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Após ataques russos, Ucrânia anuncia contraofensiva; decisão pode levar guerra a uma nova fase

today29 de abril de 2023 5

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“Os preparativos estão chegando ao fim”, declarou o ministro da Defesa ucraniano, Oleksiy Reznikov, sobre o grande ataque que seu país quer lançar para reconquistar os territórios ocupados pela Rússia no leste e no sul.

“O equipamento foi prometido, preparado e parcialmente entregue. De uma forma geral, estamos prontos”, disse o ministro em uma entrevista coletiva. “Quando Deus quiser, [quando houver] o clima e a decisão dos comandantes, nós faremos [a contraofensiva]”.

“Todo ataque, todo ato perverso contra nosso país e nosso povo aproxima o Estado terrorista do fracasso e da punição”, reagiu o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, no Telegram, exigindo uma “resposta” internacional ao “terror russo”.



“Quero ver meus filhos, vivos ou mortos”

A Rússia, por sua vez, afirmou ter bombardeado “pontos de implantação temporária das unidades de reserva das forças armadas ucranianas” com “armas de alta precisão”.

“Todos os alvos designados foram atingidos”, afirmou o Ministério da Defesa da Rússia.

“Quero ver meus filhos, vivos ou mortos”, disse Dmytro, 33, morador do prédio afetado. “Eles estão sob os escombros.”

Pelo menos 23 pessoas, incluindo quatro crianças, morreram neste edifício, de acordo com o último relatório do Ministério do Interior.

Outro ataque russo, em Dnipro, uma cidade no centro-leste da Ucrânia, causou a morte de “uma jovem” e “uma criança de 3 anos”, informou o prefeito Borys Filatov, no Telegram.

Ao todo, o exército ucraniano anunciou, também no Telegram, que havia derrubado “21 mísseis de cruzeiro do tipo X-101/X-555 de um total de 23, assim como dois drones”.

Míssil atinge prédio residencial em Uman, no centro da Ucrânia

Míssil atinge prédio residencial em Uman, no centro da Ucrânia

As autoridades instaladas por Moscou anunciaram na sexta-feira (29) que nove pessoas morreram e 16 ficaram feridas em ataques das forças ucranianas em Donetsk, a principal cidade controlada pelos russos no leste da Ucrânia.

Durante o inverno europeu, a Rússia tentou mergulhar a Ucrânia na escuridão e na desordem, golpeando a infraestrutura de energia do país, uma estratégia que, no entanto, falhou.

A perspectiva de uma futura ofensiva do exército ucraniano, apoiado por poderosos equipamentos ocidentais, traria a guerra para uma nova fase, após mais de um ano de conflito de grande intensidade.

Há meses, a Ucrânia afirma querer lançar um ataque decisivo para reverter o curso da invasão russa e liberar os quase 20% de seu território ocupado, incluindo a península da Crimeia.

Para ajudar Kiev, os países membros da Otan e seus parceiros forneceram aos ucranianos 230 tanques de combate e mais de 1,5 mil outros veículos blindados, anunciou, na quinta-feira (27), o secretário-geral da organização, Jens Stoltenberg.

A Ucrânia recebeu, na sexta-feira, armas Caesar, da Dinamarca, sem especificar o número. Copenhague, no entanto, havia prometido em fevereiro passado entregar 19 dessas armas de fabricação francesa. A Rússia, por sua vez, mobilizou centenas de milhares de reservistas.

Apesar do apoio na linha de frente dos paramilitares do Grupo Wagner, as forças russas encontram grandes dificuldades em Bakhmout, uma cidade do leste que tentam capturar há muitos meses, a batalha mais longa e sangrenta desta guerra.

Para Moscou, trata-se de reivindicar a vitória após tantos reveses humilhantes no ano passado. Os confrontos se tornaram mais violentos porque as forças especiais russas estão lutando na cidade, de acordo com informações do exército ucraniano.

Fotomontagem com Volodymyr Zelensky, da Ucrânia, e Xi Jinping, da China — Foto: Reuters e AFP

Perto de Bakhmout, Alex, 34, está prestes a ir para uma trincheira na frente de batalha para defender a cidade. “Estamos com falta de soldados, temos muitos feridos, e também mortos (…). Às vezes, nas trincheiras, temos que nos esconder atrás de um cadáver. Não importa se é um ucraniano ou outro, é a única maneira de sobreviver”, contou ele.

Kiev explica sua estratégia de guerra de desgaste na área para limitar ao máximo as possibilidades do exército russo de continuar sua conquista de Donbass, uma grande bacia industrial na parte oriental da Ucrânia.




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Por: G1

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