G1 Mundo

Homem condenado à morte por asfixia por nitrogênio perde recursos na Justiça, e Alabama se prepara para a execução

today25 de janeiro de 2024 11

Fundo
share close

O estado do Alabama, nos Estados Unidos, deverá executar na noite desta quinta-feira (25) um prisioneiro com o método de asfixia com gás nitrogênio. É uma forma mais simples de execução do que a injeção letal, mas ainda não testado, por isso tem causado controvérsia.

O homem a ser executado é Kenneth Smith, que foi condenado por um homicídio de 1988. Os advogados dele fizeram duas últimas tentativas para adiar a execução, mas ambas foram rejeitadas pela Justiça dos EUA (veja mais abaixo).

Ele é uma das poucas pessoas que já sobreviveram a uma tentativa de morte pelo Estado: em 2022, tentaram executá-lo com injeção letal, mas não encontraram uma veia que pudesse servir como via intravenosa para aplicar o veneno, e então desistiram.



Agora, a técnica será a seguinte: ele será amarrado em uma maca e vão colocar uma máscara que vai cobrir a boca e o nariz. Essa máscara estará conectada a um cilindro com gás nitrogênio, sem nada de oxigênio. Assim, ele não vai conseguir inspirar oxigênio.

O estado do Alabama afirma que esse o método mais indolor de execução porque ele deve perder consciência em poucos minutos e morrer logo em seguida.

Quem é contra a pena de morte (inclusive os especialistas em direitos humanos da ONU) disseram que o método é uma experimentação com um ser humano e que pode simplesmente causar lesões sem matá-lo ou até mesmo ser uma morte com tortura.

Tentativas de última hora

Os advogados dele fizeram duas tentativas de última hora para impedir a execução.

  • Na quarta-feira, os advogados argumentaram à Suprema Corte dos EUA que um homem condenado à morte não pode ser submetido a duas tentativas de execução. O pedido foi negado.
  • Também na quarta-feira, os advogados entraram com um recurso em um tribunal de apelações afirmando que pode haver problemas com a máscara e que há risco de dano ao cérebro. O tribunal negou o pedido. Os representantes de Smith, então, recorreram à Suprema Corte, que nesta quinta-feira, falou para a execução prosseguir.

Kenneth Smith, homem condenado à pena capital no estado do Alabama, nos EUA — Foto: Reuters

Peritos em pena de morte afirmam que o estado do Alabama não deu informações suficientes sobre como agiria caso haja algum problema.

O pastor Jeff Hood, conselheiro espiritual de Smith, estará ao lado do condenado na hora da execução. Ele teve que assinar um formulário reconhecendo o risco que o método de execução representa para outros.

No ar que respiramos há cerca de 78% de nitrogênio e cerca de 20% de oxigênio. Se o cilindro fizer a concentração de nitrogênio da sala aumentar, e a de oxigênio, diminuir, pode haver algum risco de que os presentes fiquem inconscientes.




Todos os créditos desta notícia pertecem a G1 Mundo.

Por: G1

Esta notícia é de propriedade do autor (citado na fonte), publicada em caráter informativo. O artigo 46, inciso I, visando a propagação da informação, faculta a reprodução na imprensa diária ou periódica, de notícia ou de artigo informativo, publicado em diários ou periódicos, com a menção do nome do autor, se assinados, e da publicação de onde foram transcritos.

Avalie

Post anterior

a-escolha-de-ucraniana-como-miss-japao-que-gerou-debate-sobre-identidade-nacional-no-pais

G1 Mundo

A escolha de ucraniana como Miss Japão que gerou debate sobre identidade nacional no país

Foi o que uma Carolina Shiino chorosa disse, num japonês impecável, logo após ser coroada Miss Japão 2024 na segunda-feira (22). A modelo de 26 anos nasceu na Ucrânia, mas mudou-se para o Japão aos cinco anos de idade e cresceu em Nagoya. Ela virou a primeira cidadã japonesa naturalizada a vencer o concurso, mas sua vitória reacendeu um debate sobre o que significa ser japonesa. Enquanto alguns consideraram sua […]

today25 de janeiro de 2024 8

Publicar comentários (0)

Deixe uma resposta

Seu endereço de email não será publicado. Os campos obrigatórios estão marcados com *

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.


0%