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Veja quem são os vereadores presos em operação do MP por suspeita de participação em esquema de fraudes ligadas ao PCC

today16 de abril de 2024 5

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Além dos três parlamentares, outras 11 pessoas foram detidas até o início da manhã, suspeitos de fraudar licitações em todo o estado.

Entre os alvos também estão empresários e agentes públicos de prefeituras e câmaras municipais do estado.

Segundo os promotores, os três vereadores detidos até o momento são os seguintes:



O g1 procurou a assessoria dos três parlamentares, mas não obteve retorno até a última atualização desta reportagem.

MP e Polícia realizam operação contra grupos ligados ao PCC para fraudar licitações em SP

MP e Polícia realizam operação contra grupos ligados ao PCC para fraudar licitações em SP

Segundo os investigadores, o grupo de políticos e empresários presos tinha várias empresas e atuava forjando concorrência para vencer licitações e firmar contratos com diferentes prefeituras para contratação de mão de obra terceirizada.

A atuação deles no sistema tinha apoio e participação de agentes públicos, dentre eles, vereadores.

O MP não informou os serviços que eram prestados pela mão de obra terceirizada e em quais setores, mas afirma que os contratos somam mais de R$ 200 milhões nos últimos anos.

CONHEÇA QUEM SÃO OS VEREADORES PRESOS:

O vereador Ricardo Queixão (PSD), da cidade de Cubatão, no litoral de SP. — Foto: Divulgação/Câmara Municipal de Cubatão

O vereador tem atuação forte na Associação Cidade de Madeira (futura Escola de Samba da Vila dos Pescadores) da cidade.

Foi eleito pela primeira vez em 2012 com 2.099 votos, pela coligação PRB/PMDB/PSDC.

Em 2016 foi o terceiro vereador mais votado com 1.967 votos pela coligação PDT/PSD/PROS. No pleito de 2020, foi eleito pela terceira vez, dessa vez como a menor quantidade de votos das últimas disputas: 1.031 votos.

Luiz Carlos Alves Dias (MDB)

O vereador Luiz Carlos Alves Dias (MDB), o Luizão Arquiteto, de Santa Isabel, no interior de SP. — Foto: Divulgação/Câmara de Santa Isabel

Luiz Carlos Alves Dias (MDB), conhecido como Luizão Arquiteto, é comerciante no ramo imobiliário e formado em Arquitetura e Urbanismo.

O vereador foi presidente da Câmara Municipal da cidade por sete anos. A primeira vez entre 2013 e 2014 e, novamente, de 2019 até 2023. Na eleição de 2020 teve 539 votos.

Atualmente é membro do Conselho de Ética e Disciplina Parlamentar do Legislativo de Santa Isabel.

Flavio Batista de Souza (Podemos)

Flavio Batista de Souza (Podemos) tem 57 anos, é empresário e conhecido como Inha. — Foto: Divulgação/Câmara de Ferraz de Vasconcelos

Flavio Batista de Souza (Podemos) tem 57 anos, é empresário e conhecido como Inha.

Está no terceiro mandato como vereador de Ferraz de Vasconcellos, tendo sido eleito em 2020 com 1.843 votos.

A operação desta terça-feira (16) foi feita pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO), do Ministério Público de São Paulo, e a Polícia Militar.

A ação mira uma quadrilha ligada à facção criminosa. Segundo os investigadores, o grupo tinha várias empresas e atuava forjando concorrência para vencer licitações e firmar contratos com diferentes prefeituras para contratação de mão de obra terceirizada.

A atuação deles no sistema tinha apoio e participação de agentes públicos, dentre eles, vereadores.

Foram expedidos mandados de busca e apreensão em 42 endereços, e outros 15 de prisão temporária, todos pela 5ª Vara Criminal de Guarulhos.

Dinheiro apreendido na manhã desta terça-feira (16) durante operação do MP-SP contra alvos ligados ao PCC. — Foto: Acervo pessoal

Guarulhos, São Paulo, Ferraz de Vasconcelos, Cubatão, Arujá, Santa Isabel, Poá, Jaguariúna, Guarujá, Sorocaba, Buri, Itatiba e outros municípios têm contratos sob análise.

Segundo os promotores, havia simulação de concorrência com empresas parceiras ou de um mesmo grupo econômico.

Também há evidências de corrupção de agentes públicos e políticos (secretários, procuradores, presidentes de Câmara de Vereadores, pregoeiros etc.) e diversos outros crimes – como fraudes documentais e lavagem de dinheiro.

Policiais do 15º BAEP e da Rota participam de operação do MP-SP em São Paulo nesta terça (16). — Foto: Acervo pessoal

Um foragido da Justiça é acusado de fazer parte do PCC e comandar uma empresa de ônibus

Um foragido da Justiça é acusado de fazer parte do PCC e comandar uma empresa de ônibus

De acordo com os promotores, o grupo usava as empresas Transwolff e UPBus – que prestam serviços de transporte coletivo nas Zonas Sul e Leste da capital – para lavar dinheiro da organização criminosa.

Por causa da operação, a Justiça determinou que a SPTrans e a Prefeitura de SP fizessem uma intervenção nas duas empresas, com o objetivo de manter as linhas de ônibus operadas por elas funcionando na cidade.

Segundo a denúncia do Gaeco à Justiça, a Transwolff e a UPBus receberam mais de R$ 5,3 bilhões da prefeitura desde 2015, ano da assinatura dos primeiros contratos de concessão com a SPTrans, para operação de linhas de ônibus nas Zonas Sul e Leste da cidade.

Esses contratos foram renovados em 2019 pela gestão do então prefeito Bruno Covas (PSDB), morto em maio de 2021, vítima de um câncer aos 41 anos.




Todos os créditos desta notícia pertecem a G1 Santos.

Por: G1

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