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Lula no metaverso: Um cosplay de Robin Hood
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Lula no metaverso: Um cosplay de Robin Hood

Por Lawrence Maximus
12 de May, 2026
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Imagem da Notícia: Lula no metaverso: Um cosplay de Robin Hood

Lawrence Maximus - 12/05/2026 14h32

Lula no metaverso: Um cosplay de Robin Hood (Imagem ilustrativa) Foto: IA\Chat GPT

No mundo imaginário do lulopetismo, o metaverso é uma bela história política e eleitoral de seus personagens.

Ao contrário de Lula e sua amizade colorida e desenfreada por milionários, Robin Hood, herói lendário dos quadrinhos e do cinema, subtraía bens da nobreza em benefício dos pobres. Eis uma contradição notável para quem se autodenomina “pai dos pobres”.

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Ao me deparar com essa fantasia (referindo-me ao aludido plano do governo), lembrei-me da célebre frase do vice-presidente Geraldo Alckmin — “Lula quer voltar à cena do crime” — durante as campanhas presidenciais de 2018 e 2022.

A frase de Alckmin — “voltar à cena do crime” — funciona hoje como metáfora de um dilema maior: como avaliar a legitimidade de um governo que propõe combater práticas das quais seus integrantes foram historicamente acusados e presos?

São necessárias três considerações:

1. A memória política importa: acusações passadas, condenações judiciais (como as da Lava Jato, posteriormente anuladas por militâncias políticas) e alianças com figuras controversas criam um déficit de confiança que não se resolve apenas com novos decretos.

2. A coerência retórica é teste de credibilidade: quando um vice-presidente que antes denunciava corrupção agora integra o governo que promete combatê-la, a população tem o direito de refutar e descredibilizar tal plano.

3. O perigo da instrumentalização: se o plano contra o crime for usado para perseguir opositores enquanto ignora ilícitos de aliados, ele se tornará exatamente um sistema que poupa os criminosos e criminaliza o oponente.

Portanto, a ironia da “cena do crime” não está apenas na mudança de alianças de Alckmin, mas no desafio permanente de qualquer democracia: como garantir que o combate ao crime não se transforme em instrumento de poder?

Neste contexto brasileiro, ecoa a frase do filme Robin Hood – A Origem:

Deus está lá em cima, eu estou aqui embaixo. Cada um de nós precisa se levantar, ou todos iremos cair.

Lawrence Maximus é doutorando em Ciências Políticas pela Pontificia Universidad Católica Argentina. Como cientista político, especializado em Cooperação Internacional, desenvolveu em seu Mestrado pesquisa sobre a UNRWA e os eventos de 7 de outubro, analisando o duplo papel desempenhado por instituições internacionais em zonas de conflito. É embaixador do Yad Vashem (Formação em Holocausto e combate ao Antissemitismo pelo Museu do Holocausto de Jerusalém, Israel).

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