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A face aiatolá de Lula

Por Lawrence Maximus
20 de March, 2026
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A face aiatolá de Lula

Lawrence Maximus - 20/03/2026 13h46

Lula usa um keffiyeh, lenço-símbolo da causa Palestina Foto: EFE/Andre Borges

Em primeiro lugar, ao longo dos últimos anos, sempre defendi que Lula não representava apenas uma ameaça para o Brasil, mas para o mundo. Quando imaginamos já ter atingido o fundo desse esgoto, a situação pode sempre se agravar ainda mais com o petista.

Em coletiva no último dia 12 de março, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva fez uma confissão que deveria soar como um alerta a todos os brasileiros preocupados com a segurança nacional e com a credibilidade do país no cenário internacional.

Ao detalhar os termos de um acordo de 2010 envolvendo urânio e o regime iraniano, Lula não apenas revisitou um episódio sombrio de sua política externa, mas expôs uma visão de mundo que coloca interesses ideológicos acima do pragmatismo e da aliança estratégica com o Ocidente.

O chanceler Mauro Vieira, com uma narrativa fantasiosa, em audiência na Câmara dos Deputados no dia 18 de março, tentou conferir tons dourados a essa relíquia diplomática.

Segundo o ministro, a “Declaração de Teerã” – articulada por Brasil e Turquia – poderia ter evitado o atual cenário de tensão com o Irã e “impedido o acúmulo de material nuclear enriquecido nos níveis atuais”. Assim, o governo Lula insiste em um padrão de comportamento já escancarado por documentos diplomáticos vazados pelo WikiLeaks.

Na época, a diplomacia americana já apontava que o Brasil, sob o comando de Celso Amorim, “manobrava para dificultar negociações promovidas por Washington no Oriente Médio”.

A estratégia não era a da paz desinteressada, mas a de uma aliança tácita com o Irã, em uma tentativa pueril de contrapor-se aos Estados Unidos e construir uma “frente para resistir aos americanos”, conforme revelam os documentos.

Em suma, Lula e seu governo, ao reabilitarem a Declaração de Teerã, demonstram que sua visão para o Brasil é uma vassalagem a regimes ditatoriais, em detrimento da nossa soberania e da nossa tradição diplomática.

A embriaguez política de Lula é uma chacota global…

Lawrence Maximus é cientista político, analista internacional de Israel e Oriente Médio, professor e escritor. Mestre em Ciência Política: Cooperação Internacional (ESP), Pós-Graduado em Ciência Política: Cidadania e Governação, Pós-Graduado em Antropologia da Religião e Teólogo. Formado no Programa de Complementação Acadêmica Mastership da StandWithUs Brasil: história, sociedade, cultura e geopolítica do Oriente Médio, com ênfase no conflito israelo-palestino e nas dinâmicas geopolíticas de Israel.

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