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‘Abusos’ a estátuas femininas expõem assédio sexual na Alemanha

today11 de abril de 2024 7

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Para mostrar as marcas deixadas pelo assédio sexual, organização alemã chama atenção para estátuas de mulheres nuas com seios visivelmente desgastados após terem sido tocados de maneira indevida durante muitos anos.


Para mostrar as marcas deixadas pelo assédio sexual, organização alemã chama atenção para estátuas de mulheres nuas com seios visivelmente desgastados após terem sido tocados de maneira indevida durante muitos anos. — Foto: Sina Schuldt/dpa/picture alliance/Via DW



“O assédio sexual deixa marcas.” Essa frase, estampada em enormes cartazes brancos, foi colocada em três cidades alemãs atrás de estátuas de bronze de mulheres nuas cujos seios se tornaram visivelmente mais claros por terem sido tocados com frequência durante muitos anos.

A ação é parte da campanha Unsilence the violence (“‘dessilenciar” a violência”, em tradução livre), lançada pela organização alemã de defesa dos direitos das mulheres Terre des Femmes.

Segundo o grupo, duas em cada três mulheres são assediadas sexualmente em algum momento de suas vidas.

“O assédio sexual é um problema trivializado ou ignorado com demasiada frequência”, afirmou em nota a porta-voz da Terre des Femmes, Sina Tonk. “Temos de trabalhar juntas para assegurar que as vozes das vítimas sejam ouvidas e que os perpetradores sejam responsabilizados.”

Os cartazes foram colocados atrás da estátua de Julieta Capuleto na praça Marienplatz, em Munique; da “Jovem”, no museu Hoetgerhof de Bremen; e da “Senhora Reno”, que faz parte da fonte de Netuno, localizada no centro de Berlim.

‘Décadas de ataques dos transeuntes’

Quem passou pelas instalações pôde acessar por meio de um código QR gravações que fazem com que as estátuas puderam “falar”.

As imagens das instalações mostram que os seios das mulheres nas estátuas possuem uma cor mais clara em relação ao restante da obra, o que sinaliza onde elas “são tocadas com maior frequência”, disse a porta-voz da ONG.

As três estátuas “demonstram visivelmente as décadas de ataques dos transeuntes” que deixaram marcas, “assim como ocorre com as pessoas afetadas pela violência sexualizada”.

Há mais de 40 anos a Terre des Femmes realiza campanhas contra violações dos direitos humanos de meninas e mulheres e a discriminação de gênero.




Todos os créditos desta notícia pertecem a G1 Mundo.

Por: G1

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