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Argentina emitirá notas de 20 mil e 50 mil pesos, diz Milei

today27 de dezembro de 2023 2

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Milei confirmou a criação das novas notas após ser questionado sobre isso durante uma entrevista ao canal de notícias La Nación + e fez referência à quantidade de bilhetes que argentinos têm de usar atualmente, por conta da alta inflação.

“Sim. É uma tortura o problema do dinheiro. Imagina que você tem que fazer um pagamento em dinheiro e tem que andar com um bolo de papéis. É uma etiqueta na testa dizendo ‘me roube’. Isso dificulta muito as transações e aumenta muito os custos”, declarou.

Na entrevista, Milei argumentou que a nova medida vai reduzir a quantidade de notas circulando no país. “(O bolo de notas) só vai circular quando compramos dólares e, nesse sentido, tirando o setor cambiário, a quantidade de dinheiro estaria fixa”.



O novo presidente não disse, no entanto, quando as novas notas começarão a ser emitidas. Até a última atualização desta notícia, o BC da Argentina ainda não havia se pronunciado sobre o anúncio de Milei.

A nota mais alta em circulação atualmente na Argentina é a de 2.000 pesos (cerca de R$ 12), que passou a ser emitida no início deste ano também como uma tentativa de “secar” a circulação de dinheiro.

Presidente argentino Javier Milei afirmou nesta terça-feira (26) em entrevista à televisão argentina que alguns membros do Congresso argentino querem propina para aprovar seu “decretaço”. — Foto: Reprodução/Redes sociais

Sem apresentar provas, Milei também associou a lentidão na tramitação de projetos no Congresso ao fato de “alguns” legisladores buscarem “propina”. As declarações do presidente foram dadas em entrevista à televisão argentina LN+.

“Parte da lentidão dos legisladores se deve ao fato de também buscarem propinas. Alguns, eu digo. Mas o fato de gostarem de discutir é porque estão em busca de propina. Isso aponta justamente contra os corruptos. E uma das coisas que procuram é entrar nessa dinâmica para vender seus votos. Tem muitos criminosos por aí”, afirmou Milei.

Milei também afirmou que fará uma consulta popular caso o Congresso rejeite deu “decretaço”: “se eles rejeitarem, eu convocaria um plebiscito e pediria que me explicassem por que estão contra o povo”.

A Constituição Argentina estabelece que caso um plebiscito convocado pelo Poder Executivo sobre o DNU seja aceito, o pacote não entra em vigor automaticamente, mas traria mais capital político para o presidente.

Em sessões extraordinárias previstas para os próximos dias, os parlamentares discutirão o DNU de Milei, que modifica ou revoga mais de 350 normas no país e tem o objetivo de desregular a economia argentina, além de um pacote de leis promovido pelo Executivo.

“Os deputados e senadores terão que escolher entre apoiar o que o povo votou, a mudança, esta Argentina que queremos para o povo de bem e sem o peso do Estado, ou continuar a obstruir esta mudança e [impedir o que] a maioria do povo quer”, disse Manuel Adorni, porta-voz do governo, em comunicado divulgado nas redes sociais.

Entre outros pontos, o decreto desregulamenta o serviço de internet via satélite e a medicina privada, flexibiliza o mercado de trabalho e revoga uma série de leis nacionais. As medidas incluem também a conversão de diversas empresas estatais em sociedades anônimas, facilitando o processo de privatização dessas instituições.

Após uma semana com diversos protestos contra as reformas, o presidente convocou o parlamento para sessões extraordinárias entre os dias 26 de dezembro e 31 de janeiro. O Congresso poderá provar ou rejeitar o texto integralmente, sem a possibilidade de debater os detalhes de seu conteúdo.

Na pauta das sessões extraordinárias, Milei incluiu ainda propostas para a restituição de impostos sobre os salários, modificações na lei eleitoral e reformas do Estado.

“Apelamos à boa vontade e que estejam à altura da situação no contexto de urgência em que todos os argentinos estão imersos”, disse Adorni.

As organizações e as centrais sindicais convocaram uma manifestação na próxima quarta-feira (27) diante dos tribunais. O intuito é entregar à Justiça o pedido de contestação do decreto, e uma ação para suspender todos os seus efeitos.

O Ministério Público Federal terá que responder às contestações em um processo que pode chegar até a Suprema Corte da Argentina.

A Argentina vive uma das piores crises econômicas de sua história recente, com 40% da população vivendo na pobreza e a inflação ultrapassado os 140% anuais. Milei tem dito que o corte dos gastos públicos será equivalente a 5% do Produto Interno Bruto (PIB) do país.




Todos os créditos desta notícia pertecem a G1 Mundo.

Por: G1

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