News. Comunicar erro Comunicar erro Se você encontrou erro neste texto, por favor preencha os campos abaixo. Sua mensagem e o link da página serão enviados automaticamente à redação do Pleno.News, que checará a informação. Nome Completo E-mail Telefone Descrição do erro Mais Recentes Hilton acusa Nikolas de distorcer PL da Misoginia e aciona AGU CBF decide tirar "Vai, Brasa" do uniforme da Seleção para Copa Projeto que cria Frente Antiwoke avança na Câmara de São Paulo Presidente da EBC: 'Janja é alvo de misoginia e machismo estrutural' Igreja Renovo do Senhor celebra a Quarta do Avivamento em SP WhatsApp Entre e receba as notícias do dia Entrar no Canal Telegram Entre e receba as notícias do dia Entrar no Grupo O autor da mensagem, e não o Pleno.News, é o responsável pelo comentário.

Pleno News 12/03/2026 12:44

Doutrinação livre, fé proibida: O plano do CNE

Rafael Durand - 12/03/2026 12h44 Estudantes em oração no pátio escolar (Imagem ilustrativa) Foto: IA\Chat GPT Enquanto o Brasil assiste, estarrecido, aos índices alarmantes de déficit de aprendizagem e ao colapso da infraestrutura básica em milhares de escolas públicas, as prioridades do Conselho Nacional de Educação – CNE, órgão vinculado ao Ministério da Educação – MEC, parecem orbitar em um universo paralelo de perseguição ideológica. Ocorre que, no recente Parecer CNE/CEB nº 1/2026, o Conselho decidiu instaurar uma espécie de “quarentena de fé”, proibindo que estudantes de Ensino Médio realizem atividades voluntárias em instituições religiosas para fins de carga horária escolar. Tal medida não é meramente um erro administrativo, mas a manifestação de um laicismo militante que tenta, à força, expulsar a religiosidade do espaço público. Neste sentido, é preciso distinguir, de uma vez por todas, o laicismo da laicidade colaborativa. Ora, o laicismo nada mais é senão a hostilidade do Estado contra a religião, comum em Estados totalitários onde não há liberdade religiosa, como a Coreia do Norte. Já a nossa Constituição, por sua vez, no Art. 19, inciso I, estabelece a laicidade como a separação que permite a colaboração de interesse público. Desta forma, ao proibir o trabalho ou voluntariado em ambientes confessionais, o CNE ignora que essas instituições são, muitas vezes, as únicas redes de proteção social e formação ética nas periferias brasileiras. A referida resolução colide frontalmente com a própria hermenêutica do Supremo Tribunal Federal (STF). Na ADI 4439, a Suprema Corte ratificou a constitucionalidade do ensino religioso confessional na rede pública, amparada pelo Art. 210, § 1º da Carta Magna. Ora, se o próprio STF reconhece que a fé pode estar presente dentro da sala de aula como disciplina, por qual “malabarismo jurídico” o CNE pretende proibir que a prática do bem e do serviço comunitário ocorra dentro de uma organização religiosa? Historicamente, o CNE parece sofrer de amnésia proposital. As primeiras escolas e as mais prestigiadas universidades do mundo e do Brasil foram fundadas e mantidas por instituições cristãs. Até hoje, as escolas confessionais desempenham um papel de excelência que o Estado muitas vezes não consegue mimetizar. Assim, tratar o ambiente religioso como um local de “cooptação” perigosa é um insulto à história da educação brasileira. O que causa maior indignação, contudo, é a escancarada incoerência sistêmica. Enquanto o CNE fecha as portas das igrejas para o estudante que deseja servir ao próximo, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), por meio da Resolução nº 23.755/2026, com silêncio sepulcral do CNE e do MEC, abre as portas das universidades e escolas para o proselitismo político. Segundo o Art. 3º, inciso VIII da referida norma, manifestações espontâneas de pré-candidatos em ambientes universitários e escolares não configuram propaganda antecipada. Temos, então, um cenário surreal: no ambiente universitário, historicamente dominado pela hegemonia de pensamento da esquerda, a “pré-campanha” e a movimentação política são permitidas e até incentivadas sob o manto da “manifestação espontânea”. Mas o aluno que deseja realizar um trabalho administrativo ou social em sua paróquia ou congregação é barrado sob o pretexto de “neutralidade”. O recado do CNE é claro: o jovem pode ser cooptado pela militância partidária dentro do campus, mas não pode ser formado pela caridade cristã no contraturno escolar. Isto posto, vê-se que o que se pretende não é proteger o estudante, mas sim exercer um controle ideológico que nega o pluralismo político e a liberdade religiosa. Portanto, o Brasil não precisa de conselhos que criem muros de consciência, mas de um MEC que se ocupe em ensinar o básico e respeite a soberania da fé e da família no processo formativo da nossa juventude! Rafael Durand é advogado, mestre em Direito, pós-graduado em Direito Público e em Direito Digital, professor, membro do Instituto Brasileiro de Direito e Religião (IBDR) e da Comissão de Direito e Liberdade Religiosa da OAB-PB, fundador do NEPC3 – Núcleo de Estudos em Política, Cidadania e Cosmovisão Cristã, autor de artigos e obras jurídicas. * Este texto reflete a opinião do autor e não, necessariamente, a do Pleno.News. 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Pleno News 12/03/2026 12:15

Fim da escala 6×1: Necessária ou mudança sem planejamento?

Thassya Prado - 12/03/2026 12h15 Protesto pelo fim da escala 6×1, em São Paulo Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil É inegável que o fim da escala 6×1 é o assunto da vez. Com inegável apelo político, a possível mudança polariza, ainda mais, as relações de trabalho. Uma diminuta parcela, está realmente, pensando no melhor para o empregado, sua saúde, vida privada e bem-estar. A grande maioria reforça o contexto em que o empregador é o vilão e o empregado a vítima. No Brasil, as empresas têm que administrar as relações de trabalho de acordo com o contexto. Infelizmente, o contexto dos últimos anos é de insegurança jurídica. Ocorre que não há nada concreto com relação ao fim da escala 6×1. Afinal, realmente vai acabar? Se vai acabar, será de que maneira? Será permitida a redução gradual ou haverá permissão para redução de salário? A aplicação será para todos os empregados ou apenas aos novos? O texto precisará detalhar a forma como será implementada a legislação ou estaremos, mais uma vez, diante da grande insegurança jurídica e legislativa que o país se encontra. Portanto, evidente que não há um cenário consolidado, o que possibilita, apenas, a suposição de cenários. A única certeza é que teremos impacto para todos da relação de trabalho, em especial, aos empregados e empresas. Mas, também, aos sindicatos e ao Estado. Nos últimos meses, o debate sobre jornada se concentrou em propostas que alteram o texto constitucional sobre tempo de trabalho, com sugestão para reduzir o espaço para organizar as jornadas antes com seis dias consecutivos de trabalho, forçando alterações de turnos, dimensionamento de equipes e instrumentos de compensação. O risco é conhecido: mexer na Constituição Federal nessa magnitude, sem combinar transição, negociação coletiva e diferenciação por atividade, certamente prolonga a insegurança jurídica e sobrecarrega, ainda mais, o Judiciário de disputas que duram anos. Se aprovada, a mudança não será apenas trocar uma escala por outra. É certo que ela tende a redefinir a demarcação entre tempo de trabalho e tempo livre, com potencial de melhorar bem-estar e vida social do empregado. No entanto, será exigido um redesenho operacional amplo, principalmente em serviços e comércio, com impacto direto em turnos, cobertura e custos ao empresário. Para que funcione é imprescindível intensificar a negociação coletiva e os ajustes jurídicos, até que surjam parâmetros estáveis e compatíveis com cada realidade produtiva. O problema é que uma aprovação apressada, sem estudos detalhados, sem diálogo com trabalhadores, empresas e setores mais afetados e ainda por cima conduzida em clima de polarização dificilmente entrega equilíbrio. O risco, nesse cenário, é trocar uma distorção por outras: mais informalidade e precarização, mais descumprimento por inviabilidade prática e um aumento prolongado de disputas e processos, aprofundando a insegurança jurídica e a tensão nas relações de trabalho. Em vez de vencer no grito, uma reforma desse porte precisa de regras claras de transição e mecanismos negociados que permitam adaptar a jornada sem empurrar o sistema para o litígio, sob pena de a solução prometida virar apenas um novo foco de conflito. Thassya Prado é advogada empresarial e idealizadora do @entendaseudireito. CEO do escritório Prado Advocacia Empresarial, Compliance e Tribunais, é  especialista em Gestão de Pessoas, Gestão Empresarial e Tribunais Superiores. Atua ainda como mentora de advogados. * Este texto reflete a opinião do autor e não, necessariamente, a do Pleno.News. Comunicar erro Comunicar erro Se você encontrou erro neste texto, por favor preencha os campos abaixo. Sua mensagem e o link da página serão enviados automaticamente à redação do Pleno.News, que checará a informação. Nome Completo E-mail Telefone Descrição do erro Mais Recentes TSE autoriza federação partidária entre União Brasil e PP Justiça da Itália aceita extradição de Carla Zambelli ao Brasil Marido é condenado pela morte da cantora gospel Sara Mariano Israel mata comandante naval do Irã responsável por fechar Ormuz Guerra no Irã pode encarecer ovo, frango e carne suína no Brasil WhatsApp Entre e receba as notícias do dia Entrar no Canal Telegram Entre e receba as notícias do dia Entrar no Grupo O autor da mensagem, e não o Pleno.News, é o responsável pelo comentário.

Pleno News 12/03/2026 11:07

A nova presidente da Comissão da Mulher e a pergunta que precisa ser feita

Marisa Lobo - 12/03/2026 11h07 Nova presidente da Comissão de Defesa das Mulheres, a deputada Erika Hilton (PSOL-SP) Foto: Kayo Magalhães / Câmara dos Deputados Nas últimas décadas, tivemos muitos avanços na defesa das mulheres como direitos políticos, proteção contra violência doméstica, políticas de saúde da mulher e leis voltadas à igualdade no trabalho que nasceram de uma luta longa e difícil. Essas conquistas tiveram uma base muito clara: a realidade biológica feminina e as desigualdades sociais que historicamente recaíram sobre ela. Agora a categoria “mulher”, que é ligada ao sexo biológico, está sendo redefinida com base apenas na identidade de gênero. Essa mudança levanta uma questão profunda e delicada: é possível defender os direitos das mulheres se deixarmos de reconhecer a base biológica que deu origem a esses direitos? Essa discussão se torna ainda mais relevante quando pessoas que não nasceram biologicamente mulheres passam a ocupar cargos e comissões institucionais criados para representar políticas públicas femininas. É nesse contexto que surge uma pergunta inevitável: quem deve representar as mulheres em espaços institucionais criados justamente para proteger a realidade feminina? É a partir dessa reflexão que afirmo minha posição: sou contrária à ocupação na Presidência da Comissão da Mulher na Câmara por uma pessoa que não nasceu biologicamente mulher. Não se trata de negar dignidade ou direitos a pessoas trans. A questão é outra, políticas públicas eficazes precisam reconhecer as realidades concretas que deram origem a elas — e a realidade biológica das mulheres é uma dessas bases. A representação política de um grupo historicamente vulnerabilizado deve estar ligada às experiências concretas que definem esse grupo. A Comissão da Mulher bem como secretárias da mulher foram criadas para responder a desafios específicos enfrentados por mulheres ao longo da história — desafios profundamente ligados à biologia feminina e às desigualdades sociais derivadas dessa realidade. Portanto, quando se discute quem deve liderar essas comissões ou instituições, é legítimo perguntar: quem viveu, desde o nascimento, as condições biológicas e sociais que moldaram a experiência feminina ao longo da história? A questão da representação institucional Outro ponto central nesse debate é a representação institucional. Políticas públicas voltadas às mulheres foram criados para responder a vulnerabilidades específicas associadas ao sexo biológico feminino. Essas políticas não surgiram por acaso. Elas foram estruturadas para enfrentar desigualdades concretas que recaem sobre mulheres devido a fatores biológicos e sociais ligados ao corpo feminino. Entre esses fatores estão: — Gravidez e gestação, que historicamente geraram exclusão do mercado de trabalho; — Maternidade e amamentação, que exigem proteção legal e políticas de apoio; — Saúde reprodutiva, incluindo acesso a cuidados ginecológicos e obstétricos; — Maior vulnerabilidade física média à violência masculina; — Incidência específica de violência sexual direcionada ao corpo feminino; — Discriminação laboral relacionada à possibilidade de engravidar. Essas realidades biológicas foram responsáveis pela criação de políticas como: — Licença maternidade; — Programas de saúde da mulher; — Delegacias especializadas de atendimento à mulher; — Abrigos para vítimas de violência doméstica; — Leis específicas de combate à violência de gênero. Portanto, quando se discute a liderança de instituições voltadas às mulheres, surge uma questão legítima no campo das políticas públicas: quem pode representar de forma plena as experiências e vulnerabilidades que derivam do corpo feminino? Se políticas públicas foram criadas para proteger uma realidade biológica específica, é legítimo questionar se essa realidade continua sendo considerada na representação institucional. Os direitos das mulheres não surgiram de abstrações teóricas. Eles nasceram de uma história concreta de desigualdade, violência e exclusão vivida por mulheres por causa do corpo feminino. Quando políticas públicas deixam de reconhecer essa realidade, corre-se o risco de enfraquecer justamente as estruturas que foram criadas para proteger mulheres. Reconhecer a importância do sexo biológico nas políticas públicas não é negar direitos a ninguém. É reconhecer que existem experiências específicas que precisam continuar sendo visíveis para que possam ser protegidas. Direitos das mulheres nasceram da realidade do corpo feminino. Ignorar essa realidade pode significar enfraquecer as próprias bases desses direitos. Reconhecer a importância do sexo biológico nas políticas públicas não significa negar direitos a ninguém. Significa reconhecer que existem experiências específicas que precisam continuar sendo visíveis para que possam ser protegidas. Porque uma pergunta permanece inevitável: se a palavra mulher deixa de ter relação com a realidade biológica, quem exatamente estará sendo protegido pelas políticas públicas destinadas às mulheres? Marisa Lobo atua como psicóloga e psicanalista, é pós-graduada em Psicanálise; Gestão e Mediação de Conflitos; Educação de Gênero e Sexualidade; Filosofia de Direitos Humanos e Saúde Mental; tem também habilitação para magistério superior. * Este texto reflete a opinião do autor e não, necessariamente, a do Pleno.News. Comunicar erro Comunicar erro Se você encontrou erro neste texto, por favor preencha os campos abaixo. Sua mensagem e o link da página serão enviados automaticamente à redação do Pleno.News, que checará a informação. 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Pleno News 11/03/2026 14:05

Você sabe a diferença entre refugiado, exilado, asilado e migrante?

Verônica Bareicha - 11/03/2026 14h05 Campo de refugiados (Imagem ilustrativa) Foto de Ahmed akacha/Pexels De vez em quando alguém pede um tema para esta coluna, e fico muito feliz em poder atender. Desta vez, um leitor pediu que eu explicasse a diferença entre refugiado, exilado e asilado. Em tempos de tantas incertezas políticas e reviravoltas globais, é muito bom sabermos exatamente o que cada um desses termos significa. Mas acrescentei ao pedido mais uma palavrinha: migrante, que penso completar esse conhecimento. Essas palavras são comumente usadas em contextos políticos e internacionais, mas cada uma tem um sentido específico. Veja só: O refugiado é aquele que deixa o seu país natal para escapar de algo muito ruim. São situações de guerra, perseguição religiosa, violência ou violações dos direitos humanos; às vezes, até fome. Basta pensarmos na quantidade de venezuelanos que atravessaram as fronteiras do nosso país em busca de comida e dignidade. Esses são os refugiados: pessoas que saíram de sua pátria não porque quiseram, mas porque precisaram buscar abrigo em outro lugar e, muitas vezes, nem sabem quando ou se poderão voltar. De acordo com a ONU, refugiado é quem, “por fundado temor de perseguição por motivos de raça, religião, nacionalidade, grupo social ou opiniões políticas”, procura abrigo em outro país. Já em nosso país, esse benefício é estendido a pessoas que sofreram graves violações de direitos humanos. E há um detalhe importante: a lei garante que o refugiado não será mandado de volta para a sua terra até que o pedido de refúgio seja analisado. O exilado, por sua vez, é aquele que vive fora de sua pátria por motivos políticos. Às vezes, a pessoa foi expulsa ou perseguida por causa de suas convicções ideológicas e está impedida de voltar. Em alguns casos, o exílio até acontece de maneira voluntária, mas a própria origem da palavra está associada à expulsão. Já o asilado é quem recebe asilo político em outro país. Ou seja, um governo concede proteção oficial a alguém que sofre perseguição política em sua terra de origem. Trata-se de um pedido de proteção diplomática, de abrigo. O migrante, por sua vez, é aquele que se desloca de um território para outro. Quem sai de seu país ou de sua região é um emigrante; quem chega é um imigrante. Ajuda pensarmos, por exemplo, nos imigrantes europeus que vieram morar no Brasil e também nos emigrantes nordestinos que, infelizmente, deixam sua região em busca de uma vida melhor. Percebe como esses termos se aproximam, mas não significam exatamente a mesma coisa? Às vezes, a diferença entre uma palavra e outra é pequena. Mas a diferença entre as histórias que elas contam pode ser enorme. Espero ter ajudado. Um abraço e até a próxima! Verônica Bareicha ama palavras e letrinhas desde sempre. Há vinte e tantos anos atua como revisora, redatora e ghostwriter. É pós-graduanda em Jornalismo Digital pela FAAP; pós-graduada em Mercado Editorial pela PUC-Rio e graduada em Letras, pelo Unasp-EC. Deseja neste espaço compartilhar o amor e dicas da língua portuguesa de forma leve, bem-humorada e divertida. * Este texto reflete a opinião do autor e não, necessariamente, a do Pleno.News. Comunicar erro Comunicar erro Se você encontrou erro neste texto, por favor preencha os campos abaixo. Sua mensagem e o link da página serão enviados automaticamente à redação do Pleno.News, que checará a informação. Nome Completo E-mail Telefone Descrição do erro Mais Recentes Trump diz que nunca esquecerá "inação" da Otan sobre o Irã Justiça derruba condenação de Nikolas por discurso com peruca H1N1 estava entre as amostras de vírus furtadas na Unicamp Adrilles usa batom e peruca para criticar projeto sobre misoginia Lula erra: "Brasil faz fronteira com toda a América do Sul" WhatsApp Entre e receba as notícias do dia Entrar no Canal Telegram Entre e receba as notícias do dia Entrar no Grupo O autor da mensagem, e não o Pleno.News, é o responsável pelo comentário.

Pleno News 11/03/2026 13:03

A vida milionária de Vorcaro: Um enredo que a Netflix não recusaria

Marco Feliciano - 11/03/2026 13h03 A vida milionária de Vorcaro: Um enredo que a Netflix não recusaria (Imagem ilustrativa) Foto: IA\Chat GPT A Netflix, aqui no Brasil, não teria dificuldade nenhuma para criar roteiros para suas produções. Apenas o ex-banqueiro Daniel Vorcaro já seria protagonista de uma imensa série de episódios, todos com enredos pra lá de interessantes. Vamos elencar alguns, aleatoriamente: — Festa de debutante da filha de Vorcaro realizada em Nova Lima (MG) para 500 convidados, ao custo de R$ 20 milhões. — A doação de um apartamento na Faria Lima, no valor de R$ 4,3 milhões, para sua influencer. — Festa para altas autoridades da República em Londres, com degustação de uísque raro, ao custo de R$ 6 milhões, fora o evento jurídico — motivo do convite — bancado pelo banco Master. Ainda: — Viagem em iate de luxo no Mediterrâneo, no Mad Summer, por R$ 10 milhões, com convidados exclusivos. — Festas milionárias com show de Coldplay e David Guetta, ao custo de R$ 38 milhões. — Camarote de R$ 40 milhões no Sambódromo da Sapucaí. — Festa de noivado em castelo na Itália, ao custo de R$ 38 milhões de dólares. — Venda de papéis podres para várias instituições financeiras, com a conivência de gestores corruptos. Enfim, enumerar todos os excessos do milionário de conto de fadas seria enfadonho; por isso, encerro aqui. Finalizo pedindo a Deus que pese a mão da justiça sobre esse homem e seus cúmplices, para satisfação de um povo pobre que não aguenta tantas taxas e impostos. E que Ele derrame as mais escolhidas bênçãos celestiais sobre todo o povo trabalhador que paga seus impostos. Marco Feliciano é pastor e está em seu quarto mandato consecutivo como deputado federal pelo Estado de São Paulo. Ele também é escritor, cantor e presidente da Assembleia de Deus Ministério Catedral do Avivamento. * Este texto reflete a opinião do autor e não, necessariamente, a do Pleno.News. Comunicar erro Comunicar erro Se você encontrou erro neste texto, por favor preencha os campos abaixo. Sua mensagem e o link da página serão enviados automaticamente à redação do Pleno.News, que checará a informação. Nome Completo E-mail Telefone Descrição do erro Mais Recentes Saiba como Bolsonaro recebeu notícia sobre prisão domiciliar Petistas pedem afastamento de Viana da presidência da CPMI Senadores acionam STF para forçar instalação de CPI do Master Médico diz que Jair Bolsonaro deverá ter alta nesta sexta-feira Uso de cigarro eletrônico entre adolescentes dispara no Brasil WhatsApp Entre e receba as notícias do dia Entrar no Canal Telegram Entre e receba as notícias do dia Entrar no Grupo O autor da mensagem, e não o Pleno.News, é o responsável pelo comentário.

Pleno News 11/03/2026 12:25

Entre Bíblias, iates e um pote de mel

William Douglas - 11/03/2026 12h25 Banqueiro Daniel Vorcaro entre iates, Bíblia e mel (Imagem ilustrativa) A mesma Bíblia pode estar nas mãos de homens que vivem de maneiras completamente opostas. O banqueiro Daniel Vorcaro, logo após sua prisão, foi visto portando um volumoso exemplar da Bíblia enquanto era conduzido pela Polícia Federal. A ordem de prisão foi assinada por alguém também conhecido por sua relação com o livro sagrado. Assim, preso e emissor da ordem de prisão, curiosamente, portam o mesmo livro. E é aí que as semelhanças se encerram. De um lado, temos um ministro conhecido por ser praticante da Palavra. Vale recordar que o então presidente Jair Bolsonaro prometera indicar para o Supremo Tribunal Federal alguém “terrivelmente evangélico”. Essa informação gerou uma espécie de “avivamento espiritual”, fazendo surgir Bíblias em alguns gabinetes e citações de seus versos em discursos de pessoas até então alheias à fé, verdadeiros “neoevangélicos”. Felizmente, a escolha recaiu sobre um jurista que não só é evangélico de fato, como também portador de currículo, experiência e conhecimento jurídico adequados para o cargo. De outro lado, há notícias de que Daniel Vorcaro frequentava igreja e até mesmo fez vultosas contribuições para a construção de um templo. Sua história com a Bíblia, porém, parece ter sido interrompida em algum momento e, agora, retomada. Nos últimos anos, ao menos aparentemente, as notícias dão conta de que o banqueiro desconhecia — ou, se conhecia, não praticava — alguns dos trechos mais impactantes das Escrituras Sagradas. Vorcaro deixa prisão em novembro de 2025 Ostentação de bens e outras práticas A trajetória recente de Daniel Vorcaro passou a ser analisada também pelo contraste entre investigações em curso e um padrão de gastos marcadamente luxuoso. Um dos episódios mais comentados foi seu noivado, realizado em setembro de 2023 em Taormina, na Sicília. O evento teria durado vários dias e contou com apresentações de artistas internacionais, com custo estimado em cerca de 42,4 milhões de dólares (aproximadamente R$ 222 milhões). Entre os nomes contratados estariam Coldplay, com cachê estimado em 11,4 milhões de dólares; Michael Bublé, 2 milhões de dólares; Andrea Bocelli, 981 mil dólares e David Guetta e Seal, com cerca de 937 mil dólares cada. Parte da celebração ocorreu em hotéis de altíssimo padrão, como o Four Seasons San Domenico Palace, um dos mais exclusivos da região. Além disso, investigações mencionam uma viagem de luxo no Mediterrâneo com custo aproximado de 1,88 milhão de euros (cerca de R$ 10 milhões), incluindo festas privadas a bordo de um superiate de grandes dimensões e eventos na Riviera Francesa. Documentos também apontam que, entre 2021 e 2023, mais de 68,9 milhões de dólares (cerca de R$ 390 milhões) teriam sido transferidos a empresas de eventos para financiar festas, viagens e celebrações privadas. No Brasil, o padrão de ostentação também aparece em outros episódios. Há referência a uma propriedade em Trancoso (BA) avaliada em cerca de R$ 280 milhões. Já a festa de 15 anos de sua filha, realizada em Nova Lima (MG), teve estrutura comparável à de grandes eventos internacionais, com atrações estrangeiras e até a hospedagem de moradores vizinhos em hotéis para evitar incômodos com o barulho da celebração. Naturalmente, todas essas informações derivam de investigações e reportagens públicas. Qualquer conclusão definitiva sobre o que efetivamente ocorreu, e sobre os aspectos jurídicos, depende do devido processo legal, da ampla defesa e do contraditório. Também surgiram notícias sobre pagamento de garotas de programa e realização de orgias — algo que, evidentemente, está muito distante do padrão moral recomendado pelas Escrituras. Uma das festas de noivado de Daniel Vorcaro, em Roma Foto: Reprodução O que a Bíblia recomenda Jesus alertava para haver cuidado com todo tipo de ganância e que “a vida de uma pessoa não é definida pela quantidade de bens que possui” (Lucas 12:15). Já o apóstolo Paulo advertia que “o amor ao dinheiro é raiz de todo tipo de mal” (1 Timóteo 6:9,10) e dizia que tinha “o cuidado de agir de forma correta não apenas diante do Senhor, mas também diante das pessoas” (2 Coríntios 8:21). O produto de dinheiro mal ganho ou mal gasto são “riquezas que apodrecem, roupas comidas por traças e ouro e prata que enferrujam” (Tiago 5:1-3). O rei Salomão, o homem mais sábio que já existiu, diz que “quem ama o dinheiro jamais se farta; quem ama a riqueza nunca se satisfaz com seus rendimentos” (Eclesiastes 5:10). Por fim, em algo que pode assustar os capitalistas mais ávidos por EBITDA ou dividendos exagerados, a Bíblia diz: Ninguém prejudique nem explore seu irmão. O Senhor castigará todos que cometem essas injustiças, como já os advertimos solenemente (1 Tessalonicenses 4:6). Outros empresários com Bíblias na mão e o mel do sertão O caso do empresário Vorcaro me traz à memória o que aconteceu em Picos, no Piauí — algo que nem sempre recebe a devida divulgação, mas que acalenta a alma de cristãos e não cristãos. Tudo começou com um desafio feito por um pastor a empresários cristãos: desenvolver um projeto social que gerasse renda real para famílias no sertão do Piauí. A Itus, associação voltada à transformação social e que reúne empresários e missionários, encontrou em Thiago Gama, da Mel Wenzel, um parceiro: ele tinha capacidade de compra de grandes quantidades de mel. E, no sertão, as famílias tinham a melhor matéria-prima possível, a mata nativa. Faltava apenas a ponte entre os dois. Nasceu, então, o Sertão do Bem. O projeto piloto começou com dez famílias: entregou kit completo de apicultura, capacitação técnica e acompanhamento. Hoje já são mais de 280 famílias participando e mais de 2.200 pessoas alcançadas em comunidades rurais de Massapê do Piauí, Monsenhor Hipólito e Jaicós. Na última safra, foram mais de R$ 390 mil pagos diretamente aos apicultores do projeto. Liberato, um dos apicultores, resume: tinha vontade de trabalhar com abelhas, mas não tinha condição. O projeto trouxe tudo — equipamento, conhecimento e oportunidade. Hoje ele não só produz, como já ensina outros. O Sertão do Bem vai além da renda. São 49 comunidades rurais e quatro vizinhanças urbanas impactadas. Famílias que encontraram esperança, propósito e comunidade. Pessoas que superaram depressão, reconstruíram suas vidas e voltaram a acreditar que é possível. Como disse Wilton Coutinho, presidente de Massapê do Piauí, a Itus elevou os potenciais da comunidade, melhorou a economia e, acima de tudo, fez o povo voltar a acreditar. Um exemplo de como empresários cristãos, movidos pelo que diz a Bíblia, investiram tempo e dinheiro “ensinando a pescar”. Isso gerou transformações reais: mais renda, riqueza, tributos, conhecimento e dignidade. A Bíblia mudaria a história? Pergunto-me como seria se a pressa em enriquecer não tivesse incentivado tantas operações ousadas e temerárias. Ou se menos ostentação não tivesse reduzido a necessidade de mobilizar quantias tão grandes de dinheiro. Ou, ainda, se, seguindo as lições do profeta Isaías, ao menos uma parte dessa enorme soma gasta em festas fosse direcionada para projetos sociais. Não tenho como deixar de imaginar quantas famílias poderiam mudar de vida com o que se gastou com festas, shows, iates, aviões e palácios. Particularmente, acho ótimo que os ricos aproveitem seu dinheiro — isto também é bíblico (Ec 6:3-5). Mas é preciso buscar um equilíbrio e, claro, sempre presumindo tratar-se de dinheiro honesto. Quando a casa cai Provérbios 13:11 ensina que “A riqueza obtida com desonestidade diminuirá, mas quem a ajunta aos poucos terá cada vez mais” (NVT). Antes de finalizar as investigações, não se pode afirmar que houve ilícito. Por outro lado, contudo, não parece haver dúvida de que houve ostentação e menos moderação e filantropia do que se poderia esperar de um praticante da Bíblia. Jesus, no Sermão do Monte (Mt 5-7), alerta que aqueles que escutam suas palavras e as praticam constroem sobre a rocha, e a casa suporta as tempestades, ventos e inundações. Já aqueles que escutam e não praticam — ou, poderíamos dizer, portam Bíblias, mas não a seguem — agem como o insensato que constrói a sua casa sobre a areia. Quando vierem as chuvas, as enchentes e os ventos baterem contra a casa, ela cairá com grande estrondo (Mt 7:26,27). Quando vêm as chuvas — ou a Polícia Federal — a casa cai. E grande é a queda. O que Jesus diria a Daniel Vorcaro? O Evangelho de Cristo é, sempre, o espaço da fé, da transformação e dos novos começos. Em Lucas 5:31,32, Jesus diz que veio “não para os sãos, mas para os doentes; não para chamar os justos, mas sim os pecadores, para que se arrependam”. A Bíblia, em Provérbios 28:13, ensina que “quem esconde seus pecados não prospera, mas quem os confessa e os abandona encontra misericórdia”. O ladrão da cruz, mesmo em seu derradeiro suspiro, teve a chance de mudar. Isso vale para todos. Logo, apesar das oportunidades desperdiçadas em tempos de aparente bonança, quem sabe Daniel Vorcaro não lerá com outra atitude a sua volumosa Bíblia? Quem sabe não se arrepende e confessa seus erros? Quem sabe começa um novo tempo? No plano jurídico, Vorcaro pode obter os benefícios da delação premiada. No plano espiritual — que é o que mais conta — pode receber perdão e misericórdia de Jesus, que já fez isso várias vezes: com Zaqueu, fiscal corrupto, e com o apóstolo Paulo, perseguidor de cristãos. A Bíblia nas mãos de Vorcaro é a mesma que levou empresários a ajudar pobres no sertão paraibano. Para alguns, ela é bússola e luz para o caminho; para outros, não passa de peça de decoração. Ela anuncia perdão e renovo para quem decide, de fato, mudar de vida. Mas também ensina que não basta ouvir, citar ou carregar a Bíblia: é preciso praticá-la. Porque, no fim, não é a tempestade que derruba a casa — é a forma como ela foi construída. William Douglas é professor de Direito Constitucional, escritor e desembargador federal no TRF2. * Este texto reflete a opinião do autor e não, necessariamente, a do Pleno.News. Comunicar erro Comunicar erro Se você encontrou erro neste texto, por favor preencha os campos abaixo. Sua mensagem e o link da página serão enviados automaticamente à redação do Pleno.News, que checará a informação. 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Pleno News 10/03/2026 09:42

Não erre mais: 7 erros de português que você pode evitar

Verônica Bareicha - 10/03/2026 09h42 Não erre mais (Imagem ilustrativa) Foto: Pixabay E aí? Tudo bem? Espero que sim. Mês de março andando, escola, faculdade, trabalho… tudo acontecendo. Que beleza! Então, como prometido, trago mais 7 erros de português e explico como não cometê-los mais. Vamos lá? 1. Clipe ou clipes? E aí, quando você vai pedir aquele grampinho que prende papéis, como fala? Clipe ou clipes? Senta que lá vem história: o clipe surgiu na Alemanha e ficou conhecido como clip nos países de língua inglesa. Portanto, em inglês, o plural é clips. Mas, em bom português, essa pecinha de metal se chama clipe. Logo, o plural é clipes. Sendo assim, fixe o papel sempre com clipe. Combinado? 2. Embaixo ou em baixo? Eita duplinha que costuma causar confusão, não é mesmo? Mas é simples, fácil de entender. Olha só: Embaixo, escrito junto, é advérbio de lugar. Significa que algo está numa posição inferior a outra. E veja o seguinte: embaixo é sinônimo de abaixo, debaixo, sob, por baixo e antônimo de em cima, acima e sobre. Exemplo: Passei o dia inteiro embaixo dos cobertores, com uma febre danada. Ou ainda: O gato gosta de ficar embaixo do sofá. Agora, em baixo, separado, funciona como adjetivo. Ele dá qualidade ao substantivo, lembra? Exemplo: Durante a ministração, se for imprescindível, fale em baixo tom de voz. 3. Encima ou em cima? Encima, escrito junto, é uma forma do verbo encimar, que é pouquíssimo usado, mas existe. Significa estar acima de algo ou colocar algo no alto. Exemplo: A cruz encima o monte. Ou: Um laço vermelho encima o cabelo da menina. Agora, em cima, escrito separado, é antônimo de embaixo e também um advérbio de lugar. Exemplo: Coloquei o livro em cima da mesa. Ou: Pegue o prato que está em cima da pia. Captou? Mas veja que curioso: costumamos dizer que um rapaz está “dando em cima” de uma moça (e vice-versa) quando alguém está interessado em outra pessoa. Já reparou? 4. 1,5 milhão ou 1,5 milhões? Sempre que usar milhão, lembre-se de que é um numeral. Sendo assim, só flexionamos a partir de 2 milhões… ou bilhões, trilhões, quatrilhões etc. Portanto, sempre fale ou escreva: 1,5 milhão. A palavra milhão faz concordância com o número 1. 5. Meio-dia e meio ou meio-dia e meia? Usamos meia quando nos referimos a mais meia hora. Então, apesar de ser meio-dia, o complemento referente à meia hora seguinte vem no feminino. Sendo assim, diga, ou escreva: Chegarei meio-dia e meia para o almoço. Combinado? 6. A todos ou à todos? Está aqui um errinho que vejo muita gente boa cometer e confesso que até fico empolada quando encontro por aí… brincadeira. Refiro-me a quem escreve à todos, com crase. Pronto. A partir de agora, se você escrevia assim, não vai mais escrever. Combinado? E por quê? Porque não se usa crase antes de pronomes indefinidos, como: muitos, poucos, nenhum, nenhuma, todos, pouca, alguma. Anotou? Então pode escrever com segurança: Bom dia a todos! (sem crase) Ou: Cheguei e cumprimentei a todos os presentes. Pronto. Tenho certeza de que agora tudo ficará bem! 7. A prazo ou à prazo? Preste atenção: compras podem ser feitas à vista e a prazo. Captou? À vista, com crase. A prazo, sempre sem crase. E por quê? Simples: não usamos crase antes de palavra masculina. No caso, prazo. Semana que vem, se Deus assim o permitir, prometo destrinchar melhor o assunto da crase. Por ora, espero ter ajudado você a não errar mais. Um abraço e até a próxima! Verônica Bareicha ama palavras e letrinhas desde sempre. Há vinte e tantos anos atua como revisora, redatora e ghostwriter. É pós-graduanda em Jornalismo Digital pela FAAP; pós-graduada em Mercado Editorial pela PUC-Rio e graduada em Letras, pelo Unasp-EC. Deseja neste espaço compartilhar o amor e dicas da língua portuguesa de forma leve, bem-humorada e divertida. * Este texto reflete a opinião do autor e não, necessariamente, a do Pleno.News. Comunicar erro Comunicar erro Se você encontrou erro neste texto, por favor preencha os campos abaixo. Sua mensagem e o link da página serão enviados automaticamente à redação do Pleno.News, que checará a informação. Nome Completo E-mail Telefone Descrição do erro Mais Recentes Esposa expõe lista de sonhos do marido em fase terminal Silvia Abravanel se filia ao PSD e pretende ser deputada federal Flávio Bolsonaro afirma que Lula "passa mão na cabeça de bandido" Apesar de deixar UTI, Bolsonaro segue sem previsão de alta No Rio, Igreja Batista Atitude terá musical de Páscoa, O Resgatador WhatsApp Entre e receba as notícias do dia Entrar no Canal Telegram Entre e receba as notícias do dia Entrar no Grupo O autor da mensagem, e não o Pleno.News, é o responsável pelo comentário.

Pleno News 09/03/2026 13:54

Lula não foi convidado por Trump para o Escudo das Américas

Marco Feliciano - 09/03/2026 13h54 Trump faz reunião de cúpula com líderes da América Latina; Lula não foi convidado Foto: EFE/ @DanielNoboa Os Estados Unidos da América promoveram, na Flórida, neste fim de semana, um evento chamado Escudo das Américas, com a participação de vários países latino-americanos. Neste momento difícil, de envolvimento dos cartéis de drogas com alguns governos que são omissos no combate a esses grupos criminosos, que cada vez mais se mostram poderosos, o presidente Trump sugeriu até o uso de mísseis contra esses cartéis terroristas que se infiltram em toda a sociedade. O governo brasileiro não foi convidado, até porque é considerado conivente com os cartéis por ser contra denominá-los como terroristas e não combater o crime organizado com o rigor necessário à sua erradicação. Nosso território está tomado por facções criminosas que movimentam bilhões de reais com o tráfico de drogas e lavagem de dinheiro, infiltradas na máquina estatal. Finalizo pedindo a Deus que livre nosso país do crime organizado, que cada vez mais estende seus tentáculos a todo o território nacional, e derrame as mais escolhidas bênçãos celestiais sobre todos. Marco Feliciano é pastor e está em seu quarto mandato consecutivo como deputado federal pelo Estado de São Paulo. Ele também é escritor, cantor e presidente da Assembleia de Deus Ministério Catedral do Avivamento. * Este texto reflete a opinião do autor e não, necessariamente, a do Pleno.News. Comunicar erro Comunicar erro Se você encontrou erro neste texto, por favor preencha os campos abaixo. Sua mensagem e o link da página serão enviados automaticamente à redação do Pleno.News, que checará a informação. Nome Completo E-mail Telefone Descrição do erro Mais Recentes Após saída de Ratinho, Caiado ganha força no PSD para 2026 Múcio reage a desejo dos EUA de ver facções como terroristas Policial penal é exonerado após suspeita de feminicídio na Bahia GloboNews pede desculpas após arte ligar Vorcaro a políticos Na Bahia, local que acolhe vítimas de violência é investigado WhatsApp Entre e receba as notícias do dia Entrar no Canal Telegram Entre e receba as notícias do dia Entrar no Grupo O autor da mensagem, e não o Pleno.News, é o responsável pelo comentário.

Pleno News 09/03/2026 09:57

Poder sem pudor

Juliana Moreira Leite - 09/03/2026 09h57 Daniel Vorcaro e Alexandre de Moraes Num país que levasse a sério a própria República, o episódio envolvendo Alexandre de Moraes e Daniel Vorcaro já teria provocado um abalo institucional imediato. Não se trata de rumores de bastidor, mas de registros da própria Polícia Federal indicando contatos desde as sete da manhã no dia em que Vorcaro foi preso. Quando um magistrado, com tamanho poder, aparece em comunicação direta com alguém no centro de uma investigação dessa magnitude, a questão deixa de ser detalhe processual e passa a ser um problema institucional. O quadro fica ainda mais estranho com a presença de Viviane, apontada como suposta advogada de Vorcaro, mas que sequer mantinha relação clara com ele. Em qualquer sistema jurídico sério, a distância entre juiz, investigado e defesa é absoluta. No Brasil, porém, essas fronteiras parecem dissolver-se com uma facilidade desconcertante. Tudo fica turvo: quem fala com quem, quem representa quem, quem deve explicações a quem. A verdade é que a confiança pública nas instituições já foi corroída há muito tempo. Casos como esse apenas tornam visível aquilo que muitos brasileiros já sentem: um sistema que parece fechado sobre si mesmo, onde o poder circula entre poucos e as perguntas mais óbvias raramente recebem respostas. E quando a sociedade começa a acreditar que as regras não valem para todos, o que se perde não é apenas credibilidade — é a própria ideia de justiça. Juliana Moreira Leite é jornalista especialista em cultura, escritora e curiosa. Nesse espaço vai falar sobre assuntos da atualidades sob a sua visão. * Este texto reflete a opinião do autor e não, necessariamente, a do Pleno.News. Comunicar erro Comunicar erro Se você encontrou erro neste texto, por favor preencha os campos abaixo. Sua mensagem e o link da página serão enviados automaticamente à redação do Pleno.News, que checará a informação. Nome Completo E-mail Telefone Descrição do erro Mais Recentes Comandante da GCM de Vitória é morta por PRF, seu ex-namorado Chappell Roan pede desculpas a família de Jorginho por incidente Gospel é o 2º gênero musical mais ouvido do Brasil, mostra pesquisa Mercado eleva previsão da inflação para 4,17% este ano CPMI cogita ordenar condução coercitiva da ex-noiva de Vorcaro WhatsApp Entre e receba as notícias do dia Entrar no Canal Telegram Entre e receba as notícias do dia Entrar no Grupo O autor da mensagem, e não o Pleno.News, é o responsável pelo comentário.

Pleno News 08/03/2026 10:28

Mulher cristã: Dignidade, proteção e posicionamento

Mulheres (Imagem ilustrativa) Foto: Freepik O Dia Internacional da Mulher não deve ser capturado por discursos ideológicos que afastam a mulher de sua essência bíblica. A verdadeira valorização feminina começa no princípio: “Criou Deus o homem e a mulher à Sua imagem” (Gênesis 1:27). A dignidade da mulher não depende de militância; ela é estabelecida por Deus. A Bíblia apresenta mulheres fortes, firmes e espiritualmente influentes. Ester enfrentou o poder político para salvar seu povo. Débora exerceu liderança em Israel. Maria foi escolhida para gerar o Salvador. Essas mulheres não precisaram negar sua fé nem romper com os princípios divinos para exercer impacto. Jesus foi o maior defensor da dignidade feminina. Em uma sociedade marcada por opressões, Ele protegeu, ouviu e restaurou mulheres. Impediu o apedrejamento de uma acusada (Jo 8:1-11), revelou-se Messias a uma samaritana (Jo 4:4-42) e confiou às mulheres o anúncio da ressurreição. Cristo confrontou o pecado, mas nunca humilhou a mulher. Diante de um mundo no qual milhões ainda sofrem violência física, emocional e psicológica, a Igreja não pode se omitir. Violência doméstica, abuso e exploração são pecados graves. Defender a mulher não é aderir ao feminismo radical; é cumprir o mandamento bíblico de fazer justiça e amar a misericórdia (Mq 6:8). A mulher cristã é resiliente porque sua força vem do Senhor. Ela edifica sua casa, influencia gerações e sustenta espiritualmente a sua família. Não é vítima de narrativas que a colocam contra o homem, mas parceira na construção de uma sociedade saudável. Neste Dia Internacional da Mulher, é tempo de reafirmar: a mulher deve ser protegida, honrada e respeitada. A Igreja precisa ser voz ativa contra a violência e exemplo de cuidado. Valorizar a mulher é defender o plano original de Deus para a humanidade.

Pleno News 06/03/2026 16:12

Sucessão no Irã: Mojtaba, filho de Ali Khamenei

Manifestantes carregam cartazes com fotos de Mojtaba Khamenei Foto: EFE/EPA/ABEDIN TAHERKENAREH Esta semana, meios de comunicação informaram que autoridades iranianas se inclinam a nomear Mojtaba Khamenei como sucessor de seu pai como líder supremo. A Assembleia de Peritos, reunindo-se remotamente devido a bombardeios em Teerã, confirmará essa escolha. A decisão é arriscada: Israel alertou que qualquer novo líder supremo “será um alvo inequívoco para eliminação”, com militares preparados para agir. Mojtaba, de 56 anos, está posicionado para assumir o controle da rede de 5 mil funcionários do escritório do seu pai. Diferentemente de outros candidatos, ele não precisaria de anos para se afirmar, pois já influenciava decisões cruciais. No entanto, sua autoridade dependerá mais da coesão dentro do Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC) do que da legitimidade clerical, dadas suas credenciais teológicas modestas. Ele cultivou influência nas instituições de segurança, financiando projetos de mísseis, e sua base de poder remonta à Guerra Irã-Iraque. O contexto da sucessão é traumático. Mojtaba perdeu a mãe, esposa e irmã no ataque que matou seu pai. Isso pode torná-lo menos inclinado a acordos com os Estados Unidos e Israel, movido por sentimentos vingativos. Para consolidar poder numa sucessão dinástica controversa, ele realizará expurgos de lealdade nas forças de segurança e fortalecerá o papel do IRGC na governação e na economia. O presidente Trump classificou Mojtaba como “inaceitável” e um “peso-leve”, exigindo envolvimento na nomeação. Estrategicamente, a ascensão de Mojtaba traz riscos. Sob pressão, ele pode optar por medidas extremas para restaurar a dissuasão: expansão de ataques com mísseis, escalada de proxies, repressão interna e aceleração de atividades nucleares. Sua estratégia será uma “consolidação desafiadora”, confiando no poder coercitivo do IRGC para demonstrar resiliência. A médio prazo, o regime pode buscar armas nucleares para prevenir ataques. Se o regime colapsar, Mojtaba pode liderar uma insurgência. Esta sucessão, ocorrendo em meio à guerra, moldará a próxima fase do conflito, podendo estabilizar o regime através do medo ou acelerar sua fragmentação, definindo o futuro da região.

Pleno News 06/03/2026 09:42

O STF e a fronteira do equilíbrio democrático

Estátua da Justiça, na Fachada do Supremo Tribunal Federal Foto: Dasfour2022/CC 4.0 Recentemente, tive a satisfação de conceder uma entrevista ao jornalista Pedro Campos, no programa Jornal Gente, da Rádio Bandeirantes. Indagado sobre o que está acontecendo com o Supremo Tribunal Federal (STF), respondi a ele prontamente e, agora, compartilho com os leitores os pontos centrais daquelas considerações, como extensão desta reflexão. Tenho a impressão de que o cerne da questão reside no fato de que, em um determinado momento destes últimos anos, de forma inédita em nossa história, o Supremo decidiu assumir-se também um partner, um parceiro, um player político no cenário nacional. Quando o Excelso Pretório começou a invadir as competências do Legislativo e do Executivo, ele, de certa forma, transformou-se no “Supremo Poder” da República, acima dos demais Poderes. Durante o regime militar, tínhamos o Poder Executivo como dominante; agora, temos um Poder que, por ter a prerrogativa dá “última palavra” sobre o Direito, interfere e legisla, repetidas vezes, no lugar do Parlamento e, frequentemente, atua nas atribuições do Executivo. Não emito juízo de valor sobre os ministros, até porque possuo obras escritas em coautoria com vários deles, participei de bancas de doutorado, compartilhei painéis e proferi palestras com a maioria deles e os considero grandes juristas. Não concordo, entretanto, com suas atuais decisões porque vivi e participei daqueles 20 meses de discussão da Assembleia Nacional Constituinte, ao lado de Ulysses Guimarães e Bernardo Cabral — presidente e relator do processo que resultou na nossa Carta Magna. Esse fato me permitiu testemunhar a intenção original dos constituintes com a nova Constituição. Saindo de um regime de poder centralizado, o desejo dos constituintes era a consolidação de três Poderes estritamente independentes e harmônicos. Todavia, a partir do momento em que o STF assume prerrogativas não previstas no texto constitucional, agindo por conta própria, torna-se, inevitavelmente, um player político. Por esse motivo, independência e harmonia entre os Poderes, as competências de cada esfera foram delimitadas com exaustão na Constituição. Houve um tempo em que o povo nutria um respeito profundo pelo Supremo, reconhecendo-o como a instituição mais digna e admirada do país. Eu saía com os ministros e andávamos sozinhos pela rua, sem necessidade de segurança. Naquela época, não era preciso dizer que eles eram os defensores da democracia, porque todos já o sabiam. Agora, infelizmente, tudo isso mudou. Minha divergência não diz respeito aos juristas, nem à dignidade pessoal de cada um, mas à forma como passaram a interpretar e reescrever a Constituição Federal. Com todo respeito, e sem emitir juízo de valor, acredito que, no momento em que começaram a reescrever o texto e a interferir nos demais Poderes, tornaram-se alvos de reações políticas. À medida que essa demonstração de força se acentuou, os outros Poderes também reagiram. Portanto, os ministros passaram a sofrer reações igualmente políticas. Tenho a sensação de que o Supremo poderia retomar o perfil da era de Moreira Alves, Oscar Corrêa e outros. Os próprios ministros atuais poderiam reconduzir o Tribunal ao seu papel histórico: o de guardião da Constituição, e não o de legislador complementar ao Congresso ou de um Executivo ad hoc. Caso contrário, continuarão sendo alvo das críticas políticas, que variam conforme o posicionamento da ocasião. O caso do Banco Master, por exemplo, deveria estar, a meu ver, sob o juiz natural, em primeira instância, pois Daniel Vorcaro não possui foro especial. No entanto, levaram a questão para o Supremo. O mesmo ocorreu com os episódios de 8 de janeiro: uma série de questões levadas à Corte sem que os envolvidos tivessem a prerrogativa que a Constituição exige para o julgamento pelo STF. A Constituição é clara sobre quem deve ser julgado pelo Supremo: o presidente, deputados, senadores e outros cargos específicos. Jamais cidadãos comuns, sem qualquer destaque na vida pública. Este panorama desfigurou a imagem do STF. Pesquisas de opinião evidenciam que a reputação da Suprema Corte perante a sociedade é hoje muito inferior à de períodos anteriores, quando a instituição era amplamente respeitada. Somado a isso, nota-se uma reação crescente na imprensa e nas redes sociais contra um protagonismo que extrapola os limites estabelecidos pela Constituição. A Constituição brasileira é clara: o artigo 49, inciso XI, estabelece ser competência exclusiva do Congresso Nacional “zelar pela preservação de sua competência legislativa em face da atribuição normativa dos outros Poderes”. Isso permite ao Parlamento sustar atos de outros Poderes que invadam sua função legislativa. Já o artigo 103, § 2º, reforça que, mesmo nas ações diretas de inconstitucionalidade por omissão, o papel do Supremo limita-se a declarar a lacuna e notificar o Legislativo. Ou seja, dar ciência ao Poder competente para a adoção das providências necessárias. O referido artigo regula a Ação Direta de Inconstitucionalidade por Omissão (ADO) e estabelece que, “ao declarar a inconstitucionalidade por falta de medida para tornar efetiva uma norma constitucional, o STF dará ciência ao Poder competente para a adoção das providências necessárias ou, se o órgão for administrativo, para fazê-lo em 30 dias”. Portanto, segundo a Carta Magna, o STF não pode substituir o Congresso, pois a criação da lei permanece como uma atribuição indelegável do Poder Legislativo. Ao decidir interferir nas funções do Legislativo e do Executivo, determinando, inclusive, atos administrativos de governo, o Judiciário rompeu o equilíbrio democrático. O resultado é que os três Poderes perderam sua essência e geraram uma profunda desfiguração institucional. É precisamente nessa politização generalizada que reside a grave crise de confiança que vivemos atualmente, evidenciando que a restauração da harmonia entre as instituições é, antes de tudo, o resgate do império da própria Constituição.

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