Flávio Bolsonaro e a CPMI do Master
Magno Malta - 14/05/2026 16h34
Flávio Bolsonaro Foto: EFE/ Andre BorgesAo longo da minha vida pública, aprendi que, nos momentos de crise, é preciso agir com serenidade, coragem e compromisso com a verdade. Quando um fato explode na imprensa, muitos correm para acusar, outros preferem se omitir, e poucos se dispõem a defender aquilo que realmente importa: justiça, equilíbrio e transparência.
Foi o que ocorreu após a divulgação do áudio envolvendo o senador Flávio Bolsonaro e o banqueiro Daniel Vorcaro, que é envolvido em denúncias relacionadas ao Banco Master.
Antes de qualquer precipitação, é preciso afirmar de forma objetiva: ninguém pode ser condenado por manchete, vazamento seletivo ou exploração política. O Brasil já assistiu, inúmeras vezes, a julgamentos antecipados promovidos por interesses eleitorais e ideológicos.
Conheço Flávio Bolsonaro. Sei de sua trajetória, de sua lealdade à família, de sua postura pública e da responsabilidade com que sempre conduziu sua vida política. Flávio não surgiu do nada. Hoje é senador da República, mas também foi lançado como pré-candidato à Presidência por Jair Bolsonaro, homem honrado, perseguido por amar este país e por enfrentar um sistema que, há décadas, saqueia o Brasil.
Vejo muitos tentando aproveitar esse episódio para semear divisão no campo da direita conservadora. Quando percebem que a direita está forte, organizada e competitiva, tentam fragmentá-la.
Se o conteúdo tratado no áudio dizia respeito a patrocínio privado para um projeto audiovisual, isso precisa ser analisado dentro da legalidade, sem histeria e sem oportunismo. Relações privadas lícitas não podem ser automaticamente criminalizadas apenas porque envolvem nomes conhecidos ou adversários políticos da esquerda.
Agora, uma coisa precisa ser dita: o caso Banco Master ultrapassa, e muito, qualquer áudio isolado, que nada indica ilegalidade. Trata-se de um fato amplo, que exige apuração séria e profunda. E a direita tem lutado para instalar uma investigação sobre esse banco e o impedimento sempre veio da… esquerda, não de Flávio.
O Brasil precisa saber tudo o que ocorreu em torno dessa instituição financeira: seus vínculos, operações, relações políticas, influência econômica e possíveis conexões com agentes públicos, além da questão do INSS. Por isso, defendo a imediata instalação de uma CPMI do Banco Master.
A Comissão Parlamentar Mista de Inquérito deve convocar todos os envolvidos, quebrar sigilos necessários dentro da lei, ouvir autoridades, examinar contratos e esclarecer à sociedade brasileira quem se beneficiou, quem se omitiu e quem eventualmente praticou irregularidades.
O que não aceito é ver setores da esquerda, que silenciaram diante de escândalos bilionários, agora quererem posar de paladinos da moralidade em cima de Flávio Bolsonaro. Muitos dos que hoje apontam o dedo conviveram com mensalão, petrolão, empreiteiras amigas e aparelhamento institucional. Afinal, até que se prove o contrário, Flávio não praticou qualquer crime.
Também não aceito ver parte da própria direita agir por impulso, movida por ansiedade eleitoral, atacando seus próprios aliados sem conhecer os fatos. Divergência é legítima. Autofagia política é burrice. Nosso verdadeiro adversário continua sendo o projeto de poder da esquerda que afundou o Brasil na corrupção, na censura e no atraso.
Em suma, o Brasil não precisa de linchamento midiático contra Flávio Bolsonaro. O Brasil precisa de coragem. E, neste momento, essa coragem só poderá ser manifestada através da CPMI do Banco Master.
Magno Malta é senador da República. Foi eleito por duas vezes o melhor senador do Brasil.
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