G1 Mundo

Irã volta a monitorar uso do véu islâmico em mulheres

today3 de janeiro de 2023 17

Fundo
share close

Mais de cem dias após a morte da jovem iraniana Mahsa Amini, presa pela polícia de costumes do Irã por uso incorreto do véu islâmico, as autoridades iranianas lançam uma nova campanha para fiscalizar o uso do hijab, ainda obrigatório no país.

Desde o final de setembro, centenas de pessoas foram mortas durante os protestos que eclodiram no país, e milhares foram presas.

Segundo a polícia, citada pela agência de notícias iraniana Fars, esta nova campanha chama-se “Nazer-1”, que significa “vigilância” em persa. Se uma mulher dirigindo ou uma passageira de um veículo não usar o véu, o proprietário recebe uma mensagem pedindo que o hijab seja respeitado e que a desobediência não seja repetida.



O procurador-geral do Irã anunciou o fim da polícia da moralidade

O procurador-geral do Irã anunciou o fim da polícia da moralidade

Por enquanto, a polícia se contenta em enviar uma simples mensagem de texto (SMS) sem medidas punitivas ou multas. Porém, vários parlamentares disseram, nas últimas semanas, que multas podem ser impostas aos infratores. Antigamente, o carro dos infratores ficava imobilizado por algumas semanas.

Após as manifestações que se seguiram à morte de Mahsa Amini, uma curda iraniana de 22 anos, as autoridades do país anunciaram, no início de dezembro, o fim da polícia da moralidade que prendia mulheres e meninas vestidas de forma imprópria na rua.

Nas últimas semanas, contudo, vê-se cada vez mais meninas ou mulheres sem véu nas ruas, sem a intervenção da polícia. Vários clérigos conservadores pediram uma ação policial mais firme para impor o uso do acessório.

Pelo menos 448 pessoas foram mortas nos protestos no Irã, segundo um balanço da Iran Human Rights (IHR), uma ONG com sede em Oslo.

O aiatolá Ali Khamenei, autoridade máxima da República Islâmica, de 83 anos, acusa os Estados Unidos e seus aliados, como Israel, de fomentar “distúrbios” no país. 




Todos os créditos desta notícia pertecem a G1 Mundo.

Por: G1

Esta notícia é de propriedade do autor (citado na fonte), publicada em caráter informativo. O artigo 46, inciso I, visando a propagação da informação, faculta a reprodução na imprensa diária ou periódica, de notícia ou de artigo informativo, publicado em diários ou periódicos, com a menção do nome do autor, se assinados, e da publicação de onde foram transcritos.

Avalie

Post anterior

a-polemica-sobre-suposta-rede-de-‘delegacias’-instaladas-pela-china-em-53-paises

G1 Mundo

A polêmica sobre suposta rede de ‘delegacias’ instaladas pela China em 53 países

Mas um grupo de ativistas especializados em China vem advertindo que essa rede de vigilância não funciona somente dentro de suas fronteiras. A ONG Safeguard Defenders, com sede em Madri, na Espanha, divulgou relatos sobre a suposta existência de ao menos 102 "centros de serviços policiais chineses" em 53 países, incluindo sete na América Latina — inclusive o Brasil. Essas "delegacias" teriam sido criadas oficialmente para ajudar em trâmites administrativos […]

today3 de janeiro de 2023 8

Publicar comentários (0)

Deixe uma resposta

Seu endereço de email não será publicado. Os campos obrigatórios estão marcados com *

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.


0%