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Coalizão EUA-Israel versus Irã

Por Lawrence Maximus
30 de March, 2026
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Coalizão EUA-Israel versus Irã

Lawrence Maximus - 30/03/2026 12h34

Em Teerã, se veem os destroços dos 100 dias da guerra Foto: EFE/Jaime León

Este artigo apresenta uma breve análise dos primeiros 100 dias da guerra entre a coalizão EUA-Israel e o Irã, iniciada em 28 de fevereiro de 2026. O objetivo declarado pela administração Trump e pelo governo Netanyahu foi claro: desmantelar as capacidades militares do Irã, especialmente seu programa nuclear, sua indústria de mísseis balísticos e a estrutura de comando da Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC), eliminando uma ameaça existencial à segurança de Israel e à estabilidade regional.

Todavia, os dois aliados estavam lutando na mesma guerra, mas perseguindo objetivos de longo prazo fundamentalmente diferentes. Enquanto a Operação Fúria Épica (Epic Fury) do exército americano concentra-se na destruição de infraestrutura militar, a Operação Rugido do Leão (Roaring Lion) de Israel busca a mudança de regime.

A coalizão agiu de forma preventiva diante da aceleração do programa nuclear iraniano e do apoio contínuo do regime a grupos terroristas como Hezbollah, Hamas e Houthis. Nos primeiros 100 dias, a operação combinou superioridade aérea, ataques de precisão e inteligência de alto nível, resultando em degradação significativa das capacidades iranianas, embora o conflito tenha se estendido além das estimativas iniciais de quatro a seis semanas.

Realizações estratégicas da coalizão:

— Superioridade aérea e degradação de capacidades;
— Eliminação de liderança;
— Impacto no programa nuclear;
— Isolamento naval.

Desafios e custos:

— Duração e sustentabilidade — O que começou como uma operação rápida evoluiu para um conflito prolongado.
— Impacto econômico regional — Aumento nos preços do petróleo, ameaças ao Estreito de Ormuz e ataques a infraestrutura energética aumentaram a volatilidade global.
— Frentes múltiplas — Israel enfrentou desgaste em operações simultâneas contra Irã, Hezbollah e tensões na Cisjordânia, levando o chefe do Estado-Maior israelense a alertar sobre sustentabilidade.

Conclusão:
Após 100 dias, a coalizão EUA-Israel afirma ter alcançado objetivos centrais: neutralizar a ameaça nuclear iminente, degradar severamente o aparato militar iraniano e expor a vulnerabilidade do regime teocrático.

Entretanto, o regime iraniano permanece no poder, embora enfraquecido, e o risco de escalada ou guerra prolongada persiste. A vitória tática deve ser convertida em ganhos estratégicos duradouros, possivelmente via negociações de cessar-fogo sob condições favoráveis à coalizão (desmantelamento completo do programa nuclear e fim do apoio ao terrorismo).

Lawrence Maximus é cientista político, analista internacional de Israel e Oriente Médio, professor e escritor. Mestre em Ciência Política: Cooperação Internacional (ESP), Pós-Graduado em Ciência Política: Cidadania e Governação, Pós-Graduado em Antropologia da Religião e Teólogo. Formado no Programa de Complementação Acadêmica Mastership da StandWithUs Brasil: história, sociedade, cultura e geopolítica do Oriente Médio, com ênfase no conflito israelo-palestino e nas dinâmicas geopolíticas de Israel.

* Este texto reflete a opinião do autor e não, necessariamente, a do Pleno.News. Comunicar erro Comunicar erro

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